Crônicas da Surdez Viajante Biônica

Meu primeiro Carnaval na Sapucaí

Primeira vez que passei o Carnaval na Sapucaí. Ganhamos convites para o Camarote da Revista QUEM e fomos conferir como era o bafão. Pra mim a grande emoção logicamente era a de escutar tudo o que acontecia ao meu redor – e pensar que até 2013 bateria de escola de samba era um barulhinho lá longe que eu ouvia, meldels. Minhas últimas lembranças sonoras carnavalescas são alguns bordões do carnaval da Globo: “Lá vou eu, lá vou eu, hoje a festa é na avenida, no carnaval da Globo, feliz eu to de bem com a vida lá vou eu“. Graças ao implante coclear e sua brilhante programação, existe um limite de decibéis e ruído pra mim, ou seja, a experiência foi confortável e tranquila, auditivamente falando. Não cheguei nem perto de ficar tonta ou zonza com o barulho, hahaha! E acabei descobrindo que nem mesmo os ouvintes entendem as letras dos sambas lá no olho do furacão.

IMG_6157 IMG_6263 IMG_6170 FullSizeRender (6) IMG_6195

 

É incrível continuar tendo surpresas auditivas com o implante coclear após 1 ano e 4 meses de ativação. Me sinto cada vez melhor com ele. Consigo ouvir até mesmo o barulho do fósforo pegando fogo após riscá-lo na caixinha e isso me deixa de boca aberta, afinal, em 2013 uma bateria de escola de samba era um barulho baixinho para mim. Que evolução!!! Próxima meta é ir num show, numa palestra e no teatro – tenho tanto trauma antigo de nunca poder aproveitar esse tipo de evento que até hoje ainda não fui.