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	<title>Crônicas da Surdez</title>
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		<title>10 filmes com a temática surdez</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 09:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse post foi uma dica da Érica, que me enviou um link ótimo que contém uma lista de 10 filmes cujos enredos envolvem a temática surdez. Filhos do silêncio Mr. Vingança Babel Sobre meus lábios A música e o silêncio Mr.Holland, adorável professor Johnny Belinda Tommy Minha amada imortal Cegos, surdos e loucos O mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Esse post foi uma dica da<strong> Érica</strong>, que me enviou um<a href="http://listasde10.blogspot.com/2010/09/10-filmes-com-surdez.html" target="_blank"> link ótimo </a>que contém uma lista de <strong>10 filmes</strong> cujos enredos envolvem a temática <strong>surdez</strong>.</p>
<ol>
<li>
<div style="text-align: justify;">Filhos do silêncio</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Mr. Vingança</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Babel</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Sobre meus lábios</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">A música e o silêncio</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Mr.Holland, adorável professor</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Johnny Belinda</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Tommy</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Minha amada imortal</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Cegos, surdos e loucos</div>
</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1042" title="babel-poster02" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2011/09/babel-poster02.jpg" alt="" width="350" height="500" /></p>
<p style="text-align: justify;">O mais recente de todos é o<strong> Babel</strong> &#8211; esse eu assisti, embora tenha achado bem deprimente a história da <strong>menina japonesa surda</strong>. Acho que os roteiristas estão perdendo uma ótima oportunidade de escrever histórias emocionantes sobre <strong>surdez/som/silêncio</strong>. Adoraria assistir a filmes sobre isso, mas com uma pegada <strong>moderna e atual, </strong>com a qual eu pudesse me identificar.E por pegada atual e moderna me refiro à <strong>tecnologia</strong> e às relações sociais de jovens e adultos que perderam (em parte ou totalmente) a audição.</p>
<p style="text-align: justify;">Como é que ainda não colocaram numa <strong>novela</strong> um personagem que usa <strong>aparelhos auditivos ou implante coclear?</strong> Esses tempos modernos estão fazendo com que milhares e milhares de pessoas percam audição e façam parte desta temática, e a TV tem um poder incomensurável na hora de entrar nas casas e cabeças alheias. E o mais &#8216;louco&#8217; é que a surdez, hoje, não é mais uma exclusividade da terceira idade, pelo contrário, <strong>os jovens</strong> estão vivenciando-a como nunca (é isso que dá achar que <strong>saúde auditiva</strong> é bobagem!). Termino esse post tentando lembrar se conheço ou tenho o contato de algum<strong> roteirista</strong>&#8230;se alguém tiver, passe pra cá! <img src='http://cronicasdasurdez.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Um papo sobre deficiência</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 09:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas da Surdez]]></category>

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		<description><![CDATA[Conversando com um amigo jornalista esses dias, comentei com ele que matérias que versam sobre o tema deficiência podem ser um pouco chatas &#8211; tanto para quem lê quanto para quem dá o depoimento. Você pode ter escalado o Everest, descoberto a cura do câncer e ganho um prêmio Nobel, mas se isso for citado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Conversando com um amigo jornalista esses dias, comentei com ele que matérias que versam sobre o tema<strong> deficiência</strong> podem ser um pouco chatas &#8211; tanto para quem lê quanto para quem dá o depoimento. Você pode ter escalado o Everest, descoberto a cura do câncer e ganho um prêmio Nobel, mas se isso for citado junto com a palavra <strong>deficiência</strong>, é nela que as pessoas vão se focar, não importanto o resto.</p>
<p style="text-align: justify;">Pergunte a qualquer deficiente se ele se sente<strong> D-E-F-I-C-I-E-N-T-E</strong> e você vai se surpreender com as respostas. Na verdade, não é nem deficiente. É<strong> pessoa com deficiência</strong> &#8211; embora ninguém se dê ao trabalho de entender que<strong> a pessoa</strong> vem ANTES da<strong> deficiência</strong>. Bem antes, por sinal! O que a falta de um sentido acarreta na vida de alguém é simples: isso nos priva de algumas coisas. No caso da deficiência auditiva, eu poderia dizer que sou privada da delícia de compreender as conversas humanas sem esforço. Nunca pude fechar os olhos enquanto assistia à TV ou estava no cinema, por exemplo. Tenho que estar 1000% alerta se quiser me comunicar.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/gato_shrek.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1552" title="gato_shrek" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/gato_shrek.jpg" alt="" width="315" height="314" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quando leio que &#8216;um deficiente está quebrando tabus&#8217; e coisas do tipo, só fico imaginando o que se passa pela cabeça de quem escreve algo assim. Na boa, o inconsciente coletivo brasileiro <strong>lê deficiência</strong> e pensa logo<strong> &#8220;infeliz, coitado, pobrezinho, incapaz, inútil&#8221;.</strong> Pior é quando escrevem que <em>&#8216;apesar da deficiência, fulano conseguiu fazer tal coisa&#8217;</em>. Bem, isso só faria sentido, no meu caso pelo menos, se a frase fosse &#8216;apesar da deficiência, fulana conseguiu ouvir&#8217;. Porque, de resto, a minha<strong> surdez</strong> não tem nada a ver com as minhas <strong>capacidades e incapacidades</strong>! O<strong> Jairo Marques</strong> escreveu um post intitulado &#8220;<strong><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2012/05/02/os-coitadinhos/" target="_blank">Os coitadinhos</a></strong>&#8220;, que vale a leitura. Nos comentários deste post, a<a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com" target="_blank"><strong> Lak Lobato</strong> </a>escreveu o seguinte, que reproduzo aqui porque achei sensacional:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Ontem, um amigo me mandou um email com um questionário sobre PcDs que ele elaborou pra um trabalho (ele próprio tem deficiência) e, em determinado ponto, havia a pergunta: “Analise e responda: por que existem pessoas com deficiência que não se aceitam?” Minha resposta: “Porque existem pessoas que não se aceitam, ponto.<strong> Ter uma deficiência não torna as pessoas mais inteligentes, mais sensatas, mais iluminadas, mais abegnadas, etc</strong>. Pessoas continuam sendo pessoas, mesmo quando tem deficiência. Deficiência não promove ninguém do degrau de evolução mental humano ou coisa do tipo.” Não sei se era bem a resposta que ele queria, mas eu acho um saco esse eterno<strong> endeusamento X coitadismo</strong> no que toca as pessoas com deficiência. <strong>Ou somos uns coitados dignos de pena. Ou somos heróis de superação</strong>. Não existe um meio termo, onde somos simplesmente humanos, tocando a vida como qualquer pessoa. Qualquer conquista nossa tem que ser louvada, elogiada, prestigiada, colocada num pedestal. E qualquer fracasso é sempre culpa da deficiência, coitadinho de nós. Tudo tudo tudo tem que girar em torno da deficiência. Nada pode ser analisado por si mesmo, tem que colocar a deficiência no meio. Mas, não adianta, eu não vou aceitar isso e achar que tudo bem. Vou reclamar sempre e brigar sempre pra pararem já com essa idiotice.  Nem anjos nem demônios, seres humanos somente. O resto é detalhe!&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">É uma pena que jornais e TV gostem tanto de apelar pro <strong>coitadismo</strong>, enquanto poderiam estar prestando um grande trabalho ao mudar o foco para o tema <strong>acessibilidade</strong>. Nós que somos <strong>surdos oralizados</strong> temos um longo caminho pela frente no que diz respeito a isso: falta acessibilidade para nós nas escolas, nas universidades, nos cursinhos preparatórios para concursos, nos cursos de idiomas, e por aí vai.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/recomeco.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1553" title="recomeco" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/recomeco.jpg" alt="" width="443" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ah, e há também o fatídico &#8216;exemplo de superação&#8217;. Já falei aqui em outras ocasiões e repito: na minha opinião, a palavra correta é <strong>adaptação</strong>. Eu não superei a surdez porque ela não é &#8216;superável&#8217;, jamais terei meu sentido de volta naturalmente. Mas<strong> me adaptei a ela</strong> e o meu foco não são as coisas que não consigo fazer, porque se passar 24hs pensando nisso, além de ficar louca não vou ajudar nem a mim, nem a ninguém. E o objetivo do Crônicas, desde o início, é inspirar as pessoas a entender que a vida continua e a gente é muito mais capaz do que pensa ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso me dói quando alguém me escreve dizendo que acha que a sua vida acabou porque descobriu que tem <strong>deficiência auditiva</strong> e vai ter que usar <strong>aparelhos auditivos</strong>. Dá vontade de dar um chacoalhão, um <em>&#8216;pedala Robinho&#8217;</em>. Sério! A vida acaba quando a gente morre ou então quando entrega os pontos e decide que <strong>é mais fácil ser um coitadinho do que um lutador</strong>. E realmente é mais fácil, já que ser um coitadinho não requer esforço algum: basta sentar, reclamar e praguejar até o fim dos dias. Enfrentar fonoterapia, aguentar o cérebro irritado com o uso dos AASI, precisar aprender a controlar a própria voz, virar expert em leitura labial  &#8211; e outros pormenores que vocês estão carecas de saber &#8211; isso sim é<strong> jogo duro</strong>!!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Deficiências têm a ver com recomeços.</strong> E recomeços têm a ver com encontrar aquela<strong> força interna</strong> que fica lá dentro escondida para as horas em que mais precisamos. Trate de encontrar a sua! <img src='http://cronicasdasurdez.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Crônicas da Surdez na revista TAM nas Nuvens</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 11:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas por aí]]></category>

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		<description><![CDATA[É com muito orgulho que venho dividir essa notícia com vocês! Eu, o Crônicas e o Sweetest Person (meu outro blog) estamos numa matéria enorme ( 7 páginas) da revista TAM nas Nuvens de maio, que circula nos vôos nacionais e internacionais da TAM durante todo o mês. Quem ilustrou a matéria foi ninguém menos que Gian [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É com muito orgulho que venho dividir essa notícia com vocês! Eu, o<strong> Crônicas e o <a href="http://www.sweetestpersonblog.com" target="_blank">Sweetest Person</a> </strong>(meu outro blog) estamos numa matéria enorme (<strong> 7 páginas</strong>) da revista<a href="http://www.tamnasnuvens.com.br/revista/site/" target="_blank"><strong> TAM nas Nuvens</strong> </a>de maio, que circula nos <strong>vôos nacionais e internacionais</strong> da <strong>TAM</strong> durante todo o mês. Quem ilustrou a matéria foi ninguém menos que <strong>Gian Paolo La Barbera</strong>, figura assídua em revistas como<strong> Dazed and Confused</strong> e<strong> Shook.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/Captura-de-tela-inteira-06052012-191630.bmp.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1545" title="Captura de tela inteira 06052012 191630.bmp" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/Captura-de-tela-inteira-06052012-191630.bmp.jpg" alt="" width="734" height="492" /></a><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/tam.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1546" title="tam" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/tam.jpg" alt="" width="459" height="618" /></a><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/tam2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1547" title="tam2" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/tam2.jpg" alt="" width="461" height="618" /></a></p>
<p style="text-align: center;">A matéria conta várias situações pelas quais já passei em<strong> viagens internacionais</strong>! Acho que vocês vão gostar! <a href="http://www.tamnasnuvens.com.br/revista/site/" target="_blank"><strong>Dá pra ler online aqui</strong> </a>ou então, dá pra ler nas nuvens, no caso de quem pegar um<strong> vôo da TAM</strong> esse mês! Espero que gostem! <img src='http://cronicasdasurdez.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>No consultório médico, quem tem deficiência auditiva precisa prestar atenção!!</title>
		<link>http://cronicasdasurdez.com/no-consultorio-medico-quem-tem-deficiencia-auditiva-precisa-prestar-atencao/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 09:13:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas da Surdez]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Não sei se já contei aqui, mas tenho um &#8216;causo&#8217; engraçado envolvendo uma consulta no médico. Lá fui eu bem faceira para uma consulta, entrei, bati um papo, até que o doutor me disse pra passar para a outra sala para um exame. Entrei na dita sala, e ele resolveu falar da outra, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/medico.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1538" title="medico" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/05/medico.jpg" alt="" width="411" height="274" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se já contei aqui, mas tenho um &#8216;causo&#8217; engraçado envolvendo uma<strong> consulta no médico</strong>. Lá fui eu bem faceira para uma consulta, entrei, bati um papo, até que o doutor me disse pra passar para a outra sala para um exame. Entrei na dita sala, e ele resolveu falar da outra, na qual ainda estava mexendo em alguns papéis. O que ouvi foi o seguinte:</p>
<h1 style="text-align: center;">- Tira o sutiã e a calcinha!</h1>
<p style="text-align: justify;">E assim que ouvi isso fiquei paralisada pensando: &#8220;Meu Deus, ele é um tarado! Socorro!!!!!!&#8221;. Passei dois longos minutos decidindo se fugia ou se obedecia. Antes de sair correndo em disparada, achei que era melhor averiguar se, por acaso, eu não tinha ouvido errado o que foi dito. Larguei um: &#8220;Doutor, o que é que o senhor falou??&#8221;. E a resposta:</p>
<h1 style="text-align: center;">- Tira o sutiã e a blusinha!</h1>
<p style="text-align: justify;">Ufaaaaaaaaa. Obrigada, Senhor, ele é um médico, não um véio tarado&#8230; Fiquei dando gargalhadas enquanto esperava o coitado chegar pra fazer o dito exame. Quando ele entrou na sala acho que por um minuto pensou se não deveria me encaminhar para um psiquiatra, porque eu olhava pro rosto dele e me estourava rindo!!! E claro que não podia explicar o motivo sem parecer doida de pedra! Fiquei bem quieta.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses dias, me aconteceu outra dessas. Fui consultar com a minha dermatologista, para colocar<strong> Botox</strong> (a fonte da juventude,<em> rsrsrs</em>). Ela me deu uma injeção na testa (literalmente) e, como doeu um pouquinho, pegou na geladeira um pequeno massageador que estava geladinho e me deu. Ela disse alguma coisa, que eu não entendi mas não perguntei o que era. Enquanto isso, peguei o massageador e meio que&#8230;fiz uma massagem na testa. Quando ela virou pra mim deu um grito: &#8220;NÃOOO!!&#8221;. E eu apavorada: &#8220;Não o que?&#8221;. Resumindo, ela tinha me dito pra apenas encostar o massageador onde estava doendo, sem mexer, pois esse tipo de movimento espalha a toxina botulínica (a responsável por paralisar o músculo por uns meses). Quis dar uma de espertinha e ainda solto a pérola: &#8220;Ah, mas se espalhou, na pior das hipóteses paraliso a testa, melhor ainda, menos rugas!&#8221;. Que nada, a doutora quase me causa um enfarte: &#8220;Não senhora, em vez da testa paralisar, a pálpebra cai!&#8221;. Só conseguia me imaginar com um olho caído e outro arregalado depois que ela disse aquilo. E passei 36 horas em pânico de ter cometido a maior cagada de todos os tempos. Conseguem imaginar a cena??</p>
<p style="text-align: justify;">O que aprendi com isso? Que quem tem<strong> deficiência auditiva</strong> precisa de <strong>atenção redobrada no consultório médico</strong>. Se o médico falou e você não entendeu,<strong> PERGUNTE DE NOVO</strong>. Nada de bancar o adivinho numa hora dessas. Não é vergonha nenhuma, muito pelo contrário, é quase caso de vida ou morte: imagina se ele te pergunta se você quer doar um rim, você não entende, concorda sem saber com o quê&#8230;aí, já eras!!! <img src='http://cronicasdasurdez.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Orelhas em evidência</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 09:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Um aparelho auditivo é quase um acessório para quem, como eu, adora moda. Sei que a maioria das pessoas não gosta de escancarar os seus aparelhos &#8211; o que acho uma bobagem &#8211; e por isso achei bacana mostrar algumas opções de earcuffs enormes que encontrei na internet. Não quer que a ateção seja focada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um <strong>aparelho auditivo</strong> é quase um acessório para quem, como eu, adora moda. Sei que a maioria das pessoas não gosta de escancarar os seus aparelhos &#8211; o que acho uma bobagem &#8211; e por isso achei bacana mostrar algumas opções de <em>earcuffs</em> enormes que encontrei na internet. Não quer que a ateção seja focada no <strong>aparelho auditivo</strong>? Basta usá-lo junto com um<strong> acessório</strong> desses!! Colocar as <strong>orelhas em evidência</strong> é uma tendência que começou tímida mas aos poucos vem ganhando uma enorme quantidade de adeptas!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/liv2.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1520" title="liv2" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/liv2.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Meia lua linda (mas deve ser pesadona)!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/liv3.png"><img class="aligncenter  wp-image-1521" title="liv3" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/liv3.png" alt="" width="560" height="370" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Leve e fácil de usar, para quem é mais discreta!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/liv1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1523" title="liv1" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/liv1.jpg" alt="" width="560" height="374" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Já esse é indicado para aquelas que detestam discrição! O mais<strong> poderoso</strong> de todos!!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/SpiderwebWrap.jpg"><img class="size-full wp-image-1530" title="SpiderwebWrap" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/SpiderwebWrap.jpg" alt="" width="267" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Por último, um que faz qualquer aparelho micro-canal desaparecer de vista&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">O único que tenho, uma asa preta enorme com um pendente comprido, comprei na <a href="http://www.asos.com" target="_blank"><strong>ASOS</strong></a>. Se alguém souber de outras<strong> lojas virtuais</strong> que vendam (brasileiras ou gringas), deixe a dica nos comentários. <img src='http://cronicasdasurdez.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Som e Fúria legendado em português</title>
		<link>http://cronicasdasurdez.com/som-e-furia-legendado-em-portugues-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 09:49:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem me passou esse link foi o Gui Chazan (thanks, Gui!!). Assisti esse documentário americano há muitos anos, e acho que ele exemplifica bem a questão dos pais de crianças surdas darem a elas a chance de ouvir &#8211; se elas não quiserem ouvir mais quando crescerem, basta desligar o IC; não dar a chance [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem me passou esse link foi o<strong> Gui Chazan</strong> (<em>thanks</em>, Gui!!). Assisti esse documentário americano há muitos anos, e acho que ele exemplifica bem a questão dos <strong>pais de crianças surdas darem a elas a chance de ouvir</strong> &#8211; se elas não quiserem ouvir mais quando crescerem, basta desligar o IC; não dar a chance de ouvir quando a criança clama por isso é um crime, na minha opinião. Penso que não há nada que justifique deixar uma criança presa no silêncio quando ela <strong>quer experimentar o som</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/yj6UYIE63co" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe><iframe src="http://www.youtube.com/embed/2ke82zqrhDM" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo, o vídeo que mostra a família depois que até a mãe, fervorosa defensora da língua de sinais, decidiu <strong>optar pelo implante coclear e por ouvir</strong> (infelizmente esse não tem legendas em português!)</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Xcld6StWLoY" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Acessem o blog <a href="http://igualmentediferentes.com/?s=heather" target="_blank"><strong>Igualmente Diferentes</strong></a>, da Diefani Piovezan, e leiam uma entrevista com a menininha do documentário <strong>Som e Fúria</strong>, que brigou com a família porque queria fazer o <strong>implante coclear &#8211; e teve o apoio dos tios e avós! </strong>No fim, após o sucesso do IC dela, até os pais ficaram curiosos com o quanto ela se apaixonou pelo som e eles mesmos, que odiavam a idéia, <strong>fizeram também o implante coclear</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje ela é uma adulta cursando uma das mais prestigiadas universidades americanas.<a href="http://igualmentediferentes.com/?s=heather" target="_blank"> O link é esse</a> (a entrevista original em inglês <a href="http://cochlearimplantonline.com/site/where-is-heather-artinian-today/" target="_blank">está aqui</a>). Vocês vão se surpreender com o quanto <strong>ela transita numa boa em ambos os mundos</strong> (surdo e ouvinte) sem mostrar fanatismo por nenhum deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, acho muito curioso que apenas na deficiência<strong> surdez</strong> a questão que trata sobre devolver um sentido/capacidade à criança venha à tona. Os pais de crianças com quaisquer outras deficiências não hesitam em buscar a tecnologia para<strong> restaurar a saúde</strong> do seu filho. Acho que os vídeos acima exemplificam bem que<strong> a língua deve servir à criança, e não o contrário</strong>. Se os pais da Heather não tivessem permitido que ela fizesse o IC, teria sido por um único e egoísta motivo:<strong> mantê-la presa no mundo dos que não ouvem</strong>, quando o que ela mais queria era fazer parte do <strong>mundo do som E do silêncio</strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A campanha da OUVIR para divulgar a existência e as necessidades dos surdos oralizados em Portugal</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 09:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi com muita felicidade que tomei conhecimento da OUVIR, que é a Associação Portuguesa de Portadores de Próteses e Implantes Auditivos. Ela foi fundada em 2011 em Lisboa, e lançou uma campanha sensacional para divulgar a existência dos &#8216;surdos oralistas&#8217;, que no Brasil chamamos de surdos oralizados: pessoas com deficiência auditiva que se comunicam oralmente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Foi com muita felicidade que tomei conhecimento da<a href="http://www.ouvir.pt/" target="_blank"><strong> OUVIR</strong></a>, que é a <strong>Associação Portuguesa de Portadores de Próteses e Implantes Auditivos</strong>. Ela foi fundada em 2011 em <strong>Lisboa</strong>, e lançou uma campanha sensacional para divulgar a existência dos &#8216;surdos oralistas&#8217;, que no Brasil chamamos de <strong>surdos oralizados</strong>: pessoas com deficiência auditiva que se comunicam oralmente, utilizam (ou não) AASI e IC e não usam Libras. Isso é de extrema importância porque a população em geral desconhece a <strong>diversidade existente dentro da surdez</strong>, e quando lêem essa palavra vão logo pensando em <em>língua de sinais</em>. Acontece que a <strong>tecnologia</strong> hoje é avançadíssima e uma porcentagem muito alta das pessoas<strong> escolhe o som</strong> e não o silêncio. Sim, essas pessoas (eu incluída) existem e têm necessidades específicas de acessibilidade &#8211; a campanha da<a href="http://www.ouvir.pt/" target="_blank"><strong> OUVIR</strong></a> pela<strong> legenda obrigatória</strong> também é admirável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/campanha_ouvir_pa.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1508" title="campanha_ouvir_pa" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/campanha_ouvir_pa-811x1024.jpg" alt="" width="496" height="626" /></a><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/campanha_ouvir_ic.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1509" title="campanha_ouvir_ic" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/campanha_ouvir_ic-811x1024.jpg" alt="" width="496" height="626" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Olhem só o que diz a página inicial do site da <a href="http://www.ouvir.pt/" target="_blank"><strong>OUVIR</strong></a>:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Este é o nosso espaço, que conta com a mais variada informação sobre as Próteses e Implantes Auditivos. Relatamos e divulgamos toda a informação sobre a<strong> ciência que acompanha os problemas de audição ou de surdez</strong>, como é o caso da<strong> Otorrinolaringologia</strong>, e ainda as <strong>Terapias orientadas para a Fala ou obtenção de maior audição</strong>. As cirurgias disponíveis e técnicas utilizadas para a <strong>Reabilitação Auditiva</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Contamos ainda com um fórum, para discutir os problemas vividos por cada um dos deficientes auditivos, sócios ou membros da OUVIR. Temos um enorme orgulho pelo nosso empenho, e de estarmos a dedicá-lo a quem nos visita ou pretende conhecer. Porque foi sempre de nossa intenção, desde o primeiro momento, fazer o melhor pelos <strong>deficientes auditivos</strong>, e informar a sociedade em geral dos problemas que acarretam a mesma deficiência, e por isso, é <strong>fundamental a sua divulgação.</strong>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">PS: tudo indica que vou ter o prazer de me encontrar agora em maio, em <strong>Lisboa</strong>, com a vice-presidente da <a href="http://www.ouvir.pt/" target="_blank"><strong>OUVIR</strong></a>, <strong>Alice Inácio</strong>. Estou super ansiosa por esse encontro!!! <img src='http://cronicasdasurdez.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Deficiência auditiva e&#8230; futebol americano!!</title>
		<link>http://cronicasdasurdez.com/deficiencia-auditiva-e-futebol-americano/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 09:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts dos Leitores]]></category>

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		<description><![CDATA[Olha só como o mundo é pequeno. Recebi um email do Gilberto (vocês lembram dele, do post sobre a profissão de Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores) me mostrando um texto super bacana sobre o Paulo Sugai, que é jogador de futebol americano &#8211; e claro que eu já conhecia o Paulo, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Olha só como o mundo é pequeno. Recebi um email do <strong>Gilberto</strong> (vocês lembram dele, do post sobre a profissão de<a href="http://cronicasdasurdez.com/profissao-oficial-de-chancelaria-do-ministerio-das-relacoes-exteriores/" target="_blank"><strong> Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores</strong></a>) me mostrando um texto super bacana sobre o <strong>Paulo Sugai,</strong> que é<strong> jogador de futebol americano</strong> &#8211; e claro que eu já conhecia o Paulo, que é <strong>leitor do Crônicas</strong>. Além disso o Gilberto jogava futebol americano quando morava nos EUA!  Segue o texto, pedi que o Paulo nos ajudasse nos termos técnicos em inglês (<a href="http://brasiliav8.com.br/?p=6147" target="_blank">o original está aqui</a>, no site do Brasília V8).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/381212_2670396240621_1277557729_3197061_1674137003_n.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1503" title="381212_2670396240621_1277557729_3197061_1674137003_n" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/381212_2670396240621_1277557729_3197061_1674137003_n.jpg" alt="" width="328" height="520" /></a></p>
<p>&#8220;Silêncio.  <strong>O mais absoluto silêncio</strong>. Explosão. A mais completa explosão de pessoas correndo e se movimentando, se posicionando, sinalizando. Explosão visual.</p>
<p style="text-align: justify;">Olho para trás, procurando o capitão da defesa. Olho para frente, analisando o wide receiver (recebedor). Novamente, procuro o capitão Pedro D.H., strong safety, aguardando o comando manual que indicará qual jogada será aplicada.</p>
<p style="text-align: justify;"> Tudo começou em agosto de 2011, em uma fila da lanchonete de fast-food McDonald’s. Estava eu vestindo uma camisa do time  Cincinnati Bengals (#85) quando fui abordado por dois indivíduos que disseram ser membros da <strong>Diretoria do Brasília V8 Futebol Americano</strong> e perguntaram se eu não teria interesse em participar do try-out (seleção de jogadores), que seria realizado dali a duas semanas. Respondi que sim, mas que apenas tinha uma ressalva: <strong>minha surdez profunda bilateral congênita.</strong> Os referidos indivíduos – que mais tarde descobri serem Laerte Nicolini, o famoso Papai Smurf, center, e Igor Monteiro, o Fofolete, running back – responderam tão somente que <strong>não viam nenhum problema nisso</strong>. Vejam bem, a despeito da enorme vontade, <strong>sempre pensei que nunca poderia jogar futebol americano ou qualquer outro esporte com características de comunicações sonoras</strong>, por razões óbvias.</p>
<p style="text-align: justify;"> Ledo engano. Fui extremamente bem-recebido no try-out e o Brasília V8, desde o começo, sempre se mostrou uma grande família aberta aos novos membros. Foi uma experiência inesquecível. As primeiras corridas, os primeiros drills e as primeiras recepções. Lembro-me de assistir os times principais (ataque e defesa) realizarem um coletivo alucinante no campo ao lado. Foi aí que minha paixão pelo esporte começou a aumentar. Foi aí que a vontade de descobrir mais sobre o futebol americano no Brasil nasceu. Foi aí que o orgulho de praticar o mesmo esporte que Dan Marino, Deion “Prime Time” Sanders e Michael Strahan floresceu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> O capitão sinaliza a jogada.</strong> Já sei o que fazer. Foco, então, minha atenção no meu alvo principal, o <em>wide receiver</em>. Aproveito os momentos de tensão latente na linha de scrimmage para olhar rapidamente os movimentos do quarterback, que é o principal jogador do ataque &#8211; pois é ele que define a jogada e lança a bola. Percebo, ali, o center gesticulando e distribuindo ordens à offensive line (linha ofensiva). De repente, a defensive line (linha defensiva) muda de posição, aguardando ansiosamente o snap &#8211; o ato de o center jogar a bola para trás e lançá-la ao quarterback. <strong>Volto a focar a minha atenção nos movimentos</strong> do wide receiver. Procuro antecipar o que ele pretende fazer, embora seja difícil.</p>
<p style="text-align: justify;"> Na verdade, o mais difícil para um <strong>surdo oralizado e não-sinalizado</strong> (não usuário de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais) <strong>é fazer a leitura labial em jogadores com capacetes</strong>, tendo em vista que a facemask (a grade que fica acoplada no capacete, para proteger o rosto) e o protetor bucal simplesmente anulam a única via de comunicação. Qual é a opção que resta? No meu caso, houve uma<strong> adaptação</strong>, tanto minha quanto do time, às necessidades de um e de outro. Foi implementada, pelos defensive backs (defensores da linha secundária), uma série de codificações que permitem transmitir a jogada sem qualquer necessidade de gritar audibles, o que facilita – e muito. É nesse ponto que a sensação de <strong>fazer parte de uma família</strong> como o Brasília V8 se torna cada vez mais latente.</p>
<p style="text-align: justify;"> No mesmo instante em que percebo a movimentação do ataque, já me preparo para o backpedal, ou seja, o ato de correr para trás de costas. Após uma análise rápida da constituição física do wide receiver – se ele é alto, baixo, veloz ou forte – decido que farei o bump and run coverage (empurrão e cobertura de corrida) para tentar, pelo menos, atrasar a rota do recebedor e assim, obrigar o quarterback a procurar novas alternativas, o que dá mais tempo para a linha defensiva pressionar fortemente e tentar conseguir um sack. O silêncio resultante da surdez me permite focar visualmente na linguagem corporal do jogador adversário a ser marcado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/SET3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1504" title="SET3" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/SET3.jpg" alt="" width="325" height="296" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O futebol americano é um dos esportes mais democráticos que existem. Isso é um fato. Gordos, magros, altos, baixos e, de certo modo, surdos, estão mais do que aptos a serem jogadores desse esporte. O papel desempenhado por cada um deles pode ser determinante para o resultado de um jogo, seja um bloqueio simples ou uma marcação individual.<strong> O que me fascina, inexoravelmente, é a capacidade que um time tem de se tornar uma grande família e de superar obstáculos.</strong> Superação, determinação e força de vontade são constantes na vida de quem respira futebol americano e de quem possui qualquer tipo de deficiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Volto a olhar, rapidamente, para a sideline, onde se encontram o Head Coach, Bruno Santos, os coordenadores ofensivo, Iure Marques, e defensivo, Arthur Mendes Antunes, além dos meus companheiros de guerra. Dou uma última olhada para a formação do ataque, para então, finalmente, focar minha total <strong>atenção visual</strong> no wide receiver, que já se encontra em ponto de bala para a arrancada. Sem aparelhos auditivos, não ouço absolutamente nada e em razão disso, não consigo ouvir o famoso “<em>down&#8230; set&#8230; hut!” </em>vociferado pelo quarteback. Logo, é primordial que eu me concentre no jogador que se encontra à minha frente, com o meu <strong>campo de visão sendo limitado pela grade acoplada ao capacete</strong>. A tensão é simplesmente alucinante.</p>
<p style="text-align: justify;">Em razão de a <strong>surdez ser congênita e ter sido originada pela rubéola</strong>, não tive a oportunidade de aprender a falar corretamente como as pessoas ouvintes o fazem – pois as crianças aprendem ouvindo os pais falarem. Porém, isso não me impediu de ter uma convivência normal com ouvintes, apesar de ter passado por <strong>momentos difíceis</strong>, como <em>bullyings</em> e brincadeiras de mau gosto. Estudei em colégios para ouvintes, estudo Direito, aprendi a falar e fazer leitura labial em inglês, e recentemente, consegui o diploma da Universidade de Cambridge para iniciantes. Minha próxima meta é aprofundar meus conhecimentos atualmente precários na Língua Brasileira de Sinais, além de melhorar como jogador. Cada dia é uma vitória. E aproveito a oportunidade para parafrasear o grande Vince Lombardi: “<strong>se você acredita em si mesmo e tem coragem, determinação, dedicação, iniciativa competitiva e se você está disposto a sacrificar as pequenas coisas da vida e pagar o preço pelas coisas que valem a pena, isso pode ser feito</strong>”.</p>
<p style="text-align: justify;">De repente, o wide receiver dá o primeiro passo à frente. Automaticamente, processo a informação de que a jogada já começou e que tenho de fazer a minha parte! Pelo canto dos olhos, posso perceber a grande e eufórica movimentação na linha de scrimmage, quando os defensive tackles e defensive ends se chocam contra a offensive line, buscando o alvo precioso que é o quarteback. Em questão de segundos, o recebedor vem na minha direção, tenta ir para o lado, mas consigo dar um bump (empurrão) – fazendo com que ele perca um pouco a rota para o lado – e começo a run coverage (cobertura de corrida). Não sei o que os meus companheiros de guerra estão fazendo, se o safety está prestando atenção, se o outro cornerback está marcando, se os linebackers estão cobrindo a zona. Só sei que tenho de impedir o meu wide receiver de cumprir o seu objetivo, que é receber a bola e fazer um touchdown.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tudo no maior silêncio.</strong> Só posso imaginar a barulheira que deve ser o contato físico, o choque entre pads e helmets, os gritos, o público berrando e os treinadores distribuindo ordens. Do nada, o recebedor muda a rota, correndo para a direita e entrando no meio do campo mas, felizmente, consigo antever a mudança pela movimentação dos quadris dele e o acompanho por trás. Ao mesmo tempo, cometo um erro que pode ser fatal: não observei, ainda que rapidamente, o quarterback. Isso é essencial, para saber se ele vai lançar a bola para o recebedor que você está marcando ou se vai tomar outro tipo de jogada. Segundos depois, a jogada termina, com o árbitro indicando o 2nd &amp; 6.</p>
<p>E depois de um huddle (reunião) rápido convocado pelo capitão da defesa, volto à minha posição inicial. A batalha continua!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caldeirão do Huck, Altas Horas e Domingão do Faustão não têm Closed Caption: vejam a resposta da Rede Globo</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 13:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas da Surdez]]></category>

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		<description><![CDATA[O que Luciano Huck, Serginho Groisman e Faustão têm em comum (além de serem as maiores audiências da Rede Globo)??? Fácil: nenhum deles disponibiliza Closed Caption em seus programas!! Já faz tempo que a gente vem pedindo pelo Twitter e pelo Facebook pro Huck colocar CC no Caldeirão, mas ele jamais respondeu a qualquer apelo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O que<strong> Luciano Huck, Serginho Groisman e Faustão</strong> têm em comum (além de serem as maiores audiências da Rede Globo)??? Fácil: nenhum deles disponibiliza <strong>Closed Caption</strong> em seus programas!! Já faz tempo que a gente vem pedindo pelo Twitter e pelo Facebook pro Huck colocar CC no Caldeirão, mas ele jamais respondeu a qualquer apelo. Serginho Groisman também não. E Faustão que eu saiba não está nas redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>Greize</strong> enviou um email para a <strong>Rede Globo</strong> reclamando da<strong> falta de closed caption no Caldeirão do Huck</strong> e recebeu a seguinte resposta:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/closed_caption_fail-22.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1512" title="closed_caption_fail-22" src="http://cronicasdasurdez.com/wp-content/uploads/2012/04/closed_caption_fail-22.jpg" alt="" width="445" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Greiziane,</p>
<p style="text-align: justify;">Respeitamos sua opinião e crítica. Suas considerações serão levadas ao conhecimento da direção do programa.</p>
<p style="text-align: justify;">A Rede Globo introduziu no Brasil a transmissão de<strong> closed captions</strong> em 1998. Fez isso<strong> espontaneamente</strong>, sem que houvesse nenhuma exigência legal. Na época, inclusive, não havia a tecnologia necessária para fazer isso em português e a TV Globo teve que investir para torná-la acessível, o que beneficiou também as demais emissoras, que puderam seguir pelo mesmo caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">A transmissão de closed captions tem<strong> custos e dificuldades operacionais</strong>, que estão sendo superadas, possibilitando que o número de programas com esse recurso venha sempre aumentando. Estamos trabalhando para disponibilizar esse recurso em cada vez mais programas.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar que, até o momento, a transmissão de closed captions está disponível nos programas Globo Educação, Globo Ciência, Globo Ecologia, Globo Universidade, nos Telecursos, no Bom Dia Brasil, Mais Você, Bem Estar, TV Globinho, Turma da Mônica, Hannah Montana, Glee, Aventuras do Didi, Auto Esporte, Esporte Espetacular, Globo Rural Dominical, Jornal Hoje, Estrelas, Sessão da Tarde (eventualmente), Temperatura Máxima, Globo Notícia, Malhação, novela das seis, novela das sete, Jornal Nacional, novela das nove, Fantástico, Tela Quente, Tapas e Beijos, A Grande Família, Globo Repórter, Zorra Total, Supercine, Domingo Maior, Sessão de Gala, Profissão Repórter, Jornal da Globo, Programa do Jô, Crimes do Colarinho Branco, Corujão (eventualmente).</p>
<p>Cordialmente,<br />
Rede Globo.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta foi padrão: <em>somos bonzinhos porque colocamos CC quando a lei ainda não exigia, não incomodem!</em> Agora, por favor: se estivéssemos falando de programinhas pequenos sem verba em emissoras minúsculas, ainda vá lá, mas estamos falando do<strong> Caldeirão do Huck, do Domingão do Faustão e do Altas Horas</strong>. É uma vergonha até pros apresentadores essa<strong> falta de acessibilidade</strong>. Será que se os filhos deles tivessem algum grau de <strong>deficiência auditiva</strong> o papo seria outro? Com certeza!!! A <strong>Rede Globo</strong> reclamar de custos e dificuldades operacionais é uma PIADA!</p>
<p style="text-align: justify;">O email é <a href="mailto:falecom@redeglobo.com.br">falecom@redeglobo.com.br</a> e eu sugiro que todos vocês que lerem esse post <strong>enviem uma reclamação</strong>. É o mínimo que podemos fazer &#8211; além disso, devemos reclamar da falta de<strong> closed caption nos jornais locais das suas afiliadas</strong> (a <strong>RBS</strong> é um ótimo exemplo dessa falta de acessibilidade nos telejornais).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vídeos que ensinam a ler lábios em inglês</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 09:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Crônicas da Surdez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Navegando pelo YouTube encontrei uns vídeos de leitura labial em inglês - lipreading. O primeiro (abaixo) é o meu favorito, pela clareza da voz e do movimento dos lábios da moça. Agora que faço fonoterapia tenho prestado mais atenção a esses movimentos, que antes eu fazia de qualquer jeito. Meu cérebro se preocupa em juntar som [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Navegando pelo YouTube encontrei uns vídeos de<strong> leitura labial em inglês</strong> -<em> lipreading</em>. O primeiro (abaixo) é o meu favorito, pela clareza da voz e do movimento dos lábios da moça. Agora que faço<strong> fonoterapia</strong> tenho prestado mais atenção a esses movimentos, que antes eu fazia de qualquer jeito. Meu cérebro se preocupa em juntar som com movimento labial de forma a diferenciar de um jeito mais claro o que estou falando. Adooorooo quando ela pronuncia o &#8220;<em>whisper</em>&#8220;!! No final do vídeo, na primeira vez que assisti, fiquei emocionada com o tanto que aprendi em tão pouco tempo.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LO6z0uMLY_I" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Encontrei também uma<strong> série com variadas lições</strong> de uma professora de lipreading, embora tenha preferido a boca e os movimentos labiais do vídeo acima.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/GIt-5iKDXok" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;">Por último, o <strong>Charlie&#8217;s Lip Reading Challenge</strong>, pra quem quer se testar um pouquinho!</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/PmHHVaYbNmY" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Eu adoraria comprar um CD ou DVD com um curso completo de lipreading em inglês e em espanhol. Se alguém souber de um pra indicar, por favor, me avise! Acho extremamente útil para quem gosta de viajar pelo mundo! <img src='http://cronicasdasurdez.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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	</channel>
</rss>

