7 Mitos Perigosos sobre ZUMBIDO Que Seu Médico Deveria Desmentir
Olá! Sou a Paula Pfeifer, e se você chegou até aqui, provavelmente faz parte do clube daqueles que convivem com um barulho que ninguém mais ouve dentro da própria cabeça, um som fantasma muito chato. O zumbido é, muitas vezes – 90% das vezes, na verdade -, sintoma da perda auditiva, mas também é o campeão absoluto de desinformação nos consultórios médicos.
Ao longo da minha jornada, desde o armário da surdez até os meus dois ouvidos biônicos, já vi de tudo (são incontáveis relatos recebidos todos os dias desde 2010…). E o que mais me dói é ver pessoas paralisadas pelo medo ou pela desesperança por causa de mitos que já deveriam ter sido enterrados, mas que continuam sendo propagados graças aos scammers (golpistas) da internet e de profissionais de saúde desatualizados ou mal intencionados. É terrível ver tantos profissionais da saúde vendendo ‘milagres’ e manipulando dados e estatísticas sobre o zumbido no ouvido em benefício próprio.
Siga os dados: de acordo com a Organização Mundial de Saúde, há 1,5 bilhão de pessoas com perda auditiva no mundo, e 90% dos casos de zumbido são sintoma da perda auditiva. Quando ela é neurosensorial (maior parte!), não tem cura, porque as células ciliadas NÃO se regeneram. Sendo o seu zumbido um sintoma de perda auditiva neurosensorial, fique atento para a REALIDADE: não tem cura, mas tem tratamento e manejo SIM. Convivo com o zumbido no ouvido 24hs há 45 anos e posso te afirmar isso sem medo.
DICA DE EXPERT: Já que 90% dos casos de zumbido têm ligação com perda auditiva, para não perder tempo nem dinheiro perambulando em consultórios de médicos cujas especialidades não vão te ajudar, comece a investigação do seu zumbido por um MÉDICO OTORRINO ESPECIALISTA EM SURDEZ.
7 Mitos Perigosos sobre ZUMBIDO Que Seu Médico Deveria Desmentir
Aqui estão os 7 mitos perigosos sobre o zumbido que você precisa parar de acreditar agora:
1. “Você tem que aprender a conviver com isso, não há o que fazer”
Esta é a frase mais preguiçosa que um profissional de saúde pode dizer. Embora o zumbido possa não ter uma “cura” mágica em um comprimido, ele tem tratamento e gerenciamento. Dizer isso a um paciente é empurrá-lo para o fundo do poço sem oferecer a mola para subir. A reabilitação auditiva é essa mola na maioria esmagadora dos casos. Dica de OURO: procure sempre um médico otorrino que seja ESPECIALISTA EM SURDEZ. E converse com pessoas que convivem com o zumbido no ouvido numa boa porque tratam sua perda de audição.
2. “O Ginko Biloba ajuda a melhorar o Zumbido”
Ginkgo Biloba, a planta que muitos juram ser o “santo graal” da audição por pura falta de amor à ciência. A ciência já cansou de mostrar que o efeito é o mesmo de um placebo; você gasta dinheiro, sobrecarrega seu fígado e o apito continua lá, firme e forte, porque a causa — que na maioria dos casos é a perda auditiva — não foi resolvida. Não caia na cilada de achar que um fitoterápico vai regenerar sua audição ou “limpar” o som que seu cérebro está inventando por falta de estímulo. É pura perda de tempo e dinheiro que poderiam estar sendo investidos em um aparelho auditivo de última geração, que é o que realmente funciona para “silenciar” o zumbido através do estímulo correto.
3. “Não existe nenhum tratamento eficaz”
Se você vai a um otorrino e ouve isso, saia correndo e busque outro profissional! Quando o zumbido é causado por perda auditiva, o tratamento consiste em devolver estímulo auditivo ao cérebro com aparelho auditivo, implante coclear ou cirurgias da audição (como a cirurgia da otosclerose, por exemplo). Alaguns aparelhos auditivos possuem geradores de som específicos para mascarar o zumbido e treinar o cérebro para ignorá-lo, prestando atenção a outros sons – mas nada que um gerador de ruído branco também não faça, ok? Além disso, tratar a causa base (a perda auditiva) é o tratamento mais eficaz que existe.
4. “A terapia a laser vai melhorar o seu Zumbido”
Cuidado com as promessas milagrosas de clínicas que vendem pacotes caríssimos de laserterapia prometendo regenerar células auditivas mortas QUE NÃO SE REGENERAM. Não há base fisiológica NENHUMA para que um laser ajude a ‘melhorar’ o zumbido porque ele não tem o poder de regenerar suas células ciliadas! O “laser” usado é vendido em sites que fornecem produtos para clínicas de estética. Eu mesma já entrei num site desses e conversei com um atendente como se quisesse comprar o tal laser. Quando recebi as especificações do produto, foi impossível não rir: o próprio manual diz que não tem comprovação-eficácia nenhuma para zumbido. A promessa é de “desinflamação, desintoxicação, bioestimulação”. Cai quem quer.
Se o seu médico não desmentiu essa falácia, está na hora de você procurar um profissional que esteja no século XXI e foque na medicina baseada em evidências, e não em crendices ou terapias experimentais sem fundamento que só servem para alimentar falsas esperanças e tirar dinheiro de quem não bateu um papo de 5 minutos com o Deep Research do Gemini (para ler com seus próprios olhos o teor dos ‘estudos’ que são usados para vender esse milagre).
5. “É só coisa da sua cabeça”
Sim, é no seu cérebro que o som é processado, mas isso não significa que ele seja imaginário ou “psicológico” no sentido pejorativo. O sofrimento causado pelo zumbido é real, e alguns profissionais de saúde debocham de pessoas que têm zumbido de um modo absolutamente questionável. Procure um grupo de apoio para pessoas com zumbido no ouvido causado por perda auditiva.
6. “Você deve evitar qualquer barulho”
Pelo contrário! O silêncio absoluto é o pior inimigo de quem tem zumbido, pois faz com que o som interno pareça um trovão. O enriquecimento sonoro — ouvir sons suaves, música baixa ou o próprio som ambiente amplificado pelo aparelho auditivo — ajuda o cérebro a “esquecer” o zumbido. Quanto mais som real, menos som fantasma.
7. “Zumbido pode ser espiritual”
O zumbido é um fenômeno neurofisiológico, é o seu cérebro reagindo à falta de estímulo sonoro ou a uma lesão nas células da cóclea – as células ciliadas. Tratar um sintoma médico como uma “provação de alma”, um “chamado” ou um “encosto” só serve para atrasar o diagnóstico de uma perda auditiva que poderia ser tratada com tecnologia, além de gerar uma culpa desnecessária em quem já está sofrendo. A espiritualidade tem seu lugar na vida, mas não no diagnóstico de uma falha nas suas células ciliadas ou na via auditiva; elevar o zumbido ao plano espiritual é o primeiro passo para o isolamento e para a negação da ciência que pode te devolver a paz.
Conclusão Não se deixe imobilizar por diagnósticos sem esperança. Se o seu médico disse que “não tem jeito”, procure um otorrino especialista em surdez e zumbido que entenda de tecnologias auditivas. A vida é curta demais para passar os dias ouvindo um apito quando o mundo está cheio de sons maravilhosos esperando por você.
Saia do armário da surdez e busque ajuda!
Beijos,
Paula Pfeifer
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