Crônicas da Surdez Implante Coclear

Jornada do Implante Coclear: parte I

Ando mais pensativa do que de costume. Sabe quando a gente começa a passar por uma revolução interna daquelas avassaladoras? Embora doído, isso é bom. É do caos que surgem as estrelas cintilantes, não é mesmo? A minha ficha caiu. A surdez, essa cretina sem coração, me fez chegar ao meu limite. Surdez bilateral progressiva de grau profundo não é para os fracos. Sério. Amo profundamente meus aparelhos auditivos e, se eles me dessem entendimento de fala sem leitura labial, acho que ficaria com eles até o fim dos meus dias. Acontece que cheguei no ponto em que com ou sem AASI, meu entendimento de fala é nulo se não fizer leitura labial. E isso cansa. Desanima. Angustia. Na maioria dos dias chego em casa vesga depois de passar a manhã, a tarde e a noite lendo os lábios alheios.

Decidi, então, começar o que chamo de jornada do Implante Coclear. O primeiro passo, logicamente, foi descobrir se sou apta e candidata ao IC. As pessoas que mais me aturaram e iluminaram nos primeiros momentos foram a Mirella Horiuti e a Patricia Coradini, duas fonoaudiólogas sensacionais que me conhecem e me acompanham há anos.  Acho engraçado como tudo foi se encaixando como um quebra-cabeça nessa história. Lembro do dia em que minha dermatologista e grande amiga Raíssa Chemello me disse que eu devia conhecer a Michelle Lavinsky, uma ótima otorrino de Porto Alegre. Eis que dei aquela palestra no Simpósio de Doenças de Inverno em maio e lá conheci a Michelle, que me apresentou também ao pai dela, o grande médico otorrino Dr.Luiz Lavinsky. Comentei com eles por cima sobre a minha vontade de partir pro IC e ambos me disseram: “Quando te decidires, vamos fazer uma consulta!”. Decisão tomada, no dia 12 de julho fui consultar na Clínica Lavinsky. Antes disso eu havia conversado com a Dra. Leticia Rosito, uma fofa – me tirou muitas dúvidas e ficou um tempão conversando comigo.

 

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Levei todos os exames que tinha, entre mil audiometrias e tomografias. Chegando lá, me senti em casa. Confesso que fui com um certo ‘medinho’ do Dr.Luiz, afinal, ele é uma autoridade reconhecida nos quatro cantos do mundo quando se fala em IC – só esse ano já viajou para vários países para falar sobre implante coclear. Para minha absoluta felicidade e surpresa, ele me ‘desmontou’ nos primeiros cinco minutos de conversa. Um lorde, um fofo, um amor. E a Michelle então, nem se fala – ela é a mais nova professora de otorrinolaringologia da UFRGS. Como costumo dizer quando dou alguma palestra, eu acho importantíssima a maneira como o médico nos expõe a nossa situação e acho que essa maneira é determinante a respeito da decisão que tomaremos. Um médico que te atende com cara de poucos amigos, que não tem paciência, que não te examina, que está apressado, que não te recebe com empolgação alguma, esse é aquele que vai te fazer voltar para casa cabisbaixo, triste e cheio de dúvidas. Agora, um médico que te recebe de braços abertos, sorriso no rosto e disposto a sanar todas as tuas dúvidas e dividir contigo o conhecimento que tem, esse é O CARA! Que te passa segurança, tranquilidade, te mostra o caminho e ainda te enche de coragem para enfrentar o que vem pela frente. Porque, como sabemos bem, quando se fala de surdez, a jornada é longa e estressante.

Devo dizer que sou muito grata pelos profissionais da saúde que surgiram na minha vida desde a criação do Crônicas da Surdez. Os Lavinsky entraram para a ‘turma’ daqueles que amo de paixão. Nossa primeira consulta foi longa, com direito a descobrir que até desvio de septo eu tenho – venho respirando bem mal há mais de ano já. Aproveitando que eu já estava em Porto Alegre (para não precisar retornar, afinal, são quatro horas de viagem de Santa Maria até lá) decidi ficar mais uns dias e fazer uma série de exames que eram necessários. Acabei voltando à clinica repetidas vezes entre sexta e quarta-feira.

 

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Na segunda-feira fiz um exame otoneurológico que defini da seguinte maneira: parece que você está assistindo Matrix em chinês, completamente chapado, enquanto se equilibra num salto de 15cm cuidando pra não cair em cacos de vidro. Durante o exame não me senti mal, mas depois…fiquei horas como se tivesse um tufão dentro da cabeça e ‘pendendo’ de um lado pro outro, tipo o Canabrava. Que sensação medonha! Depois disso veio exame genético, BERA, audiometrias, testes de prótese. Por último, a ressonância magnética do crânio, na quarta. Só que nesse tive azar, fiquei umas três horas esperando e, quando me chamaram, foi pra avisar que o aparelho tinha quebrado.

Na consulta final com os Lavinsky, o veredicto: candidata a implante coclear, preenchendo todos os requisitos necessários. Na próxima consulta, levo a ressonância e o Dr.Luiz vai ‘bater o martelo’ e aí poderei entrar com a papelada de plano de saúde e passar para a parte II, da burocracia. Isso vai ser em agosto, quando eu estiver voltando do congresso da FORL em Campos do Jordão – contei pra vocês que sou palestrante e vou falar sobre deficiência auditiva sob a ótica do paciente para os otorrinos e fonos bambambãs do país? 🙂

Enfim, eu gostaria de agradecer imensamente ao Dr.Luiz e à Dra.Michelle. Pelo carinho, pela paciência, pela compreensão, por tudo. Vocês me deram segurança para tomar a decisão de que farei, com certeza, o IC. Na verdade, mal posso esperar por isso.

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Agora, as confissões. Não pensem que foi fácil. Costumo me achar forte, costumo segurar todas as ondas, costumo aguentar todas as pauladas da vida. Mas essa jornada é pessoal e intransferível. Difícil explicar para quem está por perto o que você está sentindo, quais são seus medos, suas expectativas. Quero agradecer à minha mãe, que esteve junto o tempo todo – sempre me apoiando, aguentando meu mau humor, tentando me fazer rir quando minha vontade era de chorar rios de lágrimas. E também à minha querida amiga Clávia, que esteve por perto dando força e nos ajudando a segurar o tchan.

Não há motivo para chorar por causa do implante coclear, muito pelo contrário. Ele é a minha luz no fim do túnel. A questão é tudo o que faz e fez parte disso. São trinta anos perdendo audição aos poucos, por motivos desconhecidos. São trinta anos perdendo sons importantes, informações, piadas. Sendo privada de muitas coisas. Tendo que selecionar até mesmo os lugares aos quais vou para me divertir. Todo aquele cuidado de que não pode ser escuro e barulhento (não sobra muita coisa, hehehe). E junto disso a sensação de que não tenho mais nada a perder. Vocês entendem o que é isso? No sentido literal, pois as pessoas costumam dizer ‘não tenho nada a perder’, mas quando você se vê encurralado numa situação em que não tem literalmente mais uma célula ciliada para perder, são outros quinhentos. Emocionalmente falando, a parada é intensa, para dizer o mínimo. Um turbilhão de sentimentos confusos, um pouco de raiva por tudo o que perdi, a expectativa sobre a qualidade de vida e os sons que posso vir a ganhar. Enfim, estou pronta. Seja o que Deus quiser.

PS: uma das piores coisas sobre ter fama de super forte é que as pessoas acham que não é mais do que sua obrigação aguentar tudo no osso do peito. Ok, pode até ser. Mas eu realmente esperava que pelo menos algumas pessoas mais chegadas me mandassem um SMS, um WhatsApp, um email, qualquer coisa, perguntando como eu estava. Senti falta disso. Nessas horas aquele texto da Danuza Leão faz todo sentido. Se uma mulher ‘frágil’ se gripa, mil pessoas vêm oferecer remedinho, lenços, ajuda, blablabla. Agora, se for uma mulher forte…esquece! As pessoas presumem que ela não precisa de nada. É ruim, hein!

101 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010, e também escrevo o blog Sweetest Person desde 2007. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 34 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

48 Comentários

  • paula preciso de ajuda meu filho é deficiente auditivo hje ele ta com 10 aninhos,o sus simplesmente me negou o direito dele de fazer a cirurgia,faço te uma pergunta tem idade- limite para a realizaçao do implante coclear……e pelo sus essa idade tambem tem que serr cumprida ou posso sim entrar na justiça e ganhar essa causa.alguem que entenda mais do que eu me deem uma luz…obg

  • Paula,
    Meu filho Vinícius Maia nasceu com deficiência auditiva bilateral com grau de severa a profunda, tivemos a mesma sorte que você de encontrarmos “anjos” no nosso caminho que nos deram todo apoio necessário para que nosso filho tivesse a oportunidade de escutar os sons, e de ter uma vida normal dentro dos padrões da sociedade, hoje após 02 anos de IC Bilateral, temos a alegria e a maior felicidade do mundo de escutar cada palavra dita pelo Vinícius Maia.
    Te desejo toda sorte do mundo, que Deus te abençoe e seja sempre forte, pois a tua força é que abastece a todos que estão a tua volta a serem fortes também.

    Um forte abraço..

    Francisco Maia.

  • Paula, eu tó aqui passando pelo mesmo… #ansiosademais.

    Era pra ter feito o IC pelo HCSP no ano retrasado rs,mas como perdi 2 consultas (trabalho) e meus “assessores” (mãe e marido rs) não ligaram para explicar as faltas, perdi a vaga :(…

    Depois de um tempo comecei o processo de novo pelo Hospital de São Paulo indicada pela minha tia, com exames marcados, descubro que estava grávida (yes), liguei e expliquei o ocorrido então disseram que assim que nascesse e depois de uns 6 meses eu poderia marcar de novo sem problemas. Mas infelizmente meu bebe nasceu prematuro de 26 e não sobreviveu :(. Assim que passei pelo pós-cesárea, marquei uma nova consulta e já estou com exames marcado pra setembro :)… Desde então tó aqui na ansiedade…

    Só uma dúvida será que podemos ter a mesma vida normal de antes com aparelho ou não?

    Vc simplesmente é #alguémcomoeu

  • Oi Paula. Meu nome é Heloisa, moro em São Carlos, interior de São Paulo. Sou mãe de um rapaz de 17 anos, Pedro, que também é surdo bilateral, severo para profundo.
    Meu filho fez o IC dia 11/06/2013 e começou a ativação dia 11/07/2013.
    Tudo ainda está muito recente.
    Dentro de mim há um turbilhão de emoçoes, e muita esperança.
    Encontrei seu blog depois que a fono do meu filho Elaine Soares, de Campinas, ter falado do seu livro.
    Ainda não li, mas vou lê-lo em breve.
    Amei ler o que vc posta e os outros artigos.Obrigada por compartilhar o seu coração e os seus sentimentos, parece que vou entendo tudo que meu filho passa e sente. Muito obrigada por tudo isso.É muito dificil para nos que somos ouvintes sabermos exatamente o que se passa com o surdo: seus medos, angústias, sofrimentos, pensamentos,atitudes, tristezas e alegrias. Mas com amor tudo é possível.
    Quero mesmo te agradecer de coração por essa determinação e vontade de expor sua vida.
    Espero que vc faça logo o IC. Acho que muitas coisas mudarão pro Pedro e para vc.
    Um beijo no seu coração, pois mesmo sem conhecê-la, parece que já conheço e sinto muito carinho.
    Fique com Deus.
    Helo

    • Heloisa, que lindas as tuas palavras.
      Eu desejo todo sucesso pro Pedro. Pelo que sei do IC, é devagar e sempre, portanto, força e persistência.
      Seja super bem-vinda ao Cronicas. Espero mesmo que leias o livro.
      Um grande beijo,

  • Paulinha,

    Tu já sabes, mas gosto de frisar rsrs Estou na torcida!!! E muito feliz pela sua alegria em compartilhar conosco a sua inspiradora experiência.

    Bjs grandes!

  • oi Paula ! sempre choro quando leio tuas Crônicas…quando tivemos o diagnostico da Isabela… foi como aquela passagem da Biblia… do mar Vermelho bem a frente nos impedindo de prosseguir, de dar um passo sequer… mas Deus em sua infinita graça providenciou um caminho …o IC e a convicção que temos é de VITÓRIA, sim estamos atravessando ! minha filhinha Isabela foi implantada em Novembro aqui em Floripa-SC pelo Dr. Claudio Ikino ( de quem sou fã !) realmente ter um médico que te passa confiança é tudo !!! ela tem feito os mapeamentos e fala muitas palavrinhas : mamãe, papai,vó, Grazi (aie), mana, acabou (abou), oi, ai, au au, miau, um dois teis (1,2,3)nao, tchau, mais, e compreende muitas palavras/ordens mesmo de costas !!!
    Tenho plena certeza que o bom Deus vai dirigi-la e terá muuito sucesso !
    um grande beijo
    Deus te abençoe sempre !
    Viviane

  • Olá, Paula!

    Força e Paz para você na sua nova jornada de IC, acredite e tenha fé que tudo dará certo, torço pelo sucesso da cirugia e sei que você compartilhará conosco todas as suas felicidades, angustias e duvidas e isso é ótimo, pois é muito importânte saber como é ser surdo oralizado. Sou uma ouvinte casada com um surdo oralizado, que usa aparelhos auditivos e não pensa em fazer a cirurgia do IC, ele diz que já está velho. Mais eu penso que ele tem é medo mesmo. Bem acho de estrema importância O cronicas da Sudez tenho aprendido muito com os relatos. PARABÉNS PELO SUCESSO DO BLOG.

  • Olá!

    Que tenhas sucesso nessa tua nova jornada.

    Para as pessoas que não entendem o que é surdez, imaginem a escuridão chegando enquanto a cores que notamos estão sumindo conforme mais profundo vamos… somente aí nos damos conta do quanto adoramos as cores (sons), qualquer luz, por mais tênues que sejam, nos deixam em extase porque, se ainda não notamos todas que gostaríamos, ao menos sabemos que elas estão por aí e podemos enxergar (ouvir) algumas e seguir em frente.

    Abraço.

  • Bom minha querida, é ter essa oportunidade. Tenho uma filha surda muda de nascimento, em consequência de rúbeola congênita…profunda-severa bilateral.E lá em Bauru, Centrinho nunca quizeram fazer o transplante.
    Hoje ela começou a perder também a visão. Já fez quatro cirurgias em São Paulo.Mas tudo é muito complicado e caro, já que moramos no nordeste, em São Luís. Portanto aproveite todas as suas oportunidades e não tema ao novo. Bem vinda ao mundo do barulho, e dos belos sons…

  • Força Paula, que tudo dará certo. Torcendo por você! Estou em uma situação semelhante à você, analisando a possibilidade de encarar o IC, pois os AASI já não estão mais me ajudando como outrora.

    Abraço.

  • Ola Paula,

    Adorei ler seu texto, e gostaria de te dizer que entendo tudo que você ta sentindo, porque tenho uma filha de 4 anos que é implantada bilateral, e tudo isso que você ta passando e sentindo eu tambem senti, medos, angustias, duvidas, anciedade enfim mil sentimentos misturados, ja que minha filha era pequena quando tomei a decisão de fazer o implante dela, então ela nao entendia nada e eu que senti todos esses sentimentos, então eu queria te dizer que nesse momento você vai passar por tudo isso, mas depois você vai ver que vai ser a melhor decisão que você tomou em toda sua vida, parabens pela decisão, te desejo muito sucesso na sua cirurgia, e quero ver um texto seu depois dizendo que essa foi a melhor decisão que você tomou em toda sua vida. Fica com Deus!

  • Linda!!!!!!!!Parabéns, chorei muiiiiito lendo seu texto, pois tenho uma filha de 2 anos que tbm tem surdez profunda bilateral, e está prestes a fazer o IC, estou a mil, entendo um pouco do que vc sente, pois tbm tento ser forte mais estou no meu limite, essa jornada é muito dificil. Parabéns, e que DEUS te abençoe. Forte abraço.

  • Nossa! é emocionante seu relato, principalmente quando fala das suas células ciliadas. Eu e meu esposo ja passamos por isso pois nosso amado filho também não tinha nenhuma célula ciliada boa, mas o Implante Coclear está proporcionando ao nosso pequeno uma ótima qualidade de vida.É muito gratificante chamar nosso pequeno quando estamos na sala e ele no seu quarto sem precisar falar olhando para ele para que seja feita a leitura labial, o Implante Coclear irá proporcionar isso à você também, muitas vezes falamos com nosso filho e tampamos a nossa boca para ele não ler os lábios e o entendimento é perfeito.Você terá ótimos ganhos, vá em frente que Deus te abençoe e ilumine sempre…
    Se possivel mande noticias.
    Um grande abraço
    Patricia e Marcio.

  • Chorei lendo o seu texto!
    Tento me colocar no seu lugar, acho bonito vc agradecer a sua mãe por estar sempre ao seu lado, afinal eu sou mãe tb e sinto uma salada mista de sentimentos dentro de mim!
    Choro por tudo: pelas angústias que eu nem sei dizer ao certo quais são, cansaço de uma rotina de fono, audios e etc… Que cansa e muito, pela incerteza do futuro, frustrações, conquistas, alegrias…Ufaaaa é muita coisa!
    Mãe sofre! Mil sentimentos tudo junto e misturado!

    Torço para que tudo dê certo, viu? Mando de longe muita energia positiva para vc Paula!!!
    Bjos e fique com Deus

    • Sabine, não sei o que seria de mim sem a mãe nessa jornada toda, desde criança.
      Acho que preciso dar uma folga pra ela, de ser os meus ‘ouvidos’ quando preciso.
      Vcs mães de pessoas como nós são incríveis, pois precisam ser ainda mais fortes que nós! Haja força!
      Beijo grande,

  • Vai dar tudo certo. Somos escolhidos por Deus para sermos exemplos, ter essa deficiencia sem coração não é facil, até que suportamos bem. Estamos de parabéns, apesar dos altos e baixos.

    Boa SORTE!

    Bjs

  • Paula querida,
    Tenho certeza que tudo dara certo, aprendi com a vida que quando passamos a imagem de pessoas fortes eh pq verdadeiramente o somos, apenas as vezes cansamos um pouco! Siga com coragem porque com certeza todos estaremos do seu lado. Um grande beijo, desejo toda a sorte e sucesso com seu implante.

  • Paula!

    Eu chorei lendo o seu relato.

    Eu entendo o medo e a angústia, pois é algo novo. Mas, o IC vai fazer uma grande diferença na sua vida. Para melhor.

    Tudo está conspirando a seu favor. Conheceu esse médico “por acaso”…no meu entendimento, foi Deus que está colocando essas pessoas na sua vida por um motivo.

    Estamos na torcida para dar tudo certo!!!!

    Quero ler, os posts com vc descrevendo as maravilhas do IC.=)

  • Olá Paula,

    Sempre você coloca relatos bonitos e importantes.
    Sou usuário de implante coclear bilateral.
    Minha primeira cirurgia foi há 7 anos e a segunda, há 4.
    Coloco-me à sua disposição para tirar suas dúvidas, considerando a minha vivência como usuário de IC.

    Um abraço!

  • Darei um beijo sim e espero não ter que assistir Matrix em chinês…bem, chapada já estou a muito tempo…
    Beijinhos

  • Oi Paula
    Compartilho com vc todas essas angústias e medos, toda essa revolta de “porque eu” e também essa insegurança do futuro, tive a sorte de te ver no mesmo dia no consultório do Dr. Lavinsky, pena que não surgiu a oportunidade para podermos ter conversado…também me surpreendi com o Dr. Lavinsky e fiquei muito segura com ele, ele descobriu um pequeno problema no meu ouvido direito e que por conta desse problema no estribo a minha cirurgia terá um procedimento diferente (depois de passar por inúmeros médicos, inclusive em SP e não terem visto isso) e meu caminho também é o IC, cheguei no meu limite, além de não ouvir (estou no momento em que tanto faz usar ou não meus aparelhos), tenho um apito extremo num dos ouvidos (esse, do probleminha) 24 horas por dia e que me enlouquece e que só desaparecerá com o IC (assim espero). Amanhã vou novamente para lá fazer mais exames e consultar com ele. Cheguei no momento em que vejo ser o implante a minha salvação e não vejo a hora para que ele se realize. Não temos escolha, porque queremos ouvir, porque já escutamos, porque sabemos as delícias do som e temos sim que ser fortes,buscar essa força dentro de nós e segurar muitas vezes as lágrimas que insistem em descer.
    Boa sorte para nós
    Janete

    • Janete, isso foi o que mais amei no Dr.Luiz – ele vira a gente do avesso, é extremamente meticuloso, e isso passa MUITA segurança!
      Imagina tu teres ido a vários médicos e nenhum ter visto o que ele viu!
      Dá um beijo grande nele amanha por mim!
      E um pra ti!

  • Paula eu pensei nisso, você fazendo tantos exames, e se não sentia uma certa angústia, só que vc passou pelo menos no Facebook que tudo ia bem, no “Face todo mundo é feliz e tudo dá certo né”.Mas vi os relatos da sua mãe postava lá no dela, pois vi o que ela sentia, o coração apertado e se ela estava assim, imagine vc.Sim passar imagem de forte o tempo todo cansa, não?!!rsrs.
    Você é apenas humana, isso mexe com psicológico, aliás várias decisões que tomamos , cirurgia então, imagine.
    Que bom que Deus colocou no seu caminho pessoas “anjos” para te dar apoio, um bom médico para te dar confiança.
    Te disse que estava orando por vc nesse sentido em um email lembra, bons médicos e boas pessoas.Creio que Deus atendeu.
    Agora vai atender nossas orações por vc.
    Torcendo para dar tudo certo.A batalha é longa, mas com Deus,família e amigos de perto de longe e virtual, pode saber, vc não esta só.
    Grande Abraço.
    E que venha o IC!!!Peleia!!!

  • Oi, Feiosa! #SQN

    Leio esse teu post hoje, algumas horas depois de receber alta lá no Hospital de Clínicas. Coloquei o IC ontem!

    Sobre o Dr. Lavinsky, ele foi meu médico há MILANOS atrás. Volta e meia vejo ele no HCPA e ele lembra de mim. Bem como tu descrevestes ele: um médico paciente, super explicativo. Dá vontade de ser neto dele!

    Beijo!

  • Acho que melhor do que a frase “não tenho mais nada a perder” é a “agora eu tenho tudo para ganhar”. Avante!

  • Paulinha, acho q posso te chamar assim, pois acompanho seus blogs desde q fui indicada para fazer meu IC, todos nós passamos por todos esses perrengues q vc esta passando, quisera eu ter feito parte dessa comunidade antes para compartilhar os medos e as forças de quem tem deficiencia auditiva. Mas quero te dizer q vá em frente, q o IC é td de bom, tenha paciencia com td desde o começo do começo, paciencia e força! Do resto acredito firmemente q nós, os DA, temos um anjo da guarda especial e q Deus olha por nós c uma atençao especial!!!! Bj no coraçao, nao se assuste c nada, depois q passa td vai parecer mto simples e principalmente: indolor. A minha maior irritaçao foi ficar um mês sem ouvir nada, juro, esse foi meu maior problema, escutava muito mal, mas escutava. Entao bora p luta guerreira!!!!

  • Poxa, Paula, que texto lindo. Não deve ser fácil mesmo lidar com essa “salada de frutas” de sentimentos e andar pra frente ao mesmo tempo!
    Que bom que tiveste esse apoio profissional na jornada de exames rumo ao IC. Conheci a Michelle no doutorado em Epidemiologia da Ufrgs, ela foi minha colega. Muito querida mesmo! Passar pelos exames é fogo, a gente tranca o choro, fica mal e tem vontade de tirar a deficiência do corpo! É fundamental ter profissionais preparados pra lidar com isso tudo!!!
    Minha perda auditiva é bilateral, nas frequências agudas, como a soprano do post anterior, porém não é progressiva. Não tenho ideia do que seja lidar com isso, mas em parte eu te entendo. Em cada leitor aqui você pode encontrar um apoio, porque nós estamos contigo, assim como você estendeu a mão para nós!!!
    Força, sucesso nessa jornada e um abraço bem apertado!
    Bjos

  • Paula,
    que bom ver-te envolta de profissionais super competentes, que amam o que fazem, e principalmente, tem o dito “bom-trato”!
    Sucesso.
    Deus te abençoe, te guarde, te anime.
    Acredite: há luz no fim do túnel.
    Que maravilha que tens esta opção.
    Conte comigo! Mesmo à distância, desejo “tudibão”!

    Na angústia invoquei ao Senhor, e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz, aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face. Salmos 18:6

    BJ!

  • Muito bacana teu depoimento Paula!
    Acredito sim que dá medo, normal do ser humano!
    Mas força e coragem, que isso tu tem de sobra!
    Aprendo muito contigo a cada post!
    Boa sorte, fé e sucesso nessa nova etapa!!!
    Abração

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