Crônicas da Surdez Implante Coclear

Rumo ao Implante Coclear

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Quando recebi meu diagnóstico de deficiência auditiva bilateral progressiva, com 16 (ou 17, nunca lembro) anos, achei que talvez nunca chegasse o dia em que ela se tornaria profunda. Só que esse dia chegou – tem até um post que mostra uma comparação entre minhas audiometrias de 2002 e 2012. Eu sou muuuuito feliz com meus aparelhos auditivos, que me tiram da perda profunda e me levam pra uma perda quase leve. Isso, em termos de quantidade de som. Posso estar no oitavo andar de um prédio que consigo escutar um cachorro latindo lá no térreo, carros passando, alarme soando, algum barulho esquisito qualquer. Consigo ouvir música maravilhosamente bem. Consigo ouvir até as horrorosas bandas sem talento que frequentam o estúdio de música da minha rua. Porém, no quesito entender o que ouvi, são outros quinhentos. Cheguei no ponto em que escuto com os ouvidos E com os olhos, somente com os ouvidos não mais. Traduzindo: para a comunicação com outras pessoas, sou 100% dependente da leitura labial. Com ou sem aparelhos. Na verdade, para poder conversar numa boa com alguém preciso de três coisas: meus aparelhos auditivos, luz e leitura labial.

Na semana passada, fui ao HUSM fazer uns exames com uma amiga (que é fonoaudióloga e professora da UFSM) que acompanha meu caso desde 2010, com a qual me sinto totalmente à vontade. É a Michele Vargas Garcia (na foto, com os fones). Falo dela no meu livro naquela parte em que conto da fono que me perguntou porque eu resistia tanto a usar AASI e, quando comentei que era porque tinha medo de me apegar ao som e um dia não ouvir mais nada, ouvi de volta um “mas aí você faz um implante coclear!”. A Mi tem uma paciência incondicional comigo e me considera a pessoa mais desbocada do mundo (yes, falo muito palavrão!!!). E, junto com a Mi, tenho a ajuda e apoio incondicional de outra fono que virou uma irmã, a Mirella Horiuti, de São Paulo. Essa dupla que segura minhas pontas e meus surtos no quesito audição – e falta dela!

Como dizem por aí, “chupa essa manga”: meu índice de reconhecimento de fala com ou sem aparelhos e sem leitura labial é de zero por cento. Que tal?? 🙁

Portanto, meu próximo passo na vida é o implante coclear. Já fiz uma infinidade de exames, que comecei a mostrar para alguns médicos especialistas no assunto. Minha vontade aumenta a cada dia. E minha ansiedade também, a ponto de ter taquicardia quando falo sobre isso e recebo email de algum médico. A decisão está tomada. Agora é seguir os passos que devem ser seguidos para então descobrir o que é que Deus reservou pra mim nesse sentido. Confesso pra vocês que só de imaginar a cena de ouvir música e entender a letra sem precisar ler o encarte me dá uma descarga de adrenalina no corpo inteiro sem precedentes. Acho que isso me faria a pessoa mais feliz do mundo!!

Como sei que muitos de vocês já fizeram o implante, tenho um pedido a fazer. Será que vocês poderiam me contar nos comentários deste post como é que foi a trajetória de vocês em relação ao IC, como é ouvir com o IC, como é ter IC num ouvido e usar AASI no outro, como é a adaptação, enfim, TUDO. Esses dias li o depoimento de uma americana de 94 anos (!!!) que fez IC e escreveu sobre como isso foi a melhor coisa que ela fez na vida e do arrependimento de não ter feito antes.

Enfim, gente, preciso de LUZ. Mostrem-me o caminho! 🙂

26 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

58 Comentários

  • Meu bebê nasceu dia 11/4 , ficou por 12 dias na UTI neo , teve icterícia e infecção fazendo uso de antibióticos. Foi horrível tudo isso. Mas p mim acabaria o sofrimento na UTI. Até q no teste de orelhinha ele reprovou dos dos ouvidos. No bera deu q ele tem neuropatia auditiva. Estou sem chão . Alguém pode me orientar? Nunca tinha ouvido falar em neuropatia auditiva. Será q ele vai ouvir? Ter uma vida normal? Ele só tem 2 meses e já passou por tanta coisa. Obg

  • Oi gente sou mãe de um menino que hoje está com 2 anos.
    A cirurgia do implante está marcada para 27/05/15,e hoje parece que os dias não passam.
    Demorei muito até achar um médico que concordasse comigo que o problema do meu filho era auditivo, ouvi de tudo que era autista entre outras coisas, até que que achei médicos bons.
    Uma verdadeira luta até chegar aqui.
    Hoje estou um pouco mais tranquila só um pouco…rsrsrs pois achei médicos que me mostraram um caminho. O que fazer, como fazer.
    Alguém teria uma indicação de psicóloga com experiência em implantados?
    Li todos os comentários que me ajudaram bastante e em deixaram mais tranquila.
    Um abraço a todos os implantados e boa sorte na vida a todos.

  • Fiz meu IC dia 21/08/2014, vão ativa-los semana que vem, estou tensa, segundo a fono eu não vou voltar a ouvir de inicio, somente depois de algumas sessões.

  • Bom dia, logo farei o implante coclear tbm, so estou esperando ter um lugar para mim no hospital kkk.
    Estou a 19 anos sem ouvir,peguei meiningite aos 8 anos, tive perda auditiva subitamente e só agora decidir fazer.
    Espero que de tudo certo para voce, como de pra mim.
    Pois sonhar é bom e possível.
    Abraços.

  • Paula, tenho 29 anos, mas tenho perda auditva bilateral autoimune e progressiva, atualmente estou lá no fundinho do exame audiométrico. Uso o aasi nos dois ouvidos. Lembro que na adolescência não tinha tanta dificuldade para ouvir, mas de 2 anos p cá, tenho pioraso muito, embora eu responda com os aparelhinhos. Atualmente, como minha perda está ligada à imunidade, to fazendo tratamento com metrotrexate, solumedrol e cia. Mas sou super a vagor do IC. Como moro em Recife, a medicina não era tao evoluida na minha infancia, entao fui anualmente p sp fazer acompanhamento e a instalacao do aasi (gosto nem de lembrar), mas Deus é gracioso conosco e nos dá família para nos apoiar nos momentos difíceis. Tenho sido acompanhada por dr fabio coelho em recife e ele conseguiu estabilizar a perda. Mas to indo rumo ao IC. Você poderia me indicar médicos?

  • Oi Paula! 🙂 Eu também estou nesse caminho, sou surda bilateral profunda desde meus 1 aninho e sete meses…sou 100% leitura labial e usei AASI dos meus 4 aos 18 anos e então desisti do AASI. Desisti pois estava batalhando pela minha inclusão e o aparelho me atrapalhava devido ao preconceito das pessoas. E também não me fez falta pois mesmo usando o AASI naqueles anos todos, eu não discriminava os sons, apenas os barulhos isolados como telefone tocando, cachorro latindo, campanhia de casa, carro passando, palmas…e vozes (sem identificar nadica).E desde que me mudei para SC (sou mineira de BH), iniciei uma nova busca, uma investigação profunda sobre meus ouvidos e Deus me direcionou a aceitar o IC. Antes eu não aceitava, até mesmo por que diziam que não era para o meu caso, devido a minha perda auditiva já estar devassada…mas a medicina evoluiu tanto e hoje é possível sim! 🙂 Eu sou totalmente oralizada e tenho facilidade de comunicação. Estou decidida pelo Espírito Santo a fazer a cirurgia, que será em Vitória_ES em breve! E confesso, esta é a primeira vez que estou buscando depoimentos de implantados e caí na sua página! 🙂 Desejo a ti uma excelente cirurgia e reabilitação auditiva, que todas as suas expectativas sejam superadas!Sabemos e fomos aconselhadas e não criarmos tantas expectativas pois cada caso é um…mas é como disse alguém que também postou no seu blog, que ás vezes o nosso cérebro nos faz sonhar ouvindo tudo mesmo estando com os pés no chão! 😀 A vitória é nossa! Um grande abraço e espero manter contatos contigo, vou precisar desse apoio também. Me dá um frio enorme da barriga só de imaginar a grande mudança que virá na minha vida!:)

  • Rá, pode sentir o que faz conosco quase que diariamente! Força linda, tudo dará certo, você veio para fazer a diferença.

  • Paula, faço coro os seus amigos PARABÉNS, pois essa decisão é muito muito difícil mesmo. Linda, tenho perda auditiva severa profunda desde 1996, nossos casos são semelhantes, assim como de muitos deficientes auditivos em minha sala tbém tenho uma plaquinha “OLHE-ME QUANDO FALAS, ESCUTO COM OS OLHOS” pois sem leitura labial é impossível, tbém nas questões de saber aonde existiem sons e não quais sons, inacreditavelmente atendia telefone. Até cantei em um coral, pra mim foi uma vitória, mas sempre falta uma coisa, uma parte. Tenho uma filha, quando ela tinha 5 anos ela disse a minha mãe:
    -vovó tenho tanta coisa pra falar/conversar com minha mãe, mas ela não me entende…
    essa literalmente foi a gota d’água. Fiz o IC em março, li muito relatos antes, inclusive da Lak lobato, são maravolhosos motivadores, principalmente nas horas que estamos tristinhas, pq para mulheres como vc Paula não existe desmotivação, lembre-se disso.
    Como o implante o mais dificil foi a perda do residual auditivo, devido inserção dos eletrodo, pois eram muito pouco, mais foi esse pouco que me ajudou MUITO, entende! Porém é necessário saber que é necessário perde para ganhar. Fazem 3 meses que fui ativada, ainda não consigo assistir uma televisão sem legenda, ou ouvi o rádio, mas Paula, eu ouvi um passarinho (olhos mareados), sei que poderei daqui alguns meses ir ao cinema com minha filha e assistir ao filme e entender :)ou ao teatro como a Lak. Um dia, e esse não vai demorar, faremos tudo isso, não desista, não desanime, mas lembre-se esteja preparada e acompanhada por profissionais e por pessoas amandas isso lhe dará mais força. Estou sempre aqui, beijos e parabéns novamente.

  • Olá Paula, estou no mesmo trilho que vc tem mts anos, sofro de neuropatia auditiva desde 3 de idade e fui forçada a usar aasi bem auto na época… Nunca gostei de aasi mas virei dependente dele, só que desde 10 anos de idade sou 100% dependente da leitura labial, nunca consegui escutar uma música sem seguir a letra ou decorar a letra dela… Nunca consegui entender uma palavra do radio… Tenho perda auditiva bilateral profunda me restam 30% de audição hoje em dia… Tenho vontade de ser implantada tbm, tenho mesmo impulso que vc… Me pego imaginando eu ouvindo musicas sem ler a letra, escutando pessoas sem fazer leitura labial e tudo mais seria o máximo… Mas ao mesmo tempo eu me desanimo… Ser implantada seria perder esses 30% de audição que me resta… Fora que sou atleta de taekwondo, com o implante eu nao poderia mais competir, e quando for dormir eu nao iria escutar nadica de nada quando tirar o IC ai de da uma sensação muito ruim… Embora eu sonho em ser uma psicologa o IC iria me ajudar bastante… Mas eu sou assim, ora eu animo, ora eu desanimo… Já pensou Paula quando vc tirar o IC e nao escutar nada? deve ser desagradável…

  • Pacientes com surdez profunda unilateral que não apresentam ganho com aasi têm uma alternativa: seria uma prótese auditiva cirúrgica ancorada (marcas: BAHA e PONTO) do lado da perda. Eles NÃO DEVOLVEM A AUDIÇÃO AO LADO PERDIDO. Através da vibração óssea gerada no crânio, transmite o som captado do aparelho até a cóclea funcionante. Desta forma dá ao paciente a capacidade de LOCALIZAÇÃO DA FONTE SONORA, ou seja, o surdo unilateral consegue saber se alguém falou com ele do lado direito ou esquerdo ou em suas costas.

  • Paula², passei por isso DIVERSAS vezes (quando só um ouvido meu era encrencado), sei o q quer dizer. É baita chato. Pior q deve ter ocorrido de outras vezes e nem percebemos.

  • Oi Xará,
    Para mim a pior dificuldade são as conversas no carro.
    Vou contar uma história rápida…

    Certa vez fui pegar uma carona com um amigo do meu namorado e lá dentro estava uma garota colega deles.
    O meu namorado chegou conversando baixo com ela do lado direito (que não escuto), não me apresentou a garota que na primeira vista senti como simpática e parecia que eu não poderia saber do que se tratava, já que ele ficou no meio entre eu e ela(mesmo sabendo da minha dificuldade)e passou na minha frente para entrar primeiro no carro.Nunca me senti tão de fora como naquele dia.
    Sabe quando vemos no semblante da pessoa a preocupação com algo?

    Infelizmente quem é surdo unilateral passa por esta dificuldade e duvida se realmente não estaria exagerando.

    Até hoje quero acreditar que podia ser sisma minha, mas no fundo não é o que sinto.

    E aí?Já passou por algo parecido?

  • Paula, estou aqui pasma e feliz! Feliz por ti , feliz por mim… é a primeira vez q eu escrevo aqui, mas acompanho seu blog a cerca de uns três meses acredito com tamanha frequência, já o tinha conhecido a um tempinho mais. Faz um mês ou um pouco menos que li seu livro. E querida , me identifiquei com tantas palavras suas… nunca imaginei que alguém pudesse sentir tantos anseios e coisas afins num mundo “silencioso” que é o nosso. Tenho 27 anos, uso aparelho em ambas orelhas desde os 15, deveria usar antes, mas demorei a aceitar… faço leitura labial perfeitamente e isso me ajuda consideravelmente em minha comunicação. Sou surda oralizada como você. Minha perda é severa profunda. Bom mas o porque deste comentário agora… depois que li seu livro, uma coisa muito boa brotou em mim, aquela sensação de não estar sozinha mesmo. Acredito que hoje mais velha e mãe , ja tenho plena consciência de minha condição de surda mas ainda, talvez não tinha vestido a camisa de vez! Seu livro me deu este empurrão e inclusive fez com que eu fosse procurar mais sobre o IC, afinal eu já me sentia tão surda, ouvia com aparelhos , mas entender q é bom ainda peca…eu precisava saber pq ainda não era um boa candidata a IC e até quando deveria esperar pra isso. Foi ai que veio a notícia, faz uma semana, num encontro normal com a fono que me acompanha… ela me da esta notícia: Marina , acho que chegou a hora em que vc é uma candidata ao IC. Não acreditei sai de lá dando pulinhos e cheia de esperanças. Hoje leio aqui que novamente não estou sozinha neste caminho novo q irei percorrer e fico ainda mais feliz! Tomara que com o IC nossos anseios sejam realizados! Curti muito o post, e é tão bom poder dividir com quem ja viveu isso e pode nos contar um pouco mais!
    beijinhos e muito prazer!
    Você está de parabéns pelo livro e blog, é muito bom ler suas palavras por aqui. =D

  • Oi, Janete! Numa das primeiras consultas com as fonoaudiólogas, já fiquei triste ao saber que o som seria diferente daquele que vc lembrava. Realmente, agora já me acostumei com a voz do meu marido, do meu irmão, mas são vozes bem diferentes daquelas que a minha memória lembrava. Músicas, ah, isso até hoje, com quase 1 ano e 4 meses de implantada, tenho muitas dificuldades. Mas, ainda assim, VIVA O IMPLANTE COCLEAR! Muito melhor do que o silêncio totaL. Vai firme! Tenha fé! Abraços.

  • Paula,

    Também tenho surdez progressiva, otosclerose coclear e até o momento os AASI são suficientes.
    Descobri com 33 anos quando comecei a usar aparelho auditivo e nesses 17 anos sempre acompanhei notícias sobre o IC, o blog da Lak, o FIC do yahoo, etc.. mas ainda não sei se um dia vou precisar ou se terei espaço na cóclea quando esse momento chegar. Sei que para cada pessoa a resposta é diferente então espero que suas expectativas sejam atendidas, tenha muita paciência, não desista se no início não for o que espera, tenho certeza de que melhora com o tempo.
    Desejo de coração que tenha uma boa operação e um ótimo resultado. Felicidades!

    • Oi Cássia. Já existem diversos implantes cocleares mais finos para casos de ossificação coclear, como pós-meningite e otosclerose. Mas a melhor resposta continua sendo: cada caso é um caso!

  • Boa sorte Paula, ele é ótimo e lá em SP, no centro de Implante Coclear do Hospital das Clínicas tem fama de excelente médico, estará em boas mãos!

  • Paula, é incrível como me identifico com vc.,minha surdez tb iniciou com 16, 17 anos e desde então tenho perdido progressivamente a audição e, nos últimos anos chegou no mesmo ponto que vc., impossível entender alguém sem leitura labial, sem olhar para a pessoa, ler seus lábios, seus olhos e sua expressão facial…decidi pelo IC, tinha as mesmas expectativas que vc tem,fiz todos os exames para o IC em SP, pq estou tentado pelo SUS e aqui em POA não conseguia consulta. Fui aprovada em SP para fazer o implante, mas no momento que fui conversar com uma fonoaudióloga e coloquei o que esperava do implante, como ouvir música por exemplo, minhas expectativas despencaram…ela enfatizou muito que mesmo com o implante irei precisar da leitura labial, de muito treino, que terei dificuldades para conversação em grupos, que cada caso é um caso…mas que jamais a audição será como um ouvinte normal, tem limitações. Confesso que me decepcionei, mas que não vou desistir…pq cada caso é um caso e quem sabe o meu não se supera? Agora estou tentando conseguir aqui em POA, ontem mesmo fiz os testes com as fonos…e que agora serão mostrados para o Dr. Luiz Lavinsky, se conseguir aqui faço aqui. Assim como vc, também gostaria de ouvir relatos de quem já fez, mas entendo que nesta etapa a decisão é individual de cada um e o resultado também é de cada um, o que precisamos fazer é tentar, tentar ter uma melhor qualidade de vida e se o implante pode nos proporcionar isso, pq não tentar? Não temos nada a perder…já que temos 0% mesmo de audição…acho sim que devemos treinar cada vez mais a leitura labial e cuidar muito bem da nossa visão que passa a ser também nossos ouvidos.
    Grande abraço
    Janete

    • Oi Janete, também fui aprovada para fazer pelo sus em São Paulo. Vou em setembro fazer as consultas. E li seu comentário e fiquei com uma dúvida..porque você não continuou em São Paulo mesmo se já estava aprovado pelo Sus. Demora muito a cirurgia depois que ocorrem as consultas?

  • Não é facil ter surdez progressiva, a audição vai nos deixando aos poucos sem ao menos perceber. Entrar na cabine do pânico é um terror, pois sempre mostra atraves dos exames que a coisa está piorando. Tenho sudez progresiva, as proteses estão atendo as espectativas, mas não sei até quando.

  • Paulinha, boa sorte! Minha ativação do implante se deu em 1º/02/2012. Fiquei surda com quase 54 anos (por causa de antibióticos) e nenhum AASI me serviria. Só tive a opção do IC. Passei por psicóloga, assistente social, fonos, antes de passar pela cirurgia. É claro que vale a pena! Ainda tenho dificuldades em ouvir quando passa um helicóptero, caminhões, muita gente falando ao mesmo tempo… Mas o silêncio causado pela surdez é deprimente. VIVA O IMPLANTE COCLEAR! Beijos e seja feliz, aliás, continue sempre feliz!!!

  • Paula,

    Eu não tenho arrependimentos, tenho é de não ter feito em 2007 quando conheci a Anahi e o Raul rs. Ouço muito bem e estou imensamente feliz. Os AASI nunca me deram nem 1/1000 do que o implante me proporciona, porque eu conseguia ouvir uns sons, mas assim como você a discriminação da fala era ZERO, eu ouvia o SOM, mas não compreendia. Enfim, faz que terá o apoio de uma galera enorme rs.

  • Paula não sou implantada, mas desejo toda sorte do mundo.Que Deus abençoe cada passo que você for dar, paciência e paz, muita paz.Sabedoria aos médicos e amparo de amigos e familiares torcendo por vc.
    Sei que cada caso é um caso, o da Lak é um , o seu é outro.E por ai vai.
    Mas como vc usou e abusou ao máximo de AASIS penso que sua memória auditiva, deve estar tinindo.rs
    Como vc diz, força na peruca, estarei em orações por vc 😉

  • Ola pessoal Paula boa sorte nesta nova etapa de sua vida que de tudo certo pra
    Voçê…pessoas o implante é que vcs fizeram foi pago ou existe algum convenio que cobre sem custo? Duvidas e falta de informação e nente momento passando por uma prova muito grande triste de mais com vontade de enfiar uma coisa dentro do ouvido e arrancar ele fora ja que não serve pra nada acho que cheguei ao meu limite …Hontem tive que ser testemunha de uma pessoa no forun e responder algumas pergunta pra uma juiza, ja haviam avizado pra ela que eu não ouvia bem, mas pra terminar falei tudo errado escutei tudo errado e acabei com a vida da pessoa que me pediu pra testemunhar a favor dela estou pessima com vontade de morrer então veio uma pergunta sera que o inplante pode me ajudar mais do que os AAIS? Obrigada gente desculpa pelo desabafo mas se alguem poder responder agradeço bjks para todos.

  • O caminho você já escolheu e não tenha dúvida que é o melhor !!! minha filhinha Isabela ativou o implante dia 04/12/2012… a cirurgia foi super tranquila, nem parecia que tinha operado… no inicio da ativação ela chorava muuito, se assustava, no segundo dia pensei ela não vai conseguir… não vai aceitar… que nada !!! insistimos com ela com muito amor e carinho, mostrando que era bom, sorrindo pra ela quando ela estava com o aparelhinho… fazendo sinal de positivo…. ate que enfim aceitou depois de uma semana mais ou menos… esses meses tem sido maravilhosos ! Está falando várias palavras e compreendendo também… tudo que falamos ela tenta repetir uma graça !!! Louvo a Deus cada dia por ter devolvido a audição a minha filha !!! ah tá dificil tirar o implante da Isabela pra dar banho e dormir…. ela fica ouvindo as historinhas pra dormir e tenho que fazer varias tentativas pra tirar o IC ahahha é uma BELEZA !!! DEUS te abençoe muuuito ! Tudo de bom ! bjs

  • Paula, muito boa sorte nessa travessia!
    Espero que consigas o que almejas!

    Atendendo ao teu pedido, minha trajetória inicial com o IC foi de “não quero, não preciso”, com 14 anos, com surdez profunda e totalmente dependente da leitura labial. Com 15 anos, entrando no Ensino Médio e diante da maior dificuldade de entender as matérias, comecei a pensar como eu poderia tornar minha vida mais fácil e decidi pelo implante.

    Como é ouvir com o IC? Com um já era bom. Com o modelo novo – troquei o ESprit 3G (obsoleto hoje em dia) pelo Nucleus 5 -, tá ótimo! Consigo entender várias pessoas sem leitura, outra eu me baseio na leitura labial + som, outras só na leitura… tem de tudo hehe.

    Usar só 1 IC e 1 AASI, pra mim, significava ter que direcionar o microfone do IC pra pessoa que tá falando o tempo todo. “Fala nesse lado que te escuto melhor” era uma frase recorrente. Por isso fui para o bi.

    A adaptação foi super tranquila. Logo no 1o ano de implantado, já entendia bastante coisa sem leitura. Digo conversa normal, em ambientes silenciosos. Compreender uma conversa em ambientes barulhentos ainda ainda é um desafio pra mim.

    Assim como essa mulher de 94 anos que citas, eu me arrependo de não ter feito antes. Temos que levar em conta que era uma tecnologia nova e o sucesso era mais baixo naquela época (2001).

    Desculpa por essa bíblia, mas tu quem pediste por isso =)
    Bjos!

  • Paula, perdi a audição há 20 anos e desde então sempre usei AASI em um ouvido (severa/profunda) e no outro não pq ficou anacusico. Em janeiro desse ano fiz o IC no ouvido surdo (não tinha nada a perder), ativei em fevereiro e no primeiro mês achei que o IC não era toda aquela maravilha que falam e pensava: ah meu AASI é muito melhor! Em 2 meses já pensava que o IC não era pior nem melhor. Hoje, 4 meses de ativada percebo quer o som do AASI é horrível quando comparado ao IC e não consigo ficar sem ele. A compreensão de fala melhorou, mas ainda peço pra repetir. Entendo rádio, TV com apoio da leitura labial e TV com cabo de áudio sem leitura labial. O som é mais delicado, mais gostoso de ouvir. No começo foi meio desanimador, fui pra reabilitação auditiva logo na primeira semana e com o tempo foi melhorando. É importante não desistir e ter a tal da paciência que temos quando estamos em teste de AASI. Se quiser conversar mais é só chamar. Beijos e boa sorte!

  • Paula,

    Desejo a você muita luz e paz nesta nova etapa da sua vida, para que tome as melhores decisões com relação ao seu caso.

    Dica: Cola na Lak que você brilha, hehehe! 😉

    Grande beijo!!!

  • Excelente, tenha uma ótima jornada. Explico aos pacientes que não adianta ganhar um piano sem fazer aula de piano depois. Como tudo na vida, com a reabilitação auditiva o ganho também é diário desde haja esforço e uma boa terapeuta para IC. Gostaria de ler o depoimento da senhora de 94 anos, passa o link!
    Deixo um lembrete: a falta de estímulo auditivo (pacientes que desistem do aasi e NÃO procuram a reabilitação auditiva) sofrem de uma deterioração de tudo o que já estimularam (ou em pré-linguais que nunca reabilitaram e implantam na fase adulta, por exemplo, não conseguem reabilitar mais como uma criança). Em resumo: se não usa, ATROFIA!

    • Realmente, concordo com você! Já ouvi muitos relatos de Usuários de aasi falando que isso e aquilo era impossível sem ao menos ter tentado, mas também não posso julgar né. Cada um é cada um.

      Apesar que eu nasci DA, eu tive uma longa luta pra reconhecer todos os sons até chegar um ponto que consigo ouvir musica sem ao menos ler o Encarte. Claro que foi trabalhoso e cansativo, mas como dizem “Sou brasileira e não desisto nunca”.
      Graças a deus ne?

  • Paula! Primeiramente, parabéns pela decisão! Decidir é uma das coisas mais difíceis da vida… Quando eu, depois de muito ler e pesquisar sobre o IC, bem como conversar com implantados, me decidi pelo IC, só tinha algo em mente: o que vier é lucro. Francamente, não esperava discriminar vozes – tipo, saber se a voz era masculina, feminina, infantil… tentei criar a menor expectativa possível, fiquei colocando na mente que se eu melhorasse a dicção já seria bom demais… é óbvio que minha mente escapava muitas vezes sonhando com música, telefone, etc, kkkkkk… Mas devo dizer que tentei controlar a ansiedade e ter em mente que o caminho seria longo. Não sei como será seu caso, já que vc ouve com o AASI. Eu fiquei sem ouvir por 17 anos, surdez profunda e sem AASI. Levei aproximadamente um ano para me sentir bem no “mundo dos que ouvem”, naturalmente ou não rsrs. Foi um longo caminho, entre alegrias e tristezas, pois só então pude entender o que era ser surda, já que ouvindo com o IC estava tendo uma noção de qta informação eu perdia quando não ouvia nada. A dica de ter uma psicóloga acompanhando o processo é muito boa, ouvir mexe demais com o psicológico, ainda mais quando é uma nova audição… bem, Paula, estou aí para o que precisar e se quiser conversar! Grande beijo!

  • Excelente post! Também estou curiosa pelas respostas!! Como a minha perda é “definitiva” e segundo a super-sensível-médica-otorrino que fui da última vez: “não tem mais pra onde perder”, quase totalidade do mundo inteiro NÃO recomenda o IC para mim.

    Mas quando eu leio coisas desse tipo,ouvir sem ter que ler lábios, eu fico pensando se não valeria a pena…!!
    Boa sorte!!! Beijos

  • Querida, amo/sou meus ICs. Sou eternamente grata a todos que direta ou indiretamente partiparam para eu obter tamanho benefício. PORÉM : , minhas expectativas eram muito, mas muito mais baixa que as suas. Estas eu alcancei e dei graça. Acho que vc tem que passar ( eu passei, porque o convênio exige) , por uma psicóloga especializada em IC.Quando eu pergunto para algum profissional da área, porque leio tantos milagres que eu não recebi, a resposta invariavelmente é : cada caso é um caso. Espero que vc esteja nos casos dos milagres totais. Bjos

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