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Deficiência Auditiva / Surdez

DESCOMPLICANDO a SURDEZ: tipos, graus e tratamentos

A surdez é uma condição auditiva que pode afetar significativamente a qualidade de vida de um indivíduo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há 1 bilhão e 500 milhões de pessoas no mundo com algum grau de perda auditiva hoje (Relatório Mundial da Audição, divulgado em 2021 pela OMS no Dia Mundial da Audição). Entretanto, ao contrário do que o senso comum acredita, surdo não é só quem não ouve nada ou usa língua de sinais. Longe disso!

Nem todo tipo e grau de surdez é considerado pela lei brasileira como deficiência auditiva. É por isso que algumas pessoas fazem a distinção entre “surdos” e “deficientes auditivos”. Todo tipo e grau de surdez está debaixo do guarda-chuva da palavra “surdo”, mas nem todo surdo tem deficiência auditiva aos olhos da lei. Deu pra entender?

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Qual médico faz diagnóstico de surdez?

Um médico otorrinolaringologista, também conhecido como otorrino, é um profissional médico especializado no diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas aos ouvidos, nariz e garganta. Esses especialistas possuem conhecimento aprofundado da anatomia e fisiologia do sistema auditivo, permitindo-lhes avaliar e diagnosticar condições que afetam a audição, incluindo a surdez. Procure SEMPRE um médico otorrino especializado em surdez – o melhor lugar para pedir indicação desses profissionais é o Clube dos Surdos Que Ouvem. Desde que comecei a escrever este site, em 2010, digo e repito para todas as pessoas que me pedem ajuda: não perca seu tempo indo a um otorrino que NÃO tem foco clínico e cirúrgico total em surdez e cirurgias da audição. Esse é um campo muito vasto, com novidades tecnológicas que mudam constantemente. Apenas um otorrino muito especializado no assunto – com extensa prática cirúrgica e vivência clínica diária no tema – vai ser capaz de lhe orientar quanto ao melhor tratamento e reabilitação auditiva para o seu caso. Em 13 anos, já recebi milhares de relatos de pessoas que foram a otorrinos que disseram coisas como: “toma um ginko biloba”, “espera o seu filho crescer pra ver se o atraso da fala melhora”, “implante coclear é muito perigoso”, “espera essa surdez piorar pra buscar um aparelho auditivo”, e por aí vai. Peça indicação a quem já é paciente de otorrinos especializados em surdez nos quatro cantos do Brasil.

Como o otorrino faz o diagnóstico de surdez?

Histórico Médico e Exame Físico: Ao receber um paciente com suspeita de surdez, o médico otorrinolaringologista inicia o processo de diagnóstico realizando uma avaliação abrangente. Isso inclui obter um histórico médico detalhado, questionando o paciente sobre seus sintomas, duração, fatores agravantes, histórico familiar e exposição a agentes potencialmente prejudiciais à audição, como ruído intenso ou medicações ototóxicas.

Após obter as informações necessárias, o médico realiza um exame físico minucioso. Isso pode envolver a inspeção dos ouvidos usando um otoscópio para verificar a presença de bloqueios, infecções, inflamações ou anormalidades estruturais. Além disso, o otorrino pode solicitar exames de audição específicos para avaliar a capacidade auditiva do paciente.

Exames de Audição

Os testes de audição são essenciais para determinar o grau e a natureza da perda auditiva. O médico otorrinolaringologista pode solicitar diferentes tipos de testes, como:

  1. Audiometria: Um teste padrão que mede a capacidade do paciente de ouvir diferentes frequências sonoras e identificar a intensidade dos sons. É realizado em uma cabine audiométrica, onde o paciente utiliza fones de ouvido e responde aos estímulos sonoros apresentados.
  2. Timpanometria: Um teste que avalia a condição da membrana timpânica e a função da orelha média. É realizado por meio de uma sonda inserida no canal auditivo, que varia a pressão do ar e mede as respostas.
  3. Emissões Otoacústicas: Esse teste mede as respostas do ouvido interno a sons suaves. É particularmente útil em recém-nascidos e lactentes para detectar problemas auditivos.
  4. Potenciais Evocados Auditivos: Um teste que avalia as respostas elétricas do sistema auditivo a estímulos sonoros. É útil para identificar possíveis lesões no nervo auditivo ou no sistema auditivo central.

O que é surdez?

A nossa capacidade auditiva é composta por um sistema de canais que levam o som até o ouvido interno, onde as ondas sonoras são transformadas em sinais elétricos que são enviados ao cérebro. É o cérebro que reconhece e identifica os sons que ouvimos. Em última instância, quem ouve é o cérebro, não o ouvido. Surdez significa não conseguir ouvir ou ter algum grau de dificuldade para ouvir.

Sintomas clássicos da surdez ou perda auditiva

Existem alguns sinais clássicos que podem sugerir a presença de surdez, incluindo:

  • Solicitar repetição de falas constantemente
  • Zumbido no ouvido
  • Falta de reação a sons altos e irritantes
  • Pedir que as pessoas falem mais alto
  • Reclamar que as pessoas falam “para dentro”
  • Não ouvir quando é chamado de outro cômodo
  • Não ouvir sons como campainhas, telefones, alarmes
  • Escutar televisão ou música em um volume mais alto do que as outras pessoas
  • Dificuldade em acompanhar conversas, especialmente em ambientes com ruído, escuros e com várias pessoas
  • Recorrer à leitura labial para compreender o que está sendo dito.
  • Dificuldade em ouvir e compreender durante chamadas telefônicas.

Quais são os graus de surdez?

Existem diferentes graus de surdez:

  1. Surdez leve: Nesse caso, a pessoa consegue ouvir algumas palavras, mas pode perder certos elementos sonoros. Não causa atrasos na aprendizagem da linguagem, mas dificulta acompanhar uma conversa normal.
  2. Surdez moderada: Nessa situação, a pessoa só consegue ouvir sons muito fortes. Há dificuldades na aprendizagem da linguagem, problemas na articulação das palavras, dificuldades em falar ao telefone e a necessidade de ler os lábios para entender o que é dito.
  3. Surdez severa: Aqui, a pessoa não consegue ouvir palavras em volume normal e é preciso gritar para ela perceber algum som. Isso causa alterações na voz e na pronúncia das palavras, além da necessidade intensa de ler os lábios das pessoas.
  4. Surdez profunda: Há problemas intensos na fala e grandes dificuldades em aprender a linguagem oral. Na surdez profunda, os aparelhos auditivos são de pouca ajuda. Em muitos casos, é indicado o uso de implante coclear.
  5. Cofose: É uma surdez completa, ou seja, a pessoa não consegue ouvir nenhum som.

Causas da surdez súbita

Possíveis causas de perda auditiva súbita (unilateral ou bilateral) podem incluir:

  • Presença de um tumor no nervo auditivo (colesteatoma)
  • Exposição excessiva a ruídos intensos (trauma acústico)
  • Infecção bacteriana do labirinto
  • Degeneração neurológica
  • Fratura do osso temporal
  • Fístula perilinfática.
  • Obstrução dos condutos auditivos devido à cera ou inflamações
  • Infecções virais como sarampo, rubéola, herpes e gripe
  • Infecção bacteriana do labirinto

Quais são os tipos de surdez?

Existem diferentes tipos de surdez, cada um com suas próprias características e causas específicas: surdez condutiva, a surdez mista e a surdez neurosensorial. Vamos entender melhor cada um deles:

  1. Surdez Condutiva: A surdez condutiva ocorre quando há um problema na condução do som através do ouvido externo ou médio. Isso pode ocorrer devido a bloqueios físicos ou danos nas estruturas auditivas responsáveis pela transmissão do som. Alguns exemplos de causas de surdez condutiva incluem:
  • Acúmulo de cera no canal auditivo.
  • Infecções no ouvido médio, como otite média.
  • Perfuração do tímpano.
  • Anormalidades nas estruturas do ouvido médio, como ossículos danificados.

Na surdez condutiva, o som tem dificuldade em chegar ao ouvido interno, resultando em uma redução da audição. Felizmente, muitos casos de surdez condutiva são tratáveis ??e reversíveis com intervenções médicas ou cirúrgicas adequadas.

  1. Surdez Mista: A surdez mista ocorre quando há uma combinação de problemas tanto na condução do som quanto na função do ouvido interno (cóclea) ou nervo auditivo. Isso significa que há uma combinação de fatores relacionados à surdez condutiva e neurosensorial. Por exemplo, uma pessoa pode apresentar uma obstrução no ouvido médio (surdez condutiva) e, ao mesmo tempo, ter danos na cóclea (surdez neurosensorial). A surdez mista pode ser mais complexa de tratar e requer uma abordagem terapêutica abrangente.

  2. Surdez Neurosensorial: A surdez neurosensorial é caracterizada por danos nas estruturas do ouvido interno (cóclea) ou no nervo auditivo. Esses danos podem ser causados ??por uma variedade de fatores, como:
  • Envelhecimento natural (presbiacusia).
  • Exposição prolongada a ruídos intensos.
  • Lesões no ouvido interno.
  • Infecções virais, como caxumba ou rubéola.
  • Distúrbios genéticos.
  • Efeitos colaterais de certos medicamentos ototóxicos.

A surdez neurosensorial é a forma mais comum de surdez permanente e geralmente é irreversível. O tratamento geralmente se concentra em melhorar a qualidade de vida por meio de dispositivos auditivos, como aparelhos auditivos ou implantes cocleares, bem como em técnicas de reabilitação auditiva para maximizar a compreensão da fala e a comunicação.

É importante ressaltar que o diagnóstico e a indicação de tratamento da surdez devem ser realizados por um médico otorrinolaringologista. O fonoaudiólogo realiza exames e testes específicos para determinar o tipo e o grau da perda auditiva e recomendar o melhor curso de tratamento adaptado às necessidades individuais de cada paciente.

Outros fatores que podem causar surdez são:

  • Histórico familiar de surdez
  • Nascimento prematuro
  • Medicamentos ototóxicos
  • Trauma acústico
  • Perda auditiva induzida por ruído
  • Infecções congênitas, como sífilis, toxoplasmose e rubéola.

Como prevenir a surdez?

É importante tomar medidas preventivas, como:

  • Fazer o teste da orelhinha nos recém-nascidos para detectar possíveis problemas auditivos.
  • Não se expor a barulhos altos (fones de ouvido nas alturas o dia inteiro, shows, música altíssima, etc)
  • Proteger a audição com protetores auditivos e equipamentos de proteção auditiva em ambientes de trabalho com ruídos intensos
  • Fazer um chekup auditivo anual (audiometria e ida ao otorrino)
  • Durante a gravidez, evitar doenças como sífilis, rubéola e toxoplasmose, que podem causar surdez nas crianças.
  • As mulheres devem tomar a vacina contra a rubéola antes da adolescência para se protegerem durante a gravidez.
  • Jamais colocar objetos de qualquer tipo dentro do ouvido e mantê-los fora do alcance das crianças (inclusive cotonetes)
  • No caso de atraso na fala em uma criança, procure um médico otorrino  especialista o mais rápido possível (muitas crianças recebem um diagnóstico de autismo sem sequer fazer um checkup auditivo prévio)

Quantos surdos há no Brasil em 2023?

É MENTIRA que há 10 milhões de surdos no Brasil e que essa população se comunica majoritariamente por LIBRAS e é analfabeta.Segundo o IBGE, há 2,3 milhões de pessoas com algum grau de surdez no Brasil em 2022. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 1,5 bilhão de pessoas têm algum grau de deficiência auditiva (surdez) hoje no mundo. O Relatório Mundial da Audição, lançado dia 3 de março de 2021 – e disponível aqui – trouxe dados oficiais e atualizados sobre a população global com perda auditiva.

 

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  6. Conhecer centenas de famílias de crianças com perda auditiva
  7. Fazer amigos, sair do isolamento e retomar sua qualidade de vida
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About Author

Paula Pfeifer é uma surda que ouve com dois implantes cocleares. Ela é autora dos livros Crônicas da Surdez, Novas Crônicas da Surdez e Saia do Armário da Surdez e lidera a maior comunidade digital do Brasil de pessoas com perda auditiva que são usuárias de próteses auditivas.

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