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surdez de fundo emocional
Comecei a contar vários casos recorrentes entre os membros do Grupo Surdos Que Ouvem lá no Instagram. Nos últimos meses um número enorme de pessoas vem relatando diagnóstico de “surdez emocional“. Para começar essa conversa é preciso entender que, se a sua surdez é neurosensorial, as células ciliadas do ouvido não se regeneram. Isso significa que, se a sua perda auditiva vem aumentando progressivamente, isso não se deve ao fato de você estar “estressado”. Há alguma coisa aí que deve ser muito bem investigada por um médico otorrinolaringologista. E como essa especialidade médica envolve ouvido, nariz e garganta, procure um médico cuja prática clínica e cirúrgica tenha foco total em surdez e reabilitação auditiva.
Assim como ao decidir fazer uma cirurgia de redução de mamas você vai buscar um cirurgião plástico com vasta experiência em mamas, por exemplo, quando decidir investigar se está perdendo audição, busque um otorrinolaringologista com vasta experiência em surdez e tecnologias auditivas. Dessa forma, você não corre o risco de ouvir coisas como “espera a surdez piorar para usar aparelho”, “não ouvir é algo normal da idade”, “implante coclear é uma cirurgia muito perigosa”, “vamos esperar esse stress passar”, “toma um ginko biloba que melhora” e por aí vai.
Depois não diga que eu não avisei – palavra de quem ouviu na infância que tinha “um canalzinho no ouvido que um dia vai abrir e você vai escutar”. É bom também saber o que a surdez não tratada faz com o seu cérebro.

O caso da surdez de fundo emocional

“Quando desconfiou de uma perda auditiva, ela buscou o primeiro otorrino que apareceu na lista de credenciados do plano de saúde. Chegando lá, ele tirou cera do seu ouvido e disse que ficaria tudo bem após 5 minutos de consulta.
Meses depois, audição piorando, lá foi ela de novo para a lista. Marcou horário em outro médico, que ficou surpreso por seu colega não ter pedido sequer uma audiometria. Ela tinha uma perda moderada e ele, que só operava garganta, mandou-a para casa com a recomendação de “esperar a perda piorar para buscar um aparelho auditivo”.
As dificuldades só aumentavam. As inseguranças, também. Um ano mais tarde, nova tentativa. Dessa vez, num otorrino particular – mas que também não tinha experiência com surdez. Saiu do consultório ainda mais confusa após o médico dizer que se tratava de uma “surdez de fundo emocional” e receitar Ginko Biloba (socorro).
Naquela noite ela decidiu pesquisar sobre o assunto na internet. E foi então que descobriu que otorrinos lidam com ouvido, nariz e garganta – e cada uma dessas coisas é um universo gigante cheio de peculiaridades.
Finalmente a moça pediu indicação de um otorrino especializado em surdez no Grupo Surdos Que Ouvem e chegou a um profissional que respira surdez e tecnologias auditivas 24hs por dia. Agora ela tem um diagnóstico correto, mas infelizmente perdeu anos preciosos de reabilitação auditiva passando por todo tipo de perrengue de comunicação.
Esse caso é absurdamente comum. Eu mesma ouvi de um otorrino que “era só esperar o canal do ouvido abrir e aí eu ouviria melhor”. Esperei sentada 10 anos porque confiei no que o tal médico me disse. Ah, se arrependimento matasse…
NÃO COMETA ESSE ERRO. Se desconfia de uma perda auditiva ou se já tem diagnóstico, o certo a fazer é buscar um otorrino que dedica a sua prática clínica e cirúrgica à surdez. Torne-se membro do Grupo Surdos Que Ouvem e peça indicações de confiança a 22.000 pessoas com perda auditiva de todos os Estados do Brasil.

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About Author

Paula Pfeifer é uma surda que ouve com dois implantes cocleares. Ela é autora dos livros Crônicas da Surdez, Novas Crônicas da Surdez e Saia do Armário da Surdez e lidera a maior comunidade digital do Brasil de pessoas com perda auditiva que são usuárias de próteses auditivas.

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