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‘Oi Paula, tudo bem? Minha filha é surda. Hoje você comentou em uma publicação que eu fiz pra ela no CLUBE DOS SURDOS QUE OUVEM. Quando eu escrevi aquilo há 1 ano atrás foi a primeira vez em que falei abertamente sobre a surdez da minha filha. Não por vergonha da surdez, mas por receio dela passar por algum constrangimento, por que infelizmente sabemos que isso acontece.

Também depois de muitas pesquisas, grupos e visitas a locais com muitas crianças com deficiência auditiva, parei de ser tão protetora. Não o suficiente, devo confessar que sou ainda muito protetora, mas estou aprendendo da melhor forma a desapegar das coisas que podem fazer ela sofrer. Paula, a pior coisa que existe é ver um filho sofrer…

Meu nome é Jannayna, tenho 25 anos e o nome da minha filha é Ana Beatriz de 8 anos. Engravidei com 16 anos, a tive com 17 anos.

Descobri a deficiência dela com apenas 1 ano e 2 meses, graças à professora da escolinha que percebeu. Minha família sempre falou muito tarde então achávamos que era normal ela com 1 anos e 2 meses não falar nada – e achávamos que ela fingia que não ouvia quando chamávamos.

Tive ela em um hospital público e na época não era obrigatório o hospital fazer o Teste da Orelhinha em bebês. Aos 3 meses de vida ela teve uma parada respiratória e acreditamos que esse pode ter sido o motivo da perda dela.

A Ana Beatriz tem perda auditiva mista bilateral.

Foi difícil no começo, mas hoje lidamos super bem com tudo isso. Tento fazer o melhor pra ela e graças a Deus tenho anjos ao nosso redor que ajudam demais no desenvolvimento da minha filhota.

CURSO PARA PAIS de bebês e crianças com algum grau de surdez

Hoje ela está na terceira série, sabe ler e escrever; estamos nos saindo muito bem na parte de alfabetização  – a professora falou que ela é muito dedicada. Ela é super falante, é difícil entender mas nós tentamos, rsrsrs!

Essa é a nossa história – um pedaço dela, pois essa história só começou. 🙂

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O texto publicado lá no grupo

A deficiência auditiva, não tem nenhuma sequela visual. É a única deficiência totalmente sensorial apenas. Mas não significa que ela seja mais leve que as outras deficiências.

Apesar dela não afetar o desenvolvimento físico da criança. Surdez é uma deficiência que, muitas vezes, isola a pessoa, já que ela tem dificuldade de compreender o que a maioria das pessoas fala. É mais difícil acompanhar uma conversa em grupo, mesmo com boa leitura labial.

Ao contrário do que dizem a deficiência auditiva não é invisível, é apenas mais discreta. Um usuário de Libras desperta curiosidade alheia. As próteses auditivas ou implante coclear são aparentes e chamam atenção também.

De alguma forma, as famílias, em especial as mães, idealizam um filho durante o período de gestação. Passam nove meses (às vezes menos) imaginando seu rostinho, seu sorriso, seus detalhes.

Um grande orgulho para qualquer mãe é exibir seus filhos, de qualquer idade. Quando, por algum motivo, esse filho tem alguma deficiência, é comum que a família tenha uma reação de negação. Aconteceu comigo.

Via fotos, lia textos e repetia: eles estão enganados, minha filha não tem isso.

Confesso que chorei. De medo. Pensava em como seria a vida dela, como seria a minha vida. Fiquei atônita. Mas todo esse susto levou apenas alguns dias. É preciso maturidade emocional e muita autoconfiança, para não se deixar abalar de ser um centro de olhares alheios inconvenientes.

Porque, certamente, alguma hora alguém vai perguntar porque a criança fala com a voz assim ou porque ela usa a prótese auditiva e, claro, invariavelmente, algum desagradável fará um comentário infeliz do tipo: “ai, coitadinho dele, ele usa aparelho?

Como a criança é ingênua e indefesa, essa tarefa cabe aos pais. São eles que vão incentivar a autoconfiança da criança desde cedo. Como mãe eu confesso: é absurdamente cansativo ter que dar satisfações a cada minuto, conviver com olhares piedosos ou preconceituosos. Mas quando penso nisso tudo eu coloco minha filha em primeiro lugar e encaro tudo. Ela é quem importa, os outros são apenas os outros.

Penso que o melhor que posso fazer por ela é ensiná-la a encarar a deficiência com naturalidade.

E queremos que nossos filhos tenham autoestima, é importante, então, reconhecer não apenas a sua deficiência quanto os aparelhos que podem melhorar suas vidas. E se quiserem olhar, que olhem.

Desde que os nossos filhos estejam bem conosco e com eles mesmos, isso não os abalará.

Obrigada ao meu DEUS por me da à graça de ser MÃE, e de pode cuidar e amar essa menina que veio para alegrar a minha vida. Que todo preconceito se torne amor, que um dia podemos viver em um mundo melhor!’

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OS ERROS QUE EU JÁ COMETI ao comprar aparelho auditivo

Eu já passei pela saga da compra de aparelhos auditivos várias vezes. Já fui convencida a me endividar para comprar um aparelho auditivo “discreto e invisível” que sequer atendia a minha surdez. Já fui enganada ao levar um aparelho auditivo para o conserto na loja onde o comprei: a fonoaudióloga disse que ele não servia mais para mim sem sequer verificá-lo ou fazer uma nova audiometria. Já quase caí no conto do vigário de gastar uma fortuna num aparelho auditivo para surdez profunda “top de linha”, cujos recursos eu jamais poderia aproveitar devido à gravidade da minha surdez. Já fui pressionada a comprar um aparelho auditivo porque supostamente a “promoção imperdível” duraria apenas até o dia seguinte. E também quase cometi a burrada de comprar um aparelho de surdez que já estava quase saindo de linha por causa de um desconto estratosférico.

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About Author

Paula Pfeifer é uma surda que ouve com dois implantes cocleares. Ela é autora dos livros Crônicas da Surdez, Novas Crônicas da Surdez e Saia do Armário da Surdez e lidera a maior comunidade digital do Brasil de pessoas com perda auditiva que são usuárias de próteses auditivas.

4 Comments

  • Jannayna
    04/07/2020 at 10:43

    Você sempre será eterna, essa história foi a mais linda vivida com você.

    Reply
    • Pryscilla Cricio
      30/07/2020 at 17:38

      Olá Jannayna,

      Tudo bem?

      Venha para o nosso grupo fechado no Facebook com mais de 15.300 pessoas com deficiência auditiva que usam aparelhos ou implantes. Para se tornar membro, é OBRIGATÓRIO responder às 3 perguntas de entrada.

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      Abraços,

      Equipe Surdos Que Ouvem

      Reply
  • Linda história. Sucesso e que Deus abençoe!

    Reply
  • Ana Lucia Santiago
    05/07/2017 at 00:25

    Que linda essa Ana. Deus abençoe e continue cuidando em cada detalhe

    Reply

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