Implante Coclear

Implante Coclear: verdades e mentiras

Você tem curiosidade de saber sobre as verdades e mentiras do implante coclear? Me repassaram pelo Facebook informações a respeito de um livro que fala que o Implante Coclear pretende ‘normalizar’ as crianças surdas e o quanto se deve resistir a ele. Repasso a vocês as informações que recebi para que vocês leiam e formem as suas opiniões.

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‘Na contracapa, a Profa. Ronice Quadros apresenta: Patrícia Luiza Ferreira Rezende traz em IMPLANTE COCLEAR: NORMALIZAÇÃO E RESISTÊNCIA SURDA uma reflexão sobre os campos de tensão existentes sobre os corpos surdos. É uma leitura densa e perspicaz sobre as relações complexas envolvidas na questão do implante coclear envolvendo vários autores, entre eles, os surdos, os pais, os médicos e os fonoaudiólogos. A tensão parte da exclusão da criança surda implantada da comunidade surda.

A proibição da língua de sinais pelos que fazem o encaminhamento do implante coclear representa uma violência para os surdos, pois inviabiliza a criança surda a se reconhecer parte da comunidade surda. A complexidade dessas relações é discutida pela autora a partir de sua perspectiva enquanto surda, integrante da comunidade surda brasileira. É uma leitura que desestabiliza o outro e a nós mesmos e nos provoca a construir novos olhares sobre a questão. Assim, convidamos a vocês, leitores, a aceitar este desafio e adentrar nessa leitura”. Para ler a tese de doutorado da autora do livro, clique aqui.

Este blog está careca de publicar casos de sucesso do implante coclear, de crianças a adultos. Como foi muito bem dito por um amigo meu, Gilberto Ferreira, “o que me entristece nessa história de cultura/resistência/comunidade surda é a defesa da exclusão social. Num mundo que precisa, como nunca, de integração, escolhem a segregação própria… Acho isso triste!” Pois eu também acho triste. Outro amigo, Thales Lobo, me disse o seguinte: “E não só a segregação própria, mas a alheia. Porque ninguém está querendo obrigar ninguém a fazer nada que não queira. Por exemplo, não existe um movimento dos ouvintes ou dos surdos oralizados querendo forçar os surdos sinalizados a fazer IC.
O que existe, isto sim, é uma reação dos sinalizados contra a oportunidade de os pais de crianças surdas oferecerem o IC a seus filhos. Ninguém aqui está combatendo “os surdos sinalizados”, mas esse “sindicalismo” que fala supostamente “em nome” da “ideologia” da sinalização, que parece partir do pressuposto de que os “Surdos” são uma outra espécie, cujos “corpos Surdos” são propriedade do “sindicato”, e o “sindicato” é quem sabe o que é melhor, só o “sindicato” pode apreciar o seu “ser “ser surdo”; os pais, meros membros da espécie humana, não são capazes de amar, querer o melhor e tomar decisões informadas por esse amor para com essas crianças.
A Libras é uma língua e uma cultura como as demais línguas e culturas, e tem o direito de existir, argumenta a “ideologia” do “sindicato dos surdos”. Concordamos. Mas nenhuma língua, nenhuma cultura luta para sequestrar as crianças, contra a vontade dos pais, para que elas sirvam à propagação da cultura. O bonito das línguas e das culturas é, justamente, que elas se enriquecem em contato umas com as outras. Mas não a “cultura Surda” (nessa versão ideologizada, que é, certamente, uma caricatura da cultura que evolui a partir do uso da língua de sinais). Ela advoga ser a única proprietária dos “corpos surdos”, que existem para propagá-la.
A língua de sinais, que devia ser um fator de integração, uma ponte, não só entre os surdos sinalizados, mas, por que não, entre sinalizados, ouvintes, oralizados, falantes português, de espanhol, de inglês, de tupi, passa a ser um muro, uma barreira que separa os sinalizados da “raça inferior” “implantada”, que pode ser “tentada” a falar uma língua oral graças à maldade desses pais que quiseram aumentar as opções culturais dos filhos “medicalizando-os”. Acho que pouca coisa merece mais valor do que a existência de diversas línguas, diversas culturas e o diálogo entre elas. Mas esse diálogo exige que elas não se fechem em si, que elas se abram para a experiência universal da humanidade, que elas busquem o que existe de verdadeiro e comum às visões de todas as culturas, em todos os lugares e todos os tempos.”

Qual a diferença básica entre surdos sinalizados e surdos oralizados?

Os primeiros sabem o que é ser surdo, os segundos sabem o que é se tornar surdo. Sabemos o que é a perda de um sentido pois soubemos como foi ter esse sentido e todas as maravilhas e toda a segurança proporcionada por ele. Eu  não sou menos surda do que você e você não é menos surdo do que eu. Você não é superior por usar língua de sinais e eu não sou superior por querer ouvir.
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Já diziam John Lennon e Yoko Ono há muitas décadas atrás: não odeie o que você não compreende!!
Reproduzo abaixo o depoimento da Lak Lobato, do Desculpe Não Ouvi, sobre o seu implante coclear bilateral.
“Lamento imensamente que haja pessoas capazes de falar mal do implante coclear
Eu passei 23 anos de minha vida em silêncio. Silêncio este que não escolhi. Ele veio numa noite quando faltava poucas semanas para completar 10 anos e levou embora a capacidade sensorial que nos conecta com o mundo ao nosso redor. Seria mentira se eu dissesse que fui infeliz nesses 23 anos. Quem me conheceu durante esse período sabe que sempre fui uma pessoa alegre, que tirava de letra todas as mazelas do dia a dia. Eu sempre estudei. Namorei muito. Fiz todos os cursos e viagens que o meu bolso (e da minha mãe) me permitiu. Minha vida nunca foi menor ou incompleta só porque eu tinha deficiência auditiva. Mas, confesso que sempre senti falta de ouvir.
Somos seres sensoriais. Gostamos do toque firme de um abraço. Do cheirinho de pão quente e café recém passado de manhã. Fazemos poesia para a beleza do pôr-do-sol. Adoramos o sabor das frutas frescas colhidas direto do pé. Por que ouvir seria diferente? Nosso entusiasmo depende muito do que sentimos, do estímulo desses sentidos que nos definem como seres humanos. E, como meu sentido auditivo me foi negado pela biologia, coube buscar recursos tecnológicos para poder alcança-lo novamente. O implante coclear não é barato, concordo. Há pessoas que ganham dinheiro com ele, também concordo. Mas são essas mesmas pessoas que tornam essa realidade possível. E quem pode mensurar o valor monetário do pôr-do-sol ou o preço de um abraço apertado dado pelo ente amado num dia frio?
Quanto você estaria disposto a pagar por aquilo que torna a vida melhor, mais intensa e verdadeira? Depois de 23 anos de silêncio, foi graças ao implante coclear que pude ouvir o som da chuva. O barulho do mar. Descobrir que o miado dos gatos é um som e que não tem nada a ver com a palavra “miau” que usam para se referir a isso. Pude gargalhar com o som da pipoca estourando no meio de uma tarde chuvosa. Pude me surpreender com o som da minha própria respiração… Três anos depois, um novo milagre: o segundo IC me deu acesso outra vez à voz humana. E pude descobrir o valor imensurável de cada palavra que, lentamente, era capaz de decifrar. Frases que tomaram conta do meu cotidiano. Descobri que as pessoas falam enquanto abraçam. Que o sotaque dos cariocas é delicioso de ouvir.
Descobri que as palavras cantadas ficam diferentes das faladas. Descobri o que é uma jura de amor dita ao pé do ouvido. Que facilidade é pegar o telefone e trazer pro fundo da alma a voz de un amigo querido a 450km de distância. Tudo isso e mais um número infinito de sons que sou incapaz de listar, são o valor que define o implante coclear. Quando país de crianças nascidas surdas escolhem o IC para seus filhos, não é porque querem que seus filhos sejam perfeitos, ou porque querem esconder uma deficiência. Eles querem que os filhos tenham acesso a todas as experiências riquíssimas que só são possíveis através do sentido auditivo.
E privar crianças dessa experiência só porque tem gente preocupada em manter uma cultura deveria ser considerado crime. A cultura deveria servir seres humanos e não humanos serem escravos dela! O IC não impede ninguém de aprender qualquer idioma que seja. Tampouco proíbe que a LIBRAS seja o primeiro idioma de alguém. Mas negar o IC, criar teorias conspiratórias, propagar lendas falaciosas, ameaçar exclusão do grupo aos que optam por tentar ouvir, isso tudo impede o real direito inalienável de escolha.
Quando optei por divulgar o IC, em momento algum tive pretensão de me tornar porta-voz dessa tecnologia. Eu apenas amei poder voltar a escutar. Mesmo ciente que não estava curada. Apenas tenho acesso ao som através de um recurso tecnológico. Mas, a revelia das minhas pretensões, se é de mim que esperam uma resposta, aí está: que o medo não nos torne reféns! O implante coclear é uma das maiores invenções da medicina. Que todos aqueles que tenham indicação para usá-lo, tenham também oportunidade. Ele vale a pena! Torna a vida mais rica, mais intensa, mais completa. Falo isso pelas minhas experiências diárias, relatadas com paixão, com sinceridade, com humildade. Apenas tudo o que desejo para qualquer outro ser humano. Sem querer nada em troca!”
Como qualquer cirurgia, o IC está sujeito a riscos. Acho grave que se use algum caso de insucesso isolado para aniquilar os milhares de casos de sucesso. Em hipótese alguma devemos esquecer que um surdo que fez IC não deixa jamais de ser surdo.

E, como sempre digo, esse tipo de rebuliço só ocorre na deficiência auditiva – alguém consegue imaginar que pais de crianças cegas poderiam não oferecer a elas a chance de enxergar, se pudessem, em prol da continuidade do Braille?

Vamos deixar os pais das crianças surdas decidirem sozinhos, apenas apresentando nossas histórias de vida. Querer influenciar alguém a fazer ou não fazer alguma coisa, especialmente se for propagando medo e mentiras, não é nem um pouco ético.
91 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

51 Comentários

  • Oi, a vida está cada dia mais difícil pra mim, meu bebê de 4 meses não está respondendo a nenhum barulho. é muito triste ver meu bebê deitado e eu chamar e ele não responde com nenhum movimento. as vezes penso em desistir estou entrando em depressão.

    • Olá tbm estou passando por isso mas o bebê agora está com 13 meses e aguarda o implante coclear,oque posso dizer é que não se desespere afinal essa deficiência tem grandes chances de retorno com o implante

  • Tenho 32 anos e há 8 anos fui diagnosticada com otosclerose e a cada dia o mundo me parece mais silencioso. Mesmo fazendo uso de prótese (NOS DOIS OUVIDOS) não tem sido fácil.Compreendo perfeitamente o que é ter o prazer de ouvir e de repente não mais ouvir o som da voz de um filho ou sua música preferida….Mesmo assim aproveito ao máximo cada dia,ainda que no silêncio.

  • …EH EH.. HÁ 07 ANOS PERDI A AUDIÇÃO… TENHO 43 ANOS.. E NEM ME PREOCUPO COM IC, LIBRAS E NADA…

    OS MEDICOS SE APAVORAM COM MEU CASO RARISSIMO… (SEM UMA ETIOLOGIA ATUAL)

    NEM SABEM EXPLICAR PQ O MEU CEREBRO, QUE PAROU DE OUVIR, NESTE TEMPO, NAO ATRAPALHOU MINHA DICÇÃO…

    VIVO TRANQUILO, É BEM CERTO QUE TODO MUNDO SUMIU.. NAMORADA NEM PENSAR..KKKKKK

    MAS A FÉ QUE ME ANIMA, ME DIZ: “A VIDA É MUITO MAIS DO QUE ISSO DAQUI…”

    FAÇO QSE TUDO O QUE FAZIA ANTES, APENAS O FUTEBOL QUE PAREI PQ NAO TENHO A MESMA ESTABILIDADE…

    SDS

  • Eu estou pesquisando esse assunto e pelo que vi essa dicotomia entre IC X Libras é um pouco fruto de desinformação. Várias pesquisas mostram que cada caso de Implantado é diferente de outro, o correto seria construir um currículo de ensino para cada caso, determinando o quanto de libras ou de oralidade deve ser usado ou se pode ser um ensino somente de oralidade. Nos EUA já é feito isso a partir da avaliação pedagógica da criança. Enquanto aqui no Brasil se discute a surdez como marginalização, ditadura dos ouvintes, obrigatoriedade do IC, etc, lá nos EUA a discussão é outra.
    O principal é o ponto de vista pedagógico, o quanto a criança vai conseguir aprender sobre fonemas, vocalização, habilidades orais, capacidade de escutar e discernir sons. O IC é um recurso mas não resolve magicamente todos os problemas de aprendizagem, em alguns casos uma base de libras pode ajudar depois a criança com a linguagem falada. A tese de que Libras prejudica a evolução da fala de implantados já é questionada em muitos artigos científicos. Inclusive há trabalhos específicos sobre crianças que já falam Libras e recebem o IC, conseguindo fazer a transposição para a oralidade, abandonando Libras ou se tornado Bilíngues.
    Esse é um artigo que eu gostei muito falando sobre isso:

    http://www.gallaudet.edu/clerc_center/information_and_resources/cochlear_implant_education_center/resources/clerc_center_articles_and_publications_on_cochlear_implants_/why_include_sign_language.html

  • Olá, meu nome é Carolina e sou mãe do Davi , biimplantado há 5 meses, com 3 anos e 9 meses de idade. Sou relativamente nova em todo o contexto da oralização x libras, mas posso dizer da história da minha família.
    Primeiramente,sou a favor da comunicação em geral, mas com o ic posso oferecer que meu filho escute novamente. E consequentemente , espero que ajude em sua oralização. Sim sou a favor da oralização, pois acredito que assim seja mais fácil sua socialização com o mundo.
    Não descarto e nem julgo a utilização da linguagem de sinais, mas nunca privaria meu filho de utilizar uma tecnologia p poder ouvir novamente. O Davi nasceu ouvindo , mas perdeu sua audição antes de seu 1 ano de idade. Graças ao ic, ele está em uma escola regular, todo contente e se relacionando com vários coleguinhas. Talvez utilizando libras , ele estaria em uma escola especial e seria muito mais difícil sua inclusão . Digo isso, pois trabalho na área e garanto que a maioria das escolas regulares não estão preparadas p inclusão ou inserir libras na alfabetização, é triste ,mas verdade.
    E como poderia privar meu anjinho de escutar o barulho do tel qdo toca, ou escutar ele fazendo o estalo do beijo(som q ele faz agora, pois escuta) dentre tantos outros…vejo muitas pessoas dizendo que o implante coclear não faz milagres, que vc não ouve 100%etc…. E eu digo bobagem, p mim é um milagre, pq o Davi está ouvindo com seu toque , com seus olhos , com o cheiro, e agora com seus implantes, que era a peça que faltava p seus desenvolvimento.
    Lak e Paula, continuem com o trabalho incrível que vcs fazem , pois é muito importante p nós, vcs não rotulam o “o ser surdo”,”ser oralizados”, “ser implantado”, “ser sinalizados”, só transmitem o qto foi bom p suas vidas o voltar a ouvir. Isso que importa ser feliz e isso é o que mais quero p o Davi ! Bjos

  • Cara… Eu queria ser tão famoso quanto a Lak e a Paula, mas se é pra ser APORRINHADO desse jeito, prefiro que espetar bambu embaixo da minha unha.

    Vou lá brincar com meu MARRAPHONE EXPERT, que é mais legal.

  • GOSTARIA DE DIZER QUE MEU FILHO NASCEU COM SURDEZ PROFUNDA FOI DIFICIL PARA MIM COMO PAI ACEITAR ISSO ,SABER QUE SEU FILHO NÃO IRIA ESCUTAR SUA VOZ , MAS PASSARAM SE O TEMPO E TUDO FOI SE AGEITANDO E HOJE ELE ESTÁ COM 6 ANOS E A 2 USA O I.C NÃO VO DIZER QUE É GARANTIDO QUE ELE ESTEJA OUVINDO COM CLAREZA O QUE FALAMOS COM ELE , MAS É DE GRANDE VALIA. MAS ESTOU PENSANDO SERIAMENTE DE COLOCA-LO EM UMA ESCOLA DE LIBRAS POIS A COMONICAÇÃO COM ELE ESTÁ SENDO MAIS PRODUTIVA COM GESTOS, GOSTEI BASTANTE DO BLOG ,PARABENS!

  • Parabéns a matéria!!
    Há 4 anos minha filha foi implantada!so tenho q agradar a Deus por isso!
    Onde ela e surda profunda bilateral!digo que quem é implantada faz uma cirurgia passa por um desconforto até q venha após a cirurgia a vontade de escutar!
    Bom o q tenho dizer q acho um ABSURDO! Uma pessa fazer o IC e continuar com LiBRAS,não sou contra , mais o IC ajuda SIM e muito!
    Tem que deixar a preguiça de lado!
    E Lógico ir a luta!pois ela hoje fala perfeitamente e já esta na faculdade!
    Tem q se esforçar!
    Muitos pensam errado !pensa q e um milagre e sai da cirurgia logo ouvindo tudo! PACIÊNCIA!
    Milagre sim mais com Esforços!
    Não aceito ser bilingue pois a verdade e essa! Deixam de falar!por preguiça!
    Adorei o livro!
    IC acima de tudo! Hoje esta sendo o melhor meio para os surdos se comunicar com todos!!

    • Eu não concordo a Nagila que disse, porque é muito preconceito! Não é por preguiça, não tinha culpa! Mas surdos tem direito contra IC porque os bebes são inocentes, ainda não aprender pra futuro, se vontade ou não, pense bem! Porque machucou? Ou morrer tão cedo. IC é muito ruim mesmo! Surdos e alguns ouvintes já prova! Eu perguntei o meu pai porque não me colocar IC, meu pai disse: so tava vontade, mas ficou soubendo que IC ta ruim, IC só aproveitar de dinheiro! IC não funcionar mesmo, não escutar ligar, tv. etc… Pense bem! Falta o respeito os bebes surdos, é preconceito memso!

  • Interessante a tese de doutorado da Dra. Patrícia Rezende. Leiam: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/94074/281476.pdf?sequence=1

    Lendo a tese compreendo porque ela luta e resiste contra o IC para surdos. No IC ela vê um processo forçoso de normatização do surdo em ouvinte, como se o surdo fosse um ser extremamente deficiente que precisasse urgentemente de “conserto”.

    Compreendo sua luta contra a oralização forçada que ainda é realizada em muitas instituições, o que para mim é uma violência.

    Porém, continuo com a opinião de que se se apresentam oportunidades de andar, use-as para andar, de enxergar, use-as pra enxergar, de ouvir, use-as para ouvir, de falar, use-as para falar, mas, isso claro, se você quiser. É algo que deve partir de dentro e não de fora.

    O importante é ser feliz, respeitado e completo dentro de suas decisões e formas de viver.

  • Bom dia Lak Lobato e os demais comentaristas. Sou professora do Instituto Felipe Smaldone em Belém, escola especializada em surdez. Trabalho com a estimulação essencial e com uma turma de crianças implantadas. Minha experiência com surdos é de apenas 3 anos, mas posso dizer, baseada nos relatos de alunos, pais, pesquisas e em muitas observações realizadas por mim, que:
    1. A surdez não deve ser considerada doença, por isso não deve ser “medicalizada” e os surdos serem vistos como coitados.

    2. A Libras sem dúvida é a língua natural do surdo e, principalmente no caso do surdo de nascencia, que não teve o feed-back auditivo em nenhum momento da vida, vai ser a responsável pela construção do pensamento e solidez da aprendizagem (apreensão cognitiva).

    3. A decisão sobre o IC feita pelos pais, tem por objetivo na maioria das vezes, em oportunizar o filho às sensações auditivas e à linguagem falada. Porém, infelizmente, aqui em Belém do Pará, por exemplo, muitas famílias vêem no IC um milagre que vai tirar seu filho da condição de surdez, como se quisessem camuflar o que eles enxergam como “problema, defeito”.

    4. O preconceito e discriminação começa na própria família ouvinte. Ora, se a família não aceita seu surdo, fica difícil.

    5. O IC na palavra de um surdo de nascencia e agora implantado recentemente: “Eu decidi implantar porque queria ouvir os sons, a voz da minha mãe… a primeira vez que ouvi música, chorei de emoção. É muito bom ouvir.” Perguntei a ele sobre rejeição na comunidade surda: “Muitos não concordam, torcem o nariz, mas não ligo. Eu gosto de ouvir. Tenho amigos surdos e ouvintes. Uso Libras sempre.”

    6. A Libras, adquirida pela criança surda antes do IC, ajuda nos aspectos cognitivos da criança implantada. Experiência vivida e documentada na escola em 2 anos: A compreensão a cerca do mundo é maior e faz mais sentido, pois o surdo, relaciona a sinalização ao que ouve, palavras e ações em português.

    7. Não concordo com a oralização forçada para surdos. Suas peculiaridades visual-gestual devem ser respeitadas e ser utilizada a Libras para a comunicação.

    8. Porém, concordo que se deve oportunizar à criança surda a descoberta da sensação sonora, inclusive de sua própria voz, fazendo-a descobrir que quando falamos fazemos nossas cordas vocais vibrarem. Também, o treino auditivo, fazendo-o descobrir por exemplo, sons que ela pode perceber, como o som do trovão, o estouro de um balão, porta batendo…

    8. A meu ver o IC é mais um recurso para o surdo viver em uma sociedade majoritariamente ouvinte. Serve até para “defesa”, assim como a educação em língua portuguesa também serve para algumas tribos indígenas.

    9. A criança surda e bilingue tem a oportunidade de estar à frente até mesmo de crianças ouvintes que só usam o português…
    10. O surdo com IC não deixará de ser surdo, por isso, o fato deste sofrer discriminação ou preconceito dentro da comunidade surda, parte de pessoas surdas (e às vezes ouvintes) que não aceitam a chegada de oportunidades para si e não respeitam a decisão dos outros. É a exclusão dentro da inclusão.

    10. Conheço surdos oralizados que usam este recurso quando lhe convém. E implantados que preferem usar Libras. Então, a oportunidade deve ser oferecida, depois, cabe a cada um usar como lhe convém.

    Muito boas as reflexões de todos.

    Abraços!

    • Muito bom seus argumentos. Sou surda, bi implantada e ferrenha defensora do IC, porém gostei muito de suas ponderações. Fiquei surda, então não aprendi libras.Não tenho interesse em aprender, mas se aprendesse não teria com sinalizar. Nunca participei de comunidades surdas e me sinto perfeitamente incluída na vida “normal”. E ainda tenho a benção do silêncio total, quando quero. Abraços e parabéns pelo texto.

  • Dia 23/08 fiz meu primeiro implante no ouvido esquerdo. Há 18 anos tive caxumba e fiquei sem ouvir completamente. Mas não fui infeliz nesse longo tempo , toco violão teclado e piano, mas sinto falta de ouvir tinha 14’anos quando perdi minha audição agora To há um passo de ouvir e nem imagino qual será minha reação. É uma tremenda crueldade querer impedir alguém de ouvir. Nunca aprendi libras pois sempre falei bem e leio os lábios. Que venha os sons aguardo ansiosamente

  • Bom dia,
    Gostaria de saber de contatos de fonos que fazem programação em aparelhos de implante coclear.
    Obrigada
    Miriam
    (11) 97129.8187

  • Eu sou a favor do Ic para as pessoas que já conhecem o universo dos sons assim como eu que nasci ouvinte e sou atualmente D.A…

    Concordo plenamente com o que a Elaine Andrade Peres Fernandes disse ai acima sobre a “normalização” isso é um perigo a auto estima para o Surdo é essencial ele jamais pode se sentir inferior e incapaz por conta da ausência do som ou da compreensão destes sons…a capacidade humana está além de qualquer circunstâncias em ouvir, ver…

    Sou a favor do pensamento que para uma criança que nasce surda (pela minha experiência quanto professora) e pelos diversos estágios que frequentei que essa mesma criança Surda estude em uma escola Bilíngue que use a Libras sim com primeira língua, porque a defasagem de informação que essa criança que não houve diante um grupo de ouvintes é muito séria … exemplo: ao ouvir uma piada juntos é ilusório que dentro do universo dos ouvintes vão focar atenção para aquela “criança” usuária de Ic pois simultaneamente ela exige recursos como falar com clareza,colocar ela em posição frontal… é um grupo e o “ambiente é dinâmico”… e que o que acontece neste ambiente majoritário de ouvintes??? todos riram da piada menos ela…Porém na escola bilíngue não, a criança terá as imagens, os sinais e o preparo para receber a informação… e a “identidade” que é ter também outros amigos similares a ela na qual ambos vão se identificar com a piada ou a história… além da acessibilidade de aprendizagem garantida!
    Agora fico a pensar… será que se a criança for implantada desde bebê ela terá o “sucesso garantido” no seu desenvolvimento fonoaudiólogico de audição e fala a ponto de dar condições de acompanhar uma escola regular como um ouvinte? Isso eu não sei responder,pois o sucesso vai depender de cada caso… assim como meu molde de ouvido serve só pra mim…né rsrs

    • Credo tem um erro ai acima “ouve” escrito com H !!! Socorro!!! Rs escrevi pelo celular bendito corretor que me ferra!! Kkk

  • Não sou contra o IC, de forma alguma, mas esse post demonstra uma falta de conhecimento e respeito à uma Comunidade e uma Cultura que realmente existe, não é invenção da cabeça de ninguém!
    Trabalho com crianças implantadas que são vítimas SIM de fonos ORALISTAS que consideram a LIBRAS inferior e médicos que A PROÍBEM!! Ah, isso não existe? VOCÊS ESTÃO MUITO MAL INFORMADAS.
    Façam uma visitinha em algumas escolas públicas e vejam a situação de muitos implantados, privados tanto da Língua Portuguesa, como da LIBRAS. Tendo seu desenvolvimento pleno enquanto ser humano tolido por uma forte esperança de seus pais de que um dia serão “NORMAIS”.
    Nas atividades extraclasse, observem a tranquilidade das crianças que sinalizam quando vão para um passeio, sabendo que vão ao cinema, ao zoológico e etc. E por outros lado vejam os olhos desesperados de uma criança implantada que não tem nenhuma língua sendo retirado do espaço que ele conhece, o sofrimento desse pequeno salta aos olhos de qualquer um, nem precisa ser muito inteligente pode ver. NEGAR TUDO ISSO SIM É UMA MENTIRA!
    Como disse, não sou contra o IC, talvez se eu tivesse um filho surdo, eu mesma faria essa opção, mas não faltem com o respeito com os surdos sinalizados e nem com aqueles que amam e respeitam essa cultura.

    • Exatamente, Elaine. Você, assim como eu, conhece ESTA realidade de crianças surdas implantadas e surdas não implantadas. Não é tão cor de rosa como querem pintar.

  • Eu uso IC, minha filha usa IC e minha irma nao usa IC e usa libras. Nos somos familia feliz, cada uma fez a escolha. eu fiz e minha irma fez a dela, com todo respeito. e minha filha tem 3 anos, ama usar IC, nao fica sem e fã das musicas, acho quando ela crescer vai ser cantora.. rs. MAS quando ela crescer ela vai ter a sua escolha se vai continuar usando IC ou nao. E vou ama-la de qualquer jeito como amo minha irma Thais.
    Abraços!
    Obs: eu, minha filha e irmã nascemos surda. Apos implantar IC (eu, adulta e filha, bebe) continuamos sendo surda. Nao muda nada, só a melhoria para ouvir. E nossos médicos não proibem as libras.

  • O agradecimento foi por educação, a falta de conhecimento te levar a ser essa pessoa amarga e sem palavras coerentes, atacando sem raciocinar e desvairando em palavras diversas!!!! Se distorcem o que você escreve significa que passas sua insegurança transferindo sentido ambíguo as palavras.
    O blog é seu, assim como a exposição ao ridículo também é sua! Meu intuito foi falar do livro, mas pessoas de baixa estima são assim sempre levam para o lado pessoal, não sabem agir de forma imparcial!
    Uhuu viva a super poderosa Lak Lobato onisciente onipotente que não precisa de ninguém, mas que também não aceita criticas! O que demonstra ainda mais sua insegurança no assunto não é mesmo?
    Seu argumento já de vitima, sem que haja necessidade de alguém falar nada! Afffffffffffff

  • Nossa, você deu uma UP nas palavras que argumentei, meu interesse não sensacionalismo, mas já o que demonstra…. quanto ao que julga como achismo,as experiência que tive com surdos durante minha vida você jamais saberá e jamais viverá, ao contrário do que pensas minha opinião é valida sim na comunidade SURDA que bom que pensa assim e subestima é pensamento alheio!
    LOUCOS não conheço mas fanático estou começando a conhecer, seria cômico anteriormente li umas postagem suas curti e compartilhei no facebook, agora vou ate remover! Aff quanta falta de bom senso e gentileza
    Fui educada e agradeci, mas se sua intenção é lançar pedras, fique a vontade!

    • É sempre sensacional quando tentam usar as nossas palavras contra nós, bem distorcidas, para provar o que interessa, não é mesmo?
      Guarde seus ‘agradecimentos’ pra você. Eu quero respeito, não aplausos! Lamento se não banquei a vítima precisando de heróis, o que você se sente!

      • Lak, tive a mesma impressão que você. O primeiro comentário do post, cheio de pedras veio da Emanoela e ainda estou com a Sensação que ela acha que o blog Crônicas da Surdez é seu.

        Aliás, comprei e li seu livro esta semana. Parabéns, gostei muito. bj

  • Vamos por partes:
    1. Uma vez que voce nao é surda, sua opiniao tb nao deveria valer, ja que mesmo tendo deficiencia auditiva, a minha opiniao eh invalida, segundo voce. Logo, a sua eh muito menos valida que a minha, segundo essa logica, porque nao passa de achismos.
    2. Eu jamais disse que o IC deveria ser compulsorio. Disse que ele eh uma escolha que deve ser respeitada, em vez de ficarem criando lendas e escrevendo artigos falaciosos sobre ele.
    3. Vc nao usou nada do meu texto conforme foi dito, simplesmente interpretou como bem entendeu.
    4. Eu fui surda por 23 anos, tenho sotaque carregadissimo, ja sofri bullying sim. Nao me julgue por parametros de quem nao tem a menor nocao da minha historia. Surda porque minha audicao residual era ZERO e eu dependia tao somente da leitura labial. Foi preciso DOIS implantes para que eu readquirisse a capacidade de ouvir.
    5. Jamais faltei com respeito ou desmereci usuarios da LIBRAS. Minha antipatia eh com gente louca que espalha absurdos, a revelia de serem propagados em portugues, libras ou tupi guarani.
    6. O direito de expressar a minha opiniao e a contar a minha historia eh um direito que me assiste e sim, muita gente se inspira nela, porque existe MILHARES de surdos adquiridos.
    7. Criancas implantadas cedo tb crescem sem sotaque, quando tem um bom resultado. Elas deveriam ser consideradas menos deficientes que os outros porque, se segundo voce mesma nao existe cura pro IC?
    8. Conheco INUMEROS professinais de fonoaudiologia que indicam LIBRAS. Alias, a esmagadora maioria indica. Inclusive pra implantados. Se informe um pouco mais a respeito.
    9. Nunca nenhum ouvinte, medico ou quem quer que seja disse que meus problemas estariam resolvidos com o IC. Alias, eu tb nunca disse isso a nenhum dos meus leitores. Todo mundo ta careca de saber que o IC nao cura nada, da acesso aos sons. E é isso que ele faz, nao é uma lampada magica com um genio que resolve problemas.
    Que tal, em vez de se prontificar a atacar toda e qq pessoa que fale BEM do IC, vc nao procura se informar um pouco mais com quem USA o IC e nao se limitar a acreditar na opiniao de quem nao gosta sem nunca ter usado?
    10. Quem falou de proteses foi outra pessoa, a Diefani.
    11. Os surdos sao excluidos das paraolimpiadas porque eles mesmos nao se consideravam deficientes ate bem pouco tempo atrás. Isso foi uma diretora da FENEIS que me disse.

  • Prezada!

    Um fato é quando falamos de patologia adquiridas ou ate mesmo do consumo excessivo de medicamentos, que venham a ter como sequela a surdez, doutra seria de pessoas que nascem surdas. Os argumentos utilizados por mim foram embasados no teu próprio discurso inclusive coloquei entre ” ” e não vim para de forma nenhuma discrimina-la ou ser contra o que opinas. Mas veja bem, as dificuldades enfrentadas pelos surdos sejam eles oralizados, implantados, ou usuário da Libras, independente são surdos, concorda? Sempre existira quem seja a favor e os que não sejam, não sou surda, mas tenho irmã surda meus amigos todos são surdos, tenho amigos implantados e ouço o relato de todos sempre com muita dor, não por serem coitados, mas pelo falsa sensação que lhes foi alimentada como “ouvintes” ou que voltariam a ouvir e pronto todos os problemas estariam sanados! Sou formada em Enfermagem, sou interprete de Libras e não defendo a ideia da dependência dos surdos aos interpretes, também nunca vi surdo como coitados.
    Quando mencionas sobre amputados é questão de locomoção e não sensorial ao contrário da surdez! Parabenizo a você, que nem mesmo pode ser considerada surda mas sim D.A. ao contrario de pessoas que nascem surdas não é mesmo?
    É de fato muito bonitinho publicar o que foi uma vitoria pra você, mas contudo como você mesmo citou, nascestes ouvinte e por aquisição patológica sua realidade foi modificada sendo o IC uma correção do seu caso, sua fala deve ser perfeita o que converge a realidade de diversos surdos que se tornam motivo de Bullying, por terem a dicção sonora diferenciada.
    Acho que todos seriam mais felizes se ao contrario da luta desigual e separada uníssemos para uma educação melhor para os surdos sejam eles quem forem, lutar para que o surdo possa competir em olimpíadas ou Paralímpico ate nisso o surdo é excluído! A causa referente a implante ate pode ser legal, mas acho que o foco principal é educação e saúde! O que a Patricia Rezende quer falar em sua obra é experiencia dela ou não, mas é o ponto de vista dela e assim como você merecem respeito! Quando o rapaz acima refere-se como ela ter aprendido Libras aos 21 anos de forma desagradável, certamente ele não conhece a vida dela e dos milhões de surdos na mesma condição a dela! Então, muito obrigado pelo espaço de expor e trocar opiniões, o meu objetivo primordial foi deixar bem claro que não sou a favor de iludir nem criar expectativas que podem sim ser frustantes, também não conheço se quer um profissional de Fonoaudiologia que indique libras como coadjuvante na comunicação de “crianças” surdas, ainda pelos mesmos fatores da época do então professor L’Épée….
    Grata mais uma vez!

    • Bla bla blça, você é D.A. e não surda…mas oi? Kkkkkkkkkkkkkk precisa ser de nascença pra ser chamado de surdo? A Lak tem problemas na fala e eu apesar de ter apenas 10 anos de surdez, nos 7 que fiquei sem IC tive alguma deterioração em relação a alguns fonemas como L e R, só nunca acharam que era um problema porque eu me mudei pros EUA e morei esse periodo de perda audição lá, achavam que era sotaque por causa do Inglês.
      E o bullying é relativo, eu nunca levei pro lado ruim quando professores da faculdade diziam que eu não pertencia às classes regulares e deveria ir pra salas especiais ou quando meus amigos cobriam a boca ou falavam pelas minhas costas e começavam a rir pq eu não ouvia absolutamente nada do que diziam e ficava boiando. Outra pessoa poderia ter interpretado isso como bullying, eu preferi interpretar como ignorância de uns e brincadeiras de outros.
      E eu citei as proteses porque eu além de ser surda, tenho mobilidade reduzida, se pudesse melhorar isso com ajuda de alguma tecnologia eu o faria, mandaria minhas muletas pra lua agora mesmo.
      Já o IC, eu sei que nem todo mundo tem o mesmo resultado, mas eu graças a Deus e a boa memoria auditiva que tinha, ouço IGUALZINHO ao que eu ouvia antes de perder audição. Falo ao telefone e tudo mais. Mas conheço surdos profundos de nascença que fizeram depois de adultos ou ainda crianças e tiveram o mesmo sucesso.
      São casos e mais casos, assim como há casos em que a pessoa sabe unica e exclusivamente LIBRAS e tem o português mais ruim do que de indio e aqueles que sabem unica e exclusivamente LIBRAS e escrevem tão bem que você jamais imaginaria.
      Mas a Patricia, eu realmente não conheço toda a história de vida dela, conheço parte e eu e ela já nos estranhamos pq eu acho ela muito agressiva e acabei baixando ao nivel dela, mas ela conta muita mentira em relação ao implante coclear, muita mesmo. É triste.

  • Interessante, sabia que a Patrícia Luiza Ferreira Rezende começou aprender a sinalizar aos 21 anos? Eu que perguntei pra ela no fórum..huummmm TE PEGUEI!!! Ela é DOIDA demais!
    Desculpe, ela precisa ir no hospício.

  • Parabéns a Sabine Schaade pelo seu discernimento. Sou mãe de surda, oralizada e professora de libras. Ela não quer IC, e nem para o seu filho de 2 anos, nascido surdo. Eu a respeito.
    Você disse tudo o que eu concordo, e faço minhas as suas palavras.
    Acho que o ideal seria a conjunção das duas coisas, IC e libras, e sem essa de crítica a uma coisa ou outra.

    Maria do Carmo

    • Se ela é feliz assim, como ser contrária,né?
      Os pais de um amiguinho da escola do Gui são surdos. A mãe bem oralizada, mas assim como os pais o filho tb não tem IC.
      Estão muito bem assim!

      Conheço vários surdos, alguns usam apenas AASI e gostam muito mesmo não tendo um retorno grande, como também conheço uns que nem AASI usa e gosta do silêncio.

      Cada um no seu quadrado! ????

  • Eu sou deficiente auditivo bilateral, mas ainda tenho dúvidas sobre implante coclear. Mexer em qualquer parte da cabeça é coisa complicada. E a rejeição se ocorrer ?

    • Manoel,
      O IC não é feito no cérebro, mas no ouvido. Por mais que seja na cabeça, a localização é diferente e, por isso, os riscos são mínimos. Similares ao de uma extração dentária. O maior risco do IC é a anestesia, usada em qualquer cirurgia. Fora isso, há risco de esbarrarem no nervo facial, mas isso pode ser evitado com o uso de um monitor de proximidade, que praticamente acaba com qualquer possibilidade de esbarrarem.
      O risco de rejeição existe, chance aproximada de 2%. E, nesses casos, apenas retira-se o implante. Não mata, não traz complicações a longo prazo, apenas é retirada a parte interna. Já conheci dois casos de rejeição e as pessoas estão vivas, bem e sem qualquer sequela.

  • Aliás Paula parabéns pelo sucesso do seu livro!
    Uma vez li aqui você falando da fono Mariana Guedes, pois bem, o Gui está passando com a sócia dela a Sandra Sant’anna e apesar do pouco tempo os resultados estão sendo maravilhosos!

  • Gente, meu filho usa os dois, Libras e IC e não tenho o que reclamar, está sendo maravilhoso. Mas isso na minha família, pode ser que na sua não funcione, ok? Quem está certo ou quem está errado?

    Libras tem ajudado muito agora nessa fase em que parece que acertamos a programação (graças a Deus).

    Tem muito preconceito em ambos os lados e isso não leva ninguém a lugar nenhum. Tem surdos contra IC como tb tem profissionais e famílias contra Libras.
    Os dois casos são péssimos, porque vão passando para frente muitas mentiras, muitos mitos…

    Eu na minha humilde opinião acho que quanto mais bem resolvido é o surdo com a sua surdez ( não importa se sinalizado, oralizado ou o diabo a 4) e a família com questão de aceitar a surdez do filho ( tb não importando o caminho que vão seguir), são mais abertos as possibilidades e conseguem aceitar melhor as escolhas e diferenças alheias!

    Viva as diferenças, viva o poder de escolha, viva a vasta possibilidades que temos hoje em dia!

    Cada um sabe onde aperta o seu calo. Vamos olhar mais para o próprio rabo e deixar que cada um escolha o caminho que quer seguir e sem ninguém metendo o dedo no seu nariz para dizer o que está certo ou o que está errado!

    • Sabine eu não poderia concordar mais. E acho que a escolha de ser bilingue, implantado, sinalizador, oralizado sem implante, cabe à familia ou ao surdo se tiver idade.
      Acho que qualquer coisa é válida para se ter uma boa qualidade de vida, mas acho errado o preconceito a discriminação e as falácias.

      • Diéfani vou te falar uma coisa, não é fácil manter isso, viu?

        Ainda bem que sou muito segura em relação a minha escolha, se não já tinha pirado.
        A impressão que eu tenho é que o bilingue é um grupo a parte.
        Também tem preconceito e geralmente não é da “comunidade surda” e sim de mães de crianças implantadas.
        Nem acho que é culpa delas isso vem dos profissionais…
        Conheço várias mães que me contam que a fono do filho é contra Libras e que se a criança aprender, fica com preguiça de falar.

        No caso do Gui está ajudando muito. A fono dele sabe Libras e consegue usar muito bem as duas coisas na terapia, inclusive me dá uns toques bem legais em relação a oralização que estou colocando em prática.
        Ele pode sinalizar a vontade, principalmente comigo, mas incentivo e explico para ele que tem pessoas que não sabe Libras e ele pode falar, ele é capaz e está dando certo!
        Esses dias na praia ele da janela vendo o pai lavando o carro começou a abanar a mão para chama-lo. Eu falei para ele falar que o papai ía ouvir e ele começou a gritar Papa, papa…
        Só tenho motivos para estar feliz principalmente pq o Gui é o menino sorriso e a felicidade contagia.

        Meu pensamento sempre foi um só, lutar pela felicidade dele.

  • Primeiramente, quando a autora deste blog escreve que: “Quando país de crianças nascidas surdas escolhem o IC para seus filhos, não é porque querem que seus filhos sejam perfeitos, ou porque querem esconder uma deficiência. Eles querem que os filhos tenham acesso a todas as experiências riquíssimas que só são possíveis através do sentido auditivo.” (Cada um possui uma opinião e esta tem que ser respeitada levando em consideração os princípios da liberdade de expressão, contudo escolher ser implantado ou implantar seu filho, requer antes de mais nada conhecimento e acompanhamento, dentre outros fatores médico a serem analisados que não cabe a esse comentário, mas que o uso do implante Coclear não reverte uma surdez, nem tão pouco exonera este de uma deficiência, como a própria autora do Blog diz em outro fragmento desse texto, “como meu sentido auditivo me foi negado pela biologia, coube buscar recursos tecnológicos para poder alcançá-lo novamente” Os sentidos não são como carteira de motorista, onde somos reprovados ou aprovados, a genética é a soma perfeita de Gens e multiplicação mágica, assim como a robótica também esta sujeita a falhas. Se os implantados não querem ou não se interessam em assegurar uma historia cultural acerca de sua identidade, ou se quer ser implantado e deixar de lado a Libras, então sinto muito, a exclusão não feita pelos surdos que usam Libras mas sim pelos “Ex surdos” porque é dessa forma que a sociedade passará a ver os implantados, a família que anteriormente só se preocupava em assegurar o direito de seu filho ouvir e ter de volta o sentido, após anos perceberá que terá um filho implantado e mesmo assim deficiente, não existe ex surdo! No próprio INES existem variosssssssss surdos e nunca os vi e nunca soube de Bullying.
    Quando a autora cita “E privar crianças dessa experiência só porque tem gente preocupada em manter uma cultura deveria ser considerado crime.”
    Se a autora acha ou pensa que culturas tem por obrigação serem desfeitas então torna-se ainda mais volúvel suas considerações, uma vez o conceito de cultura é :

    “A cultura é conceituada por Aurélio Buarque como: Conjunto dos conhecimentos adquiridos em determinado campo. O complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições, das manifestações artísticas, intelectuais, etc, transmitidos coletivamente, e típicos de uma sociedade.”

    Então esqueçamos o Latim, a Grécia, a Colonização do Brasil, a partir do século XX o que importa é ser implantado uma sociedade sem cultura sem princípios sem compreender o porque de ser implantado o porque de não ser igual aos demais que ouvem sem necessidade de um implante. O que é de direito de todos é garantir que mesmo sendo implantado uma pessoa não será 100% ouvinte e que sendo implantado poderá SIM ter o direito de ser bilíngüe, que sendo implantado será SURDO SIM, pois no momento em que tirar o implante para qualquer que seja a necessidade ou quando esse quebrar, qual o recurso que terá para se comunicar?
    O fato de alguém expor o que pensa sobre o IC ou o que expõe sobre Libras, isso não quer dizer é uma forma de aumentar o numero de adeptos de Libras ou de Implante Coclear

    • Emanoela, com todo respeito, mas “ex-surdos”?
      Ninguém deixa de ser surdo por fazer implante coclear!!!!

      “Se os implantados não querem ou não se interessam em assegurar uma historia cultural acerca de sua identidade” – veja bem, a grande maioria dos implantados era OUVINTE antes de se tornar SURDO. História cultural acerca de sua identidade? Acho que só queremos voltar a ouvir na medida em que nos for possível.

      “O que é de direito de todos é garantir que mesmo sendo implantado uma pessoa não será 100% ouvinte e que sendo implantado poderá SIM ter o direito de ser bilíngüe” – isso está mais do que explicado no texto, o IC não tira a surdez de ninguém, se não quer ouvir, basta desligá-lo. E quem disse que quem faz IC não tem direito de ser bilíngue? Já parastes para pensar que em muitos casos a própria pessoa não tem motivos para usar Libras no seu dia-a-dia? Ter deficiência auditiva não é sinônimo de estar ou ter que estar numa comunidade de iguais. Há pessoas que preferem o mundo e não uma comunidade fechada.

      Você trabalha com Libras?

    • Aconselho que você se esforce mais para interpretar os textos que lê, em vez de defender cegamente a mentalidade que te convém. Eu não disse que a cultura surda deveria ser desfeita. Disse que propagar inverdades sobre o IC, assustando as pessoas para elas não fazerem a cirurgia, com o único intuito de manter a cultura surda, deveria sim, ser crime, já que usar o IC não acabaria com a cultura surda, pois os implantados podem aprender qualquer idioma e podem, inclusive, terem a LIBRAS como primeiro idioma, como citei abaixo.
      Tampouco disse que o IC curava a surdez. Disse que ele permitia a sensação auditiva. E sim, um sentido pode ser negado pela biologia e readiquirido pela tecnologia. Exatamente como aconteceu comigo. Eu perdi a audição aos 10 anos, por sequela de uma doença, que não tem nada a ver com genética, mas com uma falha da biologia. Se a natureza é propensa a falhas, porque a tecnologia tem que ser perfeita? Sim, o IC pode falhar, como a própria natureza falhou comigo. Eu nasci ouvindo perfeitamente e perdia a audição dormindo. Não tenho nenhuma obrigação de gostar dessa condição só porque vocês acham bonitinho. Eu amo ouvir. Os sons não existem a toa. Eles tem uma função, um porquê e ouvir é maravilhoso, inclusive através do IC.
      O resto nada mais é que a sua opinião que, de forma alguma, está mais correta que a minha. Só que o meu direito de expressá-la é o mesmissimo que o seu. Lamento se não vai de acordo com as suas directrizes equivocadas a respeito de uma tecnologia maravilhosa!

    • Quem disse que IC cura surdez? Quem disse que a pessoa deixa de ser surda? NINGUÉM, eu fiquei surda com 14 anos e sou implantada desde os 21 e amo a sensação de ouvir. Não tenho nada contra as pessoas serem bilingues, eu mesma acho LIBRAS muito interessante, mas confesso que a preguiça de aprender é ENORME. Mas se um pai ou uma mãe quer que o filho seja somente implantado, somente sinalizador ou ambos quem decide é a familia ou o proprio surdo se tiver idade. Querer impor algo e contar mentiras como “IC dá choques no cerebro” é completamente errado, O livro prega que se a criança usa IC fica PROIBIDA de sinalizar, MENTIRA, se ela quiser ela pode e se os pais decidirem assim não vejo motivo para contrariar. Em muitos casos de crianças que já são sinalizadoras e implantam depois a LIBRAS ajuda até que bastante na hora da oralização terapia de audição. Ninguém aqui está sendo contra LIBRAS.
      Agora uma pergunta que não é de surdez mas que reflete a um problema similar, se uma pessoa amputa uma ou duas pernas, o ideal então seria ela se conformar com uma cadeira de rodas pro resto da vida sendo que ela pode colocar proteses (que hoje são excelentes) e ter uma vida COMPLETAMENTE normal? Claro que fica a cargo da pessoa, mas se fosse EU, optaria pelas proteses, não terei minhas pernas de volta, porcamente dizendo, não seria menos aleijada, mas teria facilidades e uma qualidade de vida similar ou igual. É isso que o IC proporciona.

    • Gente desculpe intrometer aqui, mas já que o assunto é sobre o que faço parte…

      Confesso que não li o longo texto, mas como para um bom entendedor meia palavra basta…

      Acho que pelo que já pesquisei muito o IC só traz benefícios, espero que pra mim também, já que estou tentando também. Tenho saudades de muitos sons que hoje não posso ouvir direito, saudades principalmente de conversar sem ter dizer oi??????

      Quero dizer não adianta estudar pra caramba sobre o assunto deficiência auditiva, surdez, LIBRAS, surdo oralizado, IC, ASSI e por ai vai, acho que vc só irá entender mesmo quando passar o mesmo que nos passamos, ai sim poderemos discutir sobre o assunto.
      Sou contra escolas especias, por que? Experiência própria, o fato de eu ter estudado em uma escola normal (sem muitos problemas), dar pra ter uma noção de interpretação e escrita e ainda deixar minha mente aberta para outras coisas, só acho que numa escola especial a pessoa se fecha e acham que todos são errados pois não deram “oportunidade” para outros te conhecerem, além disso é difícil entender o que escrevem em LIBRAS (experiência própria), sim sei LIBRAS e tenho alguns contatos com sinalizados, respeito todos.

      Acho também que LIBRAS deveria ser ensinado na escola, assim todos saberiam se comunicar…

      Algumas pessoas acham que é fácil ser surdo, tenho novidade:
      Não é fácil ser surdo e depender dos outros para se comunicar em alguns casos, não conseguir ter uma conversa normal, e além disso e outros ter que ficar dizendo que não ouve e explicar tudo…

      Mas também ser surdo tem suas vantagens rsrsrs…
      A maior vantagem é quando vc se cansar de barulhos é só tirar o IC ou o aparelho rs.

      Emanoela desculpe mas vc é uma pessoa ouvinte e quer falar sobre algo que só quem vive sabe o que é???? Oi???? Passe pelo que nos passamos que podemos conversar… Como costumo dizer por ai…

    • Por uma enorme coincidência, Emanoela, eu acordei hoje me sentidno imensamente incomodada com essa divisão acerca da Pessoa Surda. Acho que é o único grupo de pessoas com deficiências que ao invés de se unir e respeitar o direito de cada um, fica numa eterna discussão para simplesmente impor suas próprias vontades aos outros.

      Li o texto do Blog e não vi nada de extraordinário, apenas um ponto de vista das autoras do texto. Ninguém disse que o implante é obrigat´roio ou mesmo que vai mudar a “identidade” da pessoa.

      Eu su surda, perdi a audição aos 13 anos, sou oralizada, não fiz o implante ainda porque não quis, mas posso rsolver querer a qualquer momento, falo libras também,e acho a diversidade cultural maravilhosa. Porque não podemos conviver todos juntos sem estresse? Porque não respeitar que os pais e as pessoas surdas que escolhem o implante tem esse direito e nada tem a ver com negar a surdez, já que surdez não é doença para ser “curada” e o implante não torna a pessoa “ouvinte”, mas sim possibilita uma nova possibilidade de ser no mundo, assim como a LIBRAS também. E isso é escolha de cada um, e por isso deve ser respeitado.

      Não sou inferior, nem superior, por ser oralizada. Sou surda, e faço parte, quer queiram ou não, da comunidade surda sim. E mais, pertenço à comunidade HUMANA, e prezo imensamente o respeito nas relações.

      Se existem pessoas poliglotas, porque um surdo não pode ser oralizado, implantado, não implantado, usuário também da LIBRAS? Porque? Quem disse que não pode?

      Como disse hj acordei com esse assunto na cabeça, e postei um texto no meu face, o qual copio e colo aqui, abaixo. (Alexandra da Silva Sampaio)

      “Não dá para me calar mais…

      Estou aqui dando uma pesquisada sobre Implante Coclear, Libras, Surdos, Oralizados… Sinceramente, o que estou lendo me parece ficção!!!!

      Defesas vorazes de uns em favor da LIBRAS, de outros em favor do Implante, de outros em favor da Oralização e de outros em favor do que chamam Comunidade Surda.

      Como estou no meio dessa problemática venho aqui manifestar minha opinião.

      Sério, sabem o que eu acho?

      Que falta uma coisinha chamada RESPEITO em muitas das discussões e defesas acaloradas que tenho lido. RESPEITO sim!!! Respeito ao direito de cada um fazer sua própria escolha.Afinal a vida é minha e só eu e mais ninguém posso concluir o que me apraz em um momento ou outro.

      Defendo radicalmente o direito de escolha de cada um e o meu próprio. Sou surda, não tenho dramas em ser surda, me amooooooo muitooooooo, a surdez não me impede de ir onde quero, sou oralizada, falo um pouco de LIBRAS, farei o implante se assim desejar, por mim e por mais ninguém, e me sinto parte do mundo, como ser humano que sou.

      Não defendo Comunidade X ou Y, defendo o ser humano e sua dignidade de SER HUMANO. Em seu direito de ser o que é, como é e como pode ser. Fiquei triste em ver que ao invés de buscarmos, JUNTOS, meios de melhorar o mundo, estão mais preocupadaos em discutir quem está certo ou quem está errado, como se nesse mundo isso fosse realmente possível.

      Não se combate preconceitos alimentando preconceitos, isso é perder tempo e energia inutilmente.

      Eu sou SURDA e isso é fato. Falarei da forma que eu quiser, porque sou maior de idade e mando no meu nariz, e no resto do corpo também. Abaixo de DEUS, claro.

      Por isso deixo aqui manifesto minha indignação, para ambos os lados do discurso, e sugiro que seria muito mais proveitoso aprendermos a conviver com a diferença, as nossas e a dos outros, e não querermos brigar para tentarmos camulflar nossas próprias frustrações.

      Nunca pensei em me matar pelo fato de ser surda, é ruimmmm heimmmm. Nunca pensei em sair desesperada em busca do som, na verdade a minha natureza não é muito dada a esses desesperos. Aprendi, com a vida, que as coisas são como são porque assim deve ser. Se me for possível fazer algo para melhorar faço, se assim eu achar que devo,se não for possível, ótimo também, nada de passar séculos chorando pelo que não pode ser.

      Eu realmente não entendo, e talvez não queira entender, o porque de alguns ficarem nesse lenga lenga de LIBRAS X Oralizados X Implante X Surdez X Tudo que vai contra o que acham ser o ideal. Afinal qual a graça de viver com todos pensando exatamente a mesma coisa?

      Existem CAMINHOS, e não um único caminho. Até a matemática já chegou a essa conclusão há séculos, quando diz que “a ordem dos fatores não altera o produto”. Ou seja, se falo ou não falo, se uso ou não uso a LIBRAS, se tenho ou não tenho implante… Continuo SURDA. Isso não muda.

      Então não seria muito mais proveitoso se nos unissemos contra os preconceitos, ao qual TODOS estamos expostos, ao inves de ficar discutindo quem tem a razão?

      Afinal todo mundo tem sua razão, pois cada um sabe onde o sapato lhe aperta.

      Então VAMOS JUNTOS CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR, isso é o que faz a diferença e que realmente importa.

      “Temos o direito de sermos IGUAIS quando a diferença nos inferioriza. Temos o direito de sermos DIFERENTES quando a igualdade nos descaracteriza” (Boaventura de Sousa Santos)”

      Sem mais,

      Alexandra

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