Clipping

XVI Simpósio de Doenças de Inverno

Recebi um convite muito legal da Comunicare e da organização do XVI Simpósio de Doenças de Inverno, que ocorreu em Porto Alegre, no Sheraton, na semana que passou. Fui dar uma palestra chamada “Entendendo a deficiência auditiva” para uma platéia de médicos otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos renomados de todo o país. Baita frio na barriga, especialmente porque foi a primeira vez em que dei uma palestra e falei em público desse jeito – e não podia ter começado de um jeito melhor, falando para os maiores entendidos no assunto.

No fim, deu tudo certo. No início fiquei nervosa mas depois a coisa fluiu. Falei sobre a importância do médico em vários aspectos, especialmente na hora em que ele nos dá o diagnóstico da deficiência auditiva, porque acho que esse momento define se enfrentaremos o problema ou nos esconderemos dele. Falei também sobre a qualidade de vida que ganho usando continuamente aparelhos auditivos. Contei um pouco da minha história e de tudo o que tem acontecido desde que o livro foi lançado. No final da palestra recebi abraços calorosos, uma médica veio me contar que tem uma filha com deficiência auditiva, outra me contou que tem otoesclerose, outra comentou como achou interessante se colocar no lugar do paciente, enfim, foi uma troca muito rica de experiências e informações. E fiquei feliz de poder conhecer os papas do implante coclear do Rio Grande do Sul e de assistir a uma palestra bem esclarecedora sobre o IC.

Aproveito para agradecer o carinho imenso que recebi da organização do Simpósio e da equipe Comunicare – que regula os meus AASI desde 2010! Muito obrigada! Podem me convidar sempre porque vocês me fizeram descobrir que, ao contrário do que eu pensava, é divertido e interessante falar em público, especialmente para uma platéia tão interessada e inteligente. Muito, muito obrigada!!! Tem sido um prazer ajudar a divulgar a existência e as necessidades dos surdos oralizados e, ainda mais importante, tem sido um prazer explicar para as pessoas que ouvem o que é ser surdo oralizado. ??

 

DSC03215 DSC03211 DSC03217 DSC03219 DSC03228 DSC03224

 

Com a Dra. Berenice Dias Ramos fazendo o sorteio dos 30 exemplares do livro Crônicas da Surdez que a Comunicare levou para sortear entre os presentes na palestra.

 

DSC03178-001 DSC03190

 

Na foto de cima, conversando com a família Lavinsky – todos otorrinos, sendo o pai um dos ‘papas’ do Implante Coclear no Rio Grande do Sul.

 

DSC03185

 Dra. Elisabeth Araújo, Fga. Patrícia Coradini, Dra. Michelle Lavinsky.

 

DSC03183

 Dra. Michelle Lavinsky

 

DSC03200

 

Dra. Mônica (SP) e Dra. Gabriela Pascoto

 

DSC03230

 

Com o Dr. Sady Selaimen, outro ‘papa’ gaúcho do implante coclear!

DSC03231

Fga. Isabela Menegotto

DSC03186

 Equipe Comunicare: Fga. Aline, Fga. Daniela Perez e Cristiane Souza

Próxima parada: amanhã, 10/05, Feira do Livro de Santa Maria. E no dia 28/05 darei uma palestra na Universidade Federal de Santa Maria às 18hs, para 100 alunos do curso de Fonoaudiologia. 🙂

2 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010, e também escrevo o blog Sweetest Person desde 2007. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

12 Comentários

  • Maravilha, Paula!!!

    Vamos fortalecer a divulgação que existe um monte de surdos oralizados, usando AASI ou não!!!

    A união faz a força e tbm vou fazer parte disto!

    Te apoio!!!

    Abçs

  • Paula, não posso deixar de parabenizá-la pelo seu trabalho e de uma certa forma sentir orgulho por vc, sei que não é fácil enfrentar barreiras que às vezes pensamos que nem conseguiríamos, mas que nos surpreendemos quando vemos que somos capazes sim, muito mais do que imaginamos. Vc ainda se defende bem com seus AASI, assim como eu tb me defendia, mas chega um momento na vida da gente em que nos deparamos com a realidade e vemos que essas coisinhas em nossos ouvidos já não estão mais nos sendo tão úteis quanto antes…é um momento difícil e eu me deparei com ele a pouco mais de uma ano, e quem me ajudou a enxergar isso foi o Dr. Sady Selaimen que de uma forma muito esclarecedora e humana colocou para mim a necessidade de que partisse para o IC. No primeiro momento surge um choque, mas depois surge a esperança de que quem sabe ter a oportunidade de voltar a ter uma melhor qualidade de vida e foi assim que hoje estou a caminho do meu IC com o Dr. Luiz Lavinsky. Não espero milagres, mas se o IC me proporcionar a mesma audição que tinha a alguns anos usando meu AASI já me considero feliz. E sugiro a quem não use AASI (porque às vezes nem o melhor dos melhores resolve) que parta para o IC.
    Grande abraço e sucesso sempre!
    Janete

  • Parabens, Paula!!! Sigo exaustivamente seu blog e vibro a cada vitória sua. Então, interessante que quando eu tinha lá os meus 11 anos de idade, consultei com dr Plauto Lavinsky em Porto Alegre para saber sobre o IC… foi uma amiga da minha mãe quem conseguiu a consulta, pois na época não tínhamos esse acesso todo à informação que a internet ora nos proporciona. Lembro-me de ele ter dito que a opção para eu ouvir seria o IC. Mas na época, sem plano de saúde, sem saber como garantir os direitos, foi complicado… Passaram-se 15 anos até eu ter acesso a internet, e por ela informação e contato com outros implantados, e eu vim saber exatamente o que era o IC. Segundo minha fono, Silvia Curi, a vantagem de eu não ter realizado o IC nos idos de 1990 é que na época os implantes eram monocanais. Enfim, são caminhos da vida, e hoje sou grata à inclusão e qualidade de vida que o IC me proporciona. Super beijo pra vc!!!

  • Querida, é uma satisfação ver a surdez saindo do poço. Mas, acompanhando as Crônicas, não vejo nada sobre os verdadeiros surdos totais como eu. Sem AASI, aparelhos, surdos oralizados que só tem a voz e a leitura labial para se comunicar, continuamos á margem. Por favor, não aconselhe o uso desses recursos, se não usamos é porque não servem. Que tal olhar um pouco para nós?

    • Elizabeth,
      Te mandei um email.
      O espaço está aberto. Eu falo da minha propria experiência de vida, embora saiba que muuitos surdos oralizados não usam aasi nem ic.
      Se quiseres escrever sobre isso, o espaço é teu.
      Grande beijo,

  • Paulaaa querida!!! Estou encantada contigo e com todo esse sucesso do livro!! Parabéns mesmo!!! Muito bom ver tua consideração ao “Papa” do implante coclear, melhor médico possivel, assim que fores consulta com ele e com a Isabela, vou perguntar o que acharam do livro! heheh São excelentes medicos mesmo. E tu uma grande escritora cheia de sucesso pela frente!! Grande beijo e até sexta!! Quero uma dedicatória no livro! hehe beijooos

  • Paula, que bom estares em constante divulgação! Troca de experiências e conhecimentos!

    Muito bacana ver médicos e fonoaudiólogas no teu BLOG! E que este espaço seja pra propagar benefícios e meios de qualidade de vida aos com perda auditiva.

    Parabéns à COMUNICARE, pela iniciativa!

    Grande beijo!!

Deixe seu comentário