Deficiência Auditiva

Teste auditivo em bebês: o teste da orelhinha

pro cronicas

Gente, olha a fofura!!! A cantora Fergie postou no Instagram há algum tempo a foto do seu filhinho recém nascido fazendo um teste auditivo. Eu morri de amores por essa imagem. E que isso sirva para alertar os pais sobre a importância do Teste da Orelhinha. Toda criança deveria ter assegurado o seu direito de OUVIR, penso eu. Se um bebê nasce surdo e pode se beneficiar da tecnologia (aparelhos auditivos e implantes cocleares) para voltar a ouvir, não vejo UM único motivo na face da Terra para mantê-lo preso no silêncio.

Pior que isso, só as pessoas que estufam o peito dizendo barbaridades do tipo ‘deixa a criança chegar aos 18 anos para decidir sozinha’. Os primeiros anos de vida são o período de maior plasticidade neural de um ser humano, ou seja, privar um bebê do som com este tipo de argumento equivocado não faz sentido algum. De que adianta dar a ‘opção’ de ouvir quando a pessoa está numa idade em que essa opção não será mais viável? A audição é fundamental para o desenvolvimento da fala, da linguagem e da aprendizagem! Torço pelo dia em que o Teste da Orelhinha seja tão conhecido e difundido quando o Teste do Pezinho.

Teste da Orelhinha

  • Não dói, é rápido e gratuito
  • O Teste da Orelhinha é um exame simples para saber se está tudo bem com a audição do seu filho. Um aparelho eletrônico com fone é colocado no ouvido do bebê, o que permite ao médico ou fonoaudiólogo verificar se a criança ouve normalmente. O exame não tem contraindicações e pode ser feito com o bebê dormindo. Recomenda-se que o teste seja feito no primeiro mês de vida, mas todos os bebês devem passar pelo exame.

Como fazer o Teste da Orelhinha

  • Basta pedir            
  • Lei 12.303/10 obriga todos os hospitais e maternidades do país a realizarem o exame, gratuitamente, nas crianças nascidas em suas dependências. Peça o Teste da Orelhinha. É um direito do seu bebê.

O que fazer se a maternidade ou hospital não tiver realizado o teste

  • Avise o pediatra ou profissional de saúde logo na primeira consulta. Ele deverá encaminhar o bebê para os locais competentes em sua região.
32 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010, e também escrevo o blog Sweetest Person desde 2007. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

6 Comentários

  • Conheci há pouco tempo o site e venho lendo alguns depoimentos para conhecer mais sobre o assunto, pois meu bebê de 10 meses tem perda auditiva moderada, detectada através dos exames que o Ivan mencionou, todos pelo SUS. Acho que tivemos um grande avanço nesse sentido. Depois destes exames, o Murilo fez uma audiometria (na última sexta-feira), e no dia 26 de junho vai começar a usar o aparelho. Nós temos uma história linda, quando tiver um tempinho, quero compartilhar com vocês.

  • Aqui vão curiosidades sobre o Teste da Orelhinha:
    – É um teste de TRIAGEM das perdas auditivas congênitas ou adquiridas;

    – Teste de crianças com baixo risco de perda auditiva: é a Otoemissões Acústicas (ou Emissões Otoacústicas), que avalia APENAS a célula ciliada externa na cóclea, captando a atividade desta célula através do aparelho.

    – Teste de crianças de alto risco de perda auditiva: realiza-se a otoemissões e o BERA. O BERA avalia as vias auditivas periféricas e centrais. É COMPLEMENTAR ao exame de baixo risco, não o substitui.

    AMBOS SÃO UMA TRIAGEM, portanto sempre há uma possibilidade de falha. No entanto avaliam a grande maioria de causas de surdez no período neonatal e congênitas

  • Sou super a favor deste teste. Ele permite que os pais antecipem o mais cedo possível para evitar que a criança tenha problemas com a linguagem e o desenvolvimento!

    Sempre tive a curiosidade de saber como funciona este exame, no sentido, de como sabem se o bebê escutou, se teve resposta positiva ou negativa.

  • Reclamões da comunidade surda destilando seu veneno em: 3, 2, 1…
    Babaquices à parte creio que um dia o exame será tão difundido como o teste do pezinho… Dando chance à mtas crianças desfrutarem dos recursos que são disponibilidados hj em dia para os casos de surdez…

Deixe seu comentário