eu fiz cirurgia da otosclerose e foi um sucesso

Eu fiz a CIRURGIA DE OTOSCLEROSE: um caso de sucesso

Vi uma série de stories da dentista Melissa Faccini no Instagram falando sobre o sucesso da sua cirurgia da otosclerose e entrei em contato com ela. No CLUBE dos Surdos Que Ouvem tenho uma dificuldade antiga: conectar novatos no mundo da otosclerose com pessoas que fizeram a cirurgia de estapedectomia e tiveram um resultado espetacular. Isso acontece porque quem volta a ouvir após uma cirurgia da otosclerose acaba, por padrão, se desconectando do universo da surdez. Nada mais natural do que isso, uma vez que, com o sucesso da cirurgia, as dificuldades – quase – desaparecem e os interesses mudam.

A Melissa foi super receptiva e generosa, e me enviou um vídeo com um longo relato sobre a sua história, bem como um texto para que eu pudesse fazer este post. Se você sente medo da cirurgia da otosclerose, nada melhor do que ouvir o depoimento de quem fez essa cirurgia.

Um alerta que sempre faço: a cirurgia da otosclerose não é perigosa, perigoso é fazê-la com um cirurgião inexperiente. A otorrinolaringologia é um vasto universo, a surdez é um sub-universo dentro dele e a otosclerose é um outro universo dentro da surdez. Portanto, peça indicações de confiança de otorrinos experts em otosclerose antes de pensar em operar o seu ouvido. O melhor lugar para isso são os grupos de apoio do Clube dos Surdos Que Ouvem.

Eu fiz a cirurgia de OTOSCLEROSE: um caso de resultado de sucesso

“Nunca imaginei, em toda a minha vida, que teria um problema auditivo. Na verdade, quase ninguém se imagina vivendo algo assim. Nós nos vemos saudáveis, inteiros, capazes de experimentar plenamente o que somos. A ideia da perda — seja ela qual for — parece sempre distante.

Mas a vida, às vezes, nos surpreende de forma dura. Recebemos notícias que não pedimos, diagnósticos que não escolhemos, e somos obrigados a olhar para uma realidade que não estava nos planos.

Primeiro vem a negação. Depois, a incredulidade. Até que, em algum momento, surge a aceitação — não aquela aceitação tranquila, mas aquela que nos coloca diante de uma escolha: enfrentar o problema ou se entregar a ele.

E é aí que o futuro começa a ser desenhado.
Você se vê apenas como vítima daquilo que aconteceu?
Ou decide lutar com as armas que tem, mesmo que elas pareçam poucas?

Eu decidi lutar.
Afinal, estou aqui para viver esta vida uma única vez — e quero vivê-la da melhor forma possível.

Quando recebi o diagnóstico, minha mente foi tomada por perguntas que doíam:
E se eu não puder ouvir a voz do meu filho quando ele for adulto?
E se eu não puder mais ouvir as músicas que amo?
E se o silêncio passar a ser minha única companhia, junto apenas com os pensamentos da minha cabeça?

Esses pensamentos vinham em ondas… e me deixavam ansiosa, insegura, com medo do que viria pela frente.

Uma vez aprendi em um dos livros de Dale Carnegie, uma forma de enfrentar os problemas:

Primeiro, encarar com coragem a pergunta: “Qual é o pior que pode acontecer?” Quando olhamos de frente para o medo, ele deixa de ser um monstro invisível e passa a ter contornos reais.

Depois, aceitar essa possibilidade, se necessário — não como desistência, mas como um exercício de maturidade emocional. A aceitação traz calma. E, por fim, com a mente mais serena, direcionar toda a energia para aquilo que está ao nosso alcance: buscar soluções, adaptações e novos caminhos. Foi assim que aprendi que a preocupação paralisa, mas a ação consciente devolve o controle da própria história.

Essa não é uma fórmula mágica.
É um exercício diário.
É como eu tento encarar meus desafios e me preocupar menos.

Escrevo este texto para dizer a você que está passando por algo parecido: você não está sozinho(a). É possível seguir em frente, mesmo com medo. É possível encontrar apoio, informação e força.

Aqui na página Crônicas da Surdez encontrei apoio quando eu precisei. Tirou dúvidas, acolheu inseguranças e me fez sentir menos só. Espero ter ajudado alguém!”

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