Maria: uma lição de vida

*depoimento de uma leitora

Sou Maria, 25 anos, sou designer gráfico e fotógrafa. Sou surda profunda, oralizada, não uso aparelho auditivo e não uso Libras. Ninguém sabe da real causa da minha surdez, o “motivo” é uma especulação baseada no meu histórico médico de quando eu era bebê. A gravidez da minha mãe foi normal, não ocorreu problemas. Nasci saudável. Mas, quando tinha em torno de 1 ano de idade, tive infecção nos rins e vivia com febre muito alta. Tive de tomar antibióticos durante um ano e logo fiquei boa. Os médicos acreditam que esta doença tenha sido essa a causa da minha surdez.

Eu era um bebê muito sorridente, agitada e esperta. A vida era normal na família, até que minha mãe percebeu que eu não atendia aos chamados e aos barulhos. Tentou bater as panelas pra me testar e eu não tinha nenhuma reação, e também não falava nada. É aí que começou a fase difícil para a minha mãe. Ela comentou com o meu pai e meus avós que eu poderia estar com problema de audição e a reação da família foi de negação: “Que absurdo, a Maria não tem nenhuma doença, ela é absolutamente normal!”.

Mas minha mãe não desistiu e convenceu o meu pai de nos levar para um otorrino. Foi lá que fui diagnosticada com surdez profunda em ambos ouvidos. Só que o médico foi muito insensível e falou pra minha mãe: “Seria melhor a sua filha ter nascido cega!” “Não sei se a sua filha vai falar”. Isto acabou com a minha mãe, saiu do consultório arrasada e sem saber o que fazer comigo. Ninguém tinha passado alguma orientação pra ela! E agora?

Na mesma época, a minha avó paterna estava com uma doença gravíssima que não tinha tratamento no Brasil e foi para os Estados Unidos, em Houston, num dos mais conceituados hospitais dos EUA. Ficou um tempão se tratando como cobaia dos médicos. E eu, aos 2 anos, sempre ia visitá-la no hospital. A minha mãe aproveitou para fazer as pesquisas dos centros de surdos em Houston e em New York. Durante uma visita num lugar em New York, viu as crianças surdas falando e falou pro médico: “Isto é um milagre!” E este respondeu pra ela: “Não, isto não é um milagre, é um trabalho!”. E lhe ensinou o conceito de terapia em família, em que uma família deve participar de todas as etapas do tratamento do filho junto com os profissionais, no consultório e em casa.

Pronto, isto mudou a minha vida! Tudo que a minha mãe queria era que eu falasse porque ela não conseguia acreditar na Libras. Não queria deixar o meu mundo restrito e sim abrir as asas pro mundo usando a voz. Com a ajuda da minha avó paterna, descobriu uma fonoaudióloga muito conceituada no Rio de Janeiro chamada Valderez Prass Lemes, porque a minha mãe não estava satisfeita com a metodologia das fonoaudiólogas da minha cidade, Belo Horizonte. Fui levada para a cidade maravilhosa, conheci a fonoaudióloga e fui avaliada. A fonoaudióloga queria que eu morasse no Rio, mas eu não podia. Ela só aceitou iniciar a minha terapia caso que a minha mãe desse continuidade na minha casa, em Belo Horizonte, e voltar para o Rio todo mês para ser avaliada.

A fonoaudióloga tinha um método de alfabetizar as crianças o mais cedo possível para que possam se expressar melhor. Eu tive de aprender a ler aos 3 anos e formar as frases. Ela ensinou todas as técnicas de como ensinar a falar para a minha mãe me treinar em casa.

A minha mãe passou a trabalhar em meio período só para cuidar de mim quando eu não estivesse na escola. Todos os dias, cinco horas por dia só treinando para falar e a ler. Falar cada letra, cada palavra e finalmente formar as frases. Eu era muito cobrada pela minha mãe! Nem fora de casa tinha descanso. Me levava para mercados e supermercados, e me ensinava os nomes das comidas e frutas por meio de brincadeiras, eu tinha de falar tudo. Para eu não ficar nervosa de tanta cobração, ela me dava presentes como prêmio e me deixava fazer todas as atividades que eu quisesse. Como eu me agarrava nas portas para não entrar no escritório da fonoaudióloga, tinha de me dar revistinhas da Mônica e do Pato Donald, balas de caramelo e muito mais, aí eu deixava eles trabalharem comigo.

Eu usei aparelho auditivo a terapia inteira, mas confesso que eu não conseguia entender os sons, era como se fosse uma coisa muito misturada e indefinida. Fora que eu tinha muita alergia ao molde do aparelho, vivia coçando os ouvidos. Não gostava de ouvir, era muito chato! Ameaçava jogar os aparelhos na privada e o meu pai teve de fazer o seguro deles. Quando eu chegava na porta da escola, o meu pai sempre conferia se estava ligado e colava durex pra eu não desligar, mas claro que não adiantava nada. era só chegar na sala de aula que desligava os aparelhos!!! Eu ouvia muito melhor sem o aparelho se uma pessoa colocasse a boca no ouvido esquerdo e falasse alguma coisa, eu entendia as vogais. Era muito diferente de ouvir assim. Quando deixei de usar o aparelho auditivo, me trouxe muito alívio porque não estava mais aguentando a alergia nos ouvidos mesmo que usasse molde que diziam ser hipoalérgico. O aparelho não trouxe nenhuma diferença na minha vida! Sabia “ouvir” os sons com o corpo, através da vibração/deslocamentos do ar e traduzir de forma exata na voz. Podia ser som de porta batendo, batidas, carro, teclado, avião, de caminhão passando na rua, etc… As pessoas sempre pensavam que eu não levava susto quando a porta batia com a força do vento, na verdade era porque eu saba que ela ia bater. Logo que sentia o “vvvv” no ar da porta indo bater, logo esperava ela bater BAM!

Desde pequena fui incentivada a ler várias revistinhas e muitos livros. E eu adorava ler, não podia ver uma banca que queria comprar uma revistinha. Aos 5 anos, eu sabia ler de tudo.

Comecei a frequentar a escola aos 2 anos, com o acompanhamento de uma psicóloga recém-formada que me ajudava em tudo para me socializar com os coleguinhas. Claro que a diretora da escola ficou com receio em me aceitar como aluna, mas depois se tranquilizou porque eu tinha ótimo desempenho escolar. Eu me lembro que sempre passava horas conversando na escola com a psicóloga como se fosse a minha amiga, ela dava a continuidade das técnicas de fala na escola quando eu falava alguma coisa errado. Só que eu não tinha a menor noção do quão eu era diferente dos coleguinhas, não sabia o que era ser surda porque eu fazia de tudo na vida. Brincava, conversava e estudava. Só sei que era uma criança feliz demais! Por eu ter sido tão cobrada, estava muito à frente dos meus coleguinhas que ainda não sabiam ler e escrever.

Eu digo que tinha um pé em Belo Horizonte e outro no Rio de Janeiro, porque me deslocava muito de um lugar para outro. A diretora da escola começou a reclamar que isso poderia atrapalhar o meu desempenho no jardim escolar e a minha mãe não deu ouvidos pra ela e me levava junto para onde ia.

A fonoaudióloga queria que eu repetisse a 1a série acreditando que eu teria mais reforço na base da escola. E a minha mãe não aceitou! Ela queria que eu passasse para a 2a série de qualquer jeito e a vontade de minha mãe foi respeitada. Em torno de meus 7 e 8 anos de idade, encerrei a terapia de fonoaudiologia do Rio de Janeiro porque tinha terminado a cronologia das sessões.

Reduzimos as horas diárias de fonoaudiologia caseira porque eu já falava muito bem, como se fosse uma criança normal, só que com sotaque carregado igual a gringo. Uma vez ou outra, meus pais me corrigiam quando falava alguma coisa errada. Lembro que a minha mãe sempre me dizia o tempo inteiro: “Seja forte!”  “A vergonha é atraso de vida! Não tenha vergonha!” e isso me marcou. Na escola, sempre tinha personalidade forte, não tinha vergonha de falar o que pensava na cara das pessoas.

Mas para a surpresa de todos, inclusive da diretora e da minha mãe, eu era considerada a melhor aluna da escola. Era eu quem ensinava a matéria para os colegas, algo que era impensável para eles. Realmente não sei explicar porque eu era assim, para mim era como se fosse a coisa mais normal do mundo. Não havia nada que eu não pudesse fazer, nada mesmo! Não me sentia incapaz de nada. Ninguém nunca me falou que eu não podia fazer tal coisa, porque eu sempre fazia e melhor do que esperavam.

Por onde eu passava na escola, os professores que não me conheciam ficavam com medo de me ter como aluna por não conhecer o mundo dos surdos. Eles ficavam pensando: “Como vou ensinar para ela?” e eu os tranquilizava dizendo que só deveriam ensinar como sempre fizeram pra sala. Eu só copiava a matéria do quadro e estudava pelos livros, não conseguia acompanhar a leitura labial deles, mas não era problema pra mim, porque estudava tudo pelos livros. Só pedia para que eles me avisassem sempre que tivesse uma prova marcada.

Para eu não ficar à toa nas aulas, só olhando para a parede enquanto o professor discursava sobre a matéria, sempre tinha um livro na minha frente. Tudo que fazia era ler nas aulas, a mochila era pesada de tantos livros! E também para não depender da boa vontade dos professores, sempre lia as matérias antes deles darem para a classe, assim eu ficava sempre por dentro do assunto. A realidade é essa: os professores nunca vão parar a aula para nos explicar as matérias. Nós temos de fazer a nossa parte de alguma forma! A fonte está toda na biblioteca!

A psicóloga me acompanhou na escola até os meus 9 anos, quando eu mesma a dispensei porque queria ser independente. Foi muito difícil para ela porque eu era como se fosse uma filha pra ela, mas eu não aguentava mais ter uma pessoa à minha cola e não sentia que precisava dela nas aulas. Claro que a minha mãe aceitou isso porque enxergou como um amadurecimento meu e sabia que esse dia iria chegar.

Acham que a minha mãe ficou satisfeita só com isso? Claro que não! Ela me obrigou a estudar inglês aos 10 anos, e eu odiava! Fiz as aulas arrastada! Mas hoje vejo que valeu a pena!

Se eu tive problemas na vida por ser surda, eu diria que não! Tinha ótimas notas na escola, fazia ballet, vôlei e todo mundo entendia o que eu falava. Ao meu ver, os problemas que tive quando era adolescente eram de causa do jeito das pessoas de agirem. Por exemplo, por ser surda eu era muito diferente dos colegas, no jeito de ser e de agir pois fui moldada de forma diferente dos ouvintes. E eles não entendiam o meu jeito de enxergar as coisas do mundo, talvez por causa da pouca idade deles.

Acho que ser surdo nos força sermos filósofos da vida, pois não escutamos os barulhos do ambiente e temos de coletar as informações visuais à nossa volta e refletir sobre elas. Por que as coisas são assim? Como isso funciona? Fazia estes questionamentos durante a observação. Eu gostava muito de sentar num banco durante o recreio e observar as pessoas levando a vida, aprendi muito só de observar. Por causa disso eu tinha idéias consideradas muito fortes para as pessoas. E o mal da adolescência é que eles não conseguem aceitar as pessoas que não sejam parecidas com eles, no jeito de vestir, de pensar e muito menos têm paciência. Eles não tinham paciência para me contarem sobre o que estava acontecendo na conversa grupal e eu sempre ficava de fora. Eu dizia: “Do que estão falando?” e sempre respondiam: “Ah, estamos falando de bobagem!”.

Aquilo me deixava triste porque ficava curiosa com o que estavam conversando. Me sentia excluída. Nunca culpei a surdez, e sim aos comportamentos das pessoas. Tenho certeza de que os ouvintes já passaram de alguma forma por isso, não sou a única. Mas não me deixei ser abatida por isso, sempre falava pelos cotovelos o tempo inteiro com alguma pessoa do meu lado. Sempre tinha assunto para tudo!

A conversa grupal não funciona para os surdos, o que funciona é conversar com uma ou duas pessoas, no máximo! Porque não é todo mundo que vai ter a paciência de me deixar por dentro do assunto da conversa.

O outro problema que tive foi a inveja dos colegas que tinham de mim por ser a favorita dos professores, porque tirava nota máxima em todas as matérias e eu não estudava quase nada, só dormia e conversava nas aulas. Quando eu passava no corredor da escola, os meninos me xingavam de todas as formas pelas costas. O melhor é que eu não era afetada por isso, porque tudo que falavam batia em mim e voltava para eles! Só soube disso porque as minhas amigas me contaram. Os meninos idiotas também cantavam uma música sobre “suruba” tão rápido na minha frente só para eu não entender nada, eles ficavam rindo da minha cara de: “O que disse?”.

Como que eu não ouvia o que as pessoas diziam na rua, não sabia o que era gíria nem palavrão. Todo mundo sempre conversava comigo de maneira formal, não sei porquê! Aí a minha mãe teve de me dar a educação ao contrário de todas as mães do mundo: me ensinou a falar palavrão! Também me ensinou a cantar as músicas dos Mamonas Assassinas e eu adorava cantá-las. O meu pai ficava muito bravo com isso e dizia: “O que está fazendo? Vai estragar a minha filha!”. Mas eu acho que ela tava era mais do que certa, ela não queria que eu fosse feita de boba pelas pessoas caso que falassem alguma coisa de baixo calão para mim. As gírias dos jovens aprendi todas na internet.

O lado bom de não ouvir essas coisas na rua é que não somos contaminados pelos vícios da lingua portuguesa. Muita gente escrevia as palavras errado porque ouviam daquele jeito e na hora de apresentarem algum trabalho escolar falavam muita gíria como “tipo”. Eu sempre tinha de corrigir as ortografias dos colegas nas aulas. Como faz muito bem ler livros, jornais e revistinhas!!! Se alguém deixasse um livro na minha mão, eu lia tudo em uma hora, era a fome de saber das coisas.

Sou bailarina, por hobby, desde os 13 anos, eu adorava dançar porque é praticamente um teatro mudo. Os bailarinos têm de expressar as emoções e contar a história através dos corpos e gestos. Eu fazia parte do corpo de baile, que é a dança com um monte de bailarinas dançando de forma sincronizada. As pessoas me perguntavam como que eu conseguia dançar no tempo exato… É difícil de explicar o “como”, pois se trata de noção de tempo-espaço, a capacidade de medir o tempo com a nossa cabeça. Não conseguem entender como é isso. Uma vez um professor que foi o primeiro bailarino de Cuba me assistiu ensaiar e veio me falar: “Você dançou muito bem!”. Isso me tocou tanto, era uma prova de que estava ultrapassando os meus limites! A professora de Jazz sempre me colocava para dançar na primeira fila para todo mundo me copiar, porque sabia de cor das coreografias e dos tempos.

Durante a minha adolescência, conheci alguns surdos, cujas mães tinham procurado a minha mãe para tentar achar alguma referência de como cuidar dos filhos. O que me impressionou foi a falta de força de vontade das mães dessas crianças em se comprometer com a terapia, uma delas tinha uns 10 anos, não sabia falar, não sabia ler nada, nem libras sabia. Ela não tinha dinheiro para pagar as sessões de fonoaudiólogos e não tomou nenhuma atitude que trouxesse o bem-estar dela. Outro surdo que conheci não conseguia falar muito bem, era bem difícil para entender, até mesmo eu porque não tinha fluidez nos movimentos da boca. Ele sabia contar muito bem histórias com as mímicas e expressões de rosto, mas ninguém entendia a fala dele, não usava libras. Soube depois foi porque a mãe dele largou o filho nas mãos das fonoaudiólogas deixando o problema só para elas. Acontece que não pode ser assim! A mãe tem que participar 24 horas por dia na terapia, dentro e fora do consultório, porque um fonoaudiólogo nunca vai ter tempo para se dedicar integralmente a uma criança só, terá sempre várias delas para tratar toda semana. E acaba tendo só umas duas horas semanais de terapia, o que é muito pouco. Quando falo de terapia em família, digo que todos devem participar juntos, inclusive meu pai e meu irmão participaram para me incentivar!

É graças à dedicação da minha família que hoje falo português, inglês, alemão e italiano. Quanto ao estudo de outros idiomas, a minha mãe era minha colega de sala, aprendíamos juntas e ela me ensinava como falar alguns sons que não existem no português.

Formei na escola sem problemas, sem nunca ter pego recuperação. E fui estudar Design Gráfico na faculdade, lá conheci uma grande amiga que formávamos a dupla ideal e inusitada! A minha amiga é cega, de 20 graus de miopia. Era muito difícil para ela ler textos e livros, enxergar um monte de pessoas Ela lia os livros com lupas especiais que me deixavam tonta de tanta distorção que a imagem tinha. Eu lia as placas e murais, anotava a matéria do quadro, procurava as pessoas para ela. E em troca, ela ouvia as provas da escola e coisas importantes, e eu pedia pra ela me contar das fofocas da sala! Ela era mestre em esticar os ouvidos! Nossa, tem tantas pessoas com problemas diferentes no mundo. Ela tinha de usar binóculos para enxergar o modelo nas aulas de desenho!! É… o mundo é muito grande e tem todo tipo de pessoa. E cada um tem que se virar da sua maneira!

Eu uso a minha falta de vergonha para lidar com as pessoas. Se chegasse alguém me pedindo informações, quando falava para as pessoas que era surda, elas me pediam desculpas e iam embora. Aí eu tinha de literalmente agarrar essas pessoas para me darem uma chance de ajudar! Freqüentemente sou confundida com estrangeira por causa do sotaque e as pessoas me paravam na rua para me perguntar de que país eu era, confesso que me divirto com estas situações!

Não tenho vergonha de apresentar os trabalhos para uma platéia, em voz alta. Claro que faço uma apresentação em slides com os tópicos porque sempre vai ter pelo menos uma pessoa que não vai entender o meu sotaque (chamo essas pessoas de preguiçosas porque não se esforçam em entender). Quando apresentei o meu trabalho de graduação da faculdade, choveram aplausos da platéia e pessoas vindo me falar que adoraram me ver apresentando. Foi uma coisa linda de ver! Ganhei prêmio de melhor aluna da faculdade na formatura. Foi engraçado porque anunciaram o meu nome no auto-falante e eu não sabia o que estava acontecendo e de repente os meus colegas começaram a me empurrar pra frente dizendo para eu pegar a placa gravada com o meu nome. E eu pensava: “O que está acontecendo? Que alvoroço todo é esse?”. 

Na platéia estavam presentes as pessoas que participaram da minha jornada! Elas choraram de emoção quando peguei o prêmio na mão.

Sou feliz do jeito que sou, não tenho vontade de escutar. As pessoas não entendem o porquê de eu não querer escutar, eu falo que é porque eu já sou muito feliz, superei todas as barreiras da vida e a surdez faz parte de mim. Foi ela que me tornou a pessoa que sou hoje e agradeço a Deus!”

44 Comentários em “Maria: uma lição de vida”

  1. Deni

    Parabéns Maria, a você e seus familiares por serem persistentes!
    Em especial a sua mãe, que é um anjo na sua vida; identifiquei-me em vários pontos com a sua batalha. Lembro que eu “brigava” com minha mãe por me cobrar tanto, por me fazer ver que no mundo eu teria de me virar sozinha, ela nunca admitiu que eu fosse “coitadinha”… mas hoje agradeço e muito a ela por ser quem sou.
    Um grande abraço!

  2. Julie

    Maria, meus parabéns pela vida vitoriosa que você tem!!!
    Quando temos o apoio e a ajuda da família, independente de sermos “especiais” ou não, sempre vamos crescer. Sua mãe e você são exemplos de perseverança.
    Eu também nunca gostei de ser tratada como “coitadinha”, ou que as pessoas me colocassem limites que eu não me colocava.
    Estou admirada com vc falar quatro idiomas sem ter a referência sonora da pronúncia, isso mostra como vc e sua mãe trabalharam muito bem.
    Sua história mostra bem como amadurecemos muito cedo, e aprendemos a sermos muito mais esforçados. E como nos tornamos desde muito novos leitores vorazes de tudo o que cai nas nossas mãos, hehe.
    Um beijo!

  3. Julie

    Maria, meus parabéns pela vida vitoriosa que você tem!!!
    Quando temos o apoio e a ajuda da família, independente de sermos “especiais” ou não, sempre vamos crescer. Sua mãe e você são exemplos de perseverança.
    Eu também nunca gostei de ser tratada como “coitadinha”, ou que as pessoas me colocassem limites que eu não me colocava.
    Estou admirada com vc falar quatro idiomas sem ter a referência sonora da pronúncia, isso mostra como vc e sua mãe trabalharam muito bem.
    Sua história mostra bem como amadurecemos muito cedo, e aprendemos a sermos muito mais esforçados. E como nos tornamos desde muito novos leitores vorazes de tudo o que cai nas nossas mãos, hehe.
    Eu compreendo sua preferência por não ouvir, sua adaptação sem os AASI é maravilhosa, (eu também tive muita alergia com meus moldes do AASI, mas felizmente isso passou e hoje não vivo sem eles) fico feliz em ver que a comunicação oral não é problema para ti, principalmente sem fazer a leitura labial.
    Um beijo!

    1. Maria

      Muito obrigada! Esqueci de mencionar que a minha comunicação é inteiramente feita por leitura labial e não ouço nada do ambiente.

      Eu consigo conversar com os motoristas de carro porque faço leitura labial das pessoas de perfil (de lado).

      1. Julie

        Ahhh tahhh, hehehe!
        Pelo texto eu imaginei que não fazia a leitura labial, tava achando que seria muito mais difícil a comunicação.
        Sucesso e mais sucesso para vc!!! beijos.

  4. Diego

    Como é bom conhecer histórias como essa!

    Um grande abraço Maria.

  5. Mariana

    É incrível o quanto uma linda história como a de Maria nos ensina, nos motiva, nos inspira! Amei! Tudo é perfeitamente possível com alguns ajustes :)

  6. ttizi veras

    voce é uma lição de vida, me emocionei muito.
    um super bj ttizi veras

  7. Chiara

    poxa Maria que historia impressionante….
    eu nao tenho surdez mas adoro ler este blog apesar de nunca ter comentado…mas a sua historia é muito linda…eu sou mae e sei como é dificil ouvir que nosso filho tem algum problema mas sua mãe foi um exemplo…
    parabénss

  8. Greize

    Maria , parabéns a vc e sua família.Sou de BH tb, vc ainda mora aqui??
    Mtas conquistas, e felicidades, pois sucesso já vi que tem.
    Bjão

  9. Maria

    Obrigada gente! Espero que este depoimento ajude muita gente a encontrar o seu caminho…

    Tinha feito este depoimento de surpresa para os meus pais, mostrei para eles e… o meu pai chorou de emoção!! Ele é um chorão! Chora em todas as minhas conquistas! Contar a história da vida é algo que mexe conosco, sempre tem um misto de emoções. Me desculpem pelos alguns erros de português no texto, é porque estava mergulhada nas emoções ao escrever sobre minha vida e não prestei atenção!

  10. Poliana

    Olá, Maria!!
    Gostei de saber a sua história, a minha vida foi parecida,tenho 24 anos, minha mae também não aceitava libras e mimicas, entao fomos para Campinas fazer os exames, ela perguntou se eu ia aprender falar e ele disse que depende de mim e dos apoios da familia. E fui aprendendo a falar, minha mae tambem me cobrava muito, hoje sou oralizada e faço leitura labial, uso aprelho auditivo desde o começo e nao fico sem aprelho…
    É tao legal aprender a falar e conviver com o mundo dos sons, a maioria dos pais nao tem coragem de ensinar a fala e dar apoios aos filhos como nossas maes. faz tres anos que eu formei em pedagogia e trabalho na escola.

    Adorei saber a sua história

  11. Branca Stuart

    Querida, estou aqui, com lágrimas nos olhos e cheia de orgulho por sua coragem. Eu, dita perfeita, tenho mais defeitos que você, tenha certeza. De todo modo me envideço, pois sei que não faço parte do grupo dos preguiçosos, pois ADORO conversar, fofocar e bater papos fotográficos com você.
    Saudade imensa!

  12. Raquel

    Linda história! A minha história é quase a mesma! Parabéns! Isso ai!!!

  13. Maria Salete

    Maria!
    Lendo seu depoimento, até estou sem palavras para falar, falar o que se você disse tudo , tudo que alguem poderia falar!
    Linda historia de vida, o mais lindo que seus pais não desitiram de dar um tratamento digno , um tratamento correto para você, atraves das seções de fono você aprendeu ler escrever falar.
    Parabens pelas suas conquista, desejo td de bom que a vida possa oferecer.
    Abraços
    Maria salete

  14. Yuri Sandro

    Parabéns, Maria! Linda história! Bom exemplo pra os surdos!!!

  15. Rodrigo Nunes

    Visualizem um marmanjo de quase 1.90m, lacrimejando, batendo palmas na frente do computador, se orgulhando de ser surdo depois de ler esse depoimento. Sou eu. Não tenho vergonha de admitir que sou da turma dos emocionados, como o teu pai, Maria. Ontem me emocionei quando a Marina (Paola Oliveira) e a Vitória Drummond (Nathália Timberg) estavam falando de casamento!

    (Pronto, Rodrigo… vergonha alheia! Agora agüenta as piadinhas… mundo caindo na tua cabeça em 4.. 3.. 2..)

    Retomando o fio da meada: 2011 tem sido um ano espetacular pra mim, principalmente depois de começar a ler os blogs da Paula e da Lak (Desculpe, Não Ouvi), pois os depoimentos me jogam cada vez mais pra cima.

    Depoimentos como o teu, Maria, que me fazem sentir mais vivo, mais forte, mais confiante e com mais coragem pra ligar o “PÊ-AGÁ-Ó-DÊ-A tracinho ÉSSE-Ê”, quando necessário.

    É um prazer muito grande “conhecê-la”, mesmo que virtualmente. Um beijo pra ti e um forte abraço aos teus pais!

  16. Simone Bernardo

    Primeira coisa: PARABÉNS, Maria. :) Parabéns também à sua família.
    Segunda coisa: Eu também sou surda severa a profunda, uso aparelhos auditivos, não uso Libras e sou oralizada. Me identifiquei com você, Maria, em vários pontos. Mas em outros pontos não fui influenciada, por exemplo, estudar línguas estrangeiras. Só estudei inglês na escola e mais nada, atualmente já esqueci disso, afinal de contas, passaram mais de 20 anos…tenho 43 anos.
    Terceira coisa: vejo claramente que você é otimista. Além disso, tem um certo amadurecimento, mas nem é sempre assim porque tem muita vida pela frente. Por exemplo, ter namorado, casar, ter filhos, etc…Acredito em que você conseguirá superar cada expectativa. Maria, falo por própria experiência, ok.
    Quarta coisa: Eu gostaria de ser sua amiga: pode contar comigo.
    Beijos.
    Simone Bernardo, de Nova Odessa(SP).

    1. Maria

      Nunca é tarde aprender idiomas novos! Minha mãe tem mais de 50 anos e ainda quer aprender um monte de coisa nova! E como que ela não quer fazer nada sozinha, sempre me arrasta para as novas aventuras dela!

  17. edmundo lanna

    Maria porimeiro um beijao , te acompanho des de pequeninha mas sempre grande e como balairana tive a oprtunidade de comprovar in loc na sua festa de quinze anos
    beijao para Lucia e Andre

  18. Rodrigo Menicucci

    primaa!!! Parabens!!!mto bom ver sua historia aki. q exemplo de vida!!!!!!! so falto mais uma coisa alem da leitura labial, vc contar q tinha um primo acelerado q roubava suas pantufas pra correr na lama!!! hahahaha.. saudade.. bjooo!!!

  19. Ju Queiroz BsB

    Maria, parabéns!!!!! Há tempos eu não comento no blog da Paula, mas sua história me fez chorar e querer matar a primeira fonaudióloga que sua mãe procurou… Que irresponsável!!!
    Maria que o céu seja o limite para vc, viu?!
    Beijocas!

    1. Maria

      Pior, foi um médico quem falou aquilo. Por isso que quando a minha mãe encontrou o médico na rua, fez questão de me apresentar pra ele para quebrar a cara dele. Não tem muitos anos que isso aconteceu!

  20. Bel Maia

    Parabéns Maria! Linda e comovente a sua história de vida, um exemplo de perseverança e superação. Parabéns pela sua mãe, com certeza uma grande mulher!

  21. Gê

    Lindo depoimento. Isso me fortalece muito..

    Bjs

  22. Cibele Guimarães

    Maria! Linda a historia, já conhecia uma parte dela, mas detalhes são sempre importantes! Seu exemplo vale para todas as pessoas, acho que as barreiras que existem em nossas vidas são para supera-las e você teve o melhor apoio que poderia ter de seus pais, eles também merecem o reconhecimento!

  23. Juliana Moreira

    Maria, adorei o texto!! Assim como você, também tenho uma super-mãe, e graças a ela tenho hoje uma vida “normal”!!
    Bjs!!

  24. Janise Bottin Suardi

    Maria, LINDÍSSIMO o seu depoimento! Chorei ao lê-lo, porque, eu perdi a audição com quase 54 anos (já estou surda há 2 anos e 3 meses) e pra mim é um baque estar assim. Li também os comentários das pessoas surdas e vejo que todas aceitam o fato. Sabe, Maria, eu adorava conversar com as pessoas, ouvir músicas, rádio, falar ao telefone… Hoje, se consigo ver a TV é graças ao Closed Caption. Algumas vezes consigo ler os lábios dos atores, apresentadores, mas nem tudo. Infelizmente, não tenho meus pais vivos. Meu marido já não era muito de falar; agora, então, fala o mínimo. Algumas pessoas, quando chegam em minha casa, já pegam um caderno para escrever, embora eu diga que preciso treinar a leitura labial.
    Eu torço para que você seja sempre assim, ensinando aos outros como é bom ser forte. Um grande abraço aos seus pais maravilhosos. Um grande beijo!

    1. Maria

      É mais difícil para uma pessoa mais velha perder a audição do que uma criança bebê, pois se tem a sensação de perda, é forçada a viver uma vida completamente diferente da que tinha antes. MAS lembre-se de que você não é a única surda no mundo! Tem que ser forte e procurar adaptar as suas necessidades. Por exemplo, não consigo assistir a televisão por ter poucos programas com closed caption (não entendo a leitura labial de jeito nenhum na telinha, é impossível) e eu prefiro alugar filmes, pegar novelas legendadas na internet, assim eu crio a minha televisão e assisto qualquer coisa a hora que eu quiser! Assim sou a dona do meu tempo, odeio ser dependente dos horários da tv!

      Tem que tornar as pessoas à sua volta mais conscientes sobre o nosso mundo, que podemos nos comunicar normalmente pela leitura labial e voz. Hoje mesmo, uma mulher estava impressionada com a minha desenvoltura de fala e eu entendia tudo da conversa sem ajuda de ninguém. Tem que informar as pessoas que não precisa de blocos de escrever e mostre a sua força de vontade em dar o seu melhor. E treine bastante a leitura labial, ela vai ser a sua liberdade. Chame os seus amigos para brincarem de falar de fofocas sem som com você! Os meus amigos adoram fazer isso!

      Sobre o seu marido, você já tentou puxar assunto com ele sobre qualquer coisa? Não deve esperar os outros irem atrás de você para bater papo, faça a sua parte! Sabe por quê? As pessoas têm medo de conversar com os surdos por não saberem como lidar com isso. Eu estou sempre puxando o assunto com qualquer um que estiver perto de mim, assim consigo desarmar o preconceito das pessoas, e encantá-las!

      1. Janise Bottin Suardi

        Oi, Maria, obrigada por responder a este desabafo.
        Trabalhava na Prefeitura de São Paulo. Aí fiz cirurgia para colocação de prótese no joelho. A cirurgia foi feita em final de 2008. Até dia 05/03/09, eu estava ÓTIMA, fazendo fisioterapia, melhorando a cada dia a minha mobilidade; porém, dia 06/03, coincidentemente num dia de consulta com o cirurgião ortopedista, as bactérias apareceram e eu já fiquei no hospital para fazer uma nova cirurgia. Aí muitos ANTIBIÓTICOS na veia (de 12/03 a 13/05/09) e o resultado: quase entrei na fila da hemodiálise e fiquei surda!(fiquei surda no dia 29/04/2009). Cheguei de ir à infectologista para informar que estava ficando surda, em meados de abril; ela retirou um dos antibióticos, mas já não adiantou. Quero acrescentar que no dia 14/05 fui com meu marido e meu irmão ao hospital para conversar com a médica infectologista e, lógico, fiquei internada. Fiquei no Hospital de 14/05 a 17/07/09 (mais de dois meses). Contei tudo isso para acrescentar que são poucas as pessoas que me visitam: meu irmão, duas primas e às vezes alguns amigos do meu marido. Meu marido evita mesmo conversar comigo, porque eu tenho dificuldade ainda na leitura labial. Ele também não gosta de escrever. Até tento conversar com ele, mas ele procura ser o mais breve possível.
        Estou indo fazer a leitura oro facial na USP, uma vez por semana e só 45 minutos. Acho muito pouco, mas antes isso do que nada, né?
        Não posso me esquecer de dizer que estou fazendo fisioterapia e hidroginástica ainda por causa da mobilidade das pernas. Estou em cadeira de rodas e sinto que me desanimei muito com a perda da audição. Pra quem amava ouvir músicas, rádio, assistir tv, falar ao telefone, fiquei muito triste com esta situação.
        Estou nos preparativos para fazer o implante coclear, mas ainda faltam, pelo menos 3 consultas com a psicóloga. Mas fiquei sabendo que vai ser difícil o entendimento via rádio, telefone, por não estar vendo os lábios da pessoa… É muito complicado, Maria, mas dizem que é melhor isso do que continuar totalmente surda… Quero acreditar que, com o tempo, as coisas melhorem.
        Me ensina a pegar novelas legendadas na Internet? Isto eu não conheço e me interessou.
        O Closed Caption também não é aquela coisa maravilhosa, não. Mas, é um jeito de ver um pouco de tv.
        Sim, eu sei que não sou a única surda, que não fui a primeira e nem serei a última. Ontem mesmo na USP vi uma nenêzinha que já tinha feito o implante… E lógico, ao vê-la, fiquei ainda mais triste.
        Desculpe-me, Maria, por mais este desabafo.
        Tenho que ser forte, eu sei. Obrigada por tudo!
        Um beijo carinhoso.

        1. Maria

          Nossa… os médicos te falaram que você podia ficar surda? Senão pode processá-los. É uma sequela que poderia ter sido evitada e está atrapalhando a sua vida.

          Sobre as legendas, não são de novela da globo, pego novelas coreanas (meu vício!) que um grupo de pessoas legendam (http://ohayodramas.blogspot.com/) . E também pego filmes por programa de torrent (um tipo de programa de download) e acrescento as legendas que pego em sites como http://legendas.tv (tem muito mais outros sites com legendas por aí, só googlar) e coloco para assistir por pendrive no dvd ou na TV LCD.

  25. rodolpho

    olá maria e a todos.
    não sou deficiente auditivo, pelo contrário, sou cego, mas fiz questão de comentar esse post, porque adorei a sua história, Maria.
    parabéns a você, e seus familiares, por terem lutado tanto pra você chegar onde chegou, meso não ouvindo nada.
    gosto de ler essas histórias, principalmente depois que eu conheci o blog da lak, e aí comecei a fussar nos blogs do pessoal que ela indicou lá.
    emfim, muito legal sua história, legal mesmo.
    se quiser, me adicione no msn pra gente poder trocar uams idéias, né, se quiser, claro, porque encher o blog de comentário e fazer um bate-papo nos comentários fica chato. se quiser adicionar, meu msn é rodolphobaena@hotmail.com, pra você e quem mais quiser me adicionar.

  26. Maysa

    LINDO texto!
    Que prazer ler isto hoje!!! Estava lendo o post do Caio de Abreu e migrei pra cá, pois fiquei curiosa em saber o que uma “Patricinha” poderia estar falando sobre surdo. De primeira pensei: “- Lá vem deboche!”… Sou professora de sala de recursos DV e acompanho 2 alunas com surdez… trabalho com Libras na tentativa de alfabetizá-las e de estabelecer diálogos… não tenho conhecimento de outras técnicas e tudo isso que você relatou das famílias e dos profissionais ocorre diariamente… Você não imagina o enorme prazer que tive em ler os pensamentos de uma pessoa surda. Cada paragrafo fui entendendo minhas queridinhas! Parabéns a sua Mãe pela determinação e por você pela alegria de viver! Abreijos

  27. Greize

    Janise, que isso, vc teve um problema no joelho e ficou surda??Isso devido a antibióticos?Os médicos não relataram que poderia ter essa sequela?Se não, isso dá até processo sabia.
    Te entendo bem, como a Maria disse existem sim mtos surdos no mundo, mas diversificados eu perdi em 2008, então somos ensurdecidas adultas.Ouvíamos tudo e a dor por querer voltar,a tdo que já experimentamos e saber como é os sons.Dói mesmo.
    Sobre leitura labial, tb acontecia comigo de escreverem,mas meu irmão mesmo falou não, nisso vc vai ficar mais calada.Então mandei tdos pararem de escrever e comecei a olhar bem os lábios.Uso tb aparelhos auditivos, no mais é adaptação, aceitação, é um processo que não cheguei lá.Desejo mta saúde , para vc e estamos ai para ajudar.Ah!Ir em fonoaudiólogo, tb ajuda na leitura labial, ok.
    Bjão

    1. Maria

      A leitura labial é uma coisa maravilhosa né? É ela que nos liberta e conecta ao mundo!

    2. Janise Bottin Suardi

      Olá, Greize! Pois é, fiz uma cirurgia no joelho para colocação de prótese e por ter tido infecção bacteriana, sofri pra caramba por causa dos antibióticos na veia (não tenho veia fácil!) e acabei ficando surda e com problemas renais. Felizmente, consegui salvar meus rins, mas os ouvidos, não. Ah, não contei pra Maria, que após ter saído do hospital em 17/07/2009, fiquei mais dois meses tomando antibióticos. Mas, para estes antibióticos foi colocado um catéter.
      Greize, eu cheguei a pensar na possibilidade de processar a médica infectologista, mas, meu irmão, que é advogado, nunca fez menção disso. Então, não sei se é possível e também agora já são mais de 2 anos que me encontro assim…
      É, Greize, é muito sofrido o fato da gente querer voltar a ouvir como antes. A gente que ouvia tudo, e de repente, não ouvir mais, é complicado demais. O que me deixa muito chateada na surdez é ter que escutar um barulho incessante. Não sei se com você isso também acontece. Isso me deixa muito chorosa e irritada.
      Uso aparelho auditivo, também, mas, a fonoaudióloga me disse que ele só serve para ativar as células auditivas. Em geral, ouço muitos mais ruídos com o aparelho.
      Um beijão.

  28. Bárbara Maia

    Torno minhas as palavras de cada pessoa q comentou aqui! História surpreendente e inspiradoraa! Bjos, Maria! Vontade de conhecer pessoalmente historiadores do blog de Lak e Paula e abraçá-los forte.
    Vcs me dão motivos para continuar, enfrentar a vida!

  29. Lina Herval

    Maria,
    Lembro de você pequenininha,meu pai é muito amigo do seu avô Roberto.
    Fiquei super feliz de ler a sua história!
    Parabéns pelo seu sucesso!!!
    Beijos,
    Lina

  30. Carol Soria

    Querida Paula! Adoro o seu blog! Tem séculos que passo por aí e leio os seus textos, eu adoro! Sinto uma identificação enorme. Reconheço as minhas próprias experiências vivenciadas nas suas palavras. Tão bom isso.
    Mas quero te sugerir uma coisa! O botão compartilhar pro Facebook! Pra que todos os meus amigos possam ler seus textos!
    Se puder.. é claro!
    Obrigada! beijos

  31. Greize

    Janise tenho barulho sim, os malditos zumbidos 24 horas por dia, tenho que tomar um remédinho p/ dormir ,pq é mto barulho, ironia né.Aff..Rsrsr
    Se não piro.Faço piscoterapia tb.Ajuda viu.Bjão

  32. ANA PAULA AQUINO RABELLO

    Olá Maria,Sou Ana Paula casada com o Cláudio Rabello filho da Gilda e do Ajax.Não sei se vc se lembra de mim,mas conversamos na festa de 15 anos da Laurinha,filha da Leda.
    Gostei muito de ler tudo que vc escreveu,e fiquei emocionada com tantos relatos de superação.Fiquei feliz em ler algumas coisas que percebo nas pessoas com relação a minha Maria.Como as pessoas as vezes são tão ignorantes diante de tantas coisas na vida…
    Parabéns para vc!!!Que Deus te dê ainda mais oportunidades para vc mostrar a pessoa maravilhosa que vc é!
    Manda um super beijo para sua mãe,pois pessoas como ela são realmente espetaculares.
    Um beijo carinhoso
    Ana Paula

    1. Maria

      Olá! Obrigada!

      Lembro de você e da sua filha Maria quando era bebê! Precisando de alguma coisa ou se quiser só conversar mais sobre o mundo de surdo e as possibilidades pode entrar em contato conosco que será o maior prazer te ajudar!! A troca de informação é sempre muito importante para que não sejamos ignorantes.

  33. Leticia

    Chorei! Grande lição de vida.
    Admirei muito sua jornada e que bom que você é uma pessoa tão feliz com a sua vida, fico feliz :D

  34. silvana Cotta

    Olá Maria!Estou muito comovida e feliz com sua história!Lembro muito de vc e nunca esqueci até hj!Eu e outra moça fomos sua professora no maternal.Vc chegava sempre no colo com sua mae.Eu ficava encantada com vc!Vc era esperta,inteligente e sempre de bom humor.Um dia se possível,gostaría de mostrar uma foto que tiramos juntas na salinha de aula!Estou de coração muito feliz por vc…espero que a sua estrela continue a brilhar cada dia mais!Saudades e um grande beijo.

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