FaceTime de áudio: o melhor jeito de usar o iPhone

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Essa dica é para quem é usuário de implante coclear e usa iPhone para falar no celular. Enquanto o Nucleus 6 não chega no Brasil para me livrar dos cabos de áudio (é muita mão de obra: celular toca, você tem que achar o cabo na bolsa, tirar o IC, conectar o cabo nele, colocar de volta na cabeça, blablabla) o jeito é atender do jeito normal, embora o cabo de áudio tenha o plus de fechar todos os ruídos de fundo. Posso ter demorado pra descobrir mas o dia em que me dei por conta foi ‘como pude viver sem saber disso antes’. Falar no iPhone numa ligação é infinitamente melhor, mais claro e mais audível através de um FaceTime de áudio – pena que só funciona de iPhone pra iPhone. Experimentem fazer a comparação ligando para alguém primeiro através de uma ligação convencional e depois através do FaceTime de áudio: são outros quinhentos!! Basta clicar num contato e depois clicar no ícone do telefone na opção FaceTime, facílimo. O som é incomparavelmente melhor do que na ligação convencional, parece até que a pessoa está ao seu lado falando ao pé do ouvido. Muito, muito bom. Acho até que a dica vale para quem não usa IC ou AASI, hein! ;)

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Quem são os leitores do Crônicas da Surdez?

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Chegou a hora de saber quem são os leitores do Crônicas – tenho muita curiosidade de saber mais sobre vocês!! Por isso, peço que cliquem aqui e respondam a um questionário que bolei com várias perguntas que vão me ajudar a fazer um site melhor! :)

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Sinais de que você precisa de aparelhos auditivos

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A TV começa a perfurar os ouvidos alheios

Acho que esse é o sinal mais gritante de todos. Você põe a TV num volume altíssimo e ainda assim acha baixo. O resto da família começa a surtar com o barulhão e te pede para diminuir mas, se fizer isso, você não ouve mesmo! Pode saber que até o vizinho de cima já está pensando em te aconselhar a fazer uma audiometria…

A sala de aula vira sala do pânico

Ouvir mal e precisar frequentar escola/faculdade não é para os fracos. Você começa a escolher um lugar estratégico para ter visão panorâmica da sala inteira e evitar passar pelo constrangimento de ver alguém berrando seu nome porque te chamou 5x e você não ouviu. Professores falando de costas = entendimento zero. Entender o que a turma do fundão diz? Nem pensar!

Você começa a cantar como a Solange do BBB

Quem lembra da Solange cantando tudo errado? Ouvir errado = cantar errado. E o mais engraçado é que depois, quando passamos a usar aparelho auditivo e a entender as coisas corretamente, nos damos por conta dos micos épicos que pagamos assim.

As pessoas comentam que você está berrando

E você prontamente responde: EU NÃO ESTOU BERRANDO NÃO. Aos berros, claro. O tom de voz de quem ouve mal é alto e incomoda aqueles que não têm deficiência auditiva. Portanto, se as pessoas próximas  e as nem tão próximas assim comentarem que você fala alto demais ou berra, já sabe. Sinal luminoso de alerta!

Ligações telefônicas viram tortura chinesa

Seu interlocutor pergunta ‘como vai’ e você responde que hoje é quarta-feira? Quem nunca… Quando temos perda auditiva falar ao telefone é um martírio pois não há nada mais desagradável do que pedir que a pessoa repita cem vezes o que disse – e ainda assim não entender!! Muitos pensam que ainda dão conta do recado mas não percebem que só falam ao telefone com a mãe, o pai, o marido; pessoas cujas vozes são muito fáceis de desvendar em função do convívio intenso.

Participar de conversas com várias pessoas é como estar perdido num aeroporto chinês

Quando fica difícil entender o que mais de uma pessoa diz numa conversa, sinal de alerta. A atitude de quem precisa de AASI’s numa situação dessas é ficar olhando para o chão, para o teto, mexendo no celular e se sentindo perdido num aeroporto chinês – o povo fala, fala, fala e você não entende bulhufas do que estão dizendo.

Repetidos momentos “Velha da Praça da Alegria”

Quem lembra daquela velhinha? Eu lembro como fica em pânico se assistir aquele programa porque me identificava demais com ela! Foram milhares de vezes em que estive em conversas nas quais me perguntavam “X” e eu respondia “Y” sem a menor cerimônia. Pior que isso só quando eu parava de prestar atenção em conversas com várias pessoas e de repente decidia voltar pro papo e soltava alguma frase e todos me olhavam e diziam: “Mas acabamos de falar isso”. Se você entende errado regularmente, tem algo errado aí.

As pessoas perguntam se você ouviu coisas que você não ouviu

“Você não ouviu baterem na porta?”, “Você não ouviu que eu te chamei?”, “Você não ouviu o alarme do carro?”, “Você não ouviu a porta bater?”, “Você não ouviu a campainha?”, “Você não ouviu o interfone?” – e por aí vai. E não, você não ouviu.

Os outros começam a perguntar se você é surdo

Quem ouve capta direitinho os ‘escorregões’ de quem não ouve. Quando um ouvinte percebe que a gente não ouve em diversas situações as antenas levantam. Se você desconfia que ouve mal e te fazem a temida pergunta ‘Você é surdo?’, melhor correr pro médico. Muitas pessoas gostam de se enganar dizendo-se desatentas ou distraídas. Mesmo o mais distraído dos ouvintes ouve quando lhe chamam ou entende o que lhe dizem.

Se você se identificou com algum ou alguns dos sinais, busque um otorrinolaringologista de confiança e faça uma audiometria. Tentar fingir que a sensação de isolamento trazida pela surdez não existe é uma das tarefas mais cansativas para quem não ouve ou ouve mal. Busque ajuda, busque qualidade de vida e vá ser feliz. ;)

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