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Livro sobre cultura surda: A child sacrificed to the deaf culture

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Esse livro chegou às minhas mãos depois de viajar muito! O Gilberto Ferreira comprou no Líbano, mandou entregar nos Estados Unidos, trouxe pro Rio de Janeiro e entregou pro Lu, que me levou até Porto Alegre – depois, ainda levei pra ler em Capão da Canoa. Livrinho viajado, hein? A tradução do título, em bom português, é ‘uma criança sacrificada para a cultura surda’. Acho que os defensores ferrenhos da segregação, das escolas especiais, da língua de sinais e do estilo de vida que prega uma vida em função da surdez precisam ler página por página com muita atenção. É o depoimento de um adulto que, quando criança, foi mandado para uma escola especial para surdos, obrigado a se comunicar através da língua de sinais (ele era oralizado) e teve coragem de contar pro mundo todas as nuances ‘secretas’ dessa experiência. Não vou me atrever a traduzir, mas abaixo divido com vocês algumas passagens que me marcaram.

‘The primary objective of this book is to promote awareness in the mainstream hearing society of the culturally deaf world, as well as those living in it, of its unspoken shortcomings. Most notably, and most disappointing, is the failure of the culture to produce citizens who are, by and large, contributors to society. I feel that a deaf person can be a contributor to society at a level equal to the rest of the hearing society. Without residential deaf schools, the deaf culture as it exists today would be profoundly different, and this is what the leaders of the deaf culture fear’.

‘While the residential school for the deaf excels at breeding a deaf culture, it seems to fail at preparing a deaf person to live in the mainstream hearing world. Large numbers of deaf adults are under educated, often unwilling, or simply unable to cope with life outside the deaf culture after leaving the segregated nature of s residential deaf school.’

‘Parents should cast a cautious eye towards anyone wanting to sacrifice a deaf child towards preserving a culture.’

‘I speak from the experience of being educated by the culturally deaf favored method of education. Published non-biased views of the culturally deaf world by the people who live the culturally deaf life is almost non-existent. Few are in a position to get their views published. Material published on the deaf culture, by the culturally deaf, is often biased towards a continual existence of the culture. By being employed, or having their filed of expertise dependent on a deaf culture, the writers are not likely to put their jobs and livelihood in jeopardy. It’s disturbing to me because too many people (hearing or deaf) are exposed to these biased views on the deaf culture.’

‘The culturally dead often capitalize the “d” in deaf to identify the person as being culturally deaf and as a sign of respect for them. Lower case is used to describe the non-culturally deaf. This is not standard english protocol and I see no need to deviate from it. Aside from confusing readers in the hearing society, it is a subtle method of persuasion, one of the existence of a deaf culture.’

‘For most readers, as concerned citizens in our society, for virtually every aspect of the deaf culture is subsidized by our tax dollars.’

‘On top of all that, I was dealing with a sense of abandonment for being sent here. I felt I was being punished for not hearing better when I was in the public school. Perhaps I was a bit spoiled. At the public school my teachers were always asking me if I understood what was going on. I had special speech classes and teachers concerned of my education. I never felt left out or mystified at what was happening to me. But here at this deaf school, I was just another deaf kid. No speech classes anymore. Nobody cared.’

‘The deaf culture argues ASL is a language onto itself and it is all that is needed for a deaf person to be fulfilling in life. However, english is the language one has to learn to be a contributor to our society. It is unreasonable for the deaf culture to expect everyone to learn sign language.’

‘Early in my Senior year, I made up my mind that I was not going to Gallaudet University. It is in essence, the continuation of this deaf school life. This time I had control of my fate and I intended to reverse the educational direction that was made for me.  I was also aware that I would be making the ultimate insult to the deaf community. Failure of the deaf school experience to convert me to the deaf culture’s way of life.’

‘Again, as I was to find out much later, the deaf culture does not take a liking to someone who wants to ‘rock the boat’. The resistance to change is very strong in the deaf community and the fact I seriously did not want to go to Gallaudet was a rejection of their way of life and was unacceptable to them.Apparently, I preferred the confrontation than to play along with their little game. By that time, the deaf community had exposed itself to me in full circle and pieces started to fall together of a community scrambling to preserve itself and I was used to achieve that agenda’

‘In the deaf community today, there is an unwritten rule against publicly criticizing the deaf community. This seems to be due to the fact there is no appealing alternative lifestyle to turn to. With no place else to go, members of the deaf community are not likely to cause any kind of trouble that might alienate the leaders of the deaf community.’

‘The culturally deaf often feel because they are deaf, they should be on the side of receiving ‘handouts’, not be in the position of giving it to other people who are not deaf.’

‘The learders of the deaf community have continually challenged the Food and Drug Administration’s approval of the device (cochlear implant). Proclaiming a deaf child has a ‘right’ to be who they are, they are assrting for non-treatment of a disability on behalf al ‘all’ deaf children’.

”We are not disabled’, ‘deafness does not need to be cured, it’s our birthright’. Many leaders of the deaf community proclaim of this ‘different way of being’ as a natural right of the deaf. This rhetoric is seen constantly to reinforce an image of an existence of a deaf ‘culture’. However, when ‘disability-related’ benefits are available, these same people are quick to harvest the benefit monies. The classification ‘disabled’ is never questioned when our government hands out taxpayer dollars to support deaf people.’

14 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

4 Comentários

  • Vários parágrafos transcritos refletem exatamente o que eu penso!

    Ah! E obrigado pela citação… Fico feliz em ter ajudado!

  • “O objetivo principal deste livro é promover a conscientização na sociedade audiência mainstream do mundo culturalmente surdo, bem como aqueles que vivem nele, de suas deficiências não ditas. Mais notavelmente, e mais decepcionante, é o fracasso da cultura para a produção de cidadãos que são, em geral, contribuem para a sociedade. Sinto que uma pessoa surda pode ser um contribuinte para a sociedade a um nível igual ao resto da sociedade a audiência. Sem escolas de surdos residenciais, a cultura surda como existe hoje seria profundamente diferente, e é isso que os líderes do medo cultura surda ‘.

    “Enquanto a escola residencial para os surdos se destaca em criação de uma cultura surda, parece falhar em preparar uma pessoa surda para viver no mundo audição do mainstream. Um grande número de adultos surdos estão sob educados, muitas vezes sem vontade, ou simplesmente incapaz de lidar com a vida fora da cultura surda depois de deixar a natureza segregada da s escola de surdos residencial.

    “Os pais devem lançar um olhar cauteloso para qualquer pessoa que queira sacrificar uma criança surda no sentido de preservar a cultura.”

    “Falo com a experiência de ser educado pelo método culturalmente surdo favorecido da educação. Visões não-tendenciosas publicadas do mundo culturalmente surdo pelas pessoas que vivem a vida culturalmente surdos é quase inexistente. Poucos estão em uma posição para obter seus pontos de vista publicados. O material publicado sobre a cultura surda, pelos surdos culturalmente, é muitas vezes inclinado para uma existência contínua da cultura. Ao ser empregado ou ter seu campo da perícia depende de uma cultura surda, os escritores não são susceptíveis de colocar os seus postos de trabalho e meios de subsistência em risco. É perturbador para mim, porque muitas pessoas (audição ou surdos) são expostos a essas visões preconceituosas sobre a cultura surda.

    ‘The culturalmente morto frequentemente capitalizar o “d” em surdos para identificar a pessoa como sendo culturalmente surdo e como um sinal de respeito por eles. Minúsculas é usado para descrever os surdos não culturalmente. Este não é um protocolo padrão de Inglês e não vejo necessidade de desviar-se dele. Além de confundir os leitores na sociedade da audiência, é um método sutil de persuasão, um da existência de uma cultura surda.

    “Para a maioria dos leitores, como cidadãos preocupados em nossa sociedade, para praticamente todos os aspectos da cultura surda é subsidiado pelo dinheiro de nossos impostos.

    “Em cima de tudo isso, eu estava lidando com um sentimento de abandono por ser enviado para cá. Eu senti que eu estava sendo punida por não ouvir melhor quando eu estava na escola pública. Talvez eu estivesse um pouco mimada. Na escola pública foram meus professores sempre me perguntando se eu entendi o que estava acontecendo. Eu tive aulas de voz especiais e professores interessados ??da minha educação. Eu nunca me senti deixado de fora ou mistificada com o que estava acontecendo comigo. Mas aqui nesta escola de surdos, eu era apenas mais um garoto surdo. Nenhuma classe fala digitamos mais. Ninguém se importava.

    “A cultura surda argumenta ASL é uma língua em si mesmo, e é tudo o que é necessário para uma pessoa surda estar cumprindo na vida. No entanto, Inglês é a língua um tem que aprender a ser um contribuinte para a nossa sociedade. Não é razoável para a cultura surda que esperar que todos possam aprender a língua de sinais. ”

    “No início de meu último ano, eu fiz a minha mente que eu não estava indo para a Universidade Gallaudet. É, em essência, a continuação desta vida escolar surda. Desta vez eu tinha o controle do meu destino e eu pretendia inverter o sentido educacional que foi feito para mim. Eu também estava ciente de que eu estaria fazendo o insulto final para a comunidade surda. Fracasso da experiência escolar surdo para me converter ao caminho da cultura surda de vida. ”

    “Mais uma vez, como eu estava a descobrir muito mais tarde, a cultura surda não leva a gostar de alguém que quer” balançar o barco “. A resistência à mudança é muito forte na comunidade surda eo fato de que eu realmente não queria ir para Gallaudet foi uma rejeição de seu modo de vida e era inaceitável para them.Apparently, eu preferia o confronto do que para jogar junto com seu pequeno jogo. Por esse tempo, a comunidade surda havia se exposto a mim em círculo completo e peças começaram a cair junto de uma comunidade lutando para preservar-se e eu estava acostumado a conseguir que a agenda ‘

    “Na comunidade surda hoje, não há uma regra não escrita contra criticar publicamente a comunidade surda. Isto parece ser devido ao fato de que não há estilo de vida alternativa atraente a quem recorrer. Com nenhum outro lugar para ir, os membros da comunidade surda não são susceptíveis de causar qualquer tipo de problema que possa alienar os líderes da comunidade surda.

    “O surdo culturalmente muitas vezes se sentem, porque eles são surdos, eles devem estar no lado de receber” esmolas “, e não estar na posição de dá-lo a outras pessoas que não são surdos.”

    ‘Os learders da comunidade surda tem continuamente desafiado a aprovação do dispositivo (implante coclear) da Food and Drug Administration. Proclamando uma criança surda tem um “direito” de ser quem são, eles são assrting para não-tratamento de uma deficiência on behalf al ‘todas’ as crianças surdas “.

    “Nós não estamos desativado, surdez não precisa ser curada, é nosso direito inato. Muitos líderes da comunidade surda proclamar deste “jeito diferente de ser” como um direito natural dos surdos. Esta retórica é visto constantemente para reforçar a imagem de uma existência de uma “cultura” surdo. No entanto, quando os benefícios dos relacionados com a deficiência “estão disponíveis, essas mesmas pessoas são rápidas para colher o dinheiro do benefício. A classificação “deficiente” nunca é questionada quando o nosso governo distribui dinheiro do contribuinte para apoiar as pessoas surdas. “

  • desculpe a postagem anterior confusa

    NÃO SE ESQUEÇA DE DIZER QUE a indicação do livro saiu DO ÓTIMO LONGE DA ÁRVORE DO ANDREW SOLOMON QUE EU GANHEI DO MEU AMADO PSIQUIATRA JULIO NOTO. quem quiser entender de pessoas com deficiências tem que ler…

  • e NÃO SE ESQUEÇA DE DIZER QUE a indicação do livro saiu DO ÓTIMo LONDE DA ÁRVORE DO ANDREW SOLOMON QUE EU GANHEI DO MEU AMADO PSIQUIATRA JULIO NOTO. quem quiser entender de pessoas com deficiências tem que ler…

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