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Opn™: review do terceiro mês de uso

Aparelho auditivo não é ouvido novo, mas pode significar vida nova. Uma vida de novas possibilidades, de medos antigos que vão sendo substituídos por uma coragem que antes não existia, de novas conexões com as pessoas que gostamos. E, ainda mais poderoso e transformador do que tudo isso, uma vida de confiança nas nossas habilidades auditivas.

A tecnologia nos devolve – às vezes mais, às vezes menos – aquilo que a deficiência auditiva nos rouba. Nunca vou esquecer a primeira vez em que atendi uma ligação telefônica nos meus aparelhos auditivos, porque eu ouvi e entendi, e naquele exato momento cada célula do meu corpo substituiu as minhas experiências ruins anteriores pela nova experiência boa. Sim, com ajuda tecnológica, eu conseguia! Aquilo me transformou por dentro, porque pude pegar um pavor antigo e guardar numa caixinha. É por isso que, ao ler os relatos da Danielle Kraus e do Marcus Novello, me identifico tanto.

A Dani e o Marcus estão descobrindo cada vez mais sons e cada vez mais coisas a respeito deles mesmos. O Opn™ os tem levado a uma jornada de novas percepções a respeito de muitos aspectos da vida. Cada um tem sua história com a deficiência auditiva e elas são muito diferentes uma da outra, mas eu tive a oportunidade, desde o primeiro dia, de acompanhar com meus próprios olhos as primeiras lágrimas e os primeiros semblantes de “UAU”. Imaginem a minha felicidade por ter tido a chance de convidá-los para participar deste projeto #goopn. 🙂

Marcus Novello

Atualmente trabalho em uma empresa de tecnologia e temos a oportunidade de fazer reuniões diversas com escritórios em todo o mundo. Comecei um projeto com intensa comunicação com a nossa matriz nos Estados Unidos, em que eu vinha falando há meses com uma colaboradora por vídeo conferência. Quando ela veio para o Brasil em uma visita, a pilha do meu Opn™ parou no meio de um almoço. Sinalizei que precisava trocar as pilhas e ela, surpresa, me disse que não sabia que eu tinha perda auditiva.

Em nenhum momento isso interferiu em reuniões, apresentações ou no convívio diário. Quando comecei a usar o Opn™ e mostrei para o time no trabalho, todos acharam o máximo as funcionalidades high-tech dele. Agora percebo o som mais cristalino e limpo nas reuniões por vídeo conferência.

A tecnologia do Opn™ filtra os sons mais importantes, o que facilitou o meu entendimento de fala em reuniões e situações de extremo ruído. A conexão com o celular também permite que, caso o ruído seja mais alto que o normal, o celular seja colocado no meio da mesa e o som seja capturado a partir do seu microfone, e não do aparelho. Não precisei usar essa funcionalidade, mas só de saber que ela existe já fico mais tranqüilo para qualquer tipo de situação.

Outra funcionalidade super tecnológica é a conexão com a televisão através do  ConnectLine TV (adaptador de TV com conexão bluetooth). Imagine um som de cinema, só que no aparelho auditivo! Além de ser um som sem interferências externas, ele também nos acompanha até onde o raio do bluetooth alcança. Essa conexão permite que eu ande pela casa e faça as atividades diárias sem precisar ficar na direção da saída do som da TV. Me senti dentro do desenho animado dos Jetsons. 🙂

Mesmo tendo nascido prematuro, minha família decidiu, lá no início, que os decretos jamais seriam definitivos. Segui a vida sempre com esses focos: educação e caráter. A perda auditiva se tornaria o meu maior combustível de determinação e o maior motivo para eu tentar me superar a cada dia. Meus pais me motivaram a seguir uma educação convencional, nunca cogitaram me incluir em colégios especiais ou aprender língua de sinais. Como eu já disse em alguns posts, o aparelho auditivo sempre foi encarado em casa como um par de óculos, nada mais que um acessório que nos ajuda no dia-a-dia.

Essa mentalidade me levou a me formar em um dos colégios mais difíceis da minha cidade e ingressar em uma das faculdades de economia mais renomadas do país. Eu sempre fui o único com perda auditiva nesses ambientes. Adquiri fluência em inglês e, durante a faculdade, também ingressei em estágios em grandes empresas, participei de extensas atividades extracurriculares, desenvolvi pesquisas acadêmicas, trabalhei em eventos internacionais e fui efetivado como trainee em uma multinacional. A única opção para mim era seguir em frente.

Quando a Dani comentou no vídeo que sempre tinha que fazer um esforço a mais do que as outras pessoas, me identifiquei imediatamente. A perda auditiva se tornou uma prova do quão além nós poderíamos ir. O nosso maior desafio, quando contamos com o apoio das pessoas que amamos, se torna a nossa maior benção.

 

 

Danielle Kraus Machado

Existem algumas coisas que com o tempo caem na rotina, e existem algumas que com o tempo só surpreendem mais e mais, e assim que está sendo com o Opn™.

Atividades comuns se tornaram mais emocionantes e reais: assistir um filme com as amigas ouvindo os detalhes, música de fundo, barulhinho da mastigação das guloseimas, tudo!  Até quando fui servir o refrigerante, descobri que as bolhinhas espumando fazem um chiadinho, e isso me fez pensar no quanto eu perdi de sons, porque era muito exaustivo usar aparelhos, e eu os tirava em casa! Agora, uso da manhã à noite e faço um esforço mental muito menor.

Quem nunca se sentiu inseguro ao viajar, com medo de não ouvir alguém se aproximando, ou de não identificar os barulhos das cidades? Tem sido muito mais tranquilo viajar podendo confiar nos meus ouvidos, mesmo sozinha e longe de casa. E nessa jornada de me aventurar por novas situações, tem surgido uma força e vontade inexplicáveis de ir cada vez mais longe, experimentar situações novas. Um restaurante barulhento, e com alguém que não conhecia: um medo antigo, algo que me fazia fugir. Mas não agora, com o Opn™. A sensação de agonia por causa dos ruídos diminuiu muito, e notei isso porque ao sair, depois de horas no jantar, não tive vontade de desligar os aparelhos.

Agora é o vento na beira-mar que parece que é a primeira vez que sopra, uma conversa dentro do carro com a família que parece tão natural, uma música em português que compreendo quase tudo da letra: detalhes que colocam um sorriso bobo no rosto que nem consigo explicar! Para ouvintes é algo tão simples, mas para nós que convivemos com a surdez, é tão bom poder dizer: “Sobrevivi a um jantar!” 🙂

Recebi o  ConnectLine TV (adaptador de TV com conexão bluetooth), que permite ouvir direto no Opn™ o áudio dos filmes ou qualquer outra programação! Não incomodo mais a família com o barulho, pois os volumes da TV e do meu áudio são independentes. Conecta no notebook também, me permitindo editar vídeos, ouvir músicas e ter todos os áudios direto nos aparelhos! Até as faxinas ficaram mais animadas, ouvindo música e podendo me deslocar pela casa e seguir escutando! Com o adaptador, descobri trilhas sonoras lindas dos seriados, desenvolvi um pouco mais o entendimento de inglês e até me desafiei a assistir programas dublados – com ambiente silencioso, a compreensão é quase total!

Por meio de redes sociais e da conectividade do meu AASI, me aproximei mais da minha família, pois agora eles mandam áudio para contar histórias engraçadas, mandam vídeos com sons, ou me ligam quando precisam. Me sinto mais próxima dos meus amigos e mais incluída nas conversas. Nunca tinha imaginado como é bom me comunicar mais, com pessoas novas e até com primos pequenos, pois voz de criança sempre foi um desafio enorme para mim!

Sabe aquela sensação de quando usamos uma roupa nova, sentindo que todos os olhares estão voltados para nós? Usar o Opn™ tem sido assim, tenho me sentido uma pessoa super tecnológica e com muito menos medo ao caminhar nas ruas. Foi tanta mudança que me inspirei a mudar o cabelo também! Senti que minha vida ficou mais colorida ao ouvir melhor, e decidi refletir isso nas mechas! E uma das maravilhas da conectividade: dentro de um ônibus, por exemplo, com um toque no celular, tchau barulho e oi música via bluetooth. A vida parece cena de filme com trilha sonora, todos os dias!

Hoje penso em aparelhos auditivos como uma peça de roupa especial: precisa ser do nosso tamanho e para a ocasião em que vamos usá-la, ou seja, nosso estilo de vida. Com minha rotina sempre por dentro do mundo tecnológico, viver sem essa conexão é algo que não consigo mais imaginar. E como fiquei muitos anos negando a surdez e sem aparelhos auditivos, a adaptação na vida adulta é difícil, por isso a importância da qualidade de som.

O Opn™ me fez ter coragem para conversar mais com uma amiga da faculdade, que eu antes eu quase não conseguia entender e, confesso, fugia dela mesmo sabendo o quanto poderíamos ser amigas! Agora, ganhei sons, e ganhei uma nova amizade incrível e cada dia eu fico mais grata por isso. Não ganhei só um aparelho, mas sim qualidade de vida, momentos felizes, música, informações!

Me sentir feliz com a audição que os aparelhos auditivos me dão é algo que não tem preço. Ganhei auditivamente, ganhei autoestima e fiz amigos! Isso é muito precioso e transforma nossa vida pessoal, acadêmica e profissional. Quem não ouve, sabe como é difícil fazer novas amizades, sabe a solidão e conhece a sensação de estar dentro de uma bolha.

 

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Review do primeiro mês de uso do Opn™

Review do segundo mês de uso do Opn™

24 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010, e também escrevo o blog Sweetest Person desde 2007. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 34 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

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