Acessibilidade

Mobi Load: acessibilidade em teatros, cinemas e eventos

Olha só que bacana, gente! Confesso que não vou ao teatro nunca porque odeio a sensação de ir a um lugar no qual não entendo nada. Sair de casa para passar perrengue? Sem chance. Mas agora existe no Brasil uma ferramenta de acessibilidade que pode ser adquirida por todos os teatros e cinemas para que as pessoas que não ouvem e não enxergam também possam se divertir nesses locais. Imagino que também possa ser alugado para eventos específicos. Universidades deveriam ter essa ferramenta, inclusive. Seria maravilhoso acompanhar palestras e debates com ela.

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O sistema Mobi LOAD fornece em tempo real o texto e o áudio de apresentações no seu display em locais públicos, como teatro, cinemas e eventos. Pessoas com deficiência visual, auditiva e estrangeiros podem acompanhar esses eventos com total liberdade e privacidade, pois permite total mobilidade no ambiente. Mobi LOAD é um display sem fio e vem com um suporte ajustável que pode ser fixado em qualquer poltrona.

IMG_2203 Mobi Load foto

Receptor para:

  • LO: Legenda Oculta para pessoas com deficiência auditiva e estrangeiros
  • AD : Audiodescrição para pessoas com deficiência visual, mental e disléxicas.

Características:

  • Permite ao usuário acompanhar o texto e/ou áudio de sua opção em Tempo Real;
  • Pode ser usado em salas de cinema com time code on the fly, tanto para 35 mm como digital, para audiodescrição e legenda;
  • Display LCD de 4,7 polegadas;
  • Cada unidade foi desenhada para se ajustar ergonomicamente na poltrona;
  • Permite comentários, avisos e propaganda de patrocinadores com imagens.
  • Patente requerida, pioneiro no Brasil.

A Revista Época já publicou uma reportagem bem interessante sobre o Mobi Load – para ler clique aqui.

Os teatros, cinemas e universidades podem entrar em contato para saber como adquirir através do telefone: (11) 3743.9016. Ainda não tive a oportunidade de ir a um local com essa ferramenta disponível, mas achei sensacional. Temos que conhecer os recursos que podem facilitar a nossa vida e fazer com que o resto do mundo também saiba que eles existem! Espalhem!

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Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

4 Comentários

  • Nossa! fiquei até “zarolha” ao me imaginar nesta poltrona….um olho pro palco e outro olho pro Mob Load haha

    Como a Soramires, prefiro mesmo é sentar na 1ª fila, focar nos movimentos labiais, gestos e “tentar ouvir” o máximo possível. Se tiver folhetos sobre quem é quem (atores) e uma leve explicadinha sobre a peça, ajuda muito entender.

    Sou mãe de ator (é diretor e produtor também)e muitas vezes ele me pede p/ajudá-lo em gravar as falas qdo tem alguma peça a participar, ou seja, eu fico com o papel das falas na mão fazendo o papel do outro personagem e na medida que vou falando (empolgo me sentindo uma atriz também hehehe), ele vai falando o que é do personagem dele e caso erre ou esqueça algumas palavras, fazemos tudo de novo até ficar nos trinques. Qdo vou ao Teatro no dia da estréia da peça por exemplo, é uma maravilha! sei tudinho que tá rolando….hahahaha Um ponto positivo, né?

    Bjs

  • Pensei a mesma coisa que a Sô. É melhor do que nada e pode ajudar quem ouve pelo menos um pouco. Mas acompanhar tela da cadeira e o que ocorre no palco ao mesmo tempo… canso em pensar :\

  • Eu usei e não gostei muito não…bom é melhor que nada, mas cansa ter que olhar para o palco e para as legendas, a gente perde caras e gestos, movimentos e coreografias…por sorte no teatro tinha ótima acústica e palco perto das poltronas, assim pude ouvir com aparelhos auditivos, fazer algo de leitura labial e só apelava para o tablet quando o ator virava de costas ou falava mais baixo. Sinceramente prefiro legendas no mesmo plano de visão do espetáculo, acima ou abaixo do palco ou da tela de cinema. Como usei os dois sistemas fico à vontade para opinar.

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