Os vencedores do concurso cultural Os melhores sons da Vida

‘O Concurso Cultural Os Melhores Sons da Vida foi realizado nas lojas da Audimax nas cidades de Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, e Passo Fundo.  As inscrições que foram até o dia 12/12/2014 receberam histórias de todo o Brasil. No Rio Grande do Sul, foram mais de 27 histórias. O concurso consistiu na premiação das 5 melhores histórias reais de pessoas com deficiência auditiva que responderam à pergunta: “Por que eu mereço ouvir os melhores sons da vida?”

No dia 15 de dezembro, segunda feira, a Comissão Julgadora, formada por Tânia Carvalho (jornalista e apresentadora de TV), Regina Becker Fortunatti (primeira dama de Porto Alegre), Jorge Cuty (Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre) e Maria Luisa Daiello (Presidente da Sociedade Hípica Porto Alegresnse) se reuniram na sede da empresa. Contamos com a participação especialíssima da escritora e blogueira Paula Pfeifer, que nos ajudou a escolher os vencedores mesmo à distância, lendo todas as histórias e nos mandando as suas escolhidas.

De uma maneira geral, todas as histórias são emocionantes, mas as que sagraram-se as grandes as vencedoras são as seguintes:

SOPHIA ISABELA SEHNEM DE ANDRADE – 02 ANOS

GÜNTER NEJAR KELLER – 13 ANOS

SHEILA FIN – 24 ANOS

LISIANE PICHINI DA SILVA – 26 ANOS

EVA CEZAR DE OLIVEIRA – 74 ANOS

 

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Os 5 vencedores possuem deficiência auditiva bilateral, portanto no total serão 10 aparelhos auditivos doados – AASI  Phonak Advanced (modelo Bolero Q, Virto Q,Audéo Q 312, Naída V UP, SP ou CRT;  o modelo será selecionado de acordo com o grau da perda auditiva, definido previamente através da avaliação audiológica clínica).

Adaptação, regulagens, garantia e toda a assistência técnica serão dadas pela Audimax por um período de 3 anos, sem nenhum custo.

No dia 23 de dezembro a partir das 09hs da manhã entregaremos os aparelhos aos nossos 5 vencedores. A Audimax se sente muito feliz em poder contribuir para que o Natal e o Ano Novo destas pessoas sejam realmente novos para as 5 famílias. O Concurso Cultural foi instituído como ação social da empresa e acontecerá todos os anos! Aqui, sua audição é nossa maior paixão.’

–> Eu (Paula) gostaria de dizer que foi uma honra e também muito emocionante ler todas as histórias enviadas para o concurso, que foi amplamente divulgado pelo Crônicas da Surdez com o intuito de que todos os leitores que precisassem pudessem tentar a sorte. Mal posso esperar por uma foto dos 5 com seus AASI’s só para ver as carinhas de felicidade. Tenho certeza mais do que absoluta de que suas vidas mudarão e que vocês agora irão ouvir os melhores sons desse nosso mundão barulhento e lindo. E não esqueçam que a adaptação requer de nós força, determinação incansável e uma boa dose de resiliência. Vai ser um prazer daqui uns meses receber os depoimentos de vocês contando sobre as mudanças, as descobertas, os sentimentos e as novidades do mundo sonoro. Um abraço especial para o Ed Frankleno e a Luciana Franco, idealizadores dessa ação maravilhosa. Vocês certamente mudarão não apenas vidas, mas corações e famílias inteiras! Beijo grande!

18 amaram.

Promoção de Natal AudioArp

Quando falamos em pilhas para aparelhos auditivos, tudo que nos vem à mente é: tamanho e durabilidade. Não é mesmo? Esquecemos na maioria das vezes um ponto extremamente importante: seu descarte. A fabricação de pilhas demanda o uso de zinco e outros materiais que podem ser nocivos ao meio ambiente, caso sejam descartados de modo inapropriado.

Existem locais específicos destinados ao descarte de pilhas, mas, em contrapartida, sabemos que na correria do dia a dia nem sempre conseguimos nos deslocar em busca de pontos de coleta. Desse modo, como combinar a melhor experiência de audição, garantir o bom funcionamento dos aparelhos auditivos e, ao mesmo tempo, exercer papel no cuidado e atenção ao meio ambiente?

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O carregador eCharger é uma solução sustentável. Basta colocar os aparelhos no eCharger durante a noite, e após 6-8hs estarão prontos para serem usados durante o dia. Além disso, a função de secagem eletrônica do eCharger protege os seus aparelhos de danos causados pela umidade, garantindo durabilidade a longo prazo.

Além de poupar-se do aborrecimento com as trocas constantes de baterias, colocará em prática a consciência ambiental, reduzindo significativamente a quantidade de resíduos de pilhas. O mais importante em todo esse processo ainda está por vir: reduzir o consumo de mais de 20 baterias comuns para apenas 1 bateria recarregável ao ano por aparelho. Saúde, tecnologia e meio ambiente… O mundo está mais conectado do que nunca!

Soluções em conectividade sem fio Siemens permitem a transmissão de áudio diretamente de seu celular, TV ou leitor de música para seus aparelhos auditivos, através de um único controle remoto. A possibilidade de conexão com a experiência mais rica possível, ao toque de um botão.

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Nesse Natal, a AudioArp lança mão do gorro do Papai Noel e traz aos leitores do Crônicas da Surdez um mega presente: na compra de um aparelho auditivo você ganha um carregador eCharger*, e na compra de dois aparelhos auditivos, você ainda leva pra casa um Controle Remoto TEK* para desfrutar dos recursos de conectividade dos aparelhos Siemens. Aproveite, a promoção é por tempo limitado! 

*Promoção válida para Aparelhos Auditivos compatíveis com os acessórios.

7 amaram.

Criar uma criança surda faz o mundo soar diferente

Fonte: TIME Magazine

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Por Lydia Denworth

Quando descobri que meu filho não podia ouvir, percebi que na verdade era eu que não estava, de fato, escutando.

Antes que meu filho mais novo, Alex, fizesse dois anos, nós descobrimos que ele tinha uma perda auditiva significativa que tendia a piorar. Algumas semanas mais tarde, me vi no ginásio da escola que meus outros dois filhos frequentavam. Estive nesse ginásio dezenas de vezes para vários eventos – aplaudindo e torcendo, conversando com outros pais e então seguindo em frente com o resto do meu dia.  Nesta manhã, minha rotina foi abalada. O barulho das crianças ecoou das arquibancadas. Quando as crianças quietas pegavam o microfone era difícil ouvi-las.Tudo isso era normal, mas eu nunca tinha notado antes. Agora, eu estava ouvindo o mundo de um jeito diferente, imaginando-o através dos ouvidos – e dos aparelhos auditivos – do Alex, que um dia poderia ser um estudante aqui. Ter um filho surdo, eu percebi, iria me ensinar a ouvir.

Uma vez que comecei a ouvir, comecei a aprender. A pesquisa veio naturalmente – sou jornalista – e se tornou o meu mecanismo de enfrentamento. Através de livros, conferências e conversas com todos os especialistas possíveis, comecei a entender o poder do som – como a fala dos pais, dos cuidadores e dos professores molda a linguagem falada de uma criança; e então, como a linguagem falada de uma criança a ajuda a aprender a ler. Eu também vi e ouvi mais claramente os efeitos nocivos do alter ego do som, o barulho – a indesejada cacofonia do nosso mundo industrial, ou efeito amplificado de várias pessoas falando ao mesmo tempo, ou a música muito alta e invasiva.

O que mais me impressionou foi o que o som não importa muito para as crianças ouvintes, como meus dois filhos mais velhos. A partir do minuto em que nasce, cada experiência que uma criança tem está sendo gravada pelo seu cérebro. O som, ou a ausência dele, é parte desta experiência. Os neurônios fazem conexões uns com os outros, ou não; o sistema auditivo se desenvolve, ou não, baseado nessa experiência. O som é essencial para qualquer um que esteja aprendendo a falar e ouvir – e isso inclui todas as crianças ouvintes bem como as totalmente surdas e as que usam aparelhos auditivos e implantes cocleares, que enviam sinais sonoros diretamente para o nervo auditivo.

Antes que descobríssemos que o Alex não podia ouvir, ele estava usando todos os sinais visuais disponívels – sorrisos e caretas, mãos balançando, dedos apontando – para que seu mundo fizesse sentido. Por um tempo, ele compensou bem o suficiente para nos deixar achar que ele ouvia, mas não conseguiu mais uma vez que seus colegas começaram a falar.

Tanto a quantidade quanto a qualidade das palavras que as crianças ouvem em seus primeiros anos de vida afetam o desenvolvimento da sua linguagem. Com o passar do tempo, como as crianças vão tendo mais experiências auditivas, o processamento auditivo nos seus cérebros acelera e se torna mais eficiente. A repetição, o ritmo, a poesia, a música e até o Dr.Seuss ajudam as crianças a aprender a língua ao fazê-las ouvir por padrões. Essa prática de escuta em seguida forja as redes neurais necessárias para a leitura porque a capacidade de fazer com o que se ouve faça sentido e quebrar a fala em sílabas e fonemas é a base da leitura. Como uma criança reage ao som – o quão eficientemente seu cérebro processa o som – no primeiro dia do jardim de infância está relacionada com quantas palavras por minuto uma criança será capaz de ler na quarta série. Isso mostra que os problemas com o processamento do som são o cerne da maioria dos problemas de leitura. Por outro lado, crianças que lêem bem construíram fortes circuitos cerebrais que conectam audição, visão e linguagem.

É importante notar que se uma criança surda crescer usando a língua de sinais, ela não vai precisar do som porque seu mundo é visual. A língua de sinais, se for a primeira língua, se fixa no cérebro nas mesmas áreas em que a língua oral o faz naqueles que aprenderam a falar. Já a leitura é outra questão. Aqueles que têm a língua de sinais como primeira língua aprendem a ler no que para eles é considerado uma segunda língua e historicamente têm tido muito mais problemas com a leitura do que seus pares ouvintes.

Quando o Alex começou a frequentar a escola com seus irmãos ele estava usando aparelho auditivo num ouvido e implante coclear no outro. Descobriu-se que pequenas estratégias pensadas para melhorar o ambiente da sala de aula para ele beneficiaram a todos. Depois que ensinamos o Alex a educadamente pedir que seus colegas falassem mais alto ou repetissem algo, o ambiente ficou cheio de crianças fazendo o mesmo pois ninguém conseguia ouvir o que as crianças tímidas sussurravam. Nenhuma das crianças na classe dele da primeira série ouviu a tarefa de matemática porque o barulho do ar condicionado parecia uma batedeira. Trocar aquele velho aparelho ajudou 20 crianças, e não apenas uma. O mesmo valeu para os carpetes e cortinas e para a idéia de cobrir as pernas de metal das cadeiras. De acordo com a Acoustical Society of America, os níveis de ruído em muitas salas de aula são tão altos que aqueles com audição normal conseguem ouvir apenas 75% das palavras lidas de uma lista.

Outra coisa aconteceu. As necessidades do Alex sutilmente mudaram algumas dinâmicas do grupo, encorajando um novo nível de atenção. Ouvintes não precisam olhar quando alguém está falando para entender o que dizem, mas surdos precisam. Embora o AASI e o IC do Alex permitissem que ele ouvisse sem olhar, ele se beneficia de pistas visuais, e na sala dele foi dada uma lição de língua de sinais americana a respeito da necessidade de contato visual. A coisa mais bonita a respeito de olhar para alguém enquanto a pessoa fala é que, em vez de parecer que está prestando atenção, você provavelmente está prestando atenção.

Prestar atenção importa num nível mais profundo. A capacidade de prestar atenção nas crianças se desenvolve com o tempo, assim como a linguagem. E como a linguagem, a atenção seletiva – do tipo que as crianças precisam em sala de aula – é afetada pela experiência. Com a prática você se torna melhor. Neurocientistas provaram que quando as crianças prestam atenção elas aprendem. Focando em algo específico – uma voz por vez ou seu livro em vez de seu amigo – resulta em maior resposta do cérebro, medida pela atividade elétrica mesmo em crianças tão pequenas quanto as de três anos. Essa resposta maior ajuda a construir redes entre os neurônios e treina o cérebro para aprender.

O Alex está agora na sexta série na mesma escola. Eu não posso mudar a acústica da cafeteria, mas na sala de aula, todo início de ano tratamos de relembrar os professores dele para que parem e escutem. Nós os encorajamos a amplificar o som, por exemplo, lembrando-os de olhar para os alunos em vez de olhar para o quadro, e para diminuir o ruído mantendo as portas sempre fechadas.

Em casa, os meninos costumam fazer o dever de casa na mesa da cozinha enquanto eu faço o jantar e ocasionalmente entrei em cena para oferecer sugestões ou fazer perguntas – muitas vezes sem deixar o que estava fervendo no fogão. Não faço mais isso. Desligo o rádio e calo meus filhos mais velhos e então me sento próxima ao Alex (ou qualquer um dos meus filhos que precise de ajuda) e dou a ele minha atenção total. Ele aprende melhor e eu aprendo mais sobre ele. Gostaria de nunca ter feito isso de modo diferente do que tenho feito.

52 amaram.

Sobre os adultos pós linguais que fazem IC, ou uma leitura do post “Sobre as grandes decisões que tomamos na vida” de Paula Pfeifer

Por Carla Rigamonti, psicóloga

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A proposta de escrever um texto sobre o “baque pós IC” (termo proposto pela Paula Pfeifer) me pôs a pesquisar em artigos científicos resultados de adultos que fizeram o implante coclear. A pesquisa foi interessante, uma vez que não chegou perto de responder à nossa pergunta. Além disso, em momento algum encontrei informações sobre esse período posterior ao implante coclear que faz com que a decisão seja revisitada e torne possível questionar sobre a efetividade e as mudanças causadas pelo implante coclear.

Digo isso, pois de acordo com as pesquisas científicas, o implante coclear para adultos pós- linguais tem efeitos consideráveis na qualidade de vida e na discriminação de fala. Acredito ser de especial interesse pontuar os melhores resultados relacionados ao impacto na qualidade de vida em adultos que já faziam algum tipo de reabilitação auditiva anterior ao uso do dispositivo (uso esse termo porque me refiro a um artigo em que foram observadas mudanças de qualidade de vida em usuários de prótese auditiva e de implante coclear)[1]. Nesse ponto, é importante associar a frequência em uma terapia de reabilitação ao investimento do paciente em melhorar sua qualidade de comunicação, o que me parece estar intimamente associado à forma como se lida com a surdez, tanto em relação à elaboração da perda de uma percepção sensorial como também quanto à aceitação desta perda. A partir disso, podemos compreender a aceitação e a elaboração da perda como motores na busca de tratamento anterior ao implante coclear, o qual implicaria em melhores resultados na qualidade de vida pós-cirurgia.

Quando coloco variáveis psicológicas, como a aceitação da surdez e o luto de uma posição de sujeito ouvinte, pretendo tornar mais complexo o nosso problema, pois não podemos ignorar os impactos próprios da perda. Destaco aqui uma frase da própria Paula, em seu post “Sobre as grandes decisões que tomamos na vida”: “Quando pequena, lembro de ser serelepe, espoleta, extrovertida, corajosa, louquinha, e à medida em que fui perdendo a capacidade de ouvir, tudo isso foi indo embora junto. Sinto saudade daquela pessoa!”.  De fato, a perda auditiva afeta a comunicação, o que nos liga ao mundo: quando temos nossa capacidade de se comunicar reduzida ou dificultada vemos nossas relações pessoais e profissionais abaladas. Encontrei um depoimento muito interessante a esse respeito de uma usuária de implante coclear: “…Eu tive que fazer o luto pela perda da minha audição e percebi o quanto isso me mudou em termos que eu já não era capaz de ser tão sociável, espontânea, afiada, tão alerta às relações sociais (…) então inicialmente o que acontece, que é surpreendente, é que as pessoas não reagem da mesma forma e eu me vi desinvestindo. Era mais fácil para mim não sair e falar com as pessoas e socializar, não sair como um casal ou com grupos de amigos…”[2].

As adaptações depois da perda auditiva são, portanto, muitas, e tratam de uma forma de estar no mundo e de relacionar que não é mais possível. Temos assim, duas opções de tratamento na atualidade. O uso da língua de sinais ou a busca por uma reabilitação que enfatize os aspectos orais da comunicação: leitura orofacial, uso de prótese auditiva (sendo ou não candidato ao implante coclear) e terapia fonoaudiológica com ênfase na fala. Vou me deter à essa segunda possibilidade e propor mais uma diferença que considero fundamental: o tempo de privação auditiva, ou seja, o tempo entre a perda da audição e o uso do implante coclear. Faço essa escolha justamente porque a Paula, em seu pedido, enfatizou o quanto se perde enquanto se é surdo, ou ainda, o que ela poderia ter feito e vivido se tivesse feito o implante coclear antes. Será essa uma questão comum a todos que tomam mais tempo para decidir pelo implante coclear?

Considero como psicóloga o quão angustiante deve ser tomar uma decisão de vida que faz com que todas as anteriores sejam revistas: que trabalhão psíquico! Mas, também como psicóloga, pontuo aqui a importância do tempo e da elaboração da surdez, além do investimento em uma terapia fonoaudiológica, como condições fundamentais para que o implante coclear seja colocado não como uma “solução” (a maior das expectativas), mas como uma forma alternativa de ser surdo. Explico: me parece que, se a Paula não tivesse elaborado o luto daquela menina serelepe, e encontrado alternativas e formas novas de se relacionar no mundo, talvez ela não se surpreendesse de forma tão positiva com o implante, justamente por ele ser colocado nessa posição de resgate de tudo o que ela poderia ter sido. Mas a Paula não pode mais ser aquela menina… Então, o que ela pode ser? Essa construção de uma nova forma de se comunicar deve sim ter suas raízes no que desejamos ser um dia, mas não deve pretender ser exatamente o que se perdeu. Porque o que se perdeu já não pode ser mais o que era.

Ainda sobre a questão da deficiência auditiva em adultos, encontrei um relatório recém-elaborado sobre o custo da perda auditiva na Inglaterra[3]. Além de visar o impacto econômico do não investimento no acesso às tecnologias auditivas, esse documento propõe que seja feito um programa de triagem auditiva com adultos, pensando no impacto da perda auditiva quanto aos seus efeitos nas relações sociais, pessoais e profissionais. E então, me encontrei pensando: em qual tipo de programa social podemos pensar na abordagem de adultos que buscam o implante coclear? No presente artigo a proposta foi, justamente, pontuar os efeitos psicológicos, que podem também ser cuidados pensando na melhor qualidade de vida.

Eu devolvo, assim, a seguinte pergunta: quais as sugestões dos adultos já implantados para programas que trabalhem com candidatos ao implante coclear? Existe algo possível de pontuar, que tenha feito muita falta, ou que tenha feito uma diferença positiva/ negativa muito grande em seu processo dessa escolha, uma das grandes escolhas da vida?

[1] Cohen SM, Labadie RF, Dietrich MS, et al. Quality of life in hearing-impaired adults: the role of cochlear implants and hearing aids. Otolaryngol Head Neck Surg 2004 Oct; 131(4): 413-22. Grade B.

[2] Archbold S, Lamb B, O’Neill C, Atkins J. The real cost of adult hearing loss: reducing its impact by increasing access to the latest hearing technologies.

[3] Idem.

24 amaram.