Crônicas da Surdez Deficiência Auditiva

Bilinguismo na educação de surdos

Quando se fala de surdez, o termo bilíngue significa que a pessoa sabe português e Libras, a Língua Brasileira de Sinais, que é utilizada por uma parcela de surdos, conhecidos como surdos sinalizados ou não oralizados. Muitos acreditam que todos os surdos sabem ler em português, ou que todos os surdos falam Libras, o que não é verdade!

Por isso, precisamos compartilhar informação, para que ninguém caia nessas mentiras sobre a surdez. E não é “8 ou 80”, esse meio é bem diverso, temos os surdos que falam 100% português, sem saber nada de sinais, aqueles que sabem um pouquinho, ou que são bilíngues fluentes nas duas línguas (50% a 50%), que falam Libras e sabem um pouco de português, ou 100% Libras, sem saber falar ou ler a língua portuguesa.

E, infelizmente, aqueles que sabem somente se comunicar pela língua sinalizada, encontram muitas dificuldades no dia a dia, afinal, até para assinar um documento é necessário ler, fazer interpretação de texto e escrever.

A alfabetização em português

Há pais e mães que recebem o diagnóstico de surdez do filho e ficam com uma certa angústia e dúvida dentro de si: “Meu filho vai estudar? Vai se formar, trabalhar, ter a vida dele, sendo surdo?”. Tenha paciência e arregace as mangas, porque a alfabetização é uma importante parte desta jornada, desde os primeiros anos da escola até a terceira idade.

Os pais de uma criança surda precisam entender que saber ler e escrever é fundamental para o desenvolvimento, para expressão, relações sociais, acadêmicas e profissionais, independentemente de deficiência ou não, e portanto, que façam tudo o que for possível para que seu filho seja alfabetizado na língua do país, no nosso caso, a língua portuguesa.

Saber ler vai além de reconhecer letras e as suas combinações, é também interpretar, associar uma palavra ao seu conceito abstrato e conseguir imaginar o que se está lendo. A leitura desenvolve o pensamento crítico e abre portas para infinitas informações, em livros, artigos científicos, e-mails, redes sociais, placas pelas ruas, e até em bula de remédio.

Portanto, tenha ciência de que não alfabetizar seu filho não deve ser uma opção, se você preza pela autonomia, liberdade e desenvolvimento pessoal dele. O hábito da leitura torna a pessoa capaz de se comunicar melhor, conseguir empregos melhores, estudar mais e faz bem à memória. Em uma simples pesquisa na internet sobre a importância da leitura, você terá certeza sobre a importância de alfabetizar seu filho, seja ele surdo ou não. Dito isso, vamos ao bilinguismo.

A Libras e o Português

Hoje é uma língua bem mais conhecida, e tem crescido em escolas, universidades e alguns canais de atendimentos do governo ou de grandes empresas, o que é bom por facilitar a vida de quem depende dela. Possui uma estrutura diferente do português – não é somente a tradução literal de cada palavra – e varia de região para região.

Infelizmente, há surdos não alfabetizados em português que têm seu acesso à informação restrito somente ao que possui língua de sinais. Você consegue se imaginar consumindo somente conteúdos em Libras, sem ler nada escrito, como seria difícil?

Hoje qualquer texto é facilmente traduzido de diversos idiomas para o português, no celular ou computador, permitindo que você desfrute dessa informação. E quem depende somente de língua de sinais, que é diferente de país para país? Não há nenhuma tradução rápida e fácil. O acesso ao conhecimento e socialização é muito mais amplo quando se lê e escreve bem o português. 

Entretanto, lembre-se que nem sempre a culpa é da pessoa surda: a falta de conhecimento afeta as nossas políticas públicas de educação, e os professores não são preparados para ensinar alunos com deficiência auditiva. Alguns alunos vão para escolas especiais ou até ficam sem estudar, e na educação para surdos enfrentam a escassez de profissionais qualificados no ensino da leitura e escrita, e nem todos os pais conseguem orientar o filho a ler em casa.

E como comprovam estudos, o cérebro humano tem uma janela temporal para aquisição da linguagem nos primeiros anos de vida, se nenhuma língua é aprendida, é extremamente difícil absorver posteriormente conceitos complexos e abstratos. Se só uma língua foi aprendida, depois é um pouco mais difícil, mas não impossível, aprender outras. 

Nem tudo é sim ou não: depende

Não existe estar certo ou errado quando se fala de ensinar Libras à qualquer pessoa: existe o que funciona, é útil e é o melhor para a comunicação acontecer. Se você é um adulto que teve surdez súbita, parando de ouvir de uma hora para outra, teria utilidade correr para aprender milhares de sinais? Não, pois pode buscar tecnologias para voltar a ouvir e retomar a comunicação habitual.

E uma criança com reabilitação auditiva, que fala, teria necessidade de aprender uma língua de sinais que ninguém do convívio dela sabe? Não é necessário, a não ser que seja por pura curiosidade e vontade. E aquela pessoa que cresceu sem ter acesso nenhum à aparelhos auditivos e implantes cocleares, ou até teve acesso, mas desistiu do uso e não aprendeu a oralizar? Aqui sim, temos um caso em que a língua de sinais é importante e necessária.

Cada surdez é única, cada história tem diversos fatores e cabe à família da criança surda avaliar, contando com o auxílio de fonoaudiólogos especializados em reabilitação auditiva se será necessário ou não aprender a língua de sinais. E quando a criança crescer e tiver autonomia, pode aprendê-la em qualquer momento.

E se você optar pelo bilinguismo?

O bilinguismo abre mais o leque de meios de comunicação de seu filho, assim como se aprende inglês e espanhol na escola, ele pode aprender Libras, que será útil se houver convívio com outros surdos usuários desse mesmo idioma. Aprender é um exercício saudável para o cérebro, seja um idioma novo ou a tocar um instrumento musical.

Por ser mais fácil de aprender do que o português, há profissionais de fonoaudiologia e educação que recomendam primeiro ensinar a ler e escrever, para depois introduzir a língua de sinais no aprendizado da criança surda, para que ela possa desenvolver a leitura, escrita e fala. Por exemplo, em vez de a criança pensar para falar/escrever uma palavra complexa, pensar se é “Ç” ou “SS”, “CH” ou “X”, se tem “~” ou “^”, essa palavra toda pode ser um sinal, com uma mão só, o que se torna mais simples em comparação com o português, afinal, nossa língua é uma sopa de letrinhas, não é?! 

A Libras difere do português por ser visual, não há pronúncia, e os sinais não possuem sons. Em português, as crianças aprendem que o “S” pode ter som de “Z”, que o “R” pode ter som de “RR” no início de palavras, entre outros detalhes que não existem em uma língua de sinais. Os verbos também mudam, por exemplo, temos as conjugações do verbo “trabalhar” como: eu trabalho, eu trabalhei, eu trabalharei, eu trabalharia, e muitas outras.

Traduzindo, o verbo não sofre flexão, são utilizados advérbios de tempo e o contexto, por exemplo, fazendo os sinais: “eu (1 sinal) trabalhar (1 sinal) amanhã (1 sinal), eu trabalhar ontem, eu trabalhar hoje”, em que o sinal de “trabalhar” é sempre o mesmo. 

Uma vantagem do bilinguismo é que em palestras, aulas, shows e até teatros, é mais comum haver intérpretes do que legendas ao vivo (embora na teoria deveria ter ambos). Assim, sabendo Libras, o surdo pode entender o que não conseguiu ouvir, mesmo com próteses auditivas ou leitura labial. Também, em caso de precisar ser um intérprete improvisado, os surdos bilíngues podem auxiliar ouvintes e surdos sinalizados a trocarem informações.

A realidade?

Há algumas escolas bilíngues para surdos nos país, mas os pais precisam saber que elas não ensinarão seu filho a oralizar, pois ensinam o português escrito e a Libras, sem incentivo para a fala e nem o uso de próteses auditivas, como se lê nos projetos pedagógicos dos cursos.

Infelizmente o português na maioria delas é bem básico, tanto que há alunos que não compreendem os comunicados da própria escola, ou as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), e solicitam tradução em Libras. Já outros, por ter incentivo à leitura em casa, desenvolvem bem a capacidade de redação e interpretação textual.

Portanto, se você preza pela capacidade de ler, escrever e falar, e tudo que isso proporcionará a seu filho, e quer que ele também aprenda Libras, pode matriculá-lo em uma escola regular (comum), onde há muitos estímulos para a oralização, e em um curso de Libras ao mesmo tempo (há cursos gratuitos em alguns lugares, procure se informar na sua cidade! Também existe muito conteúdo gratuito nas redes sociais e Youtube). Se matriculá-lo em escola bilíngue, deverá acompanhar a oralização em casa e com fonoaudiólogos, visto que na escola não haverá estímulos para tal. 

Assim sendo, não há mal em aprender Libras junto com o português, só tende a aumentar o conhecimento da criança. Apenas fique atento para não esquecer a alfabetização, a leitura e a escrita. Pela Lei Brasileira de Inclusãoos alunos podem solicitar um intérprete de Libras em sala de aula, em escolas regulares, sejam elas públicas ou particulares. E, no caso de escolas particulares, é proibido cobrar a mais do aluno surdo do que dos outros alunos, seja na mensalidade ou qualquer outra taxa. Pela lei, dependendo do nível de ensino (básico ou superior), a qualificação técnica do intérprete muda, sendo necessário que o mesmo também tenha curso superior se for interpretar uma aula de graduação ou pós-graduação. 

Só Libras?

É visível que saber só e somente só a língua de sinais, sem saber português, fecha muitas portas profissionais e sociais. Se até ouvintes já se sentem limitados quando não sabem inglês, imaginem não saber ler e escrever nenhuma língua. Desculpem-me os defensores das Libras como única língua dos surdos, mas saber escrever um simples e-mail, saber ler um jornal, um artigo acadêmico, e interpretar um texto, é fundamental!

Como transpassar em Libras a formalidade de palavras cultas como óbice, alfarrábio e beneplácito? Há termos jurídicos, antigos ou poéticos que não possuem tradução em sinais, termos que vão além do conceito puro, carregam consigo a formalidade, ou o juridiquês, ou a rima. Nas universidades que possuem cursos com palavras muito técnicas, os intérpretes criam um sinal junto com o aluno surdo, visto que não há nenhum pré-estabelecido. 

Em vista disso, opte você por Libras ou não, jamais esqueça de reforçar a importância da leitura e escrita em português. A própria lei que instituiu a Libras como meio legal de comunicação (Lei 10.436 de 2002), reforça:

“Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais – Libras não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa.”

Meu filho pode ser oralizado SEM língua de sinais?

Se existem pessoas que só falam Libras mesmo com a opção da oralização e próteses auditivas, portanto, em igual direito, eu, você e os pais de qualquer criança surda, também podemos escolher somente oralizar. Não desista mesmo que surjam comentários como: “Libras é a língua natural dele, está traindo a identidade surda, está fazendo sofrer”…

Sofrimento é não conseguir se comunicar e não saber ler e escrever! Se a comunicação dos pais com a criança surda está acontecendo por oralização, não há nada de errado. E como já vimos, um não necessariamente anula o outro, as pessoas podem trilhar os dois caminhos, aprendendo Libras e português, simultaneamente.

Fazer o implante coclear, ou o implante de condução óssea, ou o uso de aparelhos auditivos, é uma escolha dos pais, assim como há aqueles que arriscam uma cirurgia em um bebê que nasce com problemas visuais, para que ele volte a enxergar, ou cirurgia na coluna para que o filho possa andar, ou implantes para ouvir, há também aqueles que optam por não fazer cirurgia ou tratamento nenhum, e neste caso obviamente haverá muito mais dificuldades na vida da pessoa com deficiência e da família.

E, quando a criança se torna um adulto, é muito mais difícil, quase impossível ter o mesmo resultado com próteses auditivas do que teria se tivesse buscado reabilitação quando novo, afinal, são muitos anos de privação sonora e sem estímulos auditivos. Buscar reabilitação auditiva o quanto antes é fundamental. 

Relatos dos leitores

Veja aqui alguns comentários e relatos de membros do nosso grupo no Facebook para que você conheça as diferentes opiniões sobre o bilinguismo na educação de surdos: 

Amanda: “Minha filha tem 8 anos, tem perda leve com AASI bilateral faz Libras há um ano, não atrapalhou em nada a alfabetização na escola oralizada, com ela [Libras] consegue se comunicar com outras crianças que têm perda profunda ou severa, e passou a ser mais comunicativa e feliz ajudando os amigos! Ela já é considerada bilíngue, é lindo!”

Regiane: “Minha filha tem 5 anos…As fonoaudiólogas nas quais ela faz fonoterapia não recomendam Libras neste momento, só mais tarde, se ela tiver interesse pode aprender, agora atrapalha no seu desenvolvimento, uma vez que o processo de alfabetização em Língua Portuguesa está se iniciando. E eu concordo, pois não vejo a Libras como necessária, neste momento.”

Diana: “Eu não sou contra Libras, nos casos em que ela seja realmente necessária…Mas radicalmente contra esta imposição de que todos são obrigados a precisar…Eu tenho perda mista, moderadamente severa congênita e bilateral, proveniente de síndrome rara, associada a hidrocefalia e com anomalia craniofacial, que poderia dificultar a oralização. Nem preciso dizer que há 41 anos atrás não tínhamos todos os recursos que temos hoje… Eu contei com uma mãe “leoa”. Se eu tivesse caído nas mãos erradas, mesmo sem perda profunda, mas com hidrocefalia e anomalia craniofacial, teriam dito pra minha mãe que a minha língua natural era Libras e teriam me amputado e tirado a maior riqueza da minha vida: falar e escrever melhor do que a maioria dos ouvintes bem alfabetizados que eu conheço.”

Isabela: “Ninguém proíbe a criança aprender (LIbras), a questão é que queremos tirar essa ideia de que Libras é a primeira língua do surdo, e não é, pois sequer é a língua oficial do Brasil. Podemos aprender as duas coisas? Claro. Isso vai da escolha dos pais e do surdo, mas não dar a opção pra criança surda sobre o aprendizado da oralização é negligência.”

Jocilene: “Meu filho fez o implante com quase 5 anos hoje está com 10 anos. Até 2017 no não demonstrava interesse pela oralização, e a psicóloga que o atendia me disse que ele era um surdo nato, que tinha optado pela Libras. Não aceitei as palavras dela como um ponto final, pois na escola tinha muito dificuldade, até início do ano passado não lia nada. Então decidi ir mais longe busquei uma psicopedagoga, e ela começou a alfabetizá-lo com o “método das boquinhas”, foi um pontapé para oralização maravilhoso, agora ele tenta ler tudo que ver pela frente oralizando, e está fazendo também musicoterapia.”

Mayene: “Atendo uma criança com perda severa e apliquei Libras com o português e hoje ela está muito bem e está sendo oralizada, eu só tenho que falar bem, vejo grandes benefícios para o ensino a aprendizagem de crianças.”

Diana: “Não oralizei minha filha logo e acreditei que a Libras era melhor para ela. Errei feio, hoje ela que fala em colocar o implante e isso me corta o coração.” (Pois o implante não terá o mesmo resultado do que se fosse na infância.)

Roberta:Sempre agradeço à minha mãe, ela optou pela oralização desde pequena, sempre fui na escola regular, fonoaudióloga e psicólogo também, e realmente valeu a pena, e depois aprendi a Libras que é necessária com as pessoas, em forma comunicação, para dar um apoio aos outros. Cada um escolhe.”

Fátima: “Sou surda desde a adolescência. Sou implantada. Atualmente sou professora de surdos em um centro de reabilitação e educação especial. (Antes já havia feito outras faculdades.) Trabalho com o bilinguismo e vejo muita evolução dos alunos surdos. É muito importante trabalhar com oralização e Libras. Minhas colegas fonoaudiólogas fazem a parte da oralização e eu completo o resto, cognição, português (vocabulário bilíngue) e preparo para a vida. Não se deixe levar pela angústia ou considerar que a Libras irá dificultar a oralização [de sua filha]. Ela irá sim precisar de uma atenção maior, haja vista que apresenta outras dificuldades. Realmente, como a fonoaudióloga falou, a Libras é mais rápida e prática, porém não pode ser mais cômoda, quero dizer, ficar no comodismo de apenas essa alternativa.”

Gisela: “Eu sou mãe de um menino de 10 anos, que nasceu surdo e graças ao AASI e as fonoaudiólogas hoje é oralizado, mas foi e tem sido uma luta, porque sempre aparece alguém pra tentar excluir, principalmente na escola, querendo transferir ele para escolas bilíngues, que utilizam Libras. Um dia aceitei a transferência, mas ele chorou muito e não se adaptou. Decidi seguir o caminho da oralização. Quando ele crescer é com ele querer utilizar Libras ou não.

Sara: “Acho que libras só depois de oralizado, porque é muito mais fácil para eles aprenderem Libras. Experiência própria, minha [filha] é bilateral profunda, faz uso de AASI, oralizada e só agora vai aprender Libras como mais uma língua.”

Marcia: “Dizem que as mães que optam pela oralização tem preconceito com Libras, mas limitar o ser humano em um mundo de infinitas possibilidades e tecnologia, à Libras é o quê?”

Melissa: “Eu tenho uma filha que hoje está com 16 anos, ela aprendeu Libras desde pequena e também fala perfeitamente, acho que toda forma de comunicação é válida para ajudar o aprendizado e crescimento dos filhos, inclusive muitos familiares fizeram curso de Libras…Hoje ela usa pouco Libras e a comunicação é quase que 100% de forma oralizada, então no caso de minha filha, vejo que Libras não atrapalhou, ao contrário ajudou muito…”

Talita: “Acredito que toda forma de comunicação é válida. Minha filha implantada há quase 1 ano e meio sempre teve acesso às 2 formas de comunicação, eu fiz o curso e a fonoaudióloga ensina também Libras pra ela. Sempre fazendo o sinal e junto falando a palavra, e ela repete dessa maneira. Eu vejo que a Libras só nos ajudou! E não existe isso “Ah a criança vai ficar com preguiça de falar, se aprender libras”. Se a criança quiser falar ela vai falar independente do que aconteça.”

Joana: “Meu filho tem 2 anos e meio e foi implantado há 1 ano. Optamos apenas pela oralização e ele está indo muito bem, até já forma pequenas frases. Depois que ele estiver oralizado, quero muito que ele aprenda a Libras. Mas isso vai muito de família pra família, e às vezes a criança não se dá bem com a oralização também.”

Maria: “É preciso levar em conta que essas duas línguas são muito diferentes uma da outra, com gramáticas completamente diferentes. Você terá de trabalhar muito na gramática portuguesa pois tem muitas regras e é uma das mais complexas que há. Na Libras não existe verbos no passado ou futuro. Por isso os surdos sinalizados podem ter dificuldade com a estruturas das frases do português, se não forem bem trabalhados neste aspecto.”

E você, o que acha? O que escolheu para seu filho? Conte pra gente lá no nosso Grupo do Facebook!

Seja o primeiro a amar.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

1 Comentário

  • Todos exemplos que conheço de pessoas que optaram por não ensinar libras para os filhos estão com os filhos analfabetos , não oralizados e não incluídos em lugar nenhum … usando mímica …???

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