Quando dá vontade de DESLIGAR o Aparelho Auditivo
Quem nunca sentiu vontade de desligar o aparelho auditivo que atire a primeira pedra! Eu sinto essa vontade todos os dias, especialmente porque dois vizinhos estão fazendo reforma ao mesmo tempo e o som que mais escuto é o das britadeiras a todo vapor na obra. Quando você tem algum grau de surdez, o seu cérebro faz das tripas coração para decodificar a fala, e ele precisa usar todas as pistas possíveis – leitura labial, expressões faciais, contexto, adivinhação ligando os pontos – para preencher os sons que faltam. Esse esforço extra constante detona a nossa energia mental e nos deixa esgotados. É a famosa fadiga auditiva; no jargão médico, esforço auditivo extremo.
Quem avisa amigo é: nada mais normal do que desligar o aparelho auditivo quando parece que a sua cabeça vai explodir, mas esse não pode ser o padrão, porque fazer isso com frequência leva seu progresso com a reabilitação auditiva embora. Palavra de quem ficou usando só o implante coclear direito em casa por várias semanas e jogou no lixo muitas conquitas, piorou a voz e voltou a ouvir mil reclamações da família. Além disso, chegar em casa e não querer ouvir mais nada passa a pior mensagem possível para as pessoas que você ama.
O cansaço auditivo extremo: como lidar com a vontade de desligar os aparelhos
Ouvir através de tecnologia, seja com implante coclear ou aparelho auditivo, exige esforço contínuo. O cérebro trabalha sem parar para decodificar sons, separar o ruído de fundo e dar sentido à fala. O resultado é um esgotamento mental real, e quase nenhum usuário de aparelho de audição escapa disso.
Veja como minimizar esse impacto de forma prática no seu dia a dia:
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Um pouco de silêncio: O seu cérebro precisa de descanso. Reserve de 15 a 20 minutos do seu dia em silêncio absoluto. Se estiver em um ambiente seguro, desligar o AASI ou IC por alguns instantes pode ser o alívio imediato que o seu sistema nervoso precisa.
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Assuma o controle do ambiente: A acústica e a luz importam muito. Sente-se sempre de costas para as fontes de ruído (como caixas de som ou a cozinha de um restaurante) e garanta que a luz esteja iluminando o rosto de quem fala com você, facilitando o apoio visual e a leitura labial.
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Não finja que entendeu: Fingir que está entendendo a conversa gasta energia e gera frustração de ambos os lados. Seja direto. Diga: “Tem muito barulho aqui, vamos para um lugar mais silencioso” ou “Por favor, fale olhando de frente para mim”.
- Use a tecnologia a seu favor: Em locais muito ruidosos, os microfones das próteses auditivass têm limites. Use microfones remotos de lapela ou mesa sempre que possível. Se não os tiver, apoie-se em aplicativos gratuitos de transcrição de áudio no celular para aliviar a carga cognitiva. Seja estratégico na escolha do lugar onde você senta na mesa, do restaurante mais silencioso que escolhe, etc…
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Escolha suas batalhas com sabedoria: Em eventos grandes ou mesas lotadas, não tente acompanhar todas as conversas cruzadas ao mesmo tempo. Foque na pessoa que está mais próxima a você e direcione a sua energia para essa interação.
A fadiga auditiva faz parte da vida dos surdos que ouvem. Respeite os limites do seu corpo e não tenha vergonha de praticar autoadvocacia em nome de uma melhor comunicação em situações desafiadoras e barulhentas. Como você costuma recarregar as energias quando o cansaço auditivo bate?
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