Sem categoria Aparelhos Auditivos

Fonoaudiólogo de aparelho auditivo no Rio de Janeiro

Um fonoaudiólogo de aparelho auditivo no Rio de Janeiro deve fazer muito mais do que colocar um dispositivo na sua orelha e perguntar: “Está ouvindo?”. O trabalho inclui analisar os exames, entender a sua rotina, selecionar a tecnologia adequada, programar os aparelhos, verificar objetivamente a amplificação, testar conforto e compreensão da fala e acompanhar a adaptação no mundo real.

Eu usei aparelhos auditivos por muitos e muitos anos antes dos meus implantes cocleares. Nesse período, cometi praticamente todos os erros que um usuário novato pode cometer. Já fui pressionada a comprar aparelho porque a suposta promoção acabaria no dia seguinte. Já tentaram me vender tecnologia caríssima que eu não conseguiria aproveitar por causa do grau da minha perda. Já ouvi que um aparelho não servia mais para mim sem que a profissional sequer fizesse uma nova audiometria. Em resumo: eu aprendi da maneira cara, cansativa e irritante.

A indicação de Fonoaudiólogo de Aparelho Auditivo no Rio de Janeiro é o fono David Feldman, que, além de regular aparelhos auditivos, é músico e engenheiro de som. Precisa de mais indicações? Associe-se ao CLUBE dos Surdos Que Ouvem e participe dos nossos grupos de apoio no WhatsApp e Facebook, e assista nossa série de aulas para aprender a comprar aparelho auditivo com segurança no Brasil.

O que um fonoaudiólogo de aparelho auditivo faz?

A atuação pode envolver:

  • análise da audiometria tonal e vocal;
  • avaliação das necessidades de comunicação;
  • seleção do formato e da potência do aparelho;
  • programação individual;
  • confecção ou ajuste de molde e oliva;
  • verificação do conforto físico;
  • orientação para colocação, retirada, limpeza e carregamento;
  • conexão com celular, televisão e acessórios;
  • testes de percepção e compreensão da fala;
  • mapeamento de fala ou medidas com microfone sonda;
  • regulagens posteriores;
  • acompanhamento da adaptação;
  • encaminhamento médico quando surgir algo que não deve ser resolvido apenas com o aparelho.

A compra é um evento. Ja a adaptação é um processo que precisa de tempo, paciência e resiliência da sua parte.

Regulagem de aparelho auditivo

A percepção do paciente é indispensável, mas não deve ser a única informação usada. As medidas em orelha real, também chamadas de mapeamento de fala em muitos serviços, permitem verificar objetivamente como a amplificação chega ao ouvido do usuário. O procedimento considera características individuais do canal auditivo que a programação-padrão do fabricante não consegue adivinhar.

A ASHA inclui as medidas em orelha real entre as práticas de verificação da adaptação. Elas ajudam a mostrar se os sons da fala estão audíveis sem que sons fortes ultrapassem níveis desconfortáveis.

Isso não significa que o exame consiga medir tudo. Ele verifica a amplificação fornecida pelo aparelho, mas não prevê sozinho quanto cada cérebro compreenderá. Ainda assim, é uma informação objetiva importante, e muito superior a simplesmente colocar o aparelho na orelha e torcer pelo melhor.

Leia também: como o mapeamento de fala melhora a regulagem do aparelho auditivo.

O que esperar do período de adaptação

O primeiro ajuste raramente é o último.

Sons que estavam ausentes podem parecer exagerados no começo. Papel amassando, pratos, água corrente, passos e a própria voz podem causar estranheza. A fonoaudióloga deve explicar o que faz parte da readaptação sonora e o que indica necessidade de ajuste.

Não aceite esas respostas:

  • “É assim mesmo, acostume-se”, quando existe desconforto importante que nunca é investigado;
  • “Este aparelho não serve para você”, sem testes, ajustes e análise do que está acontecendo.

Também não espere que a tecnologia elimine todas as limitações da perda auditiva. Aparelho não é ouvido novo e não funciona exatamente como óculos. O resultado depende da perda, da discriminação de fala, do tempo sem estimulação adequada, da regulagem, do uso e de outros fatores.

Quando procurar uma nova regulagem?

Vale retornar quando:

  • a fala continua baixa ou abafada;
  • os sons estão desconfortáveis;
  • você entende bem no silêncio, mas despenca no ruído;
  • sua própria voz parece insuportável;
  • um lado parece muito diferente do outro;
  • o aparelho dá microfonia;
  • o molde incomoda ou machuca;
  • você mudou de trabalho ou rotina;
  • recebeu uma nova audiometria;
  • percebeu mudança na audição;
  • deixou o aparelho na gaveta por frustração;
  • nunca fez uma verificação objetiva da regulagem.

Uma mudança súbita de audição, especialmente de um lado, não deve esperar uma consulta comum de regulagem. Procure avaliação médica rapidamente.

Como se preparar para a consulta

Leve seus exames e os aparelhos com todos os acessórios. Faça também uma lista das situações em que você encontra dificuldade.

Evite dizer apenas “não estou entendendo”. Tente registrar:

  • com quem estava conversando;
  • a distância entre vocês;
  • se havia ruído;
  • se a pessoa estava de frente ou de costas;
  • qual aparelho estava usando;
  • se o problema foi volume, clareza ou desconforto;
  • se aconteceu no telefone, televisão, reunião ou conversa presencial.

Um pequeno diário auditivo pode fazer a consulta render muito mais.

Leia antes de comprar: guia de aparelhos auditivos escrito por quem usa e como comprar aparelho auditivo com segurança.