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Aparelhos Auditivos

Causos da Europa II

Esse foi de chorar encolhida no cantinho!! 🙂

Pegamos um vôo em Barcelona com destino a Paris, naquela companhia aérea creuza horrorosa chamada RyanAir. Nem me perguntem porque comprei passagens lá, acho que estava bêbada quando fiz isso. Gastei muito mais do que teria gasto na AirFrance ou British Airways. Melhor deixar pra lá, nem gosto de me lembrar da experiência. Afffff!

Chegando no aeroporto de Beauvais em Paris, a Ju foi ao banheiro e eu fui incumbida da tarefa de aguardar as malas na esteira. Passaram 20, 30, 40 minutos…e nada das malas!! Quando a esteira parou de funcionar e nenhuma apareceu, caiu a ficha: perderam as nossas malas.

Aí, começou o nosso calvário. Barreiras de comunicação parte II!!

Fui direto pro setor de malas perdidas e dei de cara com um francês chato, que falava um inglês sofrível. Ficamos uma hora preenchendo os papéis, escolhendo fotos que fossem parecidas com as malas, aquela burocracia que conhecemos bem. Dias depois fomos saber que o francês teve a capacidade de colocar no sistema nossos emails errados e ainda por cima, em vez de colocar o telefone do hotel onde estávamos hospedadas, colocou o telefone celular da mãe da Ju – e ligava pra ela e falava em francês. Que tal??

Nosso hotel tinha um staff bem rude – povo francês fazendo jus à fama, ehehehe. Quando ligavam do aeroporto e estávamos na rua, eles não anotavam os recados. Se pedíamos que ligassem para lá, diziam que não podiam nos ajudar. Vocês sabem o sufoco que é quando alguém liga por nós para algum 0800: se for de banco ou cartão de crédito, pior ainda! Quando lembramos que tínhamos um seguro contra perda de malas no Mastercard, a Ju ligou pra lá e relatou todo o caso. A sorte foi que a funcionária que atendeu foi atenciosa e compreensiva, e aceitou que a Ju passasse o meu caso também. Milagre!!! O mínimo que eu esperava era que dissessem que sentiam muito mas que, se eu não falasse ao telefone, não poderiam me ajudar.

Ficamos uma semana sendo enroladas pela companhia aérea. A pobre da Ju passava horas ao telefone toda noite com o pessoal do Mastercard – se não fossem eles, duvido que nossas malas tivessem aparecido.

O tempo todo, só conseguia pensar: ” e se eu tivesse viajado com alguém que também não escutasse ao telefone?? “.

Isso é problemático para quem é surdo. Se viajar sozinho, o jeito é rezar para que nenhum imprevisto que só possa ser resolvido pelo telefone aconteça.

No último dia em Paris, tínhamos um trem marcado para a Riviera Francesa às 19hs. As malas chegaram às 15:00hs. Eu já nem tinha mais esperança, achei que fôssemos para a praia com a roupa do corpo. Foram 24 horas de tensão total, porque o pessoal do hotel nos dava recados loucos ‘o aeroporto ligou’, ‘o aeroporto ligou e desligou na nossa cara’, ‘o aeroporto ligou e pediu que vocês liguem para eles’. Como a Ju não falava inglês nem francês, não adiantava ela ligar para lá, então ela ligava pro Mastercard. E deles, tínhamos a instrução de não sair do hotel de jeito nenhum enquanto as malas não chegassem. Tiramos algumas sonecas na recepção, por medo que a má vontade dos franceses nos pregasse uma peça. Imagina se o funcionário do hotel inventasse pro pessoal que foi entregar as malas que já tínhamos saído? Deus o livre!

Antes que vocês digam ‘ah, que exagerada, eles não fariam isso’, eles deram o nosso quarto para um casal de senhores da terceira idade durante a nossa estadia. Foi assim: uma tarde, estávamos saindo do quarto, a Ju segurou o elevador e o casal saiu do elevador e foi caminhando na mesma direção onde ficava a nossa porta. Achei tão bonitinho os dois velhinhos (sim, eram dois senhores de uns 70 anos) de mãos dadas, num clima romântico bem parisiense, que fiquei olhando. Quando vi, um deles coloca a chave…na nossa porta! E abre!! Aí fui lá “no, no, this is our bedroom’, e mostrei a chave. Resultado: descemos os 4 no elevador pra dar um piti na recepção. Imaginem a cena: nós de pijama ou saindo do banho, e os dois abrem a porta! Seria cômico!!!! Rsrsrsrs.

Numa situação como essa, quem não escuta E não fala no telefone fica bem ciente da sua limitação. É uma sensação de tapa na cara!! Por isso que sempre digo que a gente não supera a surdez, mas sim aprende a conviver com as limitações que ela nos traz. E, claro, a contornar essas limitações com criatividade e bom humor.

Só para constar: conectando meu Tek ao celular, eu consigo escutar sim. Só que não entendo quase nada do que me dizem (helloo, pessoa que foge do treinamento auditivo). É como se me ligassem e falassem em chinês. Sim, tenho que me esforçar mais a respeito disso, admitp! 🙂

Sobre

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 38 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

26 Comentários

  • Mariana
    01/02/2014 at 12:03 am

    Olá Paula achei seu blog quando estava procurando sobre aparelho auditivo e viagens, adorei tudo o que li até agora. Tenho 22 anos e uso aparelho auditivo desde que tinha 13 anos, consegui me adaptar bem e hoje me sinto incomodada quando estou sem ele. Eu vi que você já fez viagens internacionais e gostaria de te perguntar como é o processo do visto para quem usa o aparelho nessas viagens? Pergunto isso porque tenho uma viagem marcada para os EUA em março e no mês que vem vou ao consulado para o visto, é necessário apresentar algum laudo médico que comprove que eu uso o aparelho de fato? Irá aparecer algo no meu passaporte que indique que eu uso o aparelho? Estou preocupa com relação a isso por causa da segurança tanto do consulado quanto nos aeroportos já nesses locais há detectores de metal, não queria fazer a entrevista sem meu aparelho.

    Obrigada e parabéns pelo seu blog!

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  • Juliana Moreira
    19/07/2011 at 7:52 pm

    Paula,
    entender ao telefone realmente é complicado, mas eu consigo. Onde eu trabalho, eu uso o telefone. Só quando a ligação é muito baixa ou chiada que eu passo para alguém.
    Eu uso aparelhos analógicos nos dois ouvidos, a perda é severa a profunda em OE e profunda no OD. Meus aparelhos danavox possuem uma chave que eu altero para falar ao telefone. Isso impede que o som do tel se misture com o som ambiente, acho que vc sabe do que se trata. O inconveniente é que alguns aparelhos de celular e sem fio causam interferência, o que faz com que eu perca tempo testando antes de comprar um novo.
    Para entender o telefone, tive muita paciência. Não sei quando que consegui, mas já faz tempo. Fiz terapia auditiva há uns três anos e desde então raramente peço para a pessoa repetir, o que melhorou o que eu já conseguia. E também tenho meus momentos de ouvir sem leitura labial, o que vem melhorando ao longo do tempo, esses dias mesmo estava ouvindo rádio do carro.
    Meu próximo desafio é aprender a falar e entender uma nova língua. Só sei inglês e espanhol escrito, e falo alguma coisa.
    Quando fiz cursinho logo desanimava, pois o professor colocava o CD de áudio para ouvirmos um texto e em seguida vinha a interpretação daquele texto. Como era complicado para o professor repetir para que eu lesse os lábios, já que eles diziam que nunca seria idêntico à fala dos americanos, não conseguia acompanhar as aulas. Minhas avaliações orais eram diferenciadas, isto que me desanimou. Mas a luta continua =) Vou tentar estudar em casa mesmo, assistindo DVDs sem legenda e prestando atenção na leitura labial.
    E me diga uma coisa, você aprendeu francês e inglês antes da perda auditiva? Se não, como que foi o aprendizado?

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      20/07/2011 at 10:15 am

      Ju
      A minha perda auditiva é progressiva, ou seja, quando criança eu escutava bem mais que agora.
      Aprendi inglês no colégio e em cursinhos tipo Yázigi.
      Já o francês eu fiz um semestre só em 2002…e na época eu nem usava meus aparelhos auditivos, de teimosa. Mas mesmo assim deu pra aprender. A unica coisa complicada era na hora do CD tbem….hahahaha!!
      Acho q vc pode procurar cursos de ingles, explicar o seu diferencial, e ver qual deles oferece a melhor solução!
      Beijos,

      Responder
  • sonia
    19/07/2011 at 4:24 pm

    Sou leitora assídua do sweetest, muito bom seus posts sobre a viagem, me divertia lendo, vc é muito engraçada !!! sempre entro aqui pra ler seus posts tbém. Não tenho essa deficiência mas acho muito interessante saber desses detalhes. Desculpe minha curiosidade, mas vc trabalha com o que ? E pra atender ao telefone, como faz? Bjs e parabéns pelo blog !

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    • Crônicas da Surdez
      20/07/2011 at 11:02 am

      Oi Sonia,
      Ish, eu nao atendo telefone, porque escuto o que me dizem mas não entendo.
      Aí, evito!
      rsrsrsrs
      Beijosss

      Responder
  • Deni
    13/07/2011 at 9:38 am

    que sofrimento Paula! mas do que a barreira da língua, é o telefone mesmo… concordo.
    mas eu aprendi a passar óleo de peroba na minha cara de pau e ainda uso o famoso olhar do gato do Sherek… hehehe… se for homem, funciona sempre, mulher tem de sondar antes quais as mais empáticas 😉

    bjos e que venha a próxima Eurotrip sem estresses! (agora já aprendeu os macetes)

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  • Anna
    12/07/2011 at 9:47 pm

    Esse lance de telefone é realmente ruim, nos deixa de mãos atadas… é a única coisa que não me deixa ser 100% independente. O resto , como conversas (mesmo em outros idiomas) é possível ‘resolver’, mas tel é de fato uma barreira (ainda) intransponível.
    bjs, Paula!

    Responder
  • Nathália Magro
    12/07/2011 at 12:01 pm

    Paula, minha mommy tb é deficiente auditiva. Ela tinha audição perfeita, mas certa feita, ela começou a perder a audição. Os médicos não sabem dizer se é genético ou se é em virtude de mtos antibióticos ototóxicos q ela teve q tomar em virtude de um problema renal crônico. Atualmente, ela já possui perda severa.
    Conheci seu blog há pouco tempo e muito ele tem me informado e, tb, alertado. Vários dos problemas q vc relata, minha mãe tb vivencia.
    É frustrante não poder fazer muita coisa para ajudá-la!!! O mundo é despreparado para lidar com as pessoas com dificuldade auditiva e as pessoas tb.
    Recomendei seu blog pra ela. Ela deu uma olhadinha rápida, pq está ocupada escrevendo a tese de doutorado dela. Mas ela gostou e disse q vai dps le-lo mais atentamente.
    Parabéns pelo blog! Eu o amo!
    Beijos
    Nathália

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    • Crônicas da Surdez
      12/07/2011 at 12:29 pm

      Nat,
      Fico muito feliz de saber que indicastes o Crônicas a ela.
      =)
      E também de saber que tu és leitora!
      Espero que ela volte aqui e dê um alô.
      O que precisar, grita.
      Beijo,

      Responder
  • Lak Lobato
    12/07/2011 at 12:40 am

    Hehehe sou só elogios com Paris, sorry… Consegui resolver TUDO sem ajuda do marido, que me obrigou a ficar de interprete só pq eu falo francês e ele não. Até mesmo uma ligação que precisei fazer, resolvi na portaria do hotel ‘sou surda e ele não fala francês’…
    E vc pagou meia na Torre Eiffel? Com sua ‘acompanhante’ idem?
    Beijocas

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      12/07/2011 at 9:59 am

      Meia na Torre Eiffel?? Não sabia disso!!! Como é que funciona??
      Fui com 2 amigos, a Ju e o Francisco, no topo da torre, e pagamos inteira!
      :/
      Me conta como é isso!

      Responder
      • Maria
        12/07/2011 at 3:17 pm

        Em Portugal, surdos não pagam entrada para qualquer museu e oceanário, é de graça! Não sei como é em outros países da UE.

        Eu estava num museu de azulejos e falei pro moço do balcão que eu era surda, ai ele diz: “tenho uma surpresa para você!”, me mostrou um papelzinho com a mão escondendo alguma coisa e depois tirou a mão, fui ler: ” zero EURO”. Foi SUPER legal o jeito que o moço me tratou!

        Responder
        • Crônicas da Surdez
          13/07/2011 at 3:11 pm

          Ah se eu soubesse disso antes, teria economizado uma grana!
          Mas como faz pra provar que é surdo?

          Responder
          • Lak Lobato
            13/07/2011 at 7:59 pm

            Sim, eu mostrei o aparelho auditivo (na verdade, a parte externa do IC) e tanto eu quanto o Edu pagamos meia, pq ele recebe direito de acompanhante!

          • Maria
            14/07/2011 at 6:48 pm

            Eu não precisei provar que era surda em Portugal, só cheguei falando: “Olá, sou surda, quanto custa o ingresso?” e os portugueses me deram ingresso de graça e fiquei sem entender. Depois descobri que era lei lá!

            Tentei ganhar desconto num ingresso de Tour de ônibus em Londres, mas eu teria de provar que era surda com uma carteirinha. A inglesa pediu uma carteirinha, mas não sei onde arrumar uma! Fiz pesquisa em todo lugar que pensei, sou cidadã européia e não achei nada. E eu não uso aparelho nenhum, ai complica porque a deficiência é invisível!

  • Greize
    11/07/2011 at 9:18 pm

    Nada ver com o post.Mas vi essa semana duas surdas modelos, dando entrevistas.Um a usuária de LIBRAS a outra oralizada e usuária de Implante Colclear.
    Deixo os links.
    Vanessa Vidal: http://youtu.be/iQS-ds0I2mQ
    Brenda Costa: http://gente.ig.com.br/brenda+costa+antonia+percebeu+nossa+deficiencia+mas+se+comunica+perfeitamente+conosco/n1597074101115.html

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      12/07/2011 at 10:02 am

      Ueba, adorei a dica Greize!!!!

      Responder
    • Crônicas da Surdez
      12/07/2011 at 10:07 am

      Acabei de ler a entrevista, e colocaram que ela fez uma cirurgia para ‘recuperar uma parte da surdez’!!
      Hahahahaha, esses repórteres que nao pesquisam antes de escrever as coisas!

      Responder
  • Greize
    11/07/2011 at 7:21 pm

    Sobre os franceses, não assusto, tdos que foram e , até em filmes, mostram como eles são “delicados”, com turistas.Uma amiga minha foi foi falar em inglês,com um francês, ele respondeu fala: em francês.Phá na cara né..
    Qdo eles vem aqui no Brasil, devíamos fazer o mesmo.Nosso país nosso idioma.Mas quer saber ,nosso país é tão cheio de problemas,mas é um povo acolhedor.
    Acho que nem com o treinamento auditivo, melhora ao telefone não, só melhora voz, para quem te dificuldade, e memória de sons.Eu acho.
    Agora sobre os casal de velhinhos, pense que seria mto pior vcs saírem, e na volta dessem de cara com eles de pijama, ou sem nada né, a cena seria mto, mas mto pior.hehehehehe
    Sobre surdez, aceitar, é difícil, prefiro dizer adaptar.Tdo dia, em qualquer lugar do mundo.

    Responder
  • Maria
    11/07/2011 at 1:35 pm

    Nossa, que horror! Já extraviaram uma mala do meu pai, pela TAP, e o meu destino final era Londres. A companhia aérea nos pagou 500 dólares por dia até entregarem a mala, que chegou no mesmo dia no hotel!

    A pergunta é: a companhia aérea te pagou pelo menos 500 dólares diários para gastar com roupas? Isso é lei!

    Já estive em Paris duas vezes e nunca tive problemas com os hotéis. Todos os funcionários sempre foram muito prestativos.

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      12/07/2011 at 10:18 am

      A ryanair não nos pagou 1 real, e complicou a nossa tentativa de reaver qqr $$ como pôde.
      largamos de mão!

      Responder
      • Maria
        12/07/2011 at 3:19 pm

        Que absurdo! =(
        Na próxima vez vá nas outras que tenham indicação de quem já viajou!

        Responder
  • Marcela Cordeiro22@hotmail.com
    11/07/2011 at 1:08 pm

    Ai, essa do treinamento auditivo dá uma preguiça…rsss
    Sou a mesma coisa, escuto a voz no telefone, mas não ouço coisíssima nenhuma. No meu trabalho sofro com isso, as funcionárias não ligam do fato de eu não poder atender o telefone, são tranquilas, já a minha chefe não gosta disso, as vezes reclama disso 🙁
    Mas e os franceses hein… filhos da mãe!
    Onde já se viu sendo rudes?!aff!

    Bjoks

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      12/07/2011 at 10:20 am

      Sua chefe nao pode reclamar disso, é um absurdo!!!!!
      É o mesmo que ela reclamar de uma pessoa que usa muleta e não consegue subir as escadas!
      Fica esperta, Marcela!!
      Esse tipo de atitude é discriminação braba e rola até processo!

      Responder
  • Julie
    11/07/2011 at 11:15 am

    Jesus! Paula, e eu achando que o episódio do taxi na Grécia tinha sido horrível!
    É inacreditável como tem pessoas irresponsáveis em todos os lugares do mundo. Se para quem escuta isso já seria um calvário, sem escutar foi muito pior. Sorte a de vocês por conseguirem ajuda do seguro da Mastercard. Fico imaginando se não foi uma “vingancinha” do povo do hotel ter dado o quarto de vocês para o casal de velhinhos (por ter que passar os recados do aeroporto, eita povo chato, hein?).,
    Acho que você tem mesmo que investir pesado no treinamento auditivo, isso só vai te ajudar, falo isso por experiência própria, ainda sofro com o telefone, mas bem menos, consigo compreender mais o que as pessoas falam, já não é chinês, rsrs, é um português um pouco truncado, mas sai.
    Ri muito com a expressão “companhia aérea creuza”.
    Beijos, te desejo mais sorte nas próximas viagens.

    Responder

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