Crônicas da Surdez

Vídeos sobre surdez no YouTube

O Canal do Crônicas da Surdez no YouTube está cheio de vídeos novos, vocês já viram? O assunto principal é surdez, claro. Inscrevam-se para receber tudo em primeira mão. Todos os vídeos têm legendas! 🙂

O vídeo de hoje faz uma pergunta muito importante: “Você assume a SUA responsabilidade sobre a SUA surdez?“. É uma reflexão muito válida que todos nós que convivemos com a deficiência auditiva precisamos nos fazer. Confiram!

Quem tiver sugestões de assuntos para os próximos vídeos, não deixe de enviar para paula@cronicasdasurdez.com

9 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010, e também escrevo o blog Sweetest Person desde 2007. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 34 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

2 Comentários

  • Acho que a questão aqui é, falando de modo pessoal, que não há muita interação entre surdos/deficientes auditivos na faixa de digamos 13-25 anos. A maioria está “escondida”. Eu tenho 21 agora, tive perda severa aos 14 e francamente nunca conheci nenhum surdo (tirando uma garota de outra série numa antiga escola) e sempre que lia sobre relatos ou redes sociais, eram quase sempre pessoas acima de 35 ou então pais de crianças.

    Talvez seja diferente para quem já nasceu surdo ou tem a perda desde criança e está inserido nessa cultura desde pequeno, mas para os dito oralizados, ou também para “ouvintes ensurdecidos” como gosto de dizer, é mais complexo. Acredito que hoje em dia estou bem resolvido com isso, mas já passei por muita insegurança, frustração, dúvidas e o principal, falta de identificação. Para quem adquiriu a perda e não utiliza LIBRAS como comunicação, vivemos num limbo entre surdo e ouvinte num mundo ouvinte.

    Enfim, acho que maior interação e divulgação faria muito bem para os jovens, pode até ser algo bobo como um grupo no what’s app ou qualquer coisa assim, mas creio que ajudaria muitos jovens a superarem seus problemas e o principal, ter pessoas na mesma situação que você para trocar ideias, experiências e vivência.

  • Adorei Paula, concordo 100% com seu ponto de vista e estendo a pauta para as mães das crianças com deficiência auditivas ….
    Sou mãe de um adolescente implantado unilateralmente e fonoaudióloga. Percebi que os resultados que as crianças apresentavam na reabilitação eram muito diversos, mas sem exceção, as que se mostravavam melhor adaptadas tinham um respaldo maior da família.
    Quando digo respaldo não me refiro às mães que levavam os filhos para sessões de fonoterapia quase que diariamente…me refiro aquelas que aceitavam a surdez do(a) filho(a), que acreditavam e lutavam todos os dias para extrair sempre o melhor e principalmente aquelas que saboreiam os frutos desse trabalho… Não existe nada mais compensador do que poder ouvir um filho te chamando em casa…” MÃEEEE”. Quanto antes for a aceitação e o início do trabalho no processo de reabilitação, melhor será o resultado “

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