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Como funciona um aparelho auditivo

*Post escrito pela equipe da Telex Soluções Auditivas

Recebemos diversos questionamentos dos usuários sobre como funciona um aparelho auditivo. Muitas pessoas acham que fazemos alguma mágica misteriosa, mas na  verdade é uma grande engrenagem que funciona em uma sintonia milimétrica.

Para o correto funcionamento do aparelho auditivo contamos com algumas peças básicas: microfone, amplificador, receptor, bateria, adaptadores, além do chip de processamento sonoro; tudo isso deve estar em harmonia e pleno funcionamento, garantindo que o usuário receberá o melhor som que o seu aparelho auditivo pode oferecer. Tudo será personalizado pelo seu Fonoaudiólogo para se adequar às suas necessidades auditivas.  O objetivo maior é ouvir os sons da vida!

Como funciona um aparelho auditivo?

Um passo a passo simples para o entendimento dessa engrenagem:

  • Os microfones captam os sons;
  • Esses sons serão analisados pelo chip de processamento;
  • Os sons amplificados são enviados para o receptor;
  • Esses sons serão transmitidos pelo receptor para o ouvido interno através do tubo do molde ou o tubo fino com o receptor dentro do ouvido;
  • No ouvido interno os sons serão transformados em impulsos elétricos;
  • Os impulsos são captados pelo cérebro onde serão processados.

O som percorre um caminho passando por todos os componentes miniaturizados até  chegar aos ouvidos. Nesse percurso, todas as peças devem estar íntegras para a engrenagem funcionar corretamente: a finalidade é transformar a onda sonora em significado para o usuário.

Embora todos os aparelhos tenham uma construção similar, eles podem ter diferenças na qualidade sonora, quando captam os sons e na inteligibilidade de fala. Quanto mais alta a qualidade do aparelho auditivo, mais natural será a experiência auditiva do usuário. Isso porque ele oferecerá recursos como largura de banda, controle de volume automático, gerenciamento de ruído e supressor de feedback.

A mais avançada solução auditiva também oferece uma gama de opções para personalização, além da habilidade de conexão com inúmeros dispositivos, como telefones celulares, televisão, telefone fixo, dentre outros.

Você encontrará a mais avançada tecnologia nos modelos mais novos e, consequentemente com preço mais elevado. Mas fique tranquilo: existem modelos e preços de aparelhos para se adequar a todos os gostos e orçamentos. O seu Fonoaudiólogo poderá recomendar um modelo baseado nas necessidades auditivas, tipo de vida, e dentro do seu orçamento.

O segredo? Usá-lo!

Uma forma simples de entender a tecnologia das soluções auditivas é compará-la com os telefones celulares. Em relação ao smartphone, nosso companheiro inseparável de todos os dias, o aparelho auditivo tem tanta tecnologia quanto os celulares. Ele precisa que a bateria seja trocada para se manter funcionando; precisa de limpeza no molde/domo ou qualquer que seja o adaptador do paciente para a correta passagem do som; precisa ficar longe da umidade, detritos, calor excessivo e evitar quaisquer outras condições desfavoráveis que possam prejudicar o seu bom desempenho.

Outra informação crucial é que quanto mais tempo o paciente usa seu aparelho, melhor ele aprende sobre o seu funcionamento: qual é a posição que melhor se acomoda na orelha; quando deve-se trocar o filtro, domo ou molde; qual é a orelha que ouve melhor ao telefone. O usuário estabelece uma relação de confiança e dependência e, a solução auditiva vai fazer parte dessa rotina de forma contínua por muitos anos. Isso tudo ajuda o usuário a dar feedback preciso para o seu Fonoaudiólogo durante as sessões de acompanhamento. A cada sessão ficará mais fácil extrair o que há de melhor da solução auditiva que você utiliza.

Cada ser humano é único e, consequentemente, tem suas particularidades para entender sua solução auditiva, que irá acompanhá-lo na maravilhosa jornada ao mundo dos sons.

28 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010, e também escrevo o blog Sweetest Person desde 2007. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

2 Comentários

  • […] A audição desempenha papel fundamental no desenvolvimento da linguagem e no desenvolvimento cognitivo da criança. Desde o nascimento, as crianças estão aprendendo com os sons significativos (fala) e com os sons do ambiente. Conforme elas crescem, aprendem a expandir seu vocabulário e aprendem novos conceitos. Dessa forma, a criança que tiver uma perda auditiva poderá apresentar atraso no desenvolvimento da fala e nas habilidades cognitivas, principalmente quando esta perda ocorrer na idade mais crítica: nos três primeiros anos de vida. Portanto, quanto mais precocemente a perda auditiva for diagnosticada e tratada, maiores serão as chances de sucesso no processo da habilitação/reabilitação auditiva e de linguagem da criança. […]

  • Mesmo sabendo da deficiência e convivendo com as dificuldades de um deficiente auditivo para estudar e trabalhar demorei mais de 24 anos para aceitar esta realidade e procurar ajuda profissional. Contudo coloquei meus aparelhos e fiquei chocada de saber o quanto eu deixei de viver (ouvir), nem sabia que meu xixi fazia barulho e a água da torneira então…

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