Deficiência auditiva unilateral

surdez1

 

“Oi, Paula,

Já te conheço pelo Crônicas da Surdez e pelo Sweetest Person , então deixa eu me apresentar. Meu nome é Laura, sou de Curitiba, tenho 31 anos e há três anos recebi o diagnóstico de surdez súbita. Certo dia acordei e o barulho no meu ouvido esquerdo estava muito forte. Parecia que tinha o apito de uma panela de pressão. Fui em um otorrino que me disse que era secreção. O barulho não passava, até que cinco dias depois outro otorrino me deu o diagnóstico correto: “surdez súbita”. A partir de então passei a ser “portadora de perda auditiva em orelha esquerda neurossensorial de grau moderado, irreversível e de causa não esclarecida”. Após três anos, minha audição piorou e minha perda auditiva unilateral passou a ser severa.

Já estudava para concursos, mas, no começo não pensava fazer inscrições para as vagas de portadores de necessidades especiais (PNE) por puro desconhecimento de tudo, da surdez e da incerteza se seria ou não enquadrada como deficiente auditiva por ter audição normal no outro ouvido.Depois de muitas pesquisas, convencida de que há incongruência interna na legislação que conceitua a deficiência auditiva, estou buscando, na justiça, o reconhecimento da minha perda auditiva unilateral.

Li muitas coisas para a surdez no seu blog e te agradeço por tratar e desmitificar este assunto. Quando vi que você ia lançar o livro, fui logo garantir o meu na Livraria Cultura aqui em Brasília. Devorei o livro em dois dias. Me identifiquei em muitos dos seus relatos do livro, apesar de ter perda unilateral. Muitas coisas estou vivenciando agora, como ser conhecida como “a PNE”, como se essa fosse a única característica minha… Estou utilizando o aparelho auditivo desde o ano passado. Uma das coisas que mais me impressiona é como realmente a deficiência auditiva é tratada como sinônimo de Libras. Para a maioria, ser surdo significa ser mudo e vocês surdos oralizados sofrem preconceito com isso. Obrigada por desmistificar a surdez esclarecendo ser a deficiência mais heterogênea de todas. Por ser invisível para os outros, a grande maioria das pessoas acha que a surdez é invenção …

Encontro-me em uma situação que ainda não foi esclarecida: se o portador de perda auditiva unilateral é ou não deficiente. Meu processo foi sentenciado em primeira instância, estou aguardando os tramites para poder ser nomeada logo. Sofro muito com tudo isso. O fato de eu ter uma audição perfeita não desqualifica o fato de eu não ouvir com um ouvido. A unilateralidade não é exclusividade da deficiência física, como hoje é tratada. Cegos e surdos unilaterais também têm suas limitações. Podem não ser as mesmas limitações de cegos e surdos, mas os unilaterais têm as suas limitações e também sofrem preconceito por isso.

Resolvi então criar o Blog da Surdez Unilateral para colocar toda a jurisprudência que colecionei esses anos e tentar promover um debate sobre o assunto. O CONADE, em dezembro do ano passado, expediu uma Recomendação para que a Administração não reconheça a visão monocular e a surdez unilateral. Apesar de reconhecer que agora o conceito de deficiência tem status constitucional. Há um processo no STJ que está sendo discutido na Corte Especial sobre a surdez unilateral. Dos 15 ministros que votam, no momento o julgamento está 3 x 2 contra a surdez unilateral. A questão sobre a surdez unilateral está agora sendo bastante questionada na justiça e é preciso por um fim na agonia dos portadores de deficiência unilateral.

A idéia do Blog da Surdez Unilateral é criar um grupo para debater sobre o assunto, além de compartilhar experiências com outras pessoas portadoras de surdez unilateral.”

 

PS: fica o convite para quem for leitor do Crônicas da Surdez. Acho MUITO importante que as pessoas se unam. A verdade é que toda legislação que fala sobre deficiência auditiva é, para dizer o mínimo, muito confusa. Se a gente não se unir pra reverter isso, nossos netos pagarão o preço. Concordam?

 

Esclarecimentos sobre a perda auditiva unilateral

A deficiência auditiva (também conhecida como hipoacusia ou surdez) é a incapacidade parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente. Segundo a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID10), publicada pela Organização Mundial da Saúde, a perda auditiva pode ser condutiva, neuro-sensorial ou mista. Até 2004, a legislação brasileira considerava como deficiência auditiva tanto a perda bilateral quanto unilateral. Hoje, pela legislação (Decreto nº 3.298/99), considera-se deficiência auditiva apenas a “perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz; (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004). Nós últimos anos, os Tribunais (em especial o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Regional da 1ª Região) estão pacificando o entendimento de enquadrar a perda auditiva unilateral como deficiência auditiva.  A partir de 2009, com a incorporação da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, no Brasil, o conceito de pessoa com deficiência passou a ser norma com status constitucional. Assim, hoje quem define a deficiência não é mais o Decreto nº 3.298/99 e sim a Convenção Internacional. Porém, ainda é preciso demandar judicialmente  para ter o reconhecimento da perda auditiva unilateral.

68 amaram.

102 comentários em “Deficiência auditiva unilateral”

  1. Marise

    Oi Laura…creio que a justiça será favorável a você, pois já li sobre casos assim, aconselho que mantenha a calma e a fé que tudo dará certo.
    Quanto à perda auditiva unilateral, acho que passou da hora de ser reconhecida como deficiência auditiva. Nós deficientes auditivos sofremos mais que outros deficientes em questão de leis, as leis não parecem nos favorecem em alguns casos, temos que lutar e provarmos que somos deficientes e que temos limitações também.
    Enquanto não somos reconhecidos por essas limitações, vamos esperando para que a justiça se atualize e nos favoreça mais.
    Vou torcer para que seu caso se resolva logo.
    Beijos
    Marise

    1. Laura

      Marise, obrigada pela força!

  2. Gilberto

    O que diz a Convenção Internacional a respeito?

    1. Laura

      Gilberto, para a Convenção, as “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.”

  3. Leonardo

    Outra incoerência na legislação que conceitua a deficiência auditiva está em relação aferição das frequências, pois na lei não especificar com clareza que as frequências devem ser calculadas por médias aritméticas, como assim a organização mundial de saúde e conselho federal de fonoaudiologia estabelece. Já tem alguns Tribunais que posicionaram a favor e outros contra, mas o STF através do Ayres Brito em 2011 se posicionou a favor de que deficiência auditiva deve ser feita com base na média das frequências, bem como o Ministério Público Federal.

    1. Keila

      Leonardo, achei vários mandados de segurança contra o Procurador-Geral da República, no STF, em razão do indeferimento da classificação como PNE de pessoas portadoras de surdez unilateral.
      Farei um concurso do MPF. Você saberia informar quando o MPF se manifestou a favor do reconhecimento da surdez unilateral como deficiência apta a ensejar a concorrência como PNE?
      Abraço.

  4. Claudia Maciel

    Não sei se ajuda a minha experiência, durante o trabalho usando o telefone amparada pelo ombro, ouvi um estalido, a partir daquele momento fiquei sem ouvir direito, os sons ficaram abafados e quase não ouvia naquele ouvido(direito), juntamente com este sintoma, tinha tonturas e enjôos. Fui ao otorrino, que não constatou nenhum problema no ouvido,mas não fez nenhuma audiometria ou exame mais minucioso. Passada mais de 1 semana lembrei-me de um artigo que havia lido sobre uma pessoa que tinha ficado vários anos sem escutar direito, tendo tentado usar aparelhos durante este tempo,por algum outro motivo foi até um osteopata ou quiropata e para a sua surpresa voltou a ouvir, em algum momento anos atrás algumas vertebras cervicais saíram do lugar e ficaram pressionando o nervo auditivo, que com um simples ajuste solucionou o problema. Enfim, fui procurar uma quiropata (formada), que fez um ajuste na minha cervical (que estava com algumas vértebras fora do lugar) e quase que instantaneamente voltei a ouvir e a sensação de tontura passou. Hoje, quando começo a sentir os mesmos sintomas, já vou fazer um ajuste com um quiropata.

    1. evandro

      Interessante….estou tomando imuno supressores agora seguindo a linha que os medicos indicam apos constatarem um possivel caso de perda auditiva unilateral. Foi de repente, de manha….zumbido e bye bye: 20% somente sobraram de audicao no ouvido direito (segundo a audiometrista)… Vou marcar uma consulta com um/a chiropracta o mais rapido possivel…Obrigado pelo aviso.

  5. Keila

    Excelente texto.
    Sou servidora pública há 8 anos, atualmente em Brasília. Coincidentemente, somente agora prestarei concurso público como PNE.
    Fiz minha primeira audiometria em 2003, quando foi constatada perda auditiva moderada a profunda, a partir de 2k. Isso foi em 2003 e eu tinha 20. Na época, o que mais me incomodava era o zumbido.
    Depois disto, já ocupei dois cargos públicos, tendo ingressado pela ampla concorrência.
    No ano passado, a surdez, nas mesmas frequências, se tornou severa, já chegando perto dos 70db. Como não tenho muita dificuldade de ouvir a fala, exceto em locais barulhentos, demorei muito a começar a utilizar aparelhos auditivos (o que me convenceu mesmo foi a tecnologia “anti-tinnitus”). Demorei mais ainda a me reconhecer como deficiente – quero dizer, sem a carga pejorativa.
    Ontem peguei o laudo para concorrer, pela primeira vez, como PNE. Apesar de eu não ter perda nenhuma em 500 e 1k, a minha “surdez média” atinge 40db no ouvido direito e 35 no ouvido esquerdo.
    Conheço a Jurisprudência do STJ quanto à surdez unilateral e a visão monocular e acho muito, muito difícil a modificação dela. Acho um absurdo que a Administração Pública ainda obste a concorrência como PNE nestes casos.
    Lutemos na Justiça, mas devemos lutar, também, pela adequação do Decreto 3.298/99.

    1. Socorro Costa

      keila,
      meu caso é muito parecido com o seu, tenho perda bilateral a partir de 41 decibéis(chegando até a 70 decibeis) nas frequências 750Hz , 1000HZ 2000HZ e 3000Hz. somente na frequencia de 500HZ que o meu nivel é de 30 decibéis, não atingindo assim o exigido no decreto 3.298/99, e mesmo assim fiz um concurso como PNE e a pericia será sexta dia 13 e estou com medo, provavelmente terei que entra com mandado de segurança, gostaria de saber se vc tem algum texto, decisões, alguma coisa que possa ajudar minha tese.
      obrigado
      Abraço

      1. Aguinaldo

        socorro Costa, como foi a pericia, voce não retornou, aceitaram sua unilateral??

  6. Antonio Santos

    Laura , estou acompanhando o site Crônicas da Surdez e realmente desconheço os direitos da deficiência Unilateral e gostaria muito de acompanhar sua luta, não deixe de nos mostrar o. passo a passo, de sua reivindicação !

    1. Laura

      Antonio,
      Pode deixar. Vou informando vocês.

  7. Leonardo
    1. Keila

      Obrigada! Vou dar uma lida!

  8. Anônimo

    Apesar de participar aqui neste site, preferi me manter como anônima, porque o assunto é polêmico.
    Vocês já pararam para pensar que o surdo unilateral possui um ouvido bom? Ouvido bom que permite que este utilize em um dos ouvidos um telefone convencional sem dificuldades? Ou que assista televisão sem legendas, filmes dublados, etc? O surdo bilateral não tem isso, ele sofre pois depende de correção nos dois lados, e as próteses NUNCA trazem o som natural. Vocês acham justo retirar uma vaga de um deficiente surdo bilateral que não consegue assistir vídeo aulas, por exemplo? Ou que precisa de apoio labial?
    Sinceramente, expliquem-me quais são as dificuldades encontradas durante um estudo, ou no cotidiano, que faça com que um surdo unilateral esteja em desvantagem em relação às pessoas que não possuem deficiência, pois, na minha humilde opinião, esta deficiência não atrapalha a ponto de prejudicar o rendimento da pessoa. Daqui a pouco quem não tem o mindinho em um dos pés também terá direito à cota…

    1. márcia

      Desculpe, mas se você considera não escutar de um ouvido a mesma coisa que não ter o mindinho de um dos pés, você desvaloriza muito a audição.
      Sou surda unilateral, completamente surda do ouvido direito desde criança e agora adulta possuo também perda leve a moderada do ouvido esquerdo, e defendo que nós tenhamos também alguma proteção no que concerne ao mercado de trabalho e isso envolve os concursos, penso dessa forma pela minha experiência pessoal e por leituras sobre o assunto.
      Já tive dificuldades em empregos, trabalhava como professora e essa deficiência me trazia dificuldades em sala de aula com os alunos, além disso, tinha que omitir e disfarçar a minha deficiência, pois sinceramente a maioria das escolas não contrataria uma professora que não escuta direito.
      Também já trabalhei em banco e passava por situações difíceis, conseguimos utilizar o telefone, mas daí o mundo em volta se apaga… e frequentemente tinha que atender cliente ao telefone e cliente na mesa ao mesmo tempo, o que é impossível para um surdo unilateral. Há também certos empregos (por exemplo, operador de telemarketing, e atividades com exposição ao ruído) que não aceitam quem é surdo unilateral.
      Mencionei apenas algumas situações de trabalho e se não temos nenhuma proteção das leis, estamos desamparados diante de um mercado de trabalho altamente seletivo. Fora a questão do preconceito que também sofremos, pois temos sim dificuldades de audição perceptíveis, dificuldade de entender uma conversa com várias pessoas, ou até com uma só se ela estiver posicionada do lado que não escutamos. Basta alguém sentar do seu lado surdo e começar a falar com você que há problemas… além disso quem perdeu totalmente a audição, como é o meu caso e de muitos que sofrem de surdez unilateral, não tem como contar com o auxílio de aparelhos auditivos.
      Fora isso, há estudos que indicam que crianças com surdez unilateral tem dificuldades de aprendizagem, principalmente relacionada a linguagem, pois essa situação afeta a cognição. Outra coisa afetada é o equilíbrio.
      Desse modo, considero sim que estamos em desvantagem em relação a quem ouve bem, veja bem a legislação deve servir para proteger quem possui alguma deficiência, e nos enquadramos no conceito de deficiente, o que está errado é a redação dada à deficiência auditiva que coloca a bilateridade e a perda a a partir de 41 decibéis, ignorando a situação de quem não ouve nada de um ouvido.

      1. Diego Bautista

        Olá, minha filha de 2 meses após o exame da orelhinha e posteriormente o BERA, foi constatado que ela tem surdez unilateral. O ouvido direto esta ok (30 decibés) mas o esquerdo com 70 decibés.
        Como é uma situação nova para mim, estou buscando na internet sobre o assunto de como é o desenvolvimento da criança neste caso, se ela vai falar normalmente ou o que tenho que fazer para que ela tenha uma vida o mais normal possível. Também busco relatos de pessoas com essa deficiência, congênita no caso. Mas não encontro muita coisa.
        Se possível gostaria de uma ajuda com mais informações e/ou indicações de literatura sobre o assunto, pois eu e minha esposa estamos aflitos e sem referência para lidar com a situação.

        1. Miguel

          Tenho 47 anos e me encontro em igual situação quanto a perda de tua filha. Não sei se ela tem agravada no ouvido esquerdo algum problema no nervo auditivo (barulho – chiado), eu tenho isto desenvolvido. Então, minha concentração é bastante prejudicada. Só não escuto o barulho quando durmo. E em algumas vezes ele me acorda. No ouvido direito, ela vai ter dificuldade em escutar cochichos e interpretação de algumas palavras. Neste nível, 30 dc, o grave de algumas línguas estrangeiras, são difíceis de assimilar. Tenho dificuldades em aprender o inglês. É muito ruim não poder entender o que te falam do lado da orelha. No esquerdo, é quase impossível escutar claramente, além do que, com esta perda, o que mais me atrapalha é saber de onde vem o barulho. Se te falam as costas, você fica vigiando de onde veio as palavras. Para falar com tua filha e ela te compreender. Fique de frente. E deixe ela ler teus lábios. Ajuda muito a entendermos o que nos falam. E depois, brigue pelos direitos de tua filha. Embora o governo engula mosca. Quando se tem um ouvido mais ou menos bom. Não se pode gripar, atender telefone e escutar que te falam, não temos senso de direção em caso de pânico, subindo altitudes o bom costuma ficar ruim, e aí acaba a audição. O governo tinha que entender, se na perda de uma vista – visão monocular, o sujeito tem apenas 50% da audição em média. Quem tem a perda unilateral de 70 dc para um ouvido e 30dc para o outro, tem em média 50% de perda.

      2. iolanda

        MARCIA CONCORDO COM TUDO QUE VOCÊ FALOU, É HORRIVEL QUANDO AS PESSOAS QUE NÃO SABEM FALAM COMIGO DO LADO DIREITO E EU TENHO QUE VIRAR A CABEÇA PARA OUVIR COM O ESQUERDO, AÍ SOU OBRIGADA A FALAR QUE TIVE DOIS TUMORES QUANDO TINHA OITO ANOS E ELES ESTOURARAM E TAMPOU MEU TIMPANO, NÃO ESCUTO NADA MESMO, NEM COM APARELHO ADIANTARIA.NO MEU TRABALHO MEU PATRÃO NÃO SABE, TENHO MEDO DE INTERFERIR EM ALGUMA COISA, POIS TENHO 43 ANOS E EMPREGO NÃO ESTAR FÁCIL (SOU SECRETARIA NUMA FIRMA DE ENGENHARIA CIVIL).ESTOU CONTIGO E NÃO ABRO….ABRAÇOS

    2. Keila

      Anônimo,
      Eu compreendo, de certa forma, seu questionamento. Porém, não se pode menosprezar uma deficiência simplesmente porque existem outras mais graves. Tenho surdez bilateral, mas somente em um dos ouvidos ultrapassado o mínimo legal de 40 db. A diferença de um ouvido para outro já me traz problemas além da própria perda auditiva. É certo que, no cotidiano, tenho menos dificuldades que uma pessoa com “surdez total” bilateral, mas é mais óbvio ainda que enfrento muitas dificuldades não experimentadas por pessoas com a audição normal. A diminuição do equilíbrio, o zumbido, a dificuldade de interação social, o preconceito no mercado, tudo isto é enfrentado por quem tem surdez unilateral.
      Não se fala aqui de “tirar a vaga” de outro PNE, mas de exercício de direito. Se formos seguir seu raciocínio, um cidadão paraplégico, ou que tenha alguma outra dificuldade de locomoção, jamais poderia concorrer como PNE, já que existe o tetraplégico.
      Comparar a surdez unilateral com a perda de um mindinho (o que eu não acho pouco) é absurdo.
      Infelizmente, a lei não traz gradações objetivas que permitam crias cotas diferenciadas para os diversos tipos de deficiência, das mais graves às que permitem uma maior adaptação da pessoa à sociedade. Sendo assim, estamos todos no mesmo barco.
      Ademais, tenho alguma experiência com concursos públicos – como concurseira e no exercício de cargo público. Observo que, em boa parte dos concursos de massa, os PNEs que alcançam o mínimo são classificados com grandes chances de nomeação. Isto afasta ainda mais seu argumento de que um deficiente menos grave estaria tirando a vaga de um mais grande.

    3. Paulo Takagi

      Acredito que você não tenha nenhum problema auditivo, pois bem , coloque uma abelha em seu ouvido e depois tampe-o com bastante algodão, aí você me diz como foi a experiência.

    4. Bruno

      Sou surdo unilateral (descobri hoje, neste blog, como dizer corretamente que só ouço por um ouvido) desde criança, como consequência de uma meningite. Como o anônimo disse, também não sei até que ponto é válido concorrer em concursos como PNE. E quando digo não sei até que ponto, é porque realmente não sei. Estou refletindo sobre isso agora.

      Como várias pessoas disseram em resposta ao anônimo, também passei por dificuldades sociais e já cheguei ao absurdo de receber “tiro” de espingarda de pressão, sem o projétil, no ouvido que não escuto porque a pessoa achava que eu não sentia nada. Acho até que minha personalidade (tímida e introvertida) foi moldada por esse tipo de dificuldade. Por exemplo, sempre deixo as pessoas ficarem à minha frente para que eu possa me posicionar melhor e ouvi-las corretamente. Se é horário do almoço, espero todos se sentarem e logo trato de ocupar o lugar mais à esquerda para garantir que ninguém seja ignorado. Quando chega uma pessoa atrasada e ela se senta ao meu lado, preciso pedir para trocar de lugar com ela e gerar certo constrangimento momentâneo. Algumas pessoas aceitam a troca sem problemas, outras ficam claramente irritadas.

      Apesar de todas essas dificuldades, penso em como tenho mais facilidade que uma pessoa com perda total de audição para aprender e passar por situações cotidianas. Posso assistir aulas, vídeos e aprender tendo apenas que mudar pequenos hábitos. Passo por certos constrangimentos e dificuldades, mas todas as pessoas têm lá os seus problemas. A pessoa intolerante à lactose pode se privar de uma refeição em um evento do qual esteja participando ou mesmo chegar a passar mal por não ser alertada da presença de lactose nos alimentos. Quem tem hipotireoidismo precisa vencer cansaço e desânimo quando o tratamento não tiver resultados ou o diagnóstico não tiver sido feito. Quem é canhoto precisa se acostumar com a disponibilidade de produtivos feitos quase que exclusivamente para destros. Quem possuiu alguma mancha ou marca nítida no rosto pode enfrentar situações de desconforto ou mesmo preconceito diante de outras pessoas… Enfim, há muitos e muitos problemas afetam as pessoas e trazem desconforto ou prejuízo nas mais diversas situações. Alguns casos podem ser amenizados, enquanto outros não.

      Sob essa perspectiva, tenho a impressão de que surdos unilaterais conseguem amenizar bastante seu problema nas situações cotidianas — a menos que o trabalho realmente exija o pleno funcionamento da audição. Assim, inicialmente tendo a me posicionar contra a ideia de que precisamos concorrer em concursos como PNE, porque isso não afeta nossa capacidade de estudar e de concorrer em pé de igualdade com outras pessoas em concursos públicos.

    5. Renata Meirelles Maia

      Entra em uma sala de aula com 42 adolescentes falando todos juntos e tenta dar aula com um ouvido só que zumbe a todo instante… Falar é mto facil.

      1. Dolores Andrade

        Realmente é muito triste nossa situação tenho perda auditiva em ambos ouvidos, porém estou trabalhando assim mesmo com muitas dificuldades. Poderia tentar uma readaptação, mas não quero, pois eu sei que mesmo com a minha dificuldade sou capaz de trabalhar. Acabei de ser aprovada em um concurso público, mas estou com medo de ir na perícia e ser reprovada.No meu caso daria para ser considerada PDA, mas quando eu fiz a inscrição não coloquei que era portador de deficiência auditiva, e agora será que no dia da pericia o médico poderá me incluir nessas vagas,ou serei reprovada?

    6. Hilton

      amiga,lembre-se que existe teste de audimotria para ingressar nas empresas e , eu mesmo ja fui impedido de trabalhar em varias empresas por isso, fora o contrangimento de tambem ja ter trabalhado em escritorios e sofrer todos os tipos de humilhações por ser surdo unilateral e ter dificuldades para ate entender as pessoas que estão ao nosso lado, procure saber mais a respeito e desejo que você nunca passe por isso que nos deficientes unilaterias pasamos.

    7. Teresa

      A maior dificuldade dos surdos unilaterais, que o impedem de competir em igualdade de condições é a dificuldade de concentração devido ao zumbido intermitente. Desde que passei a ouvir zumbido, há um ano e meio atrás, não consigo mais me concentrar em leituras muito complexas. Além disso, tenho bastante dificuldade para dormir, tendo que recorrer a medicamentos para induzir o sono.

    8. Marcos

      Um comentário desses demonstra a ignorância e falta de informação, por ser anônimo perde a credibilidade.

  9. márcia

    Apenas completando o comentário gostaria de citar um trecho de uma decisão de um juiz que deu parecer favorável a um surdo unilateral “a perda auditiva severa em um dos ouvidos, enseja desigualdade material em relação aos demais concorrentes que não são portadores desta insuficiência. Ora, para a Constituição Federal a pessoa é deficiente ou não é deficiente. Não existe meio deficiente ou deficiente parcial para fins de tratamento diferenciado perante a legislação protetiva. O decreto que regulamenta a lei não torna quem é deficiente em não deficiente, pois estaria incidindo em grave discriminação não autorizada na Carta Política”. Acho essa decisão brilhante, pois a ideia não é definir quem é mais ou menos deficiente. Além disso, os deficientes auditivos são os menos favorecidos em matéria de benefícios, e como a Paula bem coloca em seu livro, a deficiência auditiva é heterogênea… mas por isso não devemos cair na questão de quem é mais ou menos… isso seria ridículo. Devemos é lutar e conquistar direitos que atendam às nossas necessidades. Embora hoje tenha uma deficiência auditiva bilateral, até pouco tempo atrás e desde a infância me via como surda unilateral e era dessa forma que a surdez marcava a minha vida, por isso me solidarizo com eles.

  10. Antonio Carlos

    Gostaria de manifestar a minha indignação quanto ao decreto que alterou a letra da lei quanto a deficiencia auditiva. Sou servidor público federal, deficiente auditivo unilateral, quando tive que lutar pelos meus direitos em ocupar cargo público, no ano de 2005, após a alteração do decreto que antes sua redação dizia que deficiencia auditiva era a perda total ou parcial da audição. Quanto a pacificação do entendimento de alguns magistrados de que a perda auditiva deve ser considerada também a perda unilateral, tão logo me faz a ter novos anseios em prestar outros concursos. Para isso, precisamos lutar sempre para que o projeto de lei que tramita perante a Câmara dos Deputados Federal seja aprovado, permitindo nós, deficientes auditivos unilaterais a concorrer às vagas nos concurcos vindouros como tais, melhor dizendo, colocando-nos a reserva das cotas.
    Gostaria de acompanhar novos comentários acerca do assunto. através de suas informações.
    Manifesto aqui a minha satisfação por sua iniciativa em abordar tal assunto.
    Lutemos pelos nossos direitos.

  11. Gustavo Montieri

    Olá pessoal, quero que todos entendam o quanto é ruim ser taxado de deficiente e não ser (ou melhor, dizer que não é), ou ser deficiente e não ter os seus direitos reconhecidos. Explicarei melhor:

    Sou deficiente unilateral direito, sabe o que é fazer uma graduação e sentar sempre de um lado do corredor para que seus amigos possam dizer coisas no seu ouvido esquerdo? E quando não tem esse “privilégio” de sentar no lado bom da sala, seus amigos cochicham no ouvido “não ouvinte” e dizem, ” você é surdo, não esta ouvindo o que eu estou falando?”

    Poxa, isso acaba com uma expectativa de vida social de qualquer um, independentemente da minha ou sua deficiência seremos excluídos pelo simples fato de sermos um pouco inferiores a eles, desta forma, pergunto, será que não temos direitos às vagas de PNEs?

    Bom, eu nunca vi esse direito reconhecido, o que vejo são aqueles que deveriam dar o livre acesso (inclusão), obstar cada vez mais o seu direito a uma vaga de PNE. Outra coisa que não entendo é quando uma pessoa presta concurso para uma das vagas, passa nas provas e nos exames médicos são reprovados. Isso aconteceu comigo, relato abaixo:

    Passei em um concurso tão sonhado ao longo da minha vida (e não foi como PNE), fui aprovado para ser mecânico de aeronaves da aeronáutica, minha colocação foi para o limite de vagas e não para preenchimento de cargos de reserva, mas a minha indignação veio no exame médico na qual constatou perda auditiva unilateral severa, me excluindo totalmente certame.

    Isso revolta ou não? Afinal, sou apto para ser deficiente ou depende de quem elabora o edital? Pois se unilateralidade auditiva não é deficiência porque fui reprovado? Alguém consegue me explicar? Será que as forças armadas possuem um código que prevalece à Constituição?

    1. Eugenia

      Puxa, encontrei uma pessoa que sabe exatamente o que sinto. Se tem muito barulho no ambiente, me sinto uma idiota, pois não consigo captar 10% da conversa. Se algué senta do meu lado direito surdo, não posso conversar. E falam que somos normais, mas as pessoas se irritam se perguntamos 3 vezes a mesma coisa: Ah, oque, como……

  12. Simone

    Olá, sofro de audiência auditiva gravíssima do ouvido direito também. Sofri surdez súbita e a causa foi estresse. Muito dificil no inicio acostumar e me habilitar com a nova vida. Fiquei um bom tempo com perda de equilibrio também, hoje (depois de 2 anos), consigo ter uma vida quase totalmente normal. Andei lendo e vendo que algumas pessoas conseguem passar em concurso público, mas só depois de entrar na justiça. Você sabe como deve ser exatamente o laudo para concurso público?

  13. Asther

    Olá, pessoal. Dei uma olhada no Estatuto do Deficiente e acho que ainda não teremos respaldo na legislação. Também sou deficiente unilateral direito.

  14. Ivan Macedo

    Excelente assunto e muito para se discutir. Temos que lembrar que a surdez unilateral, desde a perda leve até a profunda, pode levar a diversos graus de dificuldade no cotidiano. Há pessoas com perda unilateral e que não apresentam nenhuma dificuldade (mesmo com perda profunda), muitas vezes sequer usam aparelho auditivo, e até mesmo demoram anos ou décadas para irem ao médico fechar o diagnóstico. No entanto, a audição binaural é muito importante para outros indivíduos. E é fato: em questão de direito estamos muito atrasados…

  15. Tiago Oliveira

    Ola bom dia a todos.
    Sou morador da cidade de Vitória-Es, tenho 26 anos e
    recebi recentemente a notícia de que sou deficiente auditivo bilateral, tive uma perda classificada como moderada de 55 db no ouvido direito e 53 db no ouvido esquerdo,do nada dormi bem acordei com surdez súbita, nao se descobriu a causa do problema, apesar de eu trabalhar em uma area com muito ruído( acredito eu que seje a possível causa, mas nao há como provar isso) simplesmente aconteceu, fui contemplado rsrrs,,, mas estou tentando levar tudo numa boa, a vida continua, vou ter q usar aparelho auditivo para suprir esta perda, ainda nao sei qual marca, que modelo, mas uma coisa ja sei quero aquele bem pequeno, discreto, segundo a fonoaudiologa é o mais indicado para mim.
    Alguem sabe de marcas boas para me indicar?
    Acabei descobrindo o “Crônicas da surdez” numa pesquisa sobre o assunto, achei muito interessante o blog.
    Outra dúvida que tenho: segundo médico ja sou considerado deficiente auditivo. Como faço para comprovar isso perante a lei, tem alguma carteirinha ou algo do tipo que devo ter?
    O laudo médico precisa ser dos SUS ou pode ser particular?
    Uma coisa que percebi é que as pessoas geralmente nao acreditam que tenho esse problema, por eu falar e so ter perdido parte da audição, ouço mas com dificuldade, vamos ver agora com o uso do aparelho.

    Desde ja agradeço.

  16. Bruno Diego Esperandio Santos

    Ola Laura… Eu também vou passar por esta mesma situação, estou a prestar um concurso publico da PRF, e sou surdo unilateral do ouvido esquerdo, se eu fazer sem ser para vaga de deficiente físico, corre o risco de no exame médico eu não ser aprovado, pois tenho noticias de que já ocorreu com outros candidatos, mas se prestar pra vaga de deficientes, pode ocorrer o risco de também não ser aceito por não estar no padrão de deficiência física. Por isso estou a procurar informações sobre este assunto para saber melhor oque fazer. O que acha do meu caso, devo prestar para deficiente físico e caso der algum problema, recorrer a justiça?

  17. gerffeson botelho

    oi sou deficiente eu falo e escuto 50 por cento medico disque não foi deficiente tenho que estudar e trabalhar eu trabalho big bem no mercadão sou estoquista resposabilidade organizar distribuição eu trabalho muito to com mais de dois anos todos os dia fico dor de coluna mais doutor da empresa falou e normal odeio as pessoa do colabolador que nem me respeita só me sacanagem como fica situação quero outro emprego bom espero que agradeço

  18. Adeilda Cavalcante Janeiro

    Boa tarde a todos!
    Oi assim como os casos já relatados,tb sou surda unilateral.Sou moradora de Vitória(ES),prestei concurso publico como PNE para UFES, enviei laudo previamente como mandava o edital, na perícia fui reprovada por não ser bilateral como relata a lei 3.298, mas avisei ao perito que: o proprio STJ já reconhece o surdo unilateral como deficiente para concursos, então me respondeu: se a justiça mandar a gente absorve, então foi o que eu fiz, entrei com mandato de segurança.O Ministerio publico e o juiz me deram ganho de causa, apesar de UFES ter recorrido, o juiz recebeu a liminar apenas como efeito devolutivo, ainda estou aguardando o resultado final, porque foi para outra instância,mas já estou exercendo no cargo ao qual pleitiei desde novembro/2012, e tenho certeza que o STJ vai me dar ganho de causa.
    Abraços a todos, e não deixem de lutar

  19. Odair de Sa Pedroso

    Olá Laura;

    Tenho 41 anos, meu laudo consta perca auditiva bilateral. sendo:

    AUDIOMETRI:
    OD – Limiares auditivos normais até 1kHz e perca auditiva sensorioneural de moderada a profunda nas demais frequencia.
    OE – Limiares auditivos normais até 1kHz e perca sensorioneural de moderada a severa nas demais frequencias.
    Logoaudiometria: IRF – Monossilabos: OD-84% OE-92%
    Dissilabos: OD-100%
    LRF- OD-35dB OE-35Db
    IMITANCIOMETRIA:
    Timpanograma tipo “A” em ambas as orelhas.
    Reflexos Acústicos: lpsi lateral presente em ambas as orelhas.
    Contra-lateral presentes em ambas as orelhas, exceto em 4kHz da OE.

    Como voce é uma pessoa que já vem lutando e tomando conhecimento sobre esse assunto, gostaria da sua ajuda no sentido de me informar qual seria sua posição no meu caso, afinal me inscrevo no concurso da PRF como deficiente auditivo ou não? Se puder me dizer onde posso encontrar mais informações sobre o assunto ficarei grato.

    Conto com sua ajuda.

    Odair de sá Pedroso
    Cuiába – MT.

  20. Luiz Otavio

    Ola pessoal escuto 5% do Ouvido esquerdo e 90% do ouvido direito. Será que posso concorrer a vagas PNE dos concursos publicos ??

    Espero que alguem possa me ajudar

  21. Rosivony

    Olá,
    Tenho 43 anos e perdi a audição do ouvido direito quando tinha 20 anos. A perda sempre foi severa, diagnosticada como surdez súbita.
    Sou psicóloga, passei no concurso do TJDFT de 2007 em segundo lugar como psicóloga em vaga de PNE. Na perícia não fui reconhecida como tal, por ter surdez somente unilateral. entrei na justiça e todas as sentenças foram favoráveis. já esta em fase final. O problema é que a justiça é muito demorada, eu entrei com o processo em julho de 2007, já estamos em 2013 e nada de finalizar.

  22. julio cesar ferreira santana

    Oi laura, desde a minha adolescencia tenho perca auditiva bi lateral, sempre entrei no mercado de trabalho e assina que estava entrando com perca auditiva. Só que por uns tempo pra cá minha audição piorou estou sendo reprovado em varíos enxames nas empresas, e agora quero ver se consigo um laudo que sou PDF, como que consigo esse laudo. Obrigado

  23. Raphael

    O problema é que se o candidato com surdez unilateral concorrer à uma vaga de “sem deficiência” for considerado inapto para empossá-la, onde este mesmo se enquadrará?

  24. ANDERSON

    Bom dia laura,meu nome e Anderson ,desde menino tenho timpano direito furado,com perda, muito expressiva de audiçao.
    Muitas pessoas nao sabem,mas o nivel de concentraçao de quem possui este
    problema, e muito menor do que qualquer outra pessoa.
    Nunca participei de concurso ,como deficiente,mas com certeza sou desfavorecido ,com respeito a esse nivel de concentraçao.
    Espero que vc receba esse direito,pois pra mim ,vc e sim considerada deficiente.

  25. Marcelo Thiago Andrade Nobre

    O problema é que tenho perda auditiva a partir de 1500hz em 41 db acentuando em 3000hz em 65 db. e tenho perda no outro ouvido em 3000hz.

    Lei
    “b) deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz;”

    Porem entro em um dilema , onde estou? não posso fazer qualquer concurso concurso para policial… alem de outros.

    E um fato estranho é que o concurso da PRF não posso fazer nem para normal nem para deficiente.

    Edital da PRF 2013
    “a) perda auditiva maior que 30 dB, isoladamente ou não, nas frequências de 500, 1000 e 2000 Hz
    (hertz);(exceto para os candidatos considerados pessoas com deficiência)
    a) perda auditiva maior que 55 (cinquenta e cinco) dB, isoladamente ou não, nas frequências de 500, 1000
    e 2000 Hz (hertz); (para os candidatos considerados pessoas com deficiência) ”

    Estou começando a ter problemas de concetração no trabalho e tenho medo de informar que sou deficiente.

    1. Wilker Rodrigues

      Realmente penso a mesmo coisa, eu tenho perda auditiva unilateral total do meu ouvido esquerdo, e não posso fazer concurso para concorrer a vagas especiais e nem concurso para vagas normais da Polícia/Bombeiros. É algo muito incoerente que já venho pensando a anos. Porém algo me alegrou semana passada, um amigo que também tem perda unilateral, passou em um concurso para a PM logicamente na hora dos exames foi reprovado por ser surdo de um ouvido, ele recorreu ao MP exigindo que o colocassem num posto administrativo. Depois de um processo burocrático e um pouco de tempo ele conseguiu entrar para a corporação e trabalha no administrativo da PM. Penso o seguinte, que é uma tremenda falta de respeito, a gente ter que estudar, fazer todos os exames, TAF e etc, e no final ainda ter que recorrer para assumir um cargo. Porém se é um sonho nosso acho que devemos fazer todo o processo, até mesmo para que acabe o mais rápido esse preconceito e a lei brasileira defina logo essa questão da perda de audição unilateral.

  26. Ca

    Sabe qual é o problema, quando me escrevo em algum lugar é sempre sem PNE. Irei fazer inscrição em um concurso, até então me escreverei para as vagas sem contas, mas paro e penso: se eu passar e for para o exame médico, pode ocorrer de ser reprovada por ter uma perda auditiva unilateral. E aí, como a gente fica?! Sem falar que a galera acha que não temos dificuldades no nosso dia a dia. Por ex eu tenho perda do lado direito, se alguém estiver desse lado e tiver barulho do lado esquerdo, aff esquece.. Sem falar que já fui tirada de chatinha por não da atenção e bla bla bla.. sendo que na verdade eu não escutei. É horrível!
    O comentário aqui do dia 05/05/2013 de um (a) tal anônimo, demostrar a falta de conhecimento de muitos sobre o assunto.
    Boa sorte para todos nós!

  27. Marcelo Thiago Andrade Nobre

    Pois é isso que acontece comigo tenho perda em um ouvido e o outro tenho pouca perda.

  28. Matheus Marques

    Olá, boa noite a todos!
    Meu nome é Matheus, sou advogado em Belo Horizonte-MG. Venho me manifestar nesse blog com objetivo de auxiliar todos aqueles que estão passando por algum problema relacionado a surdez unilateral e sua inserção em certames públicos.

    Há alguns anos, tenho me aprofundado na questão referente a surdez unilateral, pois, minha noiva – que aliás me considero de extrema sorte por ter tal pessoa como minha companheira – é portadora de DISACUSIA NEUROSSENSORIAL PROFUNDA no ouvido esquerdo.

    Como portadora de tal necessidade especial, minha noiva vem participando de uma serie de certames e infelizmente, tem tido sua inscrição para concorrer às vagas de PNE indeferidas administrativamente.

    Diante disso, tenho instaurado vários processos aqui em Minas para que o direito dela seja efetivado. Tenho encontrado, ainda, muitos JUIZES que não são adeptos da corrente que defendo, qual seja, que a surdez unilateral acima de 42 dB deve sim ser considerada abarcada pelo decreto 5296/04.

    No entanto, no TRIBUNAL, ainda que pese a existência de poucos Desembargadores contra meu pleito, tenho tido ÊXITO em todas as minhas demandas.

    Não entrarei muito no mérito da questão, mas apenas adianto, o STJ, inclusive em julgado proferido pela corte especial já se posicionou, sendo unânime a favor dos portadores de surdez unilateral.

    Bom, finalzando, desde já, me ofereço a ajudar aqueles que se encontram na mesma situação. Qualquer coisa, entrem em contato que farei o possível para ajudar. Meu email: matheus@magacer.com.br ou envie pelo site, em contatos: http://www.magacer.com.br

    Mais uma coisa, não é porque o STJ já se manifestou e pacificou o tema que devemos achar que esta tudo resolvido. Vamos continuar lutando, até porque, a justiça é bastante dinânimica e os entendimentos dos tribunais tendem a mudar com frequência. Devemos, também, aliar forças para que o legislativo e executivo resolvam a questão de acordo com as suas atribuições.

    Grande Abraço a todos!

    1. Renata Meirelles Maia

      Sorte de sua noiva ter um defensor como você. Obrigada pela sua disposição em ajudar os demais. :)

  29. Ricardo França

    Olá meu nome e Ricardo tenho 23 anos, sou deficiente auditivo unilateral direito deste pequeno, minha mãe contraiu rubéola quando estava gravida, como e já estava no nono mês e eu preste a nasce a doença não me afetou tanto, mais venho ate vocês para somarmos cada vez mais, se possível me add no FaceBook e RICARDO FRANÇA moro em brasília-DF.

  30. Rachel Ciccone

    Primeiro, gostaria de parabenizar pelo blog. Estou emocionada e me identificando muito.
    Aos 4 meses de idade tive otite cronica por repetição. E cresci desde então com meus 2 tímpanos perfurados. Não pude e ainda nao posso deixar entrar agua em ambos os ouvidos. Hoje tenho 28 anos.
    Aos 8 anos, meu otorrino decidiu tentar fazer uma timpanoplastia no meu ouvido esquerdo. E se corresse tudo certo, faríamos no direito também. 1 ano depois, minha audição no OE começou a cair e cair… e se nao bastasse, o timpano perfurou novamente, sozinho.

    Hoje, tenho ambos perfurados, 100% de audição no OD, e 10% de audição no OE.

    Agora sim, meu comentário:
    Achei um absurdooo e tremendamente ofendida com o comentario do Anonimo.(covarde, bytheway)
    Realmente quer comparar deficiencias?! Dificuldades?! Quem sofre mais?!
    Tudo é muito relativo!
    E no cotidiano…. vish.
    Ja sofri muito preconceito por ter deficiencia unilateral, e admiro e respeito muito quem tem a deficiencia bilateralmente, exatamente por conseguir imaginar quao dificil é!
    Quando criança, sofria bulling na escola por nao ouvir quando alguem vinha cochichar no ouvido esquerdo.E tbm, por ser crianca, tinha vergonha de tentar explicar. Ate comecei a fingir que ouvia. Era horrivel!
    Quem tem unilateralmente vira Mono, e nao mais Stereo. Nao sabemos de onde vem os sons, nem de fato em que altura esta.
    Quantas vezes me cobraram por nao passar cola em prova… ou por nao responder a algum chamado.
    Precisei aprender a ler labios, e hoje é o que me ajuda muito.
    Close caption para poder ver tv em um som agradavel a outras pessoas. Filmes e seriados dublados sao infernais!
    Assentos estrategicos, viradas de cabeça, perguntar mil vezes: oi? Que? Han? Repete, por favor.
    Fora entender algo completamente diferente do que foi dito.(e ser alvo de risadas, novamente..)
    Sem contar nas vezes que não fui levada a sério, e pessoas perguntavam se podiam GRITAR no meu ouvido esquerdo… so para comprovar que eu nao me afetaria.
    E algumas, gritaram…
    Esses sao so alguns exemplos que me lembro agora..
    Sofri… e sofrimento NUNCA se compara.
    Aprendi a viver assim, inclusive a defender a causa de pessoas como voce.
    Que nao tem um pingo de noção em tentar se colocar no lugar do outro.

    Mais uma vez, parabens pelo blog!!
    Obrigada pelo espaço.

  31. lindinalva

    Nunca soube da minha deficiência auditiva, quando criança as pessoas falavam que eu andava no mundo da lua, era desatenta, minhas colegas e as crianças ao meu redor não gostavam de mim, me chamavam de metida, porque eu não escutava o que diziam ( diziam que eu virava a cara para elas) e não era nada disso.Sofri com o preconceito que eu mesmo não sabia existir. Sempre fui atenciosa, nunca fui reprovada na escola, e nem fi

  32. jean

    Recentemente tive uma grande decepção, pois fui aprovado no concurso para a PMMG/2014 soldado, e consegui chegar até a fase dos exames, fiz todos e aguardei o resultado. Quando saiu o resultado fui reprovado nos exames preliminares por causa da minha perda auditiva do lado direito, estou tentando me conformar até hoje pois tive que batalhar muito e ver um sonho ir pelo ralo assim é muito difícil. Já cheguei a procurar um médico mais ele disse que nem um aparelho resolveria meu problema e isso é que me preocupa apesar de eu ouvir perfeitamente do lado esquerdo……tentar seguir a vida !!!

  33. Socorro Costa

    Ola!!
    Tenho perda bilateral de 41 decibéis nas frequências 1000HZ,de
    70 dB em 2000HZ e 60dB em 3000HZ (os dois ouvidos são iguais)e reconhecimento da fala é de 60dB, ja na frequência de 500HZ a minha audição é normal ou seja 20dB.

    Contudo no art. 4º, II, do Decreto n. 3.298/99, deve ser considerada pessoa com deficiência o indivíduo que possua perda auditiva bilateral, parcial ou total, de 41 (quarenta e um) decibéis ou mais, aferida por audiograma, nas frequência de 500Hz, 1000Hz, 2000Hz e 3000Hz”.

    Portanto gostaria de saber se existem decisões em caso parecidos com o meu ou se vocês tem algum tipo de material eu possa me ajudar, pois estou aprovada em um concurso como PNE e provavelmente terei que entrar com recurso, então gostaria de materiais que possam fortalecer minha defesa.

    Abraço Obrigado

    Socorro Costa
    socorromunizcosta@hotmail.com

  34. Janaina

    Tenho 32 anos, e desde os meus 19 possuo surdez unilateral de nível severo no ouvido direito, tendo como laudo uma súbita surdez. A questão aqui a ser abordada é o tratamento igualitário. Sofro com minha limitação. Tenho uma dificuldade tremenda de concentração, zumbido que as vezes chegam a me atordoar… e isso é normal e considerado nada para muitos. Queremos um conceito concreto do que seja deficiência auditiva e que nela nos enquadremos. Ignorância de quem diz que estamos em busca de cotas… Não somos considerados aptos para a execução de muitas tarefas. Possuo um ouvido bom, mas se eu atender um telefone o dia inteiro, eu não aguento de dor no final do dia. Tenho que escutar uma pessoa por vez, lugares com muitas pessoas me transtornam. E eu não sou normal e nem deficiente. Graças a Deus possuo um ouvido bom, mas estamos em busca de igualdade de condições.

  35. Ana

    Olá, também tenho perda total no ouvido esquerdo desde criança. Sou dentista, e tenho dificuldades para trabalhar ouvindo só de um lado. Imagine barulho de sugador, motor, falar com secretária, etc e você ouvindo só de um lado… Nunca concorri como PNE, apesar de ser concursada há 5 anos na Prefeitura de uma cidade vizinha. Estou considerando a hipótese de tentar prestar um concurso na minha cidade como PNE. Acredito que temos que ter sim nossos direitos. Claro que não podemos comparar a surdez bilateral com a uni. mas cada profissão tem sua particularidade e no caso da minha, ser surda unilateral tem suas grandes dificuldades.

  36. Victor

    Tenho 30 anos e aos 9 anos retirei um tumor do ouvido esquerdo, ele já estava comendo o osso do ouvido, na cirurgia tiveram que refazer meu globo auricular interno, perdi 60% da audição na época. Semana passada fiz o exame de audiometria e deu perda de audição severa/profunda irreversível no ouvido esquerdo (ainda tem o zumbidão) e perda leve no direito. Fiquei um pouco abalado, mas já esperava, afinal tenho dificuldades de ouvir e tenho que ficar virando a cabeça para escutar melhor com o ouvido direito. Graças a deus tenho a sorte de ter uma noiva que rimos juntos das minhas situações.

    Não me considero deficiente, mas sim, possuo a deficiência, porém, consegui meus dois diplomas pelo meu ouvido e não pelo dos outros,
    afinal eu já sabia desde cedo que tinha um ouvido inoperante.

    Conversando depois do exame fiz a seguinte pergunta a fonoaudióloga da audiometria: “E agora o que será quando descobrirem na empresa que possuo esse problema?” A mesma respondeu: “Jogue nas mãos de Deus, ele resolve tudo”.

    E aí como que fica nossa situação? A empresa depois dos exames não irá querer alguém surdo de um dos ouvidos, quero saber a resposta desta simples pergunta: Vou/vamos para aonde?

  37. lu

    Boa Noite, também tenho perda total no ouvido esquerdo desde criança, descobri quando tinha 7 anos,pois comentei com minha mãe que não tava escutando minha amiguinha do lado esquerdo, foi ao medico fez o exame , e falou não tem o que fazer , ela perdeu a audição do esquerdo agora é cuidar do direito, simplesmente isso…
    Na escola eu foi reprovada 2 anos , primeira serie e o quarto ano, pois escrevia muito errado na hora do ditado , escutava errado e escrevia o que eu escutei…
    poxa bem a alfabetização , que é o mais importante o começo, mais enfim…
    Fui me adaptando, sentava sempre grudada com a professora e do lado que eu escutava , ficava olhando na boca dela e nunca fui de ter turma de amigos pois nem na hora do intervalo saia o barulho dificultava a conversa, sempre achavam que eu estava no mundo da lua…Fui crescendo e não comentava com ninguém principalmente no emprego pois tinham o preconceito e o medo de perder o emprego, sempre era de operadora de caixa pois era automático…
    Concurso nem sonhava pois , ja fui reprovada em uma firma na ora do exame medico…
    O pior que as vezes na própria família, que não é bem informada e nem procura informação acha que não quero fazer concurso e diz imagina , eles tem que te condirera normal ou deficiente , só agora apos 1 ano atras que descobri que tem amigos deficientes que estão lutando para o reconhecimento, na justiça isso me animou a volta estudar e prestar concursos …
    Sabe que é evitar festas , danceteria , show e rodas de amigos por que temos dificuldade para escutar , ai começa as piadinhas , velha da praça nossa, parece surda…
    Ja perdi consulta no posto de saude , pois me chamaram e eu não escutei fiquei esperando , quando percebi , fui falar com a enfermeira ela falou que me chamou 2 vezes , expliquei a situação e com a Graça de Deus ela aceito e passei no medico que estava marcado a 2 meses atras para passar (sus)…
    Bom , é difícil a nossa situação , hoje com 33 anos , vou levando a vida , comentei com meu Otorrino ele falou que é complicado a situação do def. unilateral, pois ainda não reconhece a deficiência e também , não é uma pessoal normal…
    Por isso temos que lutar, pois sempre iremos sofrer…
    Esse é o nosso Brasil …

    Fé e força , nessa nossa caminhada , fique com DEUs!!!

  38. EDER N ALVES

    Muito bom o blog!!Parabéns!!

    Gente, já há o entendimento jurisprudencial favorável do STJ conforme dos últimos julgados(liminarmente) acerca de MS referentes a surdez unilateral. O decreto 3298 fere o princípio da isonomia, segundo o próprio STJ:

    “Em síntese, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o caso concreto apresentado, bem como outros semelhantes, tem entendido que não há razão para distinguir deficientes auditivos unilaterais e bilaterais quando os mesmos tenham a mesma graduação de perda auditiva.

    De fato, aquela Corte não teria como distinguir situações semelhantes, com base tão-somente na localização da deficiência auditiva (se bilateral ou unilateral), eis que tal distinção afronta completamente o princípio de isonomia resguardado pela Carta Magna.

    Acredito que é questão de tempo até se tornar súmula para pacificar o entendimento. Ora, se o edital fala que para vaga ampla o candidato deve ter acuidade auditiva dentro dos padrões estabelecidos, diga-se quase perfeitos, e por outro lado considera apenas àquelas pessoas que têm perda bilateral, o candidato com surdez unilateral não se enquadrará em nenhuma das opções. É óbvio que é incostitucional, pois o Estado estará punindo esse candidato duas vezes, não concedendo a ele uma terceira via de acesso. O que causa mais revolta é que a própria banca examinadora(ex:cespe) cobra em suas questões, alguns entendimentos jurisprudenciais, embora suas decisões quanto aos exames clínicos não siguam a mesma linha de raciocínio, ou seja, fala uma coisa mas faz outra.

    Vamos torcer pela súmula!!

    Obrigado pelo espaço.

  39. SANDRO

    Parabéns pelo Blog!! Foi uma ótima iniciativa!
    Gostaria de saber a opnião de colegas com mais experiencia no assunto. Recentemente fui aprovado em concurso publico, na condição de PNE, foi a primeira vez que tentei dessa forma. Porém lendo muito sobre o asssunto, ainda paira uma dúvida: Minha condição é considerada “deficiência unilateral”?

    Eu possuo uma perda auditiva neurossensorial de grau moderado a severo no ouvido esquerdo, nas frequencias de 2000Hz até 8000Hz. Começando em torno de 60 db em 2000 e aumentando até 8000Hz. Faço uso de prótese auditiva há uma nao e meio.

    Minha maior dúvida é com relação ao decreto 3.298/99, vejam: Atualmente a deficiência auditiva é definida pelos decretos 3.298/99 e 5.296/04
    II – deficiência auditiva – perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz

    Em 500 e 1000 minha perda é leve, não interfere no problema. Porem, os médicos definem como deficiência.

    Gostaria de saber a opnião de quem passa pelo mesmo problema. Obrigado

  40. Nelson Amaro Junior

    Olá,

    Primeiramente gostaria de parabenizar pelo site. Está muito bom!

    Minha esposa é portadora de surdez total unilateral (anacusia no ouvido direito), tendo audição normal no ouvido esquerdo.

    Depois de algumas batalhas judiciais, ela conseguiu ser nomeada no TJ/RR e no INSS. No TJ/RR, onde ela tomou posse e está em exercício, obteve uma decisão liminar em mandado de segurança. Já em relação ao INSS, o direito veio em uma ação ordinária com pedido de antecipação de tutela, impetrada na Justiça Federal/RR.

    Ocorre que nenhuma das ações transitou em julgado. Na liminar do MS, houve recurso para o STJ. A ação ordinária, por sua vez, recebeu recurso para o TRF1, em Brasília.

    O que nos preocupa é que, embora haja farta jurisprudência favorável ao reconhecimento dos portadores de deficiência auditiva unilateral, não só do STJ, mas também da Justiça Federal em várias Regiões, do TST e até do STM, uma recente decisão do STJ negou o direito de uma candidata portadora da deficiência em tela de concorrer nas vagas destinadas aos deficientes.

    O caso, julgado no dia 02/10/2013, refere-se a um mandado de segurança impetrado por uma candidata ao cargo de Analista Judiciário em concurso promovido pelo próprio STJ. Na ocasião, a Corte Especial daquela Corte entendeu que pessoas portadoras de deficiência auditiva unilateral não têm direito a concorrer nas vagas reservadas aos deficientes.

    Segue abaixo o link da notícia.

    http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=111596

    A situação é triste e desanimadora, uma vez que pode ser um indício da mudança de um entendimento já pacificado, que reconhecia o direito dos deficientes auditivos de concorres às vagas reservadas aos portadores de necessidades especiais.

    Entretanto, apesar do balde de água fria, continuaremos a luta contra o absurdo grafado no art. 4, inciso II, do Decreto n.º 3.298/99 (com redação dada pelo Decreto n. 5.296/2004.

    Grande abraço!

    Nelson

  41. Victor

    http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=111596

    DECISÃO

    Surdez unilateral não caracteriza deficiência auditiva em concurso público

    O “bom mesmo” é que generalizam até para casos irreversíveis de anacusia unilateral.

  42. Leandro

    Não é possível que uma junta médica não tenha competência para ver e analisar se o cidadão tem ou não anacusia unilateral, porque a pessoa que tem essa deficiência e ser proibida de participar do certame como deficiente, fere qualquer estatuto humano de direito já criado até o momento

  43. Jesiel

    Nesse caso dessa notícia,

    Houve um erro tremendo de quem postou isso no site do STJ, não houve uma súmula negativa, apenas foi o julgamento de um caso, o Tribunal andou na contramão do próprio Tribunal com essa decisão, que ainda, pelo que sei, cabe recurso.

    Além disso, o STF é a favor dos Surdos Unilaterais terem direito em concurso público, em Julho desse ano houve uma decisão do STF a respeito que poucos sabem.

    Está longe dessa discussão terminam, só espero que termine logo, e positivamente, justamente!

  44. Simone

    Olá! Gostei muito dos comentários citados aqui!
    Fiquei consciente da minha surdez quando era adolescente
    mais aos 5 anos de idade já vinha sofrendo com isso, fiquei com infecção no ouvido direito quando pequena, mais como não sabia dizer o certo do ocorrido a minha família, fiquei com inflamações dentro do ouvido constantes… como minha avó dizia para mim q quando me pegava colocando o dedo no ouvido tipo coçando e ao mesmo tempo sentindo dores normalmente era medicada em casa com remédios sem indicações do medico e assim fui crescendo e nisso fui tendo uma certa dificuldade ao ouvir chegando a adolescência reparei que tinha um certo grau de dificuldade ao ouvir de longe e algumas vezes me reclamavam por não ouvir ao me chamar e nisso recebia reclamações e cheguei até levar uns tapas por não ouvir achando que eu estava de brincadeira e ainda levava o apelido de (brouca) rsrs
    E enfim fui ao médico já com uns 19 á 21 anos não me recordo perfeitamente, fui consultada com um otorrino que constatou perca total do ouvido direito e disse q não poderia fazer nada para voltar a ouvir do ouvido direiro então fiquei totalmente desanimada com o meu caso, mais mesmo assim fui atrás de outro e fiz todo o procedimento para saber se realmente seria surda totalmente como me dissera o outro medico q me atendeu, enfim ela me disse q teria uma perda severa q poderia voltar a ouvir com o aparelho e contei a ela meu caso e ela ficou espantada pois o outro medico me disse q não poderia fazer nada com a minha situação, então fiquei muito feliz!
    Mais o triste nesta história que venho enfrentando é a impossibilidade de ouvir as pessoas falando comigo em alguns metros de distancia tenho que mandar repetir umas duas vezes, se estiver em um lugar fechado e as pessoas estiverem falando baixo ou falando do lado do ouvido deficiente é triste demais não poder ouvir e ter q pedir para repetir até captar o que dizem, infelizmente a lei desse Brasil é cruel não pude fazer certos concursos por não aprovarem pessoas com deficiências Unilateral. Realmente deveriam olhar para o lado da nossa dificuldade que enfrentamos como já trabalhei no sac da esplanada as meninas ficavam me cutucando varias vezes pela a mesma pergunta, eu tinha q falar a verdade e sentia muita vergonha por está passando por esse vexame dentro da loja…Então temos que correr atrás do nosso direito de ter essa lei aprovada, enquanto isso não acontece iremos esperar não sabemos até quando mais que isso chegue as autoridades para que nos ajudem nessa causa e que tudo venha ser positivo!
    Sorte para Nós!

  45. Jesiel

    Não há uma gota de bom senso e humanidade, em tirar os surdos unilaterais do grupo dos deficientes.

    Todo ser humano nasce com dois ouvidos e dois olhos, certo?
    Se alguns nascem sem um dos olhos, ou um dos ouvidos, ou os perde no decorrer da vida, isso faz uma falta ultra importante, é a redução irreversível da capacidade de enxergar, de ouvir, só quem passa por isso sabe como é.

    Essa decisão recente foi um desastre do ponto de vista do Princípio da Isonomia (Igualdade), de tratar igual os iguais, se, quem perde um olho é deficiente, por que quem perde um ouvido não é deficiente? Enxergar é mais importante que ouvir? Qual a lógica disso? Onde está o tratamento igual para os desiguais?

    Chega ao ponto de descrer na Justiça terrena, e não esperar mais nada que venha de algum Tribunal, Direitos humanos, dignidade da pessoa humana, ao menos coerência jurídica, só fica no papel, e atualmente nem no “papel” estamos vendo mais, um mero Decreto, consegue confrontar a Constituição Federal e as Convenções Internacionais na visão deste tribunal!

    Se Deus não fizer Justiça, dos homens não há mais nada o que esperar.

  46. Simone

    O que acho mais interessante que a Justiça apoia uma lei de um casal Gays se casarem (não sou contra a isso), Como estão querendo liberar um amante a ter benefícios em um relacionamento duradouro, e ai vai e outras leis q virão por ai a ser aceita…E infelizmente estão esquecendo dos necessitado com deficiência que realmente precisa de benefícios, fico abismada com isso! Não estamos querendo um comodismo de se aposentar pra ganhar todo mês um salario minimo e sim a auto-ajuda em nossa dificuldade do nosso dia-a-dia como fazer um concurso e correr atras de vagas para deficientes, já que trabalhar ao lado de pessoas sem esse problema (deficiência)já que passamos vergonha e um desprezo dos funcionários. Com a lei ativa iriamos ser mais bem tratado nessa sociedade! Mais enquanto isso não acontece ficamos como a música de Raul seixas diz:
    Eu que não me sento
    No trono de um apartamento
    Com a boca escancarada
    Cheia de dentes
    Esperando a morte chegar…rsrs

  47. Pedro Augusto

    Olá! Gostaria de parabenizar a todos pelos comentários e gostaria, se possível, que me tirassem uma dúvida.
    No concurso da PRF diz: “perda auditiva maior que 30 dB, isoladamente ou não, nas frequências de 500, 1000 e 2000 Hz
    (hertz);”.

    O q

  48. Pedro Augusto

    Olá! Gostaria de parabenizar a todos pelos comentários e gostaria, se possível, que me tirassem uma dúvida.
    No concurso da PRF diz: “perda auditiva maior que 30 dB, isoladamente ou não, nas frequências de 500, 1000 e 2000 Hz
    (hertz);”.
    O que seria esse “isoladamente ou não”? Deveria somar a perda de cada ouvido ou o “isolado” refere-se a uma frequência isoladamente considerada?
    Muito obrigado!!

  49. Jesiel

    Por favor,

    Assinem essa petição, que vai ser encaminhada para o Deputado Marçal, que tem um projeto de Lei para alterar o decreto que trata dos surdos em Concursos.

    http://www.avaaz.org/po/petition/Surdez_unilateral_e_deficiencia_sim/?cXDJycb

  50. Aroedson

    Olá,diante de tantas situações, fico triste em saber que de 100% desses políticos poucos se preocupam com os deficiente unilaterais. Pois eu tenho perda profunda na OD sem possibilidades aparelhos, meu ouvido faz muito barulho tem dia que não aguento, as vezes pessoas chamam-me de surdo em não poder ouvi-los e até mesmos falar alto me chamam de mal educado. Bem eu já passei por diversas entrevistas em empresas em busca de uma vaga de emprego pela lei de cotas e sempre me negaram. Por várias vezes pensei em suicídio, foi mui difícil para mim, um homem de 41 anos bater em varias portas e só ouvir não. As vezes eu me pergunto, se todos fazem greve por que não os deficiente unilaterais.
    A eleição se aproxima, vamos nos unirmos e dizer não às urnas, ninguém votar.

  51. Aroedson

    Olá,diante de tantas situações, fico triste em saber que de 100% desses políticos poucos se preocupam com os deficiente unilaterais. Pois eu tenho perda profunda na OD sem possibilidades aparelhos, meu ouvido faz muito barulho tem dia que não aguento, as vezes pessoas chamam-me de surdo em não poder ouvi-los e até mesmos falar alto me chamam de mal educado. Bem eu já passei por diversas entrevistas em empresas em busca de uma vaga de emprego pela lei de cotas e sempre me negaram. Por várias vezesporta pensei em suicídio, foi mui difícil para mim, um homem de 41 anos bater em varias s e só ouvir não. vamos fazer greve nas eleições nos unirmos e os deficientes unilaterais não votar.

  52. Rosângela

    Cumprimento a todos, que vivem a angustia da expectativa de serem considerados deficientes auditivos unilateral.
    Em 2007, recebi o diagnóstico de ter um tumor no lado esquerdo do cérebro. Após a cirurgia para retirada do tumor, restou as sequélas definitivas: Como o tumor estava preso no nervo acústico esquerdo, meu nervo foi removido causando a surdez definitiva do lado esquerdo (anacusia unilateral), sendo ainda, que fiquei com o famoso “Zumbido” que me acompanha dia e noite, para alguns parece o barulho de uma enceradeira, para outros de uma TV fora do ar, etc…, mas para mim parece o barulho irritante de uma válvula da panela de pressão que não desliga nunca. Por isso, a dificuldade de escutar bem do lado direito, uma vez que, o barulho dificulta a concentração até no silêncio, ficando pior ainda quando estou em lugar com muito barulho, até mesmo pessoas falando ao meu redor, pois preciso virar para o lado direito e concentrar para ouvir. Não basta-se isso, ainda fiquei com paralisia facial do lado esquerdo, onde o olho não fecha nunca de forma voluntária, e a boca não movimenta internamente, precisando mastigar só do lado direito, apenas move um pouco do lado esquerdo da face pela contração da musculatura da face direita. Parece incrível, mas algumas pessoas pensam que nossas limitações são insignificantes, desclassificando nossa inclusão no reconhecimento de deficientes no rol de situações amparadas por lei. Espero que o projeto do Deputado Marçal, que tramita no Congresso para o reconhecimento da deficiência auditiva unilateral, obtenha o reconhecimento do nosso direito. Abraços a todos.

    1. Renata Meirelles Maia

      Sofro do mesmo mal… O lado esquerdo tenho perda profunda, mas com um zumbido ENLOUQUECEDOR, que prejudica meu lado direito que tem perda moderada. Sou professora de ensino fundamental e médio, e confesso que só escuto o lado direito da sala. Usar aparelho dentro de uma sala de aula com 40 adolescentes ávidos em falar?! Digo que é IMPOSSÍVEL. Quero tentar uma readaptação de função, mas não sei se vou conseguir, pois como a perda profunda é unilateral acho que podem “encrespar”, enquanto isso vou levando como dá….

  53. SILMARA

    EU TENHO PERCA DE AUDIÇÃO UNILATERAL E POR ESSE PROBLEMA A MAIORIA DOS SERVIÇOS NÃO PEGAM NEM COMO DEFICIENTE POR DIZ QUE ISSO NÃO E UMA DEFICIENCIA NEM COMO PESSOA POR QUE DIZEM QUE EU TENHO PROBLEMA PARA TRABALHAR COMO CALL CENTER POR QUE NÃO ESCUTO ENTÃO EU FICO SEM TRABALHAR E SEM ENTENDER O QUE REALMENTE ELES QUE POR ISSO DEVERIAM SER APROVADO LEI AUDIÇÃO UNILATERAL TAMBEM E DEFICIENCIA…

  54. ALCIONE FREITAS

    Parabéns pelo blog.

    Possuo anacusia mista a direita…Descobri quando fui reprovada em um concurso da aeronáutica…antes tinha uma leve desconfiança, mas, infelizmente veio a péssima noticia…

    Torço muito para que o nosso direito seja reconhecido.

    Abraços

  55. Elisangela Muller

    Oi, fiz entrevista para um emprego no SAC e fui chamada, mas terei que fazer o exame auditivo, eu tenho perca de 40% no ouvido esquerdo, ja usei aparelho mas n estou mais usando pq estragou, quero saber que se eu tenho que usar aparelho podem não me dar esse emprego?
    obrigado

  56. Marlene

    Eu tenho problemas auditivos , mas o médico dizer que eu não
    posso trabalhar.
    Quem é dfieciente auditivo, e proibido trabalhar e fazer curso
    preparatório ou depender da auditivas ?

  57. Giovani Barty madeira

    Olá Paula!

    Meu nome é Giovani Madeira,tenho 46 anos,e tenho perda auditiva Neurosensorial moderadamente em ambas orelhas.Bem,trabalho em uma empresa á mais de 20 anos,sendo que desde 1998,desempenho a função de Televendas.A empresa até 2008,nunca realizou audiometria nos funcionários da área de vendas,a qual pertenço.Em 2009,começaram a implementar o PCMSO da empresa,através de uma clínica terceirizada,onde fiz meu primeiro exame em mais de 20 anos de trabalho,acontece que este exame nunca foi passado o resultado para nós funcionários,e claro que na época,por comodidade talvez,sentia uma pequena diminuição da audição na orelha esquerda,mas como temos duas né,passei a revesar com a direita.No final do ano de 2010,comecei a sentir desconforto no ouvido direito,e em seguida,nos primeiros meses de 2011,comecei a consultar por conta um otorrino,onde já estava com perda moderada na esquerda e leve na direita,só que foi piorando,e eu seguia trabalhando,sem que a empresa se manifestasse.Em 2012,já estava com perda moderada em ambas orelhas,e tive que colocar prótese em ambas orelhas,só que como a empresa não se interessou no meu caso,fiz uma CAT,e acabei me afastando para perícia no INSS.Sou paciente da Dra.Eliane Diniz,uma profissional com mais de 35 anos de experiência no ramo,e ela,após uma série de exames audiométricos,BERA,Ressonância Magnética,Tomografia Computadorizada,Exames metabólicos,mesmo eu tendo uma perda em ondas á partir de 3000 e 4000 hz,qualificou minha perda sendo por PAIR,laudo este,inclusive consta hoje em processo judicial tanto na esfera judicial federal,quanto na do trabalho,pois o INSS negou duas vezes e a reconsideração também,pois a empresa negou-se a mudar minha função que consta como Assessor de Vendas para Televendas,isto que os exames de retorno ao trabalho a empresa cita a função de Televendas,mas isto já está nos autos.Na justiça do trabalho,como coloquei a empresa na justiça,pois como fiquei afastado 2 meses da empresa e o INSS sequer me pagou 1 centavo,daí a questão na justiça federal,a empresa me encaminhou para o exame de retorno ao trabalho.Sei que na clínica encarregada pelo PCMSO,ninguém sabia se eu estava apto ou inapto,acabaram para minha sorte me considerando apto.Só que ao retornar meu local de trabalho já estava ocupado por outra pessoa,eu na época do afastamento tinha salário fixo mais comissões e repouso remunerado,mas como não sabiam o que fazer comigo,me colocaram em vários locais,onde não tinha valia nenhuma meu trabalho,e acabaram me tirando minha carteira de cliente,minhas comissões,e hoje vivo somente do que sobra do meu salário normal,com os devidos descontos.Enfim,na justiça do trabalho já fiz perícia com um médico que nem especialista em otorrino tem,somente médico do trabalho e clínica geral,o mesmo praticamente desqualificou o laudo da minha médica,claro que ainda não tem o laudo final,pois o mesmo terá que ter um aval de um especialista para dar embasamento á sua resposta.Bem,a minha dúvida,apesar de minha médica ter consciência que tudo o que ela prescreveu em laudo está correto,é se existe realmente perda auditiva por PAIR para um operador de televendas,em ondas baixas que começam em 3000 e 4000 hz,pois o perito até debochou do laudo e disse que nunca poderá ocorrer isto.Agradeço desde já se tiveres algo novo que eu possa até colocar em meu processo,pois hoje,me vejo como uma pessoa sem utilidade na empresa,pois fui deslocado para outro setor,que é de vendas também só não uso telefone,mais o ambiente é extremamente ruidoso,me sinto mal,estão tentando me cansar,pois tenho estabilidade por ser diretor do sindicato de comerciários de minha cidade,meus aparelhos hoje já necessitam ser trocados,pois geralmente duram na faixa de 5 anos,e em 3 a minha perda já está em severa e o aparelho já não comporta,tenho muita dificuldade de compreensão,crises labirínticas.Mais uma vez agradeço,e aguardo sua resposta,e se tiveres algum material confirmando o que minha médica fala,fico grato se puderes enviar-me ,pois certamente,será de grande valia na defesa do meu processo.Sem mais,agradeço.

    Giovani Barty Madeira

  58. ANA CARVALHO CORREIA

    BOM DIA!AOS 24 ANOS EU TIVE UM ANEURISMA CEREBRAL, TIVE QUE FAZER UMA CIRURGIA E PERDI A AUDIÇÃO DO OUVIDO DIREITO,SEGUNDO A MEDICA NO OUVIDO EXISTEM TRÊS OSSINHOS, E OS OSSINHOS DO MEU OUVIDO DIREITO PERDEU OS MOVIMENTOS, E A UNICA FORMA DE MIM VOLTAR A OUVIR É SE EU FAZER UMA CIRURGIA E POR UM APARELHO.HOJE EU SOU FORMADA EM PEDAGOGIA, EU VOU FAZER UM CONCURSO PARA PROFESSORA,AS MINHAS COLEGAS DE TRABALHO FALOU QUE EU TENHO DIREITO A VAGA ESPECIAL, MAS AGORA QUE EU OUVI ESTES COMENTÁRIOS, EU ESTOU EM DUVIDA.
    O QUE DEVO FAZER?

  59. Luciano

    Passei em um concurso, fui eliminado na perícia e entrei com MS na justiça. Voltei a lista dos candidatos portadores de necessidade especial. No 1º grau foi favorável, sendo que será julgado novamente, pelo TRF. A outra parte apelou com base na última decisão do STJ(contra), será julgado novamente pelo TRF, estou com medo de perder. Com base no que você disse: A partir de 2009, com a incorporação da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, no Brasil, o conceito de pessoa com deficiência passou a ser norma com status constitucional. Assim, hoje quem define a deficiência não é mais o Decreto nº 3.298/99 e sim a Convenção Internacional. Porém, ainda é preciso demandar judicialmente para ter o reconhecimento da perda auditiva unilateral.

    NÃO SERIA PRO STJ ESTÁ SENDO FAVORÁVEL COM BASE NA CONVENÇÃO INTERNACIONAL?

    Algum argumento que possa me dá esperança? Agradeço.

  60. Andréia

    Olá Boa noite!
    Meu nome é Andréia,tenho 28 anos e ha mais ou menos 2 anos,foi constatado que tenho Disacusia neurossensorial leve para severa a D e moderada para severa à E,eu trabalhava numa empresa de telemarketing.
    Um médico me disse que meu caso aconteceu de uma forma súbita,e outros dizem que isso já havia acontecido ha muito tempo atrás,mas não há como saber quando foi que realmente comecei a perder minha audição.
    Meu caso é inrevercível e o “uso de aparelho auditivo pra mim não adiantaria muito,uma vez que ouço bem a voz humana”disse alguns médicos.
    Gostaria de saber se o meu caso se enquadra a uma pessoa com deficiência auditiva?
    uma vez que não ouço perfeitamente e a perca é grande nos dois ouvidos,posso concorrer a uma vaga em concurso público como deficiente auditiva?
    O que eu devo fazer para ir em busca dos meus direitos,apartir desse problema?

    Estou desorientada,e aonde eu vou ainda não encontrei niguém que pudesse me explicar precisão do meu problema e como buscar recursos.

    Aguardo resposta,
    Desde já agradeço a compreensão!

  61. Ana Paula Silva

    Olá
    desde os meus 15 anos percebi que tenho problema de audição no ouvido direito, fiz vários exames, tentei usar aparelho não me adaptando, porém,nesse tempo fui me adaptando para conviver com esse problema. Hoje com 33 anos percebi que a minha dificuldade aumentou e refiz os exames dando PERDA AUDITIVA A DIREITA DE GRAU PROFUNDO-CID H90. No ouvido esquerdo no exame apresentou VA 50-90dbna(nb) VO 40-90dba(nb). Nunca tinha pensado em concorrer a emprego por cotas, daí por incentivo comecei a tentar, mas vi que realmente não me enquadro nessa lei. Penso que deveria mudar a lei, pois também tenho muitas dificuldades.

  62. Juliano

    http://aplicacao5.tst.jus.br/consultaunificada2/inteiroTeor.do?action=printInteiroTeor&highlight=true&numeroFormatado=RO%20-%2011800-35.2011.5.21.0000&base=acordao&numProcInt=24007&anoProcInt=2012&dataPublicacao=15/10/2012%2007:00:00&query=

    Pessoal não sei se alguem ja postou aqui no Blog, o link acima diz respeito a um acordom do TST que garantiu o direito a posse de candidata portadora de deficiência auditiva unilateral à vaga de PNE. A decisão foi de 2012.

  63. Tiago

    OLÁ, NASCI COM UM PROBLEMA CONGENITO NA ORELHA ESQUERDA, ELA É TAMPADA, NÃO OUÇO NADA, FIZ AS TOMOGRAFIAS, E POR DENTRO ESTÁ TUDO OK.. PRECISARIA FAZER UMA CIRURGIA NESSA ORELHA PRA ESCUTAR, E EU NAO TO QUERENDO FAZER… MINHA DUVIDA É, TEM COMO BURLAR O EXAME AUDIOMETRIA TONAL?? AQUELE EXAME QUE LEVANTA A MÃO QUANDO OUÇO O BARULHO?? EU PRECISO MUITO PASSAR NESSE EXAME, POIS VOU TRABALHAR EXPOSTO AO RUIDO.. E NÃO POSSO PERDER ESSA VAGA DE EMPREGO…

    SE EU FIZER O EXAME, NORMAL EU TOMO BOMBA.. POIS NAO OUÇO NADA, POREM O OUVIDO INTERNO FUNCIONA, MAS MINHA ORELHA E TODA TAMPADA DEVIDO A DOENÇA CONGENITA ANTES DE NASCER..

  64. Marcos

    olá.. ontem acordei com esse zunido na orelha direita que não para de forma alguma, seguido de uma sensação de que o meu ouvido estava tampado.. corri ao otorrino que informou que eu perdi parte da minha audição.. ainda vou fazer os exames para saber sobre a perda, se é considerável ou não… mas gostaria de saber.. como obtenho o laudo de surdez unilateral…

  65. PÓS-GRADUAÇÃO ATHENAS-PB

    ATENÇÃO PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS…

    ESTOU LUTANDO COM UMA MUDANÇA NA PARTICIPAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO ( PESSOAS COM LAUDO MÉDICO-CID – PESSOAL PRECISAMOS MUDAR A PORCENTAGEM NA NOTA DA PROVA, OU SEJA, EM CONCURSO PÚBLICO SERIA SUFICIENTE O ACERTO DE 50% NAS PROVAS DE CONCURSO. PORTANTO, A LDB, DIZ QUE AVALIAÇÃO E CONTEÚDO TEM QUE SER DIFERNCIADO,,,VAMOS LUTAR
    —-SOU PROFESSOR PAULO–MEU EMAIL(EDUCADORPAULO@BOL.COM.BR)…VAMOS MANTER INFORMAÇÃO NESSE ASSSUNTO…OBRIGADO

  66. evelyn

    olá eu tbm perdi a audição de um ouvido o esquerdo devido a uma virose que tive com 5 anos de idade, já trabalhei pela cota e eu achava q eu me enquadrava como deficiente nao sabia q esse direito era só para os bilateral fiquei sabendo hoje quando passei por um exame admnissional para entrar numa empresa e o medico me disse q não tenho esse direito fiquei sem entender porque 3 meses atrás trabalhei pela cota pcd e agora fico sabendo q nao tenho esse direito, nao acho justo pois tbm temos nossas dificuldades e se os bilateral tem direitos tbm teremos que ter Parabéns pelo trabalho laura tomara que consigamos pois nós sabemos nossas dificuldades..

  67. Joice

    Olá a todos!

    Sou de Osasco – SP tenho 29 anos. Desde pequena sei que sofro de surdez unilateral do lado esquerdo, mas não era total, porem isto nunca me incomodou, tanto que ha dois anos e sete meses trabalho como operadora de telemarketing e ha um ano e quatro meses trabalho em duas empresas exercendo a mesma função, concluindo passo 12hs e 40 min. dos meus dias utilizando somente meu ouvido direito, porque desde o primeiro dia de trabalho escutava com muita dificuldade do lado esquerdo. Nos dois exames de audiometria que fiz para entrar nas empresas deu que eu ouvia muito bem dos dois ouvidos, eu estranhei, mas não comentei nada pois precisava muito dos empregos.
    Há menos de um mês comecei a sentir dores no ouvido direito, tontura e enjoo e procurei um otorrino e realizei um exame de audiometria e o resultado foi SDT ausentes a esquerda no máximo de saída do equipamento para estimulo de fala (100DBNA) com mascaramento contralateral.

    (OD= Liminares auditivos dentro dos padrões de normalidade.)
    ( OE= Perda auditiva do tipo nourossensorial de grau profundo – Lloyd e Kapla,1978)

    Agora estou muito assustada, pois não sei no que isto pode resultar.
    Será que posso perder meus empregos por isto?
    Não consigo entender porque nos exames de audiometria das empresas não acusou minha deficiência, a otorrinolaringologista disse que provavelmente como eu ouvia um pouco do lado esquerdo, e do lado direito muito bem, um compensou o outro.
    A Dra. Pediu uma tomografia para analisar mais a fundo, mas já deixou claro que preciso mudar de profissão.

  68. Yara

    Boa noite!
    Meu nome é Yara e tenho surdez severa unilateral. Prestei concurso na Caixa onde classifiquei e prestei o concurso usando a cota de deficientes, agora estou com medo de quando for chamada eles me desclassificarem apesar que enviei o laudo onde consta surdez unilateral. Eu quase entrei numa empresa multinacional usando a cota de deficientes, mas quando o médico analisou o meu laudo ele falou que eu não poderia usar a cota pois para o caso de surdez tem que ser bilateral, como pode ser válido para umas empresas e outras não? Devemos cobrar o princípio da isonomia, se para um deficiente físico a perda unilateral basta para usar a cota de deficientes então porque para deficiência sensorial também não pode ter a mesma interpretação? Concordo que os limites são diferentes de um deficiente físico para um deficiente sensorial, mas o princípio da isonomia diz que deve tratar todos com igualdade

  69. cassia maria de souza

    Olá, sou portadora de deficiencia auditiva desde 02 anos de idade, tenho agora 50 anos e nunca me dei conta conta que tenho algum privilegio sobre meu problema, mas agora, minha irmã caçula está pegando no meu pé, dizendo que tenho que fazer concursos, mas acho que agora está tarde, trabalho em lugar muito barulhento mas tenho medo de sair, pois na minha idade é mais dificil conseguir outro emprego. agradeço a oportunidade de escrever pois nunca tive coragem

  70. Diogo

    Ola !
    Tenho perda auditiva na seguinte situação:
    ouvido direito: Padrão de normalidade nas frequências 5000 HZ a 4000 HZ. Perda neurossensorial para 4000,6000 e 8000 HZ.

    Ouvido Esquerdo: Perda auditiva mista de grau moderado para media das frequências de 500 a 4000 HZ.

    Estudo para concurso. Estou querendo tentar um concurso da policia civil (cargo investigador). Estou pensando em me inscrever como deficiente, pois devido a minha perda serei reprovado no exame audimétrico.

    Será que existe alguma chance de ser enquadrado como deficiente auditivo. Ser aprovado na pericia.

  71. osmar da silva santos

    Só quem tem deficiência auditiva, sabe o que é conviver com este problema..

  72. Sara Souza

    Olá, divido com todos os mesmos problemas. Tenho perda, ou melhor anacusia, unilateral. Tenho, claro algumas limitações e grandes dificuldades em encontrar empregos. Gostaria de me juntar a vocês nessa batalha. É bom estarmos por dentro de tudo que vem acontecendo a respeito do nosso problema. Vou consultar minha advogada sobre o assunto, já agendei com ela, assim que tiver novas informações posto aqui. Abraços.

  73. Simone

    Prezados, também tenho perda auditiva unilateral, mas ao enviar o laudo para concurso foi rejeitado. Alguém conseguiu sucesso? Como proceder?

    Obg

  74. Vanessa

    Pessoal,
    Eu entendi bem a necessidade de ser bilateral e mais de 41Db porem nas frequencias nao fica totalmente explicito se deve ser em todas as frequencias ou em pelo menos uma dela. A minha é bilateral porem em 500 e 1000. 2000 e 3000 ja nao sao afetadas. Alguem saberia responder?

  75. lene

    obtive o seguinte resultado na audiometria: od perda auditiva restrita nas às frequencias 6 e 8 khz, oe perda auditiva sensório-neural restrita às frequencias 4 e 6 khz. isso implica em uma provável reprovação na perícia admissional quanto candidato não portador de necessidades especiais?

  76. Diego Quadros

    Oi pessoal, eu tenho surdez unilateral e pelo edital da PF eu seria reprovado no exame de audiometria. Será que eu poderia concorrer a vaga de deficiente??

  77. Marcia

    Como fica a Lei Federal nº3653 de 2012, que considera a perda unilateral como defeciência ? Está valendo?
    Obrigada

  78. Marcos

    Gostaria de informações sobre como obter um laudo, já fiz todos exames em duas clínicas. Quem procurar?

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