Site icon Crônicas da Surdez – Surdos Que Ouvem – por Paula Pfeifer

Agradecimentos

Não esperava ter uma recepção tão calorosa quando coloquei o Crônicas no ar. Confesso que me surpreendi!! Até agora foram mais de 170 comentários parabenizando, dando oi, desejando sucesso. Mas a parte mais incrível deste início de jornada foi receber muitos emails de leitoras que têm o mesmo problema! É por isso que amo a internet: não temos como saber quem está lendo aquilo que escrevemos, e muitas vezes a pessoa atrás da tela está vivenciando as mesmas situações que nós. E o objetivo master deste humilde blog é  a troca de experiências com quem convive diariamente com os extremos do som e do silêncio.

Algumas pessoas comentaram comigo, pessoalmente, que jamais imaginaram que eu não escutasse bem. Repito: jamais saí comentando este fato por aí, apenas quando era extremamente necessário. Por isso, a sensação de largar essa informação pro mundo foi libertadora. Acho que foi assim que Ricky Martin se sentiu semanas atrás quando saiu do armário!!! 🙂

Na medida do possível, vou contando minhas histórias por aqui. E adoraria saber das suas, também!! Quem já tem meu email, use-o. Ou, então, basta enviar sua mensagem através do formulário de contato no cabeçalho do blog.

Vou transcrever abaixo um poema que acho lindíssimo, que foi a epígrafe do meu trabalho de conclusão de curso em Ciências Sociais na UFSM: “Pensando a integração social dos sujeitos surdos: uma análise sobre a escolha da modalidade linguística – Língua de Sinais ou língua oral – pela família”.

Different

You can hear the wind rustling in the tree

The bird singing on the bough

You can hear the bells tolling in the belfry

The car flashing by on the highway

You can hear a child calling “Mummy”

The boy saying “I love you” to the girl

 

I cant’ hear the wind rustling in the tree

The bird singing on the bough

I cant’ hear the bells tolling in the belfry

The car flashing by on the highway

I cant’ hear the child calling “Mummy”

The boy saying “I love you” to the girl

 

BUT

 

I can see the wind rustling in the tree

The bird singing on the bough

I can see the congregation going to the church

The car flashing by foot hard down

I can see the child calling for “Mummy”

The boy smiling tenderly at the girl

 

(Hardi  Nordentoft)

Fonte: The Danish Association of Children of Deaf Parents, 1998.

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