Advanced Bionics Destaques Implante Coclear Publicidade

Usuário AB: Fernanda

“Meu nome é Fernanda e sou de Vila Velha-ES. Tenho 22 anos e nasci com surdez neurosensorial profunda em ambos os ouvidos devido a fatores genéticos. Lembro que quando era criança, viajava muito para são Paulo pra fazer séries de exames para o implante coclear, mas como na época o IC não era tão simples como hoje em dia, os médicos não quiseram arriscar me operar – eu estava desenvolvendo a fala muito bem somente com os aparelhos auditivos.

Os anos foram passando e as dificuldades foram aparecendo. Quando completei meus 18 anos e entrei na faculdade de Engenharia Aeroespacial em Belo Horizonte, percebi que a surdez dificultava o meu aprendizado. Porém isso nunca foi uma desculpa para mim! Sempre corri atrás dos meus objetivos pois sei que quando quero eu consigo. E minha mãe insistia para eu fazer o Implante Coclear, porém nunca dei importância pois achei que estava ótima, que estava ouvindo bem e que era desnecessário passar por uma cirurgia.

Vi que estava enganada quando conheci o meu namorado, que é ouvinte. Agradeço a Deus por ter colocado o Rodolpho na minha vida, porque foi a única pessoa que me fez enxergar que eu estava precisando ouvir mais, e para que isso fosse possível, eu precisava de um IC.

Conversei com meus pais a respeito e eles ficaram super felizes com a minha decisão, e correram atrás das papeladas, exames e etc!! Deu tudo certo, mas o que mais me matou por dentro foi a ansiedade. Até a marca do IC que escolhi foi aprovada pelo plano! 🙂

Escolhi a Advanced Bionics porque achei a minha cara! Além do design bonito, tem o AquaCase e o Neptune, ideais pra quem gosta muito de praticar esporte ou ir para a praia!

No dia 10 de dezembro de 2015 fiz a tão sonhada cirurgia em BH no hospital Novo Mater Dei. A cirurgia foi um sucesso, o que mais me incomodou foi um monte de esparadrapo no meu braço porque não senti NADA na minha cabeça.

A recuperação foi dolorosa. Não falo de dor física, mas sim psicológica, por passar um mês no silêncio absoluto. Isso foi muito difícil, já que fui estimulada desde os 6 meses de idade. Minha ativação foi em janeiro, nossa senhora! Não foi nada bonito e cheio de arco íris, não saí da ativação ouvindo tudo (e quem sai? rsrs), fiquei incomodada com os sons muito esquisitos do ambiente. Eram iguais e metálicos, não dava para discriminar nada e muito menos desfrutar o som. Mas eu persisti e sabia que aquilo era temporário.

Em 2 semanas já percebi a tonalidade do som, cada dia o som tomava forma. É como se a minha vida inteira tivesse sido em branco e preto e de repente começasse a ganhar cores e formas. Como eu já usava aparelho auditivo e conhecia a maioria dos sons, o que me surpreendeu foi a qualidade do som. É como se fosse em HD estéreo. Ganhei senso de profundidade também, por exemplo, ouvir o vizinho varrendo o quintal dentro do apartamento e ouvir os passinhos do cachorro do Rodolpho andando pela casa.

Realmente essa tecnologia é simplesmente maravilhoso. Não posso deixar de mencionar o quanto as terapias fonoaudiológicas são fundamentais para a reabilitação auditiva. Estou há 1 ano implantada e agora o meu principal objetivo é desapegar da leitura labial quando for conversar com alguém (pois é super desnecessário já que estou ouvindo bem). Também é um desafio pra quem nasceu surda e após 20 e poucos anos de AASI de repente começa a ouvir bem. Mas um dia chego lá! 🙂

AquaCase

Usei o AquaCase e estou amando! Uso até para ficar vendo TV, pois não me machuca quando deito no travesseiro e não preciso me preocupar se dormir em cima do aparelho, rsrsrs. Ontem tive um aniversário e usei o AquaCase na piscina, percebi que ficou muito mais fácil para me comunicar com as crianças pequenas (pois só quem não escuta sabe o quanto é difícil de entender a fala de uma criança pequena).

Paula, gostaria te agradecer pois o seu livro me ajudou muito a decidir a fazer a cirurgia. Minha vida mudou da água para vinho! Continue sendo a nossa voz, assim você chega longe! Um beijão!!”

58 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010, e também escrevo o blog Sweetest Person desde 2007. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

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