Deficiência Auditiva

Fonoaudióloga de reabilitação de FALA e LINGUAGEM no Rio de Janeiro

A fonoaudióloga de fala e linguagem avalia como a pessoa compreende, organiza e expressa ideias, produz os sons da fala e usa a comunicação na vida real. O atendimento pode ser indicado para crianças e adultos, mas o plano terapêutico precisa ser individual. Antes de começar uma coleção aleatória de exercícios encontrados na internet, é necessário entender exatamente onde está a dificuldade.

A fonoaudióloga avalia as habilidades preservadas, identifica as dificuldades, considera o histórico auditivo e clínico e estabelece objetivos funcionais para aquela pessoa. No Rio de Janeiro, a fonoaudióloga Virgínia Leão Schell, CRFa 1-6866-3, realiza reabilitação de fala e linguagem em crianças e adultos. Ela é fluente em LIBRAS e muito experiente com usuários de implante coclear e aparelhos auditivos.

Endereço: Rua Siqueira Campos, 93, sala 1105 — Copacabana, Rio de Janeiro
WhatsApp: (21) 99061-6378
Modalidade: atendimento presencial e possibilidade de teleatendimento, conforme avaliação e disponibilidade.

Confirme diretamente com a profissional se ela atende a idade e a necessidade específica do paciente, além das condições atuais de atendimento. Virgínia também aparece na nossa lista de fonoaudiólogos recomendados pelo Clube dos Surdos Que Ouvem.

Qual é a diferença entre fala e linguagem?

Embora os dois termos apareçam juntos o tempo todo, eles não significam a mesma coisa.

Fala é a produção dos sons usados para formar palavras. Envolve articulação, coordenação dos movimentos, ritmo, fluência e inteligibilidade, isto é, o quanto as outras pessoas conseguem entender.

Linguagem é o sistema usado para compreender e expressar ideias. Inclui vocabulário, construção de frases, compreensão, narrativa, uso social da comunicação, leitura e escrita.

Uma criança pode compreender tudo e ter dificuldade para produzir determinados sons. Outra pode falar com clareza, mas ter vocabulário restrito ou dificuldade para organizar frases. Uma terceira pode apresentar desafios tanto na compreensão quanto na expressão.

O tratamento não deveria ser igual para as três.

Quem pode se beneficiar da avaliação?

A avaliação pode ser recomendada quando há:

  • atraso no desenvolvimento da fala;
  • fala difícil de compreender para a idade;
  • trocas, omissões ou distorções persistentes de sons;
  • dificuldade para formar frases;
  • vocabulário muito restrito;
  • dificuldade para contar acontecimentos;
  • problemas de compreensão;
  • dificuldade de leitura ou escrita;
  • mudanças na fala relacionadas à perda auditiva;
  • dificuldade para controlar volume, ritmo ou articulação;
  • problemas de comunicação após alterações neurológicas;
  • necessidade de desenvolver estratégias alternativas de comunicação;
  • dúvidas sobre o desenvolvimento auditivo e linguístico de uma criança surda.

Uma observação importante: crianças se desenvolvem em ritmos diferentes, mas “vamos esperar indefinidamente” não é um plano terapêutico. Quando existe dúvida, avaliar é melhor do que passar meses discutindo em família se a dificuldade é real.

Fala, linguagem e perda auditiva

A audição participa do desenvolvimento e da manutenção da fala. É por meio do feedback auditivo que monitoramos características como intensidade, ritmo, entonação e produção de sons.

Isso não significa que toda pessoa surda terá a mesma fala, muito menos que exista uma única maneira correta de se comunicar.

Pessoas surdas têm histórias auditivas, línguas, identidades e objetivos diferentes. Algumas usam língua oral. Algumas usam Libras. Algumas usam as duas. A boa terapia respeita as escolhas linguísticas e a identidade do paciente, em vez de tentar encaixar todo mundo no mesmo molde.

No caso de crianças com perda auditiva, o acesso consistente à língua é fundamental. A família precisa receber informações reais sobre as possibilidades de comunicação, sem guerra ideológica e sem promessa milagrosa.

Como funciona a primeira avaliação?

A primeira consulta costuma começar por uma conversa detalhada sobre:

  • motivo da procura;
  • histórico de desenvolvimento;
  • saúde geral;
  • histórico auditivo;
  • idiomas e formas de comunicação usados pela família;
  • rotina escolar ou profissional;
  • dificuldades percebidas;
  • situações em que a comunicação funciona melhor;
  • avaliações e tratamentos anteriores.

Depois, a fonoaudióloga seleciona os procedimentos adequados à idade e à queixa. Podem ser observadas compreensão, vocabulário, formação de frases, articulação, narrativa, leitura, escrita, memória, atenção e uso funcional da comunicação.

No atendimento infantil, brincar não significa ausência de técnica. A brincadeira pode ser justamente o contexto usado para observar a comunicação e estimular habilidades.

O que um bom plano terapêutico deve ter?

Um plano útil precisa responder:

  1. Qual é a dificuldade identificada?
  2. Que impacto ela provoca na vida?
  3. Quais habilidades serão trabalhadas?
  4. Como a evolução será acompanhada?
  5. O que a família pode fazer fora da sessão?
  6. Quando será feita uma reavaliação?
  7. É necessário encaminhamento para outro profissional?

O objetivo não é manter alguém em terapia eternamente. É desenvolver comunicação funcional, acompanhar os resultados e rever a estratégia quando necessário.

A ASHA destaca que o trabalho com linguagem inclui avaliação, definição individual do tratamento, acompanhamento da evolução e colaboração com familiares e outros profissionais.

A participação da família na terapia de reabilitação de fala e linguagem

Uma sessão semanal isolada não faz milagres.

No caso das crianças, a família participa criando oportunidades reais de comunicação: conversar, ler, esperar a resposta, nomear situações, brincar, ouvir e seguir as orientações da profissional. Isso não significa transformar a casa em clínica nem corrigir a criança a cada palavra. Ninguém merece viver fazendo prova oral na própria cozinha.

As estratégias precisam caber na rotina e preservar o prazer da comunicação.

Quando também é necessário investigar a audição?

A audição deve ser considerada quando a pessoa:

  • demora a responder quando é chamada;
  • pede repetição frequentemente;
  • aumenta muito o volume dos dispositivos;
  • parece entender melhor olhando para o rosto;
  • troca sons de fala;
  • tem histórico de otites;
  • apresenta atraso de linguagem;
  • piora em ambientes barulhentos;
  • já possui diagnóstico de perda auditiva;
  • usa aparelho auditivo ou implante coclear.

Uma criança pode parecer distraída quando, na verdade, não está recebendo toda a informação sonora. E uma audiometria antiga não responde necessariamente pelo que acontece hoje.

Sinais que exigem avaliação médica rápida

Procure atendimento médico com urgência diante de perda súbita da fala ou da compreensão, fraqueza em um lado do rosto ou do corpo, confusão repentina, dor de cabeça intensa ou dificuldade súbita para engolir.

Mudanças graduais e persistentes também merecem investigação, mas sintomas súbitos não devem aguardar uma consulta fonoaudiológica de rotina.

Perguntas frequentes

Preciso de encaminhamento médico?

Nem sempre é obrigatório para marcar uma avaliação fonoaudiológica, mas pode ser necessário conforme a queixa. A própria fonoaudióloga pode recomendar avaliação com otorrino, neurologista, pediatra ou outro profissional.

Terapia de fala é somente para crianças?

Não. Adultos também podem procurar atendimento por alterações de articulação, comunicação, linguagem, voz ou consequências de condições auditivas e neurológicas.

Toda troca de som precisa de terapia?

Não. Algumas produções fazem parte do desenvolvimento. É preciso considerar idade, frequência, inteligibilidade e impacto da dificuldade. A avaliação individual evita tanto o tratamento desnecessário quanto a demora diante de um problema real.

A terapia pode ser feita por videochamada?

Alguns acompanhamentos podem ser realizados por teleatendimento, mas isso depende da idade, dos objetivos, da necessidade de exame presencial e da análise da profissional.

Uma pessoa surda precisa eliminar seu “sotaque”?

Não. A terapia deve partir dos objetivos do próprio paciente e melhorar a comunicação quando existe uma dificuldade funcional ou um desejo pessoal — não apagar identidade para satisfazer o desconforto alheio.

Leia também: voz e sotaque de surdo.

Fontes profissionais consultadas: Conselho Federal de Fonoaudiologia — áreas de competência e ASHA — transtornos de linguagem oral.