Crônicas da Surdez

Aparelhos auditivos e… salões de beleza!!

Quem acompanha o Crônicas sabe que também escrevo o Sweetest Person, que trata de assuntos do universo feminino – peruices e beleza incluídos aí. Na minha última ida ao salão de beleza, fiz tantas observações que tive certeza de que renderia um post. 🙂

Quem usa aparelhos auditivos sofre um pouquinho no salão de beleza. Se do alto da minha super perda auditiva o barulhão do secador me irrita, com AASI ativo e operante…meldels! E, num lugar assim, é uma sinfonia de secadores a mil, pessoas gritanto, coisas caindo no chão, rádio ligado, TV ligada, um profissional berrando pro outro, e por aí vai. Impossível não tontear e perder a concentração.

Antigamente, quando era teimosa e não queria saber de usar aparelhos, me tiravam pra louca. Primeiro, porque eu não avisava ninguém de que não escutava direito. Segundo, porque cabeleireiro adora puxar um papo enquanto lava o seu cabelo – e um surdo sem AASI lavando o cabelo com uma pessoa falando atrás dele vai conversar que é um espetáculo né? Rsrsrsrsrs!!

Hoje em dia, não saio de casa sem AASI. Já fui em salões (aos quais nunca mais voltei, obviamente) onde o(a) cabeleireiro(a), ao ver meus aparelhos auditivos, fez uma cara de criança assistindo filme de terror e me deixou constrangida com o seu próprio constrangimento. Porém, na semana passada, voltei a um que gosto muito. Conheci o proprietário na época em que ele trabalhava em outro salão, cujo dono tinha um filho surdo – e por isso, lá todos agiam com delicadeza e sensibilidade ao lidar com um deficiente auditivo.

Sempre que vou ao salão dele, relaxo. Ele fala comigo com calma e articula super bem os lábios. Até tenho que dar um toque nele que não precisa falar tão devagar – me pergunto se ele acha que não escuto o que ele fala, de AASI escuto tudinho e mais um pouco. 🙂

Nessa última tarde de beleza, fui arrumar a cor do cabelo e fazer manicure/pedicure. Quando chegou a hora de lavar as madeixas, a manicure estava pronta para começar a pintar as minhas unhas. Aí veio o click no cérebro: “Nãaao! Deixa pra pintar depois, porque eu preciso tirar os aparelhos auditivos pra lavar o cabelo!”. Nesse momento senti vontade de ter o lançamento da Siemens, o Aquaris, que é à prova d’águaSe ela pintasse, na hora de tirar os AASI, eu ia estragar todo o trabalho da moça. Não dava.

Aí, tirei os aparelhos – e avisei o cabeleireiro que ia lavar meu picumã, porque ainda não nos conhecíamos “Ó, se quiser falar comigo, me cutuca, senão vai ficar falando sozinho!” – e comecei a raciocinar: depois que ele lavar, vai fazer escova, e não tô a fim de escutar aquela barulheira que parece que vai perfurar minha cabeça. Aí chamei a manicure e falei “Pode pintar!”. E ela: “Mas tu não vai estragar as unhas quando for colocar os aparelhos?”. Eu: “Fica tranquila, porque só vou colocar no final da escova e até lá as unhas já secaram!”.

E assim foi. Fiquei uns 40 minutos curtindo um silêncio maravilhoso e lendo uma revista. Quando fiquei prontinha, recoloquei os AASI e voltei para aquela orquestra demoníaca de sons altíssimos vindos de todas as direções ao mesmo tempo.

Minha mãe estava comigo e começou a reclamar que eu estava ‘falando para dentro’, ou seja, falando muito baixinho. Mas a sensação, ao ouvir tanto barulho no mesmo lugar, é de que qualquer palavra que sai da minha boca é um GRITO. Mesmo não sendo, rsrsrsrs. Aí preciso me readptar ao real nível de barulho que emito.

Essa matéria (clique aqui para ler) fala que o barulho do secador pode causar perda auditiva. Gente, como os cabeleireiros conseguem trabalhar num local tão ruidoso sem nenhum tipo de proteção à sua saúde auditiva. Como dizem, tem que ver isso aí. Nesse tipo de situação é que invejo demais o cérebro dos ouvintes e sua capacidade de ‘anular’ os sons irritantes do ambiente.

Quem usa aparelho auditivo tem que ficar esperto num lugar desses, porque, como você relaxa, pode acabar esquecendo de tirar os aparelhos na hora de lavar o cabelo e aí é morte sem chance de ressuscitação. Um perigo!! A única vez que me aconteceu algo assim foi em casa. Entrei no banho e, quando estava prestes a colocar a cabeça debaixo do jato d’água, notei que estava ouvindo um barulho que parecia uma cachoeira e….NÃAAAAAO! Inclinei o corpo 1 centésimo de segundo antes de dar perda total num par de AASI caríssimo. Uh, la la! Foi por pouco!!

E vocês, como se viram quando vão a salões de beleza?

8 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010, e também escrevo o blog Sweetest Person desde 2007. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

32 Comentários

  • No artigo sobre salão de beleza é extamente assim, ri bastante com a reportagem acontece muito isso comigo, muitas vezes o cabelereiro começa a falar deixo falando sozinho no momento que está lavando o meu cabelo bjao

  • Oi Paula,

    Pelo visto salão de beleza é um desafio para todas, quem tem facilidade com leitura labial ainda leva alguma vantagem, atualmente uso aparelho retro mas tenho dois da Siemens Music micro que estão precisando de manutenção mas a Siemens fez o favor de tirá-los de linha e não tem mais peças para reposição, então deixo para usá-los somente quando vou ao salão, pois eles são tão bons que mesmo com peças defeituosas ainda ouço muito bem. Meu sonho de consumo seria um destes novinho mas o com o similar atual não tenho o mesmo ganho, uma pena.
    Com esses aparelhos faço escova e tintura na boa, não me queixo do barulho e só tiro para lavar, aviso antes que não irei escutar e me desligo de tudo.
    Também não marco manicure quando vou lavar os cabelos para poder tirar e colocá-los sem estragar as unhas, as vezes já chego com os cabelos lavados, agiliza, não tenho de tirar os aparelhos e economizo kkkkk
    Mas confesso que é no salão de beleza que me sinto constrangida em outros ambientes não tenho nenhum problema com minha surdez.
    bjs. Cássia

  • Vou em um salão que o dono é surdo do lado esquerdo desde criança , ele não usoa AASI, ainda bem que ele me entende. Quando começam a falar comigo digo que estou com sono, só pra disfarçar.

  • Acompanho seu blog há +- 2anos ( foi uma das melhores coisas q aconteceu na minha vida), nunca postei nada. Uso AASI há 18 anos e não vivo sem eles. A ida em salão de beleza só não é pior pq vou no mesmo há 10 anos e a Dna do salão sabe da minha dificuldade auditiva. O barrulho dos secadores não me incomoda, o q me incomoda é q moro em cidade pequena onde tdos se conhecem, então vou ao salão e fico rezando p/não aparecer nenhuma conhecida , pq sem o AASI não entendo quase nada qdo falam. Marco um horario q tenha menor movimento, tbem lavo os cabelos em casa, assim diminui o tempo que tenho q ficar no salão, mas qdo não da tempo de lavar em casa tiro o AASI no momento de lavar e coloco qdo termina a escova. Qdo elas funcionarias querem falar alguma coisa, falam depois q coloco o AASI. E durante do processo de secagem fico com a cara enfiada lendo revista, assim ninguem se atreve a conversar e pensam q eu estou na minha. E mesmo com dto esse trabalho vou ao salão tda semana. Marco manicure em horario diferente, se não na hora de tirar o AASI vai estragar tda a unha. Falei demais, adoro o cronicas, bjos fui…

  • Ah eu vou no mesmo salão desde os 12 anos, ainda era ouvinte quando comecei a ir, elas estão acostumadas, mas lá faço manicure, pédicure, depilaçao, escova e hidratação, cortar é só no Werner.
    Ai no Werner eu já aviso tudo antes e falo pra me cutucarem caso precisem.
    Mas eu quando vou em lugar barulhento chego em casa e até tiro o IC, passo horas sem, porque fico até com dor de cabeça. É um trauma rs.

  • Gostei do comentario do Rodrigo sobre durabilidade dos analógicos, pois o meu durou 11 anos sem uma única revisão… Sobre Cabeleleiros, a minha não tem paciência não, me dá cada cutucão, fico como um espantalho na mãos dela, empurra minha cabeça de um lado pro outro, ficou envergonhada, pior…ela é minha irmã……..

  • Oi galera, amei o site!! Nunca tinha procurado nada que fosse tão legal compartilhado assim. Sou surda H:90-5, bilateral moderada, e o cabeleireiro sem dúvida é algo que nos deixa sem jeito… muitas vezes a gente fala que não ouve as pessoas ficam pasmas e não sabem como agir. E nem sempre a gente está com aquela disposição. Muita vezes vou algum lugar que sei que vai rolar suor eu fico loca tentando achar um jeito de guardar ele pra não estragar. Vou ler sempre o site amei! O pessoal daqui tem facebook? Forum alguma coisa?? vamos se juntar pessoal?? é muito bom isso aqui! beijão

  • É. Salão de beleza! Exatamente como a Paula descreveu o que aconteceu com ela. Sempre que a moça me levar para lavar os cabelos, eu me prontifico a tirar os aparelhos e colocá-los na bolsa antes de sentar. O barulho da conversa, dos equipamentos, do movimento, do burburinho não deixa de aparecer e nunca vai sumir. Rsrs. Uma coisa, eu NÃO tenho o meu cabeleireiro preferido porque até hj não me consigo acostumar com o “estilo” de cortar os cabelos deles! Ainda que após tudo – lavagem, corte e escova – eu me vejo no espelho e considero isso como “bom”. Dificil eu dar uma nota excelente! 🙁 Já mudei algumas xs o visual, mas deixei várias vezes o cabelo crescer mais. Ainda gosto de cabelo médio.
    Quanto a esquecer de tirar os aparelhos no banho ou na água, eu já esqueci, sim, no banho algumas xs. Estas umas xs, já no banho, escutei um som bem estranho. Dei umas olhadas de lado para prestar atenção na direção do som. E então, decidi olhar para cima, olhei para o chuveiro. “Ah, era o som!”, eu conclui. Epa! Esqueci de tirar os aparelhos! Ainda bem que não molhou os aparelhos. Claro, numas outras xs, devido ao meu nervosismo, já entrei com estes aparelhos, molhando no banho…porém, num só minuto, sai rápido, tirei os aparelhos e verifiquei como estavam, preocupada. Não estragou, ufa! Agora, antes de eu ir ao banheiro, deixo os aparelhos, pois a umidade lá no banheiro pode estragar os aparelhos!É um hábito “santo” diário!!
    Toda vez que eu entrar na água, sempre tiro os aparelhos e coloco num lugar. Já considero um hábito.
    Beijos.

  • Ah Paulinha, legal ter tocado nesse assunto.
    Meu cabeleireiro é um anjo, um doce de pessoa. Quando comecei a ser atendida por ele, expliquei de uma vez só que teria q explicar o corte antes, e tal, pq ia ficar sem os aparelhos, afinal, precisamos lavar antes né. Ele sorriu, e com toda a paciência do mundo, fez todas as perguntas para que ficasse tudo do meu jeito. Quando ele precisou perguntar alguma coisa e estava sem os aparelhinhos, ele me viu do espelho, falou só com os lábios, e eu respondo. Com toda a paciência do mundo, um amor. Sem questionamentos, sem encheção do saco. Ele fala comigo tão natural, olhando para mim pelo espelho, que quem está por perto nem percebe rsrsrs
    E é assim até hoje!
    Antes dele o mundo para meus cabelos não existiam rsrsrsrs
    Eu ia muito com a minha mãe, e qualquer coisa, ela estava sempre lá. Hoje já nem preciso 🙂
    obs: Nunca fiz escova com os aparelhos, sempre achei que o calor derreteria a bateria! Tenho pavor!!

  • Rodrigo não precisa ir sofrer tem removedor de cutícula, ok.Rsrsrs.Mas entrar no banho com aparelho é tenso, nunca aconteceu comigo, mas óculos já e mto.Então te entendo.rsrsrs

    Paula, vc disse sobre o barulho no salão e como eles aguentam.Uma dica de post seria aparelhos em academia de ginástica.O que é aquilo?? Som alto, TV alta, aulas à parte com professor gritando.Isso sim, deixa a cabeça rodando.Me aconteceu um quase “mico” ..ai.ai.ai.., se tiver o post conto.rsrsr
    Bjo

  • Quase não vou ao salão tbm, mas quando eu vou, procuro marcar em uma hora que esteja menos movimentado, aí a orquestra demoníaca (hahaha) quase não existe. E para lavar o cabelo já tiro os aparelhos e aviso que não escuto, como o povo já me conhece fico super sossegada. Depois eu coloco de novo, principalmente se tenho que fazer algo diferente no cabelo e a cabeleireira tem que me perguntar o que eu quero.

    Rodrigo, eu praticamente chorei de rir com o seu comentário! rsrs, fiquei imaginando as cenas, e o seu desespero, eu sei, foi trágico, mas do modo como vc contou ficou cômico, as lágrimas escorregam pelo rosto!!! hehehe
    Eu quase entrei no chuveiro com os meus AASI uma vez, lembrei quando estava na porta do box e dei um grito para alguém pegar meus estojos para eu tirar o aparelho, um baita susto!
    Na praia já acostumei a não usar pq a humidade e a maresia enlouquecem meus AASI, fazer mil barulhos e acaba com as baterias em questão de minutos, terrível. Quem sabe um dia arrumo um a prova d’água, seria perfeito.
    Beijos!

    • Julie,

      Cansei de entrar no chuveiro e ouvir o barulho d’água caindo…. Aí eu paro e penso: “Perae! Eu não deveria escutar isso.”

      Aí lembro que o aparelho ainda está no ouvido…

  • Olá!

    Achei o máximo esse post, sofro essa mesma situação nos salões mas gças a Deus que tb encontrei um do qual me sinto a vontade em manejar os aparelhos auditivos e os profissionais já me conhecem demais daí aprenderam a lidar comigo. Uma graça!

    Já aconteceu comigo de esquecer de tirar os aparelhos na hora do banho! Ooo susto! kkkkk

    Adorei esse post, foi o máximo!

  • Quase não vou ao salão, a não ser para depilação e sobrancelhas… A sala fica no primeiro andar, distante dessa orquestra demoníaca (adorei essa hahaha)!

    Nem me fale em esquecer de tirar os aparelhos em certas situações que já me dá calafrios. Já esqueci mais de 3x de tirá-los no banho, mas felizmente o meu cabelo protegeu em todas as vezes e percebi antes que molhasse completamente! Ai, ai, ai, meu coração… heheheh

  • hahahah adoreeeei esse post!!!

    Ah, sempre foi tranquila pra mim no salão, toda vez que lavo o cabelo, tiro e aviso qdo falar comigo, pra me cutucar, etc! Sendo que meu aparelho é a prova da agua, mas acredite se quiser, nunca molhei! haahhaha

    beijoos!

  • Oi Paula

    Legal esse seu post.
    Tem um salão aqui em São Paulo que é especializado em cabelos cacheados e foi paixão a primeira vista, só que detalhe, e a vergonha de admitir a surdez???
    Bom, a primeira vez em que fui nesse salão ainda tinha vergonha da minha surdez só que aos poucos toda essa bobagem foi passando e num belo dia, quando fui cortar (ele corta o cabelo á seco mesmo) tava lá o aparelhão…rsrsrs
    Ai eu perguntei se não havia problema, ele disse que nenhum, ou seja, agente perde muito tendo vergonha de si mesmo!! Hj em dia já não fico como boba sem entender direito, o que eu quero é ouvir!!!rs
    Ahhh… sobre o lance do aparelho auditivo e a água, vc acredita que uma vez deixei o meu cair no vaso sanitário!!!
    Eu uso um par de aparelhos da Bernafon e por incrível que pareça o aparelho não estragou, peguei ele correndo, coloquei no desumidificador, troquei a pilha e depois de um tempo, lá estava o bichinho, fununciando!!!rs

    beijo

  • é sempre uma novela eu ir ao cabelereiro.
    alem de todas essas situações, qndo estao cortando o cabelo a franja, com toda a cabelama na frente do rosto, resolvem puxar assunto, na hora de lavar o cabelo tbm..
    aqui em santa maria nunca fui a algum salão pq sem minha mae, acabo ficando sem jeito, e as pessoas nao sabem q a gente tem um problema, mas enfim
    sempre é bom compartilhar, algo com voces!!!

    bjs

  • Eu como uma ex-ouvinte, pensei nisso semana passada qdo fui dar uma renovada no visual.Nunca gostei de ficar falando demais em salões, tem gente que acha que eles são terapeutas e falam a vida toda.E tb alguns cabeleireiros falam horrores.Eu pegava as revistas(pq odeio ficar parada esperando algo sem ler nada).E ia lendo tudo enquanto falavam, mtos viam que eu era na minha.
    Mas hoje confesso, na hora de lavar o cabelo sim faz falta a pessoa tem que virar na sua frente para perguntar algo, passei por uma água gelada que fiquei com trauma , qdo chego já aviso água morna .Please.
    Vou em um salão, que a dona me conhece há anos, ela soube da perda, e tb tem uma super vantagem,sempre foi super discreta , não fala nada da vida dos outros Milagre! Ela me lembra do aparelho, tirar, colocar, para vc ter uma ideia.Pessoa do bem e de caráter, se dá bem e aprende a lidar com qualquer pessoa em qualquer situação.

    Fui em outra que avisava as clientes , ela não ouve direito.Oi??Eu pedi placa na testa??Ela não me vê mais..rsrs
    Qto ao barulho do secador, qdo são mtos realmente é alto,mas nem tanto(ouvinte), pq o ouvido filtra o que a pessoa quer ouvir.Mulher então..Uii se quer ouvir a vida dos outros, ela para o ouvido só para aquilo.hehehehe

    Sim Rodrigo demorou… mas vc percebeu que era sobre salão de beleza né.kkkk

  • Acompanho teu blog já faz um bom tempo mas nunca postei nenhum comentário mais por falta de tempo mesmo!
    Uso aparelhos auditivos há exatos 20 anos! Desde os 3 aninhos e meio de idade. Não vivo sem eles em hipótese alguma! Se acaba a bateria ou eles estragam… Me sinto sem um membro!
    E a ida ao salão de beleza pra mim é tranquilo. Hoje lido bem com essas situações, há uns anos atrás não era tão bem-resolvida com a minha deficiência assim como sou hoje. Com os anos de vivência e experiência vamos aprendendo e amadurecendo.
    Quando vou ao salão e chega a hora de lavar os cabelos puxo meu estojinho da bolsa e digo: “Licença, só deixa eu tirar e guardar meus aparelhinhos porque eles não podem pegar água”. Ás vezes quem não conhece fica meio sem entender nada, outros lidam tranquilamente, outros questionam, perguntam, querem saber mais, enfim… Há todos e vários tipos de reações, eu só fico na minha, se perguntarem respondo, se acharem estranho deixo acharem estranho… Rsrsrs. Tranquilo mesmo.
    Adoro teu blog e me identifico MUITO com as coisas que tu escreve! Demais!
    Beijos.
    Bruna

  • Ok, ok… Era pra falar sobre experiências em salão de beleza. Eu não vou a salões de beleza. Quando eu for, vejo o que acontece e depois comento aqui. =P

  • Meu primeiro aparelho auditivo foi um Siemens, não me lembro o modelo, totalmente analógico, que durou 14 anos. Durante este tempo, consegui PROVAR na prática a durabilidade do bicho.

    Situação 1:
    Primeiros meses de uso do aparelho. Eu, totalmente adaptado, esqueço-me de tirar o aparelho antes de TCHUNS numa piscina. Só me dei conta quando comecei a ouvir chiados como se fosse uma TV fora do ar, sem sinal. Só faltou eu me borrar dentro da piscina. Saí tão rápido quanto mergulhei, tirei o aparelho, abri todo ele e deixei em cima de um pano, na sombra, na esperança de que ele ressuscitasse. A reza foi forte e, no final do dia, ele havia resistido bravamente.
    DICA: não tente fazer isso em casa.

    Situação 2:
    Estava em casa, no meu quarto, tirando o aparelho para dormir. Num lapso de mão-de-alface, deixo o aparelho cair. No milésimo de segundo seguinte em que o aparelho saiu da minha mão, consigo alcançá-lo antes dele cair no chão. Só que o BURRO aqui, esqueceu-se de FECHAR a mão pra pegar o aparelho. Resultado: numa rapidez digna do The Flash e num movimento mais preciso que um voleio do Rafael Nadal, dei uma raquetada no coitado, com a palma da mão. Deus se materializou na frente da trajetória (que ia acabar numa parede) em uma almofada. Final feliz.

    Depois dos analógicos, vieram os híbridos e os digitais. Essas porcarias não conseguem durar 4 ou 5 anos sem dar defeito. Saudades da época das vitrolas…

      • Goste ,e vou comprar teu livro . Sou cabeleireira a 40 anos e ultimamente tenho sofrido muuuuuuito com esse problema , estou surda uns 80 por cento e ai vem o problema mais sério tentei usar aparelho de 3.000 reais que a uns 10 anos ganhei de uma irmã , mas não me adaptei justamente por causa do barulho do secador que me deixava louca, alem de não entender o que a cliente falava por que o barulho erra insuportável me deu uma alergia que ate hoje sofro tomo antibiótico e melhora depois volta uma coceira mito triste !! estou escrevendo aqui em prantos … estou com depreção por isso e mais uns motivos .Chato né ?? quem sabe um desabafo. Desculpem .

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