Crônicas da Surdez, Deficiência auditiva

Como lidar com a frustração de perder a audição

04/07/2012

Foto: Shutterstock

Toda semana algum médico me manda email ou vem falar comigo para comentar sobre um caso difícil envolvendo um(a) paciente que não aceita o fato de ter perdido a audição.  E quando me pedem conselhos de como ajudar alguém assim, confesso que fico meio paralisada. Tenho uma personalidade um pouco difícil pois tenho a péssima mania de achar que tudo é frescura, que as pessoas têm que ser super fortes, verdadeiras fortalezas.

Acabei aprendendo que o fato de eu ser assim não significa que os outros também sejam. Meus conselhos acabam parecendo rudes ou ríspidos, e quem dá a notícia para um paciente de que ele perdeu a audição e não vai recuperá-la deve passar por uma situação bem tensa e complicada.

Deficiências têm a ver com recomeços

Perder um sentido significa recomeçar. Significa se adaptar à sua nova condição. E, o mais importante de tudo, significa aceitar essa condição nova. Sempre que assisto a filmes com cenas de reuniões dos alcóolicos anônimos, eles fazem aquela oração que diz o seguinte:

“Concedei-nos Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas  que não podemos modificar; coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguirmos umas das outras.”

Isso se aplica perfeitamente aqui. Quando algo grave acontece nas nossas vidas, é lógico que vamos passar um tempo de luto, com raiva, sem entender porque diabos aquilo aconteceu conosco. A parte complicada quando se trata de surdez é que ela afeta a nossa comunicação com o mundo e, de muitas maneiras, a nossa independência como ser humano (resolver problemas por telefone, escutar o interfone, participar das conversas em pé de igualdade, frequentar faculdade/escola/trabalho e ficar boiando, escutar e entender qualquer coisa no escuro).

É por isso que é tão difícil chegar no ponto em que conseguimos lidar numa boa com a falta da audição. Eu mesma percorri um longo e demorado caminho até parar de gastar energia com isso. Foram muitos anos!!! E justamente por ter cometido esse erro besta e por não ter estimulado o meu resíduo auditivo nesses anos de teimosia é que fico louca quando vejo alguém fazendo o mesmo.

Se sentir um lixo por uns tempos? É normal. Entrar em depressão? Não é. Sentir ódio mortal de tudo e de todos por uns meses? É normal. Se isolar do mundo e não fazer nada para interagir com as pessoas por se sentir um coitadinho? Não é.

Ou seja: quem perde a audição vai curtir uma fossa das brabas. Que dure um tempinho, tudo bem. Mais que isso é perda de tempo, burrice, teimosia – ou chame como quiser.  Temos a opção de esgotar todas as possibilidades: se der pra usar aparelho auditivo, tente. Faça o esforço, oras!

Descubra se você é candidato ao implante coclear. Aprenda a ler lábios. Lute por acessibilidade para quem não ouve. Mas pelo amor de Deus, não passe o resto da vida trancado em casa praguejando e sentindo pena de si mesmo, porque isso não resolve nada.

Quem se sentir ofendido que me desculpe, mas é a mais pura verdade. A hora de recomeçar é agora, e negar o óbvio não faz com que ele desapareça. Aos médicos digo sempre isso que escrevi aí acima. Não acho legal que ninguém estimule uma pessoa que se torna deficiente auditiva a se fechar pro mundo, produzir uma auto-imagem de inferioridade, virar adepto do ‘coitadismo’ e não buscar toda a ajuda que a tecnologia pode oferecer.

O que mudou pra você passar a se enxergar de outro modo? Ah, não escuta mais ou escuta mal? E daí? Bola pra frente porque a vida passa rápido demais, hein?

99 amaram.

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48 Comentários

  • Responder Ana Lucia Santiago 15/02/2017 at 9:15 pm

    Admiro a historia de superação de cada que eu tenho acesso em saber! Observo cada detalhe de tudo que vocês compartilham.

  • Responder Natália 26/05/2016 at 10:58 am

    muito bom.. ainda to na fase da frustração e não aceitação. Lembro na infância de ouvir zumbidos, mas não tinha consciência do que era e não percebia perda auditiva, mas só achava um saco e imaginava que com todo mundo era assim mesmo. Eu fui perdendo audição lentamente e somente agora, com 31 anos, que percebo essa perda com mais consciência. Os médicos falam que tenho perda moderada bilateral. A fono diz que fiquei tanto tempo sem ouvir ruídos e outros sons baixos que vivi achando que o mundo era naturalmente mais silencioso mesmo. Não entra na minha cabeça que sou deficiente e odeio as pessoas reclamando que me chamam e não escuto, detesto a sensação de ouvir um som e não ter ideia de onde está vindo, odeio pedir para as pessoas ficarem repetindo… Entre tantas outras coisas.. percebi que naturalmente fui me isolando, preferia ficar sozinha do que perder a paciência com as pessoas.. Trabalhei e trabalho sem que falasse com as pessoas que tenho essa deficiência. No meu trabalho tenho que conviver com muita gente e odeio ter que liderar equipe, é um desgaste pedir pra repetir toda hora.. meu sonho é sair da minha área e trabalhar numa sala silenciosa sem ter que lidar com um mundo de gente. Meus pais não tem essa consciência da perda. Minha mãe fala tão baixo e nunca se esforça para falar mais alto que perdi a paciência de tentar ouvi-la.. simplesmente deixo ela falando, falando… penso assim: se ela não tá nem aí pro que digo, tb não perderei mais meu tempo tentando ouvi-la.
    Enfim, hoje diante de tantas coisas que vêm acontecendo na minha vida e a minha dificuldade de lidar com esta deficiência eu procurei ajuda medica que me relataram que tenho depressão. Faço terapia e estou tentando sair dessa situação. Este blog tem me ajudado bastante a não ver a minha dificuldade de ouvir como uma frescura, mas também não quero me ver como uma coitada.. Agradeço pelo depoimento de vcs aqui do blog. Não fazem ideia do bem que faz para pessoas como eu. abçs.

  • Responder weverton 11/10/2015 at 9:34 pm

    Oi tubem com vcs pois sabe que eu estou aki pra dizer uma coisa pois eu tenho problema de audição e to perdedo audição, como faz pra volta a audição.. obrigado pela atenção

  • Responder Suzana 09/09/2015 at 11:16 am

    Bom dia! descobri esse site buscando pilhas pro meu aparelho rsrs. o post é bem antigo mas vou contar a minha história. começando por mim, tenho 26 anos, sou advogada, tenho uma filha de 8 anos. aos 4 anos eu peguei uma pneumonia braba, fiquei internada 9 dias, enfim. a partir daí levei bastante esporro. minha mãe brigava muito comigo, me chamava de distraída. quando pedia pra aumentar o volume da televisão, ela reclamava e dizia que era só eu prestar atenção que eu ouviria. via desenhos que não tinha falas e tão logo descobri os filmes e series legendados. odiava brincar de telefone sem fio pq nunca entendia nada (rs). enfim, acho que meu único ressentimento foi minha mãe não ter percebido nada. mas certa vez, eu com problemas de fala, fui levada a uma fonoaudióloga. ela conversou comigo e se pôs atrás de mim, e disse pra que eu falasse quando eu ouvisse algo. que obviamente não ouvi. ela estava fazendo “psiu” atrás de mim. ela simplesmente virou pra minha mãe e disse “leva sua filha ao otorrino, pra uma audiometria. sua filha é surda!” então, o exame confirmou a surdez. o engraçado é que o mundo desabou a minha volta e eu me mantive indiferente. lidei com isso a vida inteira, taxada de distraída. apenas achei um nome pro meu problema. o médico passou uma lista de possibilidades, e a encontrada foi um dos fortes remédios que tomei, cujo efeito colateral é a surdez, assim como a aspirina. creio que ja nasci com isso, ja tinha uma pre disposição, só precisava de um “gatilho”. anos se passaram, o médico deu uma previsão de precisar de aparelho la pelos 40 anos… bem, com 21 resolvi usar rs. meu grau era de moderado a grave (não recordo o termo correto), fiz vários orçamentos e cá estou eu. não é fácil. confesso que não uso todos os dias, nem sempre, pq coça, dói, etc. o meu é um externo que tem um fio que prende na orelha. me dá uma ótima qualidade de vida mas incomoda de coçar até a garganta. fora o mundo que é bem barulhento, chego em casa com dor de cabeça, pq meu cérebro se perde no meio dos sons. enfim, não me abalei. não me finjo de coitada. alias, tenho a ingratidão de dizer que é uma coisa boa, por ser meio esquentadinha e as vezes é bom não ouvir certas coisas. ademais, não é o fim do mundo! existem meios de sair do silêncio, que nem sempre é tão ruim, gente rs sei la parece absurdo, mas não consigo me deprimir ou me chatear ou até mesmo desejar mudar isso em mim. se houvesse uma coisa que eu mudaria não seria isso. mesmo quando minha surdez for totalmente profunda (hoje ela é de moderada a profunda). enfim, que isso seja visto e debatido menos como uma doença e sim como uma condição…

  • Responder Suellen 07/04/2015 at 11:44 am

    Olá meu nome é Suéllen tenho 25 anos tenho perda auditiva desde criança, antes minha perda era leve o médico indicou o aparelho auditivo mais eu na época( isso a uns anos atrás) não aceitei por medo por pensar no que os outros iriam pensar,falar enfim…. Passou alguns anos e minha perde de leve passou a ser moderada e o médico insistiu em dizer que estava na hora de usar o aparelho…” Pensei aff de novo essa conversa” mais acabei aceitando quando coloquei o aparelho nossa que diferença os sons eram mais intensos, mais fortes,(Na verdade era meu celebro que não estava acostumado afinal tantos anos sem ouvir direito) minha voz nossa pude perceber como eu falo alto rsrs…Na primeira semana de teste com o aparelho minha preocupação era esconder com os cabelos rs pra que ninguém notasse não me adaptei muito bem…. Então resolvi procurar outro núcleo onde a fono foi super legal indicou um aparelho bem bacana e que principalmente atendesse as minhas necessidades, e o mais legal de tudo me indicou que eu procurasse na net o Blog Crônicas de Surdez aqui me identifiquei muito, pois tinha essa necessidade de trocas de informações, os depoimentos….Pessoas iguais a mim, com as mesmas necessidades sabe eu estou amando, cada depoimento cada relato….Isso tudo tem me ajudado muito hoje estou com o aparelho de teste ainda mais estou me sentindo bem com ele…Abraços

  • Responder Maria de Fátima Soares Melo 12/12/2014 at 3:19 pm

    Adorei conhecer esse blog “cronica da surdez”.Quem me indicou foi uma fono.Pois eu faleia ela que tenho uma auto estima baixa.Me sinto diferente, procuro sempre ficar calma diante de todos.Pois sou ansisa.Fico triste por não entender o que se passa a minha volta.Me gritão, como eu fosse uma criança.sou uma mulher de 49anos.me formei em serviço social na catolica.sou de salvador.Não tenho muita vontade de sair de casa.já fui mais social.mas quando percebi que minha surdez estava aumentando e que poucas pesssoas conversavam comigo.Eu procurei me isolar.Tinha vontade de casar e ter filhos.Mas a falta de compreensão dos namorados me deixava irritada. Com isso resolvia terminar, perdia o encanto.Pois ficavam me chamando de surda.Eu tenho uma preda auditiva , mas não sou completamente surda.mas eu entrei no meu mundo e agora, não sei como mudar essa situação.

  • Responder Lana 22/10/2014 at 10:50 pm

    olá, li algumas estórias aqui e me identifiquei com muitas, tive perda auditiva bilateral moderada a severa e nem sei quando pq não percebi, só aos 23 anos foi q me dei conta ou melhor se deram conta, trabalhava como babá e não estava ouvindo mais o telefone nem o interfone, minha patroa me encaminhou a uma fonoaudióloga e ela me encaminhou ao CEPRED aqui em Salvador fiz exames e ganhei os AASis, era horrível usar aqueles aparelhos os sons eram altos demais e me tiravam do meu silêncio, era perturbador, mas estava conseguindo ouvir melhor. Poucas pessoas sabem da minha deficiência, mas sempre me achei capaz de superar. Em meados de 2007 iniciei um curso técnico de enfermagem, onde minha ex patroa sempre insinuou q não conseguiria trabalho pois não ouvia direito, sentia um certo deboche da parte dela e de outros. Me formei e comecei a trabalhar cuidando de idosos, os aparelhos deram defeito e parei de usa-los, estava me sentindo bem, ano passado consegui uma vaga em uma UTI de um hospital particular passei 7 meses lá sem problemas e consegui uma vaga em outro hospital em que sonhava trabalhar, depois de seis meses lá, minha surdez é notável mas tenho medo de me abrir com alguns colegas e perder meu emprego, sou alvo frequente de piadinhas poucos são os q me ajudam sem me julgar. Estou desesperada pq vou ter q sair de lá mais cedo ou mais tarde e não sei o que fazer da minha vida. Os aparelhos são caros mais vou tentar compra-los agora e recomeçar minha vida. A única pergunta q fica na minha mente é como vou sobreviver, com essa surdez, com o quê vou poder trabalhar? Choro muito quando lembro da minha situação e fico isolada das pessoas para q elas não percebam minha deficiência.

  • Responder eduardo garcia 12/10/2014 at 9:41 am

    eu hoje estou com 40 anos e me lembro do barulho insuportável na minha cabeça e onde eu tinha q dormir bêbado e bebia todos os dias e me drogava era uma vida miserável, resolvi ir para igreja mais o barulho continuava e convivo com ele até hoje dai casei minha esposa se adaptou a min e foi ai q descobri q tinha perdido parte da minha audição e hoje uso aasi e vou me adaptando na medida das nescesidade

  • Responder Welizangela 27/04/2014 at 11:46 am

    Certíssima, tem vez que me sinto uma coitadinha, mas não fico assim tão parada tento encontrar jeitos de dar sentido a vida, a vida realmente é incrível, se eu não tivesse DA apostaria que não daria valor a tantas coisas. Busco a aprender a língua de sinais e também quero aprender Braille para ajudar também aos cegos, e ter contato com pessoas é o mais complicado, tenho DA desde que nasci e desde então sempre tive dificuldade de me interagir, sou extremamente tímida, e não sei se isso é causa de eu ter Deficiência auditiva, acho que é a falta de segurança a verdade é que não sei muitas coisas e já vou ter 20 anos. :/

  • Responder BRUNO 16/03/2014 at 4:09 pm

    Boa tarde!

    Chamo-me Bruno,tenho 28 anos, sou do interior da Bahia, e, primeiramente parabenizar pela iniciativa de criar esse veículo de informação e inclusão!

    Há 5 anos, fui acometido por um “trauma acústico” em uma festa de trio elétrico (pois os ruídos sonoros estavam em grau muito elevados). Até então eu era uma pessoal completamente “normal”, pois não apresentava nenhum resquícios de perda auditiva e de zumbido.
    No dia posterior a festa, senti um zumbido muito forte no ouvido esquerdo e, tardiamente – uma semana -, ao procurar um otorrino e fazer uma audiometria, recebi a pancada do médica ao afirmar que eu tinha perdido quase 70 % da audição de um ouvido e que o caso era irreversível. Nossa, foi o pior ano de minha vida!

    Hoje sou uma pessoa mais adaptada com esse problema, mas enfrento uma grande perda da qualidade de vida por conta do ZUMBIDO que insiste em me perturbar ao longo destes 5 anos. A sensação é que ele vive em constante aumento.

    Por estar cansado de ser avaliados por médicos que não resolve meu problema – e se quer, conseguem fechar um diagnóstico mais preciso – é que eu venho aqui pedir uma orientação.

    Necessito, portanto, da indicação da Paula (ou de alguém que possa me ajudar). Paula, qual médico otorrino você me recomendaria?? Preciso de um médico bom, pois os que passei realmente foram muito deficitários.Pode ser em São Paula mesmo, pois sempre estou viajando para lá.

    AGRADEÇO, desde de já!

    email: bruno_araujo77@hotmail.com

  • Responder Vivian Piedade de Avila 07/11/2013 at 4:05 pm

    Maravilhoso…
    É oque tenho a dizer deste blog.
    Descobri a 4 anos que sou deficiente auditiva bilateral,escuto so um pouco dos dois ouvidos,e tenha vivido este tempo todo me segurando e tentando levar na boa os deboxes, as piadinhas…mas só Deus sabe como me sinto por dentro quando minha mae, meus filhos se estressam em ter que repetir varias vezes algumas coisas que não entendi ou quando entendo errado e eles me xingam como se fosse uma criança.Minha irmã mais velha nasceu surda,e é totalmente independente,tanto que foi embora da cidade pq não suportou mais o preconceito principalmente dos familiares.
    Apesar de eu trabalhar e ter muitos amigos, no fundo é muito dificil pra mim lidar com a perda auditiva…
    Mas conhecendo vcs agora sei que vou ter com quem desabafar e que entenda realmente como me sinto.

  • Responder Cris Copaíba 23/10/2013 at 7:18 pm

    Oi, Lak, e todos os amigos que compartilham dessa condiçao de vida que nos permite ouvir com o coraçao!

    Sou a Cris, tenho deficiencia auditiva desde que nasci, mas sou surda oralizada.
    Na verdade, se eu camuflar, isso pode passar despercebido para pessoas que falam claro, olhando nos olhos. Já fiz muito disso, com vergonha e medo de ser descoberta. Já concordei com nem sei o quê, e por aí vai… Vcs sabem do que estou falando. Já fui até professora de ingles, para crianças, até um ponto em que nao deu mais. Já comecei muitos trabalhos em minha vida e não terminei, por causa do medo e da vergonha de me expor.
    Agora, já mais madura, nos meus 48 anos, descobri a terapia artística, que me foi muito útil, para que eu me fortalecesse como eu mesma, sem depender de forças exteriores para me sustentar. Quis fazer o curso de especializaçao. Eis que no curso todo mundo fala baixinho….
    Mas ja cheguei aqui mais resolvida, me expondo, me colocando. Às vezes, ainda sinto que fico insegura, mas busco sempre a minha força interior que fala: traga essa realidade para quem nao a conhece.
    Hoje falo aos meus colegas que o meu acompanhamento é diferente, mas busco junto a eles soluçoes para que eu possa tambem participar. Por exemplo, quando exponho meus trabalhos e alguem me pergunta algo, peço para me chamar para bem pertinho dele, antes de fazer a pergunta.
    Sei que tenho muito ainda a evoluir nesse sentido, sei que tambem tenho que reconhecer quando a vítima em mim volta a atacar.
    Às vezes, percebo risadinhas maldosas, mesmo em grupo de futuras terapeutas adultas… Procuro perceber se não é a vítima dentro de mim quem esta me cutucando. Quando me sinto mais fragil, procuro me fortalecer com momentos só pra mim, faço uma coisa que eu gosto muito de fazer, saio caminhar, respiro fundo, faço uma pintura, um desenho, vou pra academia, danço.
    Enfim, não ouvir tambem pode ser uma vantagem.
    Ja tiveram histórias que nao ouvi direito e alas ficaram, para mim, meio diferentes das de verdade, mas a minha era muito melhor, mais leve, mais humana.
    Quando falei o que tinha entendido, todo mundo riu, mas eles adoraram ver outras possibilidades das histórias que jamais tinham imaginado.
    Estou com vcs nessa, vamos conscientizar as pessoas por outro lado, nao mais como vitimas, mas como transformadores!
    Grande abraço à Lak, e a todos!
    Gratidão imensa por me sentir uno com vcs.

  • Responder Janise 10/07/2012 at 6:37 pm

    Olá, Paulinha! Como gostaria de ser forte o suficiente para dizer que aceito a surdez… Não, isso é uma MENTIRA bem grande. Sei que melhorei, graças ao IC, mas, como eu gostaria de ter de volta a minha audição! Tá certo que eu só tenho 5 meses de ativação do IC, mas sinto falta do rádio, de música, de falar ao telefone, e isso me deixa muito chateada. Espero, em breve, estar mais conformada e acreditando que isso tudo é uma lição que precisava aprender… Oxalá! Beijos.

  • Responder Juliana Constantino 10/07/2012 at 12:50 pm

    Não quero ser aquelas religiosas chatas e blá,bla,blá mas leiam um trecho da Bíblia que resume bem isso que a gente vive: “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”

    Bjão Paula!!!

    • Responder Crônicas da Surdez 10/07/2012 at 3:25 pm

      Bjão Ju!

      • Responder Érica Cristina Pinto 21/10/2014 at 1:26 pm

        Vim te parabenizar pela sua personalidade pela sua auto estima pela sua força, se não tivesse tudo isso seria sim complicado passar por tudo isso e ainda ter um tempinho em ajudar os outros que estão passando pelo mesmo problema, vi você hoje no programa da Fátima – gostei da sua iniciativa – parabéns de coração – gostei do blog – só posso dizer que ganhou mais uma leitora… (risos)

        Parabéns!!!

  • Responder Camila Lopes Nascimento 07/07/2012 at 11:49 pm

    Amei esse texto! Pois odeio o papel de vítima, e mesmo que venha a dor por causa da perda da surdez, mas não tem impossível para superar essas barreiras. Um dia de cada vez! Não tenha medo de escrever assim!Bjos.

  • Responder Maria Teresa 06/07/2012 at 5:17 pm

    Parabéns pelo post, já estive aqui outras vezes e como mãe de uma surda oralizada de 07 anos sempre acompanho seus relatos. Acho que no caso das mães e pais de crianças surdas a fortaleza deve começar com eles, já que o mundo normal de seus filhos depende, de início unicamente deles, nunca, nem em um momento se quer tive dó da minha filha, nem permiti que os avós, tios, etc tivessem. A adaptação dos AA foi excelente e agora a minha constante preocupação é a acessibilidade e possibilidade de proporcionar toda a tecnologia pra ela.
    Abraços e continue nos mantendo informados.

  • Responder Daniela 06/07/2012 at 2:33 pm

    Paula;

    Eu já sofria de depressão antes de perder parte da audição. Sou canceriana, e EXTREMAMENTE emocional.
    Então passei por uma fase de luto. Ou melhor, continuo lutando contra isso.
    Sabe quando alguém te chama para sair e vc tem vergonha por causa do aparelho enorme? Então, eu ainda luto contra isso.
    Um menino que eu gosto e conheço há algum tempo me pede para ir ao cinema com ele. Ele não sabe que eu uso o aparelho pois sempre escondo com o cabelo. Há semanas que invento desculpas.
    Como vou ao cinema com ele? É escuro, tenho que fazer leitura labial…
    Outro cara que eu conheci recentemente não sabe da perda e também me chamou para sair. Vou contar a ele sobre a perda de audição e vou aguardar sua reação.
    Eu evito ao máximo contato com pessoas. Somente quando eu já conheço há tempos ( poucos amigos) e sabem do meu problema.
    Se vou ao shopping com aparelho é uma confusão de sons e o aparelho apita, e fica com ruído. É insuportável.
    Isso seria resolvido com um aparelho mais moderno no qual estou em busca.
    Então, eu recebo inúmeras respostas ríspidas e atitudes rudes das pessoas…e choro…
    Choro choro choro. Na sala de aula, no trabalho, na rua, no supermercado.
    Para alguém tão sensível como eu é BASTANTE difícil a adaptação a uma nova condição e a falta de recursos para ter opções mais modernas de AASI.
    Não pense que não luto contra isso.
    Se eu não lutasse não sairia de casa.
    Terminei a faculdade de Ciências Contábeis este semestre.
    Passei por horrores, desde preconceito, e deboches.
    Não escutando o que o Prof° falava na sala de aula, pedindo matéria para colega pois não escutava etc…
    Mas terminei sempre com notas excelentes. Muito melhores do que os colegas ouvintes.
    Estou continuando na luta, mas para quem é muito emocional,com certeza terá maior dificuldades. Mas, tenho fé que isso não me vencerá.

    • Responder Crônicas da Surdez 10/07/2012 at 3:33 pm

      Dani,
      Adorei o ‘sou canceriana’! 🙂
      Posso te dar um conselho? Abre o jogo com o menino que tu gosta. Com certeza ele vai te surpreender (pro bem!!!)!
      Beijos,

  • Responder JF 05/07/2012 at 6:00 pm

    Adoro seu jeito de BRAVA ..continua brava porque ee disso que precisamos ..uns beliscoesssss .

    Eu tinha essa mania de senti pena de mim mesma ….aprendi a ser mais positiva ..apos anos atras ficar de luto ( fiquei sabendo da minha perda auditiva no processo de se torna uma comissaria de voo …fui reprovada no ultimo teste pelo hospital da aeronaltica ..eu tinha 19 anos e era meu sonho ….sim levei um banho de agua fria ) na epoca tinha perda leve ..demoreii para aceitar ..por longo tempo nao me inconformava ..tinha vergonha de mim …raiva dos meus ouvidos .. e bla bla bla hoje com 37 tenho bilateral moderada e sou feliz …e amos meus melhores amigos >meus aparelhos 🙂

    A vida continua e precisamos lidar com certos obstaculos

    e por falar em obstaculos ..por curiosidade .. alguem ai tem um ” trabalhaooo ” com o segundo idioma ???? morando ou nao no exterior …. no meu caso o segundo idioma ee o ingles e o terceiro espanhol …..ee impressao minha ou fica mais dobrado o trabalho da compreensao de um idioma nao materno???? …beijaooo pessoal

    • Responder Crônicas da Surdez 10/07/2012 at 3:35 pm

      JF,
      Eu tbem chamo meus aparelhos de meus melhores amigos, e acho ate que isso é pouco pra exemplificar o que eles fazem por mim.
      Força na peruca pra nós!
      Bjos,

  • Responder Deni 05/07/2012 at 12:43 pm

    Bem, Paula, minha personalidade vai de encontro à sua e sempre acho frescura nos outros essa drama da perda da audição, até porque a minha surdez é inata em mim, ou seja, desde que me entendo por gente; então não tive essa elaboração do luto, a não ser que passei por isso tardiamente em um revolta temporária na adolescência.
    Mas enfim, acredito que qualquer tipo de perda, não apenas a de ouvir, seja um recomeço para a pessoa: há o tempo de elaborar essa perda, a aceitação e viver novamente com a nova condição e por mais que alguém sinta que a vida lhe pregou uma peça, diria que ninguém está sozinho nessa, o mundo está em constante evolução, a medicina e a tecnologia melhora cada vez mais, por isso se privar deste mundo lindo e maravilhoso em um buraco de depressão é muito mais doente que a própria perda em si.
    E para muitos que acham que perdem a independência com a surdez; bem, já vimos pelos blogs que muito surdos são independentes, sejam oralizados e sinalizados. O importante é como sempre digo: atitude, ao menos eu sempre me olho como pessoa e como mulher primeiro e é assim que quero e espero que os outros me vejam, e que se sou surda é um mero detalhe na minha vida que pode ou não me dificultar em alguma comunicação, fora esse “detalhe” nada me impede de fazer o que quero.
    E a Paulinha está certa, quanto antes estimular um possível resíduo auditivo, usar AASI ou IC, a memória auditiva não te abandona, pelo contrário torna mais fácil o processo de adaptação.
    Finalizando, eu dou apoio no início, colo se for preciso, mas passado essa fase de luto e aceitação, não tolero mais “coitadismo”. Sorry 🙁

    Bjs

  • Responder Magda Vagli Zobra 05/07/2012 at 12:28 pm

    No meu caso perdi audição depois de adulta a mais ou menos sete anos uso aparelho auditivo tentando fazer o IC, mas na minha falia tem outros casos de surdez então é genético.de vez em quando bate uma depressão não vou negar não é todo dia que a gente tá bem, tem pessoas até da família que te tratam diferente porque eu perdi audição as vezes prefiro me isolar sim não nego. Mas eu descobri na atividade fisica uma maneira de relaxar e que nínguem é igual a nínguem, agora comecei a fazer fono que também tá me ajudando muito a aprender com essa minha nova condição e bola pra frente.Se as pessoas não sabem como conversar ou fazer com que eu entenda o que elas falam vou fazer o que ninguem é perfeito.
    Bjs

  • Responder Rafael 05/07/2012 at 12:21 pm

    Ótimo post. Li e não tenho nada a acrescentar, concordando com tudo. hehehe

    Abs.,

  • Responder Ines Martins 05/07/2012 at 10:55 am

    Paula, como sempre você dá um banho de sabedoria!! Adorei seu texto! Comecei a perder a audição quando cheguei à fase adulta, ou seja, quando se está começando a trabalhar, fazendo faculdade e tudo acontecendo. Sofria e me sentia excluída mas consegui superar. Não sou nenhuma fortaleza, muitas vezes fico angustiada ao telefone quando não entendo, fico nervosa e entendo menos ainda (rsrs). Ou na praia, porque sem os aparelhos fico dependente de ter alguém perto de mim. Mas esses são momentos de frustração, vem e vão. Se pararmos para analisar, existem muitas outras coisas piores do que perder a audição, então agradeço a Deus e tento seguir em frente.

    • Responder Crônicas da Surdez 05/07/2012 at 11:02 am

      Obrigada Ines!
      E é bem isso, tem dias que a gente quer se enfiar num buraco, mas não podemos! Bola pra frente!
      Beijão,

  • Responder Karyne 05/07/2012 at 10:24 am

    Nunca esqueço da frase do meu otorrino assim que perdi a audição (15 anos): ” O maior desafio dela é continuar a viver socialmente normal, como sempre foi!” Lembro dessa frase em todo momento de fraqueza e é como uma injeção de ânimo! O incrivel é que ele disse isso pro meu pai e por obra de Deus eu acabei “ouvindo” e nunca mais esqueci! Posso dizer com toda certeza que tenho hoje uma vida socialmente normal com algumas dificuldades sim, mas quem não tem??? O que meu médico disse naquele momento foi essencial para dar um up nesse recomeço de vida!

    • Responder Crônicas da Surdez 05/07/2012 at 11:04 am

      O meu otorrino, vi ele dizendo pra minha mãe assim….’ta vendo meu oculos? quando tiro meu óculos não enxergo nada, e não há nada de errado nisso! é a mesma coisa com aparelhos auditivos!”.
      E foi bem legal ouvir aquilo, porque quando a gente ganha o diagnóstico é uma paulada né?
      Beijo,

  • Responder Andrea 05/07/2012 at 8:26 am

    Sei na pele o quanto e dificil…….
    Mas existem otimos aparelhos auditivos . ..e pra mim,gracas a Deus,foi possivel o uso de IC!!!!!
    E vamos levando……aprendendo a cada dia,como recomecar.
    Pra quem ta vivendo isso neste momento,FORCA¡!!!!!!
    Vc consegue! Bjs a todos

  • Responder Denise Coutinho 05/07/2012 at 8:15 am

    Oi Tatiane,

    Que mensagem positiva a sua!

    No tema “Surdos Oralizados nós existemos: muito prazer!” fiz alguns comentários sobre essa importância de unir os conhecimentos, os mundos, as línguas.

    Concordo plenamente com você no uso desta expressão “arco-iris” com esta união nosso
    mundo será sempre de belas cores!!!!!!!!!

    Parabéns!
    Denise Coutinho

  • Responder Rafaela 04/07/2012 at 4:55 pm

    Adorei o texto!
    Perdi o que me restava de audição em setembro passado, no meu penúltimo semestre de faculdade e passei cerca de 1 mês na fossa. Evitava sair de casa até. Até me dar conta que a vida continuava e uma hora outra eu ia ter que seguir em frente. Acabei me adaptando ao silêncio e indo atrás de opções pra mudar aquilo (ou pelo menos pra melhorar minha comunicação com o mundo.. o que veio com o IC).
    Tem gente em situações bem piores e vivendo intensamente. Não há espaço pra coitadismo e nem tempo pra sentir pena de si mesmo. A vida é agora e as possibilidades são infinitas.

    Beijão!

    • Responder Crônicas da Surdez 05/07/2012 at 11:09 am

      Rafa, a vida é agora!!
      Na verdade não sei em que época da vida é mais difícil perder a audição, mas oq importa é como a gente lida com isso!
      Beijo grande!

  • Responder Tatiane Cruz 04/07/2012 at 4:06 pm

    Interessante o texto acima. Sou surda desde a idade de 5 anos, portanto já nao lembro mais o que é sofrer por isso, mas lembro sim que passei por uma fase depressiva em que chorava todos os dias por minimas coisas, afinal, era uma criança e nao entendia bem o que estava acontecendo. Num momento você ouve os sons do mundo, no outro está tudo completamente escuro.
    Mas graças a Deus tive forças para encarar a vida, os preconceitos e ingressei de cabeça no mundo surdo. Fiz faculdade de Letras-Libras, ensino Libras para ouvintes e ajudo os surdos, mostrando que as vezes, ser surdo é uma benção. Claro que faz falta, ouvir uma musica, atender o telefone, mas hoje tem tecnologia pra tudo. O importante é viver e aproveitar as oportunidades, afinal, na vida, nem tudo são rosas e arco-iris!

    • Responder Crônicas da Surdez 05/07/2012 at 11:10 am

      É verdade Tati, quando temos um problema achamos que ele é o maior do mundo, mas nunca é assim!
      Beijo,

  • Responder Maria 04/07/2012 at 2:41 pm

    É uma situação bem complicada e delicada. Eu não sei como é o sentimento porque sou surda desde pequenina e para mim foi um processo completamente natural e ela faz parte de mim.

    Tem alguns ouvintes que eu percebo que está ouvindo mal, falo para fazer o exame de audiometria e eles ficam enrolando para fazer. Aí fico preocupada, porque quanto mais cedo tratar do problema melhor, e se a pessoa adiar adiar e a situação ficar preta? Vejo o adiamento como uma forma de negação, que não quer aceitar que pode ter algum problema de audição. A minha preocupação tem a ver com a readaptação ao mundo que não seria fácil para estas pessoas que viveram do mundo de uma forma e de repente tem que viver de outra forma! Por exemplo, o meu avô está surdo por causa da idade e não aceita isso e nada fez para melhorar a própria vida. Já indiquei os aparelhos que puxam o som da campanhia, tv, mas nem quer saber deles.

    A minha forma de resposta para as pessoas que perderam a audição seria a mesma que você: “se vira, tem que viver a vida de alguma forma, vai querer viver dentro do buraco para sempre?”. A verdade é curta e dura. Pela minha experiência, não é impossível realizar as coisas do dia a dia como surdo e pode-se levar uma vida completamente normal, apesar de ter algumas limitações (para isso tem as leis e tecnologias de acessabilidade).

    • Responder Crônicas da Surdez 05/07/2012 at 11:11 am

      Maria, comigo tbem acontece isso.
      A pessoa me escreve comentando que tá ouvindo mal, que tá com zumbido, blablabla…aí eu sugiro ‘vai fazer uma audiometria pra ontem’ e a pessoa fica ofendida, quase como se me dissesse ‘escuta fofa, a surda é vc e não eu’.
      Que coisa!
      Beijos,

  • Responder Greize 04/07/2012 at 2:21 pm

    Sabe a famosa frase que ninguém gosta de “ouvir”:
    ”Um dia de cada vez”. Então, ela existe sim.
    Eu passei por tudo citado acima, sim levei respostas rudes ou ríspidas de surdos que lidavam com isso há anos, e depois vi pessoas ouvintes fazendo mesma coisa com surdos.
    Mas falo por experiência própria, é muito difícil. Sim. Tem que encarar como um luto mesmo, viver as fases, respeitar, porque cada um tem personalidades diferentes, e também a forma como perdeu a audição, alguns casos foram traumáticos, como acidentes de carro, e até tiro resultado dessa violência no país, ou doença que foi meu caso, a audição ia embora e eu tive muita, mas muita dor. Otites Crônicas, que é uma das piores dores.
    Mas uma hora era: Ou você luta ou vc desiste.
    Fui em busca de ajuda, fui atrás de aparelhos, aprendi ler lábios no hospital ainda, fui em fonos, busquei ajuda psicológica.Vi que não sou apta ao IC ainda.
    Busquei apoio dos amigos. Encontrei gente na minha cidade de braços abertos para me ajudar. Fiz amizade com outros surdos, tanto na minha cidade quanto virtualmente, busquei blogs que me ajudaram o DNO da Lak e, é claro Crônicas. Thanks.
    E assino em baixo o que a Lak escreveu acima. É uma caminhada, um dia de cada vez, mas é retomar a vida, começar de novo. Ter fé que Deus sabe de todas as coisas e que Ele não te desampara. Que a vida não é mar de rosas, mas ela é uma dádiva.
    E que tem gente lutando por ela, todos os dias.
    Eu estou aqui viva, sobrevivi, tem dias que fico mais para baixo lembrando da independência que tinha, sim tem.Mas quando vejo outros surdos e o que eles conquistaram.Vejo que posso todas as coisas ,Naquele que me Fortalece!!
    Um dia de cada vez e aprendendo cada dia.
    Abraços, e obrigada Paula, por ter sido uma das pessoas que me ajudou e ajuda no processo.
    Greize
    Em Agosto uma pós-graduação, me aguarda, e é força na peruca!!!!!!!!rsrsrs

    • Responder Crônicas da Surdez 05/07/2012 at 11:20 am

      Pós graduação?? QUE MAXIMO!!!
      Depois me conta os detalhes!
      Parabens Greize!
      Bjos,

    • Responder Deni 05/07/2012 at 12:46 pm

      Parabéns Greize por tua luta e pela pós graduação, vai com fé que você consegue!
      Bjs

  • Responder Luana 04/07/2012 at 1:31 pm

    Ótimo texto! Perdi parte da visão e passei por essa fossa toda, hoje enfrento as dificuldades com bom humor e descobri que sou capaz de muitas coisas que não sabia ser, posso até dizer que hoje sou mais feliz do que antes.
    Tem dias que estou mais sensível que dá uma certa tristeza pelo que aconteceu e por não ser mais tão independente quanto antes, mas isso passa logo pq não adianta tristeza,desânimo e revolta. Quando passamos a aceitar a deficiência é que aprendemos sobre toda a capacidade que o ser humano pode ter,é quando aprendemos a ficar em paz,tem tanto vídeo com histórias de superação inspiradoras por aí…
    Muita coragem,força,paz e luz pra todos que passam por isso. Beijo carinhoso

    • Responder Crônicas da Surdez 05/07/2012 at 11:20 am

      Luana,
      A verdade é que depois do baque da perda total ou parcial de um sentido a gente passa a ver a vida de outro jeito, dando valor para o que realmente importa e se apavorando com o quanto as pessoas conseguem ser bestas e desvalorizar a saúde que têm!
      Bjos,

  • Responder SôRamires 04/07/2012 at 1:22 pm

    Abaixo o coitadismo. Temos que ter coragem e aprender a ser surdos e a extrair o máximo que pudermos de aparelhos auditivos e de toda a tecnologia que felizmente não para de evoluir.

  • Responder Lak Lobato 04/07/2012 at 1:16 pm

    A gente pode mostrar o caminho aos outros, mas não pode percorrê-lo por eles.
    Meu conselho costuma ser: Tenha paciência, porque a vida mudou e você vai ter que reaprender a vivê-la.
    Tenha fé, porque ela continua sendo uma boa vida, só está diferente.
    Procure médico e fonoterapeuta para se informar das tecnologias e terapias disponíveis. Nenhuma vai ser como ouvir naturalmente, mas elas podem ajudar.
    E procure ajuda psicológica, porque perder a audição significa um trauma e ajuda é importante.
    Por fim, se for o caso, busque ajuda espiritual, faz diferença.
    E sim, também sugiro a oração da serenidade. Um dia de cada vez….
    Beijinhos

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