o que é colesteatoma

O que é COLESTEATOMA e qual médico trata?

Apesar do nome difícil, o colesteatoma não é um tumor maligno. Ele não é câncer. O colesteatoma é, na verdade, um acúmulo de pele dentro do ouvido médio, uma região onde essa pele simplesmente não deveria estar. O médico otorrino expert em colesteatoma que indico é o Dr. Luciano Moreira, que tem mais de 25 anos de experiência com cirurgias complexas do ouvido, incluindo a cirurgia de remoção do colesteatoma.

Afinal, o que é colesteatoma?

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Para entender melhor, imagine o seguinte: o ouvido possui uma pele muito fina que reveste o canal auditivo e o tímpano. Essa pele cresce lentamente e vai sendo eliminada naturalmente pelo próprio organismo — como acontece com a pele do resto do corpo.

Mas, em algumas situações, essa pele começa a crescer para dentro do ouvido médio, formando uma espécie de “bolsinha” ou saco de células de pele.

Esse acúmulo vai crescendo ao longo do tempo e recebe o nome de colesteatoma.

Por que o colesteatoma aparece?

Na maioria das vezes, ele está relacionado a problemas que já vinham acontecendo no ouvido, como:

  • infecções de ouvido repetidas (otites)
  • perfuração no tímpano
  • retração do tímpano
  • disfunção da tuba auditiva

Quando o tímpano fica “afundado” ou retraído por muito tempo, ele pode formar uma pequena bolsa. Dentro dessa bolsa, começam a se acumular células de pele. E aí o colesteatoma começa a se formar. Existe também o colesteatoma congênito, que é mais raro e já está presente desde o nascimento.

Quais são os sintomas do colesteatoma?

O colesteatoma costuma crescer lentamente, por isso os sinais podem aparecer aos poucos.

Alguns sintomas comuns são:

  • secreção no ouvido que não melhora
  • mau cheiro vindo do ouvido
  • perda auditiva
  • sensação de ouvido tampado
  • tontura (em casos mais avançados)

Nem sempre a dor está presente, o que pode atrasar o diagnóstico. Por isso, quando uma criança ou adulto tem infecções persistentes no ouvido ou secreção constante, o médico precisa investigar com atenção.

Por que o colesteatoma precisa ser tratado com urgência?

Aqui está um ponto muito importante. O colesteatoma pode parecer apenas um “acúmulo de pele”, mas ele não para de crescer sozinho. E conforme cresce, ele pode começar a causar problemas nas estruturas delicadas do ouvido. Dentro do ouvido médio existem três ossinhos minúsculos responsáveis por transmitir o som: martelo, bigorna e estribo.

Com o tempo, o colesteatoma pode desgastar esses ossinhos, causando perda auditiva. Em casos mais avançados, ele também pode afetar:

  • o equilíbrio
  • o nervo facial
  • estruturas próximas ao cérebro

É por isso que o tratamento é tão importante. Dentro do ouvido médio existem estruturas muito delicadas. Conforme o colesteatoma cresce, ele pode começar a causar danos. Entre as complicações possíveis de um colesteatoma não tratado estão:

1. Perda auditiva

É a complicação mais comum.

2. Infecções persistentes

O ouvido pode apresentar:

  • secreção constante

  • mau cheiro

  • inflamações repetidas

Isso ocorre porque o colesteatoma cria um ambiente propício para bactérias.

3. Problemas de equilíbrio

Se o colesteatoma atingir estruturas do ouvido interno, podem surgir:

  • tontura

  • vertigem

  • instabilidade

4. Paralisia facial (raro)

O nervo facial passa muito perto do ouvido médio. Em casos avançados, o colesteatoma pode irritar ou comprimir esse nervo, causando:

  • fraqueza facial

  • assimetria do rosto

Felizmente isso é raro, especialmente quando o diagnóstico é feito cedo.

5. Complicações mais graves (muito raras)

Em situações extremamente avançadas e sem tratamento, o colesteatoma pode se espalhar para áreas próximas ao cérebro. Isso pode causar complicações como:

  • meningite

  • abscesso cerebral

Mas hoje isso é incomum, porque a maioria dos casos é diagnosticada e tratada antes de chegar a esse estágio.

Existe tratamento sem cirurgia para o colesteatoma?

Infelizmente, não. Diferente de uma infecção simples, o colesteatoma não desaparece com remédio ou antibiótico. Os medicamentos podem ajudar a controlar infecções ou secreções temporariamente, mas não eliminam o colesteatoma. A única forma de resolver definitivamente o problema é através da cirurgia.

Como é feita a cirurgia do colesteatoma?

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A cirurgia para retirar o colesteatoma é chamada de timpanomastoidectomia. O nome parece complicado, mas o objetivo é simples: remover completamente o colesteatoma e limpar o ouvido.

O procedimento é realizado por um médico especialista chamado otorrinolaringologista, que utiliza um microscópio cirúrgico para enxergar as estruturas minúsculas do ouvido.

Durante a cirurgia, o médico pode:

  • retirar o colesteatoma
  • limpar áreas afetadas
  • reparar o tímpano
  • reconstruir ossinhos da audição, se necessário

Essa reconstrução da audição é chamada de ossiculoplastia.

A cirurgia é longa?

A duração pode variar dependendo do tamanho e da extensão do colesteatoma, e é fundamental buscar um cirurgião especialista em ouvido e com vasta experiência em cirurgia do colesteatoma, como  Dr. Luciano Moreira. Em média, o procedimento leva entre 1 e 3 horas. A cirurgia é feita com anestesia geral, especialmente em crianças. Na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte.

A audição volta ao normal?

Isso depende de cada caso. Se o colesteatoma foi diagnosticado cedo e os ossinhos da audição não foram muito afetados, a audição pode melhorar bastante após a cirurgia. Mas quando houve dano maior nas estruturas do ouvido, pode haver perda auditiva permanente. Mesmo assim, a cirurgia continua sendo essencial para impedir que o problema continue piorando e tenha consequências graves.

O colesteatoma pode voltar?

Sim, em alguns casos pode. Por isso o acompanhamento médico é muito importante.

Alguns pacientes precisam fazer uma segunda cirurgia de revisão meses ou anos depois para garantir que não restou nenhum vestígio do colesteatoma. Isso não significa que algo deu errado — apenas que o médico precisa acompanhar de perto a evolução do ouvido.

Uma última palavra para tranquilizar

Receber um diagnóstico como esse pode assustar muito. Principalmente quando envolve cirurgia.

Mas a boa notícia é que hoje a medicina tem muita experiência no tratamento do colesteatoma, e as cirurgias são realizadas com técnicas microscópicas muito precisas. Quanto mais cedo o problema é tratado, maiores são as chances de preservar a audição e evitar complicações.

Se você está passando por isso com seu filho ou com você mesma, saiba que você não está sozinha. Muitas famílias passam por esse caminho — e encontram tratamento, cuidado e melhora. E informação clara, como essa conversa que tivemos aqui, já é um ótimo primeiro passo.

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