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Opn™: review do segundo mês de uso

No post do primeiro review que a Dani e o Marcus fizeram eu disse que achava que o Opn™ estava mexendo com a autoestima deles. Dito e feito! Quando me enviaram o relato do segundo mês com seus novos AASI pude comprovar de vez o que já tinha notado: a segurança nos próprios ouvidos foi elevada a outro patamar. Isso não tem preço! Lembro como se fosse hoje dos anos em que fui usuária de aparelhos auditivos, pois assim que eu colocava AASI’s novos e com mais tecnologia, meu cérebro fazia ‘click‘ nos 10 primeiros segundos de uso.

E o ‘click’ significava o seguinte: “Gostei, esse é melhor, sou esperto e já saquei tudo!“. Não tinha escapatória, meu cérebro dava a ordem de que queria descobrir tudo o que o upgrade tinha para oferecer. Quando a pessoa é usuária ferrenha de AASI’s é muito fácil captar as sutilezas e melhorias que uma tecnologia superior oferece. Vocês vão perceber, pelos relatos abaixo, que os cérebros da Dani e do Marcus realmente não querem mais saber de outra coisa que não seja o Opn™ 🙂 Ah, marquem na agenda: o próximo post da série entra no ar dia 20 de agosto!

Danielle

Da mesma forma que notamos um desempenho muito melhor em um computador ou celular com tecnologia mais recente, assim está sendo dia a dia com o Opn™: um ambiente “sonoramente” escaneado mais de 100 vezes por segundo está mostrando que faz toda a diferença. Esses últimos meses têm sido surpreendentes por descobrir que sim, é possível confiar nos ouvidos e sentir que os aparelhos são como partes indispensáveis do meu corpo – e não mais “intrusos” nas orelhas. Repetindo o que falo quase todos os dias: o som é muito natural, até quase dormi com o Opn™ ligado.

 

Ouvir, para mim, tem sido libertador e tem expandido limites: nunca havia imaginado o quanto autoestima, disposição e bem estar estão relacionados com qualidade sonora. E sequer imaginava que seria possível um aparelho auditivo atingir o lado emocional.

Ouvir música sempre foi algo muito profundo e emocionante para mim e tenho estado animadíssima ao ter trilha sonora na vida! Comecei a frequentar um balanço num parque à beira-mar perto do trabalho e lá me delicio ouvindo minhas músicas favoritas, e se quiser, ao mesmo tempo, posso ficar ouvindo o ambiente ao redor, carros, passarinhos, pessoas passando, barulho das árvores. O Opn™ e meu celular se tornaram um casal inseparável, rsrsrs!

Agora que confio nos meus ouvidos ganhei mais independência, me sinto mais livre e segura para sair, conversar, ir em locais de atendimento, e principalmente, viajar. Em junho fui para São Paulo encontrar alguns amigos. Foi incrível conversar dentro do metrô, nas calçadas e shoppings, mesmo com todos os ruídos de fundo. Dentro do hotel, se eu desligava os aparelhos, para o banho, por exemplo, me sentia insegura: finalmente comecei a dar valor para a audição como um meio de proteção e alerta, uma responsabilidade que antes eu depositava só na visão.

Agora saio mais de bicicleta – algo que antes me deixava assustada – pois meus aparelhos me permitem ouvir os sons de todas as direções. Em São Paulo fui a um evento de realidade virtual, coloquei os fones em cima dos AASI e o som foi tão natural! Sempre tive dificuldade com os sons de TV, celular e fones por cima dos aparelhos porque tudo era muito artificial, mas com o Opn™ é outra vida.

Das pequenas alegrias: ouvir o meu nome no meio de um barulhento café. Outro desafio que me emocionou: fui ao casamento de um amigo de infância e mesmo longe do altar e das caixas de som, entendi quase tudo da cerimônia! Isso nunca tinha acontecido, e pela primeira vez me senti viva e existindo ali, no meio das outras pessoas, em vez de dentro de uma bolha de silêncio. Nunca tive essa experiência com outros aparelhos auditivos – estar em um ambiente com sons de microfone e entender sem esforço!

 

Minha família, meus amigos e colegas de trabalho estão notando muita melhora nas conversas, e também na minha voz. O estresse ao final do dia tem diminuído muito, em vez de chegar em casa e já logo tirar os aparelhos eu fico com eles de manhã cedo até a noite! Desde ouvir minhas gatinhas ronronando até a pia gotejando, toda a casa parece mais viva e interagindo comigo.

E essa alegria é constante, me sinto super tecnológica o tempo inteiro, e mais segura por saber o que acontece ao meu redor. Em vez de dizer “Tenho o mundo na palma da mão” posso afirmar que “Tenho o mundo nos meus ouvidos“. Antes me sentia tão restrita nas redes sociais, sem assistir quase nada de vídeos, e hoje, com um toque, todos os sons estão corrigidos e direto nas minhas orelhas.

Enquanto escrevo tudo isso para vocês, de noite, estou ouvindo uma música baixinha e os outros sons do ambiente. Em casa, poderia desligar os aparelhos para me concentrar, mas com o Opn™ os sons estão mais interessantes do que o silêncio. O ganho não é só auditivo: ganhei em amizades, em momentos, pequenas e grandes realizações, carreira e estudos, e principalmente ganhei qualidade de vida. Me sentir confortável é algo que eu não associava com aparelhos auditivos…Até que conheci o Opn™!

Marcus

No segundo mês utilizando  o Opn™, resolvi testar todas as funcionalidades do meu aparelho auditivo em mais uma experiência que me deixava desconfortável: andar de carro acompanhado e conversar durante o trajeto.

Uma situação extremamente normal, certo? O som porém não é projetado diretamente nem pra quem está na frente do carro  e nem pra quem está no banco de trás e pode ficar difícil de entender o que está sendo dito. Por que isso acontece? O aparelho auditivo funciona como um amplificador personalizável. Quem possui uma perda auditiva não possui, necessariamente, o mesmo grau em todas as frequências; a minha maior perda é nas mais agudas. Em algumas situações não tão comuns, podemos experimentar algum estranhamento no som. No meu caso, era sempre quando eu passava por algum túnel ou por uma via muito movimentada. O som metálico sempre reverberava de forma estridente, encobrindo todos os demais.

Desde que comecei a usar o Opn™, percebi que agora escuto de forma mais natural as conversas no carro. O ajuste direcional e a tecnologia do aparelho me permitem participar das conversas, sem que sejam encobertas pelo som externo como anteriormente. Todo aquele esforço extra que eu tinha que fazer nessas situações foi substituído pela tranquilidade de entender a fala humana sem esforço.

 

 

Eu queria levar essa experiência para além da minha zona de conforto: fazer uma viagem de ônibus com meus amigos. Se já era difícil acompanhar conversas dentro de um carro, imagina dentro de um ônibus em uma rodovia movimentada. Eu realmente queria ver do que o Opn™ era capaz. Para a minha surpresa, e olha que essa tecnologia toda me surpreende a cada dia que passa, foi uma das viagens mais tranquilas que já fiz. Consegui entender tudo que era dito e o barulho metalizado do ônibus e da estrada já não encobriam mais a conversa. O que antes era estressante e cansativo passou a ser um momento descontraído.

 

 

Também aproveitei a viagem para escutar música na estrada. Como eu deixei de usar fone de ouvido há mais de cinco anos, por conta do risco à audição, foi nostálgico viajar e escutar uma playlist com as minhas bandas favoritas. Quem viu o vídeo de abertura, pôde acompanhar que o Opn™ possui conexão com o celular. Nesse processo de adaptação, veio à tona algo que eu jamais imaginaria: a minha paixão pela música. Mas isso já é assunto para o próximo post. Ah: não pude evitar de tirar uma foto dos meus aparelhos ao lado de uma moeda de R$1, para vocês terem uma idéia do tamanho dele! 🙂

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19 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010, e também escrevo o blog Sweetest Person desde 2007. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 34 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

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