Histórias dos Leitores

Uma estudante de Medicina com deficiência auditiva

Retomando o Crônicas com força total, quero mostrar para vocês o contato interessantíssimo de uma leitora surda que está quase se formando em Medicina!

“A vida de uma estudante de Medicina surda é cheia de emoções – como a de qualquer estudante de medicina, com o diferencial de escutar pouco! O primeiro e segundo anos são tranquilos, porque é ciclo básico. A partir do terceiro, o bicho pega:  entra a clínica médica (passamos a ter contato com pacientes, aprendemos a examinar, etc). O grande problema são as famosas bulhas cardíacas… Se acadêmicos normais se confundem e têm dificuldade de diferenciar uma B3 de uma B4 no início, imagine eu! Lanço mão do meu esteto hi-tech (ahahah) e consigo me virar numa boa, mas claro que me confundo e posso deixar passar… Mas aí entra o bom senso que me impede de ser cardiologista, pneumologista ou algo do gênero, né? Obviamente levarei isso em conta na hora de escolher minha especialidade, não há como ignorar isso. Penso em fazer otorrinolaringologia, seria irônico, não? Ano passado andei assistindo a algumas cirurgias, juntamente à equipe, e me encantei. Só tinha um porém: as máscaras cirúrgicas me impedem de fazer leitura labial, impossibilitando qualquer comunicação na sala de cirurgia, a menos que a pessoa fale no meu ouvido, coisa que não ocorre na prática…E como sabemos, médicos falam durante a cirurgia.  Acabei por consultar um médico do hospital, meu tutor e confidente sobre questões acadêmicas. Ele me disse que SIM, terei dificuldades mil se quiser optar pela cirurgia, pois não somente a comunicação será afetada, mas posso encontrar colegas pouco afeitos à colaboração com deficientes e pouco pacientes… Porém, ele me deu uma luz: se quiser, de fato ser cirurgiã, faça uma especialidade em que você possa operar sozinha, como otorrino, oftalmo, dermato… Fiquei mais tranquila de saber que sim, posso ser cirurgiã. Pensei que fosse “penar” na mão dos professores, por não ouvir, mas até o presente momento, foram todos solícitos e compreensivos. Ficam curiosos com minha capacidade de me virar, e não raro, me elogiam pela perseverança. Fico emocionada quando me elogiam pelo meu esforço e me chamam de vencedora. Não me considero uma vencedora, ainda há muito o que trilhar.

Muito bom aprender a lidar bem com isso, espero poder ajudar outros a superar também. Fico muito feliz com minhas conquistas; estudei sempre em colégios regulares sem repetir nenhum ano, falo inglês fluentemente (se me entendem são outros quinhentos, hahahah), e consegui entrar para uma faculdade pública de medicina em 2007. Esse foi um capítulo à parte, foi meio uma polêmica na minha família. Chegaram a me dizer que não poderia fazer medicina, pois por não ouvir poderia pôr a vida de outros em risco. Retruquei que limite é coisa imaginária, e fui em frente. Não tenho grandes dificuldades, mesmo na ausculta, pois meu estetoscópio é amplificado. Me formo em 2012, se tudo der certo. Ver meus sonhos realizados a despeito das dificuldades não tem preço…a vitória é até mais doce! Acho que você entende o que quero dizer, né? 🙂

Quanto a situações ruins, já vivi várias, infelizmente. A maioria se deu no colégio (o que hoje leva o nome modernoso de bullying), e serviu para me fazer amadurecer mais rápido. Quando estava sem aparelho, ficavam me chamando, só para rirem quando eu não respondia. Até cutucar meu aparelho já fizeram. Riam da minha forma de falar (antes de fazer fono e melhorar 90%) e também por eu ser a nerd da turma e queridinha/protegida dos professores, que apostavam em mim e sempre me faziam sentar na primeira carteira. Educação física era inferno na Terra, porque não ouvia os lances. Não basta a criança ser “diferente” e sofrer internamente por isso (porque todos queremos, no fundo, ser igual à maioria), ainda precisa sofrer com piadas de mau gosto e grosserias várias. Triste.

Na faculdade, por serem mais velhos, essas atitudes pueris não ocorrem mais, mas há, sim, um certo preconceito por parte de alguns, ainda que veladamente. Há pessoas que acham que médico tem que ter todos os sentidos íntegros e ponto final. No entanto, encontro lá anjos que me ajudam muito, me cedem lugar à frente quando chego atrasada e não tem lugar (mesmo sem eu pedir), repetem coisas que falam e não escuto, etc. É muito bom se sentir acolhida e compreendida, ainda que por poucos. Acredito, sim, que haja piadinhas por trás, pois gente pequena sempre irá existir. Felizmente, não é maioria na minha turma, que acredito que em sua maior parte torça por mim.

E você, Paula? Sofreu preconceito também? Conta! 🙂
Beijos!”

73 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

57 Comentários

  • Oà qual o nome dessa mèdica? Como faço para entrar em contato com ela (e-mail e etc)? Estou no penultimo ano de faculdade e comeei a escrever o meu TCC QUE TEM POR TEMA “A formaçáo de pessoas com deficiencias neurosensorial em cursos de medicina”. A contribuiçao dela enriqueceria e muito o meu trabalho.
    Meu contato è samuelfeliperf@yahoo.com

  • Parabéns à protagonista desta linda história. Tenho um caso parecido na família e, se possível, gostaria de entrar em conta com a agora , vitoriosa médica. Queria pedir a ela alguns conselhos. Obrigada

  • Linda essa história, amei.
    A primeira barreira na vida é realmente sair da negação. Depois, é não acreditar naqueles que duvidam se nós vamos conseguir perseguir os nossos maiores sonhos. Tudo, mas tuuudooo fica mais fácil, mesmo quando há eventos chatos a superar (bullying, despeito dos colegas, descrença dos professores, etc). Desses, basta ignora-los, pois melhor não se preocupar com aqueles que nada nos acrescentam. Parabéns pela garra, pela superação!

  • Admirei demais esta história e a pessoa que tem o orgulho de carregá-la.
    Quero dizer que sua história é motivadora demais, seu sonho é lindo e quero pedir que continue a sonhar e a lutar, pois a sua vida é tão radiante que move a vida de muitas outras pessoas, seja cuidando delas como médica ou ainda servindo de inspiração.
    Forte abraço.

    • Ola eu sou delcivane eu tenho 13ano eu tenho problema de ouvir eu tb quero estuda medicina muitas pessoa deiz q n tem como eu ser medica por eu nao ouvir mais depois q eu tava leno eu mim emocione mideu mais forca pra mim lutar mais eu tenhor cuase todas caracteristica do texto

  • Parabens e sucesso!!! Meu sonho é ser médica cirurgiã, sou surda também.Então, eu quero saber se você já fez cirurgia de um paciente??

  • Olá, eu me chamo Julia e tenho deficiência auditiva de moderada a severa. Tenho 18 anos (logo faço 19) e estou indo para o segundo ano de medicina e eu preciso de um estetoscópio, pois neste ano já será necessário para algumas disciplinas. Tenho muito medo de não conseguir me adaptar ao estetoscópio ou ter que trocar meu aparelho auditivo por causa de um. Gostaria muito que alguém desse blog pudesse me ajudar com dicas dos estetoscópio com aplificador mais conhecidos e mais usados. Desde já, muito obrigada!

    Email: julia.deretti2@hotmail.com

    • Julia! Quero te Parabenizar por você tão nova já ter conquistado seu espaço na faculdade de medicina. Você é um exemplo para todos nós estudantes e profissionais de medicina, que diante de tantas dificuldades ao longo do curso continuam perseguindo seu sonho até o final. Conheço os estetoscópios da marca Littman, que considero os melhores, com sons mais nítidos.

  • Oi. Me chamo Rebbekka.Tenho 15 anos. Sou surda profundamente. Igual comigo, sempre quis ser médica e cirurgiã também e vou me esforçar.
    Parabéns, sucesso.

  • ola! Parabens… sou deficiente auditivo tenho d formei fisioterapia..ja fiz pos graduação para o traumato ortopedica! tenho mt vontade meu sonho eh medico.. vc comprou onde eh esse estetoscópio é amplificado e esteto hit-tech? abraço

    • Olá Guilherme, fiquei curiosa pra saber como vc lidou com a surdez durante sua graduação. Sou docente na Bahia, em Fisioterapia, e irei receber uma aluna na minha turma com surdez. Aqui contamos com interprete para auxiliá-la no dia-a-dia da instiuição, mas me preocupo em como lidar com a relação terapeuta/paciente par aesta aluna no momento do estágio. Me fala um pouco de como vc passou por isso pra tentar clarear e me ajudar na escolha de estratégias didáticas. Um abraço.

  • OLá! Chamo me Neuza, tenho 14 anos e sou surda desde que tinha 2 anos mas tenho aparelho para ouvir tenho aqui imagem carregam http://implantecoclear.net/images/processor%20on%20ear.jpg
    Eu queria tirar enfermagem e entao fui ver escola superior de enfermagem carrgam http://www.esenfc.pt/site/index.php?module=esenfc&target=page&id_page=3640
    e gostei muito de ver. O problema é que tenho medo de não conseguir não ouvir estetoscópio se não conseguir ouvir eu não sei o que fazer mas vou entrar na mesma. e queria saber as informações porque quero saber como é que é porque é muito importante para mim e gostaria falasse comigo.
    GMAIL: neuzalmeida99@gmail.com
    MUITO OBRIGADA 🙂

  • Olá! Eu sou surda desde que tinha dois anos e meu sonho é ser paramédica! Eles dizem que eu preciso tirar curso de médico (6anos) e pensei bocadinho eu acho vou seguir frente e tirar um curso de médico! Se não conseguir passar ao menos tentei!

  • Eu tbm não escuto ,muito bem
    Tenho perde severa a profunda ,passei em 3 vestibulares aqui na minha região para medicina mesmo
    E não fiz deu medo de nao ouvir esse estetoscopio mais sei que posso seguir outros caminhos… esse ano eu faço ..kkkkkkk
    Bom qualquer garota com deficiencia auditiva , estiver afim de amizade
    me envie um email solicitando amizade ,vai ser um prazer responder
    Carlosmoraesxp@hotmail.com

  • Eu to passando a mesma coisa que vc, to querendo se pediatra é o meu sonho desde pequena, única coisa que me preocupa não conseguirão se pediatra Pq a única coisa é ouvir o ausculta para ouvir os batimentos cardíacos da criança esse tipo de coisa , será que existe alguma coisa especial para pode ouvir o coração ?bjs

  • Olá. eu sou deficiencia auditiva
    Parabéns que você conseguiu realizar o seu sonho real,você se esforçou muito e se escolheu o seu sonho da profissão.
    O meu interese do senho realmente é MEDICINA CIRURGICA. eu fico pensando assim ‘bah,eu acho não vou conseguir mas tenho que me esforçar fazer o que eu quero,não posso fica de jeito tipo ‘MEDO’ preciso ter ‘CORAGEM’ ‘,isso é minha escolha néh?!
    estou estuadando no 1ano na ESCOLA UNIDADE DE ENSINO ESPECIAL CONCÓRDIA – ULBRA – Em Porto Alegre Estado do RIO GRANDE DE SUL
    Obrigada! 😉

  • Olá, sou coordenadora de um Curso de Fisioterapia e tenho uma aluna com deficiência auditiva. Gostaria muito de ajudá-la a acompanhar melhor as aulas práticas. Quais são os tipos de estetoscópio com amplificador, de que forma funcionam, eles realmente poderiam proporcionar a ela a possibilidade de ausculta?! São várias dúvidas!! Por favor me ajude a encontrar o melhor caminho. Obrigada.

  • Parabéns pela sua história de vida! Seremos companheiros de profissão – faço medicina e estou no 5º período da UFJF. Há um tempo venho me interessando e estudando sobre a surdez. E um conhecido com surdez veio me perguntar se ele poderia ser médico, depois que leu o seu relato. Essa pergunta veio a minha cabeça… Até então, eu nunca tinha ouvido falar de acadêmica de medicina com surdez. Quem sabe a sua experiência não sirva para levantar a discussão a respeito do modelo da educação médica? Hoje, a forma com que ele pe feito, não vejo nenhum tipo de acessibilidade – a começar pela capacitação dos professores. E a medicina é uma a´rea tão ampla, que permitiria o aluno escolher quais cadeiras fazer para sua formação, não tendo, as vezes ter que saber ausculta pulmonar, porque ele não será um clinico geral ou pneumologista…

  • Gentee, amei!! Também sou deficiente auditiva, mas tenho perda profunda e severa, amo medicina e vou fazer faculdade de medicina. Fico feliz em saber que existem mais pessoas que nem eu nesse ramo.
    Agora a pergunta q maioria fez eu também vou fazer. rsrs
    Aonde vc achou esse Esteto Hi-tech??

    Sofri uma pouco de preconceito no colegio também, mas pq as pessoas n sabiam q eu sou deficiente auditiva, pq n usava aparelho antes, muitos achavam q eu era retarda e viviam me tratando mal por isso. Até o dia q eu mandei todos pro inferno e comecei a me impor e correr atras dos meus direitos.
    rsrs
    uma garota precoce, com 8/9 anos já tentava mudar essa história de preconceito pela diferença.

  • Boa noite! me chamo Lidia e sou enfermeira a 2 anos, também sou deficiente auditiva e uso aparelho. Graças a Deus não tive muitos problemas, só me sentir inferior quando na minha primeira aula prática de fisiologia e era de ausculta cardiáca e pulmonar e não pude escutar, mesmo meu mestre pedindo para que todos fizessem silêncio não deu, sair correndo e chorando, mas meu mestre disse se eu queria ser enfermeira que corresse atrás e foi o que eu fiz. Hoje tô trabalhando no PROVAB um programa do governo e faço duas pós, e estou realizada.
    Preciso ainda ter o meu estetoscópio para deficiente, to buscando.
    Parabéns e sucesso, nunca desista dos seus sonhos, por qualquer que seja a dificuldade.
    Lidia

  • Olá, tudo bom??
    Bom saber que eu não sou a única estudante de medicina com deficiência auditiva..rsrrs
    Mas me diz uma coisa, vc não é surda, possui uma deficiência auditiva, certo???!!!
    Bom, tenho a Síndrome de Treacher Collins, não sei se vc ja ouviu falar. É uma síndrome que além de outras coisas causa tb deficiência auditiva, e a minha é moderada. Adorei a sua história, vc é muito guerreira sim, e bullying é um saco. Só quem sofreu sabe o que é isso!
    Eu sofri bastante para achar um estetoscópio para mim, pois infelizmente eu nasci sem o conduto auditivo, então estetoscópios com olivas pra mim não funcionam! Como funciona o seu? E como já faz um tempo que você escreveu esse texto gostaria de trocar informações sobre estetoscópio para deficientes auditivos, e se for possível tornar esse processo mais fácil para os futuros médicos com deficiência auditiva que virão por ai!
    Eu uso aparelho auditivo por vibração óssea e mais recentemente fiz a cirurgia para o BAHA (não sei se vc conhece. É um aparelho auditivo tb por vibração óssea, mas implantável…muito show!.
    Gostaria muito que se possível vc entre em contato comigo!
    Gostaria de um dia poder vencer como você!
    Um beijão
    Raquel
    (meu email: raqueltelles@gmail.com)

  • Oi Paula! Ler sua história é realmente um alívio para mim. Estou na faculdade de medicina também, no quarto período! Também tenho perda auditiva bilateral e uso prótese. Ainda estou no ciclo básico, mas já preocupada com o próximo período em que vai começar Semiologia. Ainda não tenho esteto e não sei bem qual devo procurar para tentar a ausculta. Queria seu contanto se possível! Parabéns vc tem uma linda história. Muito inspiradora. Fica com Deus!! Beijão

  • Parabéns pela historia, gostei muito. Eu tambem tenho dificuldade auditiva, ja enfrentei grandes preconceitos tanto de alunos de minha faculdade e tambem no ambiente de trabalho, conheço pessoalmente a realidade que os deficientes auditivos enfrentam. Gostaria de saber sobre este estetoscopio amplificado. Pois sou academica de enfermagem. Obrigada, sucesso em sua profissão.

  • Meu deus.. Fiquei emocionada!
    Finalmente achei esse site o que realmente procurava, como a Monise disse, também sou Deficiência auditiva e também estava pensando em fazer Medicina, mas ao mesmo tempo remorsa, pq tem coisas que é dificil de compreender né? Por nós que é deficientes, mas sei que nós somos normais como todo mundo e também seria capaz de tudo não é? Fiquei arrepiada com a sua história! Parabéns viu? Você merece.
    E em relação ao Bullyng, é uma droga, mas você, venceu de tudo e conseguiu chegar até hoje e vai realizar o seu sonho de ser médica! *-* Qual faculdade tu está cursando?
    Eu estou pensando em fazer Farmácia, mas ainda nem decidi. Formei no colégio ano passado (2011). E eu ia estar na faculdade, mas por enquanto não consegui passar.. infelizamente, mas estou tentando o possivel!
    Beijooss!

    Poliana.

  • Olá Paula!!

    Fiquei encantada com a história de vocês!!!!
    Também tenho perda auditiva profunda e faço uso da prótese auditiva.
    Sou bixo de medicina da UFSM deste ano, e gostaria muito de entrar em contato com a moça em função do estetoscópio. Há possibilidades de conversar com ela???

    Confesso que fico emocionada ao ler a sua biografia, aqui encontrei um cantinho para viajar ao meu passado! Quantas histórias parecidas!!! é maravilhoso saber que há pessoas como eu que lutaram desde pequenas para alcançarem seus objetivos e hoje são pessoas vitoriosas e especialmente felizes!!!

    Muito obrigada!!!
    Valéria

  • Parabéns pela história, ainda mais pela “garra”.
    São pessoas como você, que muitas vezes nos dão forças para continuar a caminhada, mediante suas lições de vida.
    Sou estudante de farmácia, ultimo ano já (graças à Deus), e sei bem como é ter as vidas de outras pessoas em nossas mãos. Muitas vezes nem dá nossa própria vida damos conta, não tendo nenhuma deficiência (experiência própria!), imagine tendo mais algumas dificuldades.
    Mas, pode ter certeza que Deus irá te abençoar muito, e em breve terá uma grande recompensa, futura Doutora!
    Abraços!

    Simone Moura

  • SOU AMIGA DE ANDRE LUIS AIELLO HA VARIOS ANOS ATRÁS ERAMOS DO MESMO FA CLUBE DOS TITAS SOU NATURAL DE BRASILIA BRAZLANDIA E NAO ME ESQUECI DESTE LOUCO AMIGO ESTOU JUNTAMENTE COM MEU FILHO A PROCURA DE FALAR COM ELE POR FAVOR MUITO POR FAVOR NOS AJUDE EMAIL; DO MEU FILHO AGUARDO RESPOSTA

    GABRIELREIS06@YAHOO.COM.BR

  • Realmente, a futura médica, cuja história está relatada acima, é uma pessoa esforçada, e “de fibra”!!! Quando se corre atrás de um sonho, só há “limites” se a pessoa assim o desejar! 😉 Rsrsrs!
    Então, limitação física, dependendo da profissão escolhida, não implica obrigatoriamente em impedimento. Claro que um deficiente visual , por exemplo, por mais que tenha vocação para ser piloto de avião, terá de aceitar a sua realidade e encontrar uma outra profissão que valorize suas habilidades e gostos… Mas um deficiente auditivo -com quadro semelhante ao da leitora que enviou o seu depoimento, e que gosta de Medicina- é claro que pode fazer o curso e exercer a sua profissão…! Desde que, claro, utilize as tecnologias assistivas de amplificação sonora que atualmente existem e que a cada dia são aperfeiçoadas!

    Outro exemplo de médica que, apesar de ser deficiente, “não viu limites”, é o caso conhecido da chilena Daniela García – que, mesmo deficiente física (com perda parcial dos braços e pernas), fez reabilitação com próteses e concluiu o curso de medicina. Especializou-se em reabilitação de pessoas que sofreram amputação. Querem ver? 🙂 Olhem um link: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/superacao-uma-historia-real/34442/

    Só que agora rolou uma curiosidade: no caso de surdos profundos e sinalizados, que não usam nenhum recurso amplificador de som, e que querem cursar Medicina… como fazem? Existe algum recurso alternativo , alguma tecnologia assistiva não-sonora (ex: que valha da estimulação tátil/vibratória ou visual) que possa auxiliar essas pessoas a realizar o sonho de serem médicos? 😉

    No mais, muito legal o post! Parabéns à futura médica e à blogueira que o publicou! 🙂

  • Nossa… parabéns!!!!
    Sou estudante de medicina tb e imagino o quanto vc luta para fazer um bom exame físico usando seu estetoscópio e como faz uma anamnese… Realmente vc é uma guerreira e merece muito ser médica!
    Um abraço

  • Garota, sua história é a minha história hahahaha… com a diferença de que hoje sou formada em Enfermagem. Nunca usei estetoscópio amplificado, até porque fiquei sabendo dele pouco antes de me formar. Gostaria de saber: onde vc o comprou? Acho que de tudo o que faço na enfermagem, o que sempre me preocupou imensamente foi a ausculta; me sentia meio que uma “enfermeira incompleta”, por não poder realizar essa etapa tão importante (e bacana) do exame físico.

    Quanto ao Bullying, é realmente uma grande frustração. Ser criança/adolescente com necessidades especiais é uma luta. Graças a Deus, como você, na facul também encontrei anjos que me auxiliaram muito.

    A partir de hoje, acompanharei teu blog. Força, garota! Vc vai conseguir!

    Beijos!

  • ENCONTREI SEU DEPOIMENTO POR ACASO…

    FIQUEI MUITO EMOCIONADA, REALMENTE VC É MUITO ESPECIAL.

    DESEJO A VC TODA FELICIDADE DO MUNDO!!!

  • Gostei muuuuuito de ler o depoimento “Uma estudante de Medicina muito especial”. Tbem sou deficiente auditivo e uso aparelho. Sou enfermeira há 12 anos e Gostaria de saber de como é esta estetoscopio c/amplificação. Grata.

  • Parabéns! Médicos são profissionais que necessitam de excelente base técnica, mas somente são completos quando possuem amor ao próximo e conseguem unir essas duas condições. Independente do que irá acontecer nos próximos anos, você já escreveu uma história fantástica de superação, fé, determinação e humildade. Somente com o seu relato, muitas pessoas serão ajudadas. Deixo aqui registrado minha admiração pelo seu modo de encarar as dificuldades. Obrigado por compartilhar essa história.
    Um grande abraço,
    André Luiz.

  • Gostei muito de ler o depoimento … faz a gente pensar q somos nós q nos limitamos para obter sucesso e não os outros, não podemos deixar o medo impedir nossa felicidade. Alias Desejo a vc todo o Sucesso q merece.
    Q Deus te abençoe ….

  • Boa noite. Descobri o site agoriiinha e logo de cara já vejo uma matéria com a qual me identifico. Também sou deficiente auditiva, uso AASI e estudo na área da saúde. Faço Enfermagem. Estou no começo das cadeiras práticas, avaliando pacientes, auscultando e passo pelas mesmas dificuldades, mas sempre lembro o que uma professora me disse: tu estás em uma equipe, e sempre vai ter teus colegas para ajudar. Isso é algo que nos motiva mais, claro que temos que tentar ser independentes, sei que, assim como a “colega” da matéria, terei que ver alguma área onde não tenha muitas limitações, mas isto com a ajuda dos professores e as experiências que teremos ao longo do curso vamos descobrindo as afinidades e com o que poderemos contribuir para a sociedade. Não só os professores mas os colegas também ajudam muito, muitas vezes passando mais confiança. Outra coisa que temos que lidar é com os olhares dos pacientes, e temos que explicar porque estamos tirando o aparelho para colocar o esteto, mas nesta hora temos que passar confiança e explicar da melhor maneira possível, mas é tão bom ver eles retribuindo a atenção que tu dá, muitas vezes as pessoas precisam de mais atenção, ela faz muita diferença na vida.

    🙂

    Só mais uma coisa… gostaria de saber que estetoscópio amplificado é este teu? Ao que já pesquisei, são todos iguais, eles não são amplificados, me dê esta luz 😀

    Parabéns pelo site, já está nos meus favoriitos.

    Beijiiinhos

    • Ola Monise! Li o seu depoimento e gostaria de saber se vc conseguiu encontrar o Estetoscópio com Amplificação? Sou enfermeira há 12 anos, sou deficiente auditivo e uso AASI. Tenho pouca deficuldade na ausculta cardiáca e pulmonar. Gostaria de saber como vc consegue fazer nos estágios ( vc é estudante??!!). Vc poderia infromar onder comprar este estetoscópio tão especial p/ nos deficientes auditivo? Grata. Felicidades.

  • So posso dizer uma coisa… Deus sabe o que faz!!!
    Te fez perfeita, com uma inteligencia inesgotavel!!! Pessoas pequenas e infelizes sempre vao existir em nosso caminho e serao justamente essas pessoas que mto irao precisar de vc!!! e o seu retorno sera abençoado na vida de cada um deles!!!
    Jamais desista!!!

  • Parabéns. você tem muita força mesmo. continue batalhando pelo seus sonhos!
    beijo gata.
    e um beijo pra Paula tb.

    =)

  • Linda estória!! espero que muitas pessoas que vivem reclamando da vida por tudo e por nada leiam estórias como essa e PAREM de se vitimizar, a vida não é sempre um mar de rosas, fato! mas quando a gente, independentemente dos problemas que enfrentamos, acreditarmos que podemos conseguir supera-los, ai sim as coisas fluem e conspiram ao nosso favor!
    bjao a futura médica e um outro grande p/ Paula 🙂

  • Chega meu olho ficou cheio d´água!!!

    Lindo depoimento, ainda mais pq mostra q nós podemos sim fazer o q queremos, por mais que digam não!!! é claro que temos nossas limitações, todos têm, mas não podemos abaixar a cabeça na primeira porta.

    Achei lindo o professor ter ajudado, dado opções!! Não é sempre que temos um mestre assim.

    bjus

  • Aê garota heim!!
    Fico muito feliz que você tenha encontrado gente legal! E é isso aí, cara, a surdez traz limitações sim, mas se quiser, tem muita coisa boa esperando pela gente!
    Quando ao preconceito, muita gente estranha, muuuuuitos tem pena, a maioria fala, mas sempre tem os que ajudam, os que vestem a camisa e os que nos ensinam a ver um caminho de sucesso! sucesso este que eu te desejo MUITO!!!

    Beijo

  • Parabéns!!!
    Continue lutando e nós te apoiamos muito.
    Admiro muito mesmo!!!
    Na maioria, os surdos estão preocupados com a inclusão escolar dos surdos.
    Temos aplicar as preocupações, lutas, buscar os nossos direitos, mostrar o mundo que somos capazes como eles.
    Todas escolas, todos empregos, todos direitos, todos desejos que nós podemos ter!!!
    Mais uma vez parabéns, continue estudando… E nós surdos seremos os seus primeiros pacientes.

  • Que história de vida linda hein!
    Me emocionei muito lendo,e meus sinceros votos de muuuita boa sorte a essa nova médica e que continue tendo força e perseverança.

    Parabéns,querida!!

  • Que máximo sua história, desejo que vc seja uma grande médica e tenho certeza que isso vc vai ser e já é pois está ai dentro.

    Paulinha sua iniciativa so tem mostrado como as pessoas podem ser boas também, tenho adorado ler os coments e os posts.

    Bjos meninas

  • “Futura dotôra” ,
    qdo eu tava no meio da faculdade (fisioterapia) tive uns episodios de dor nas maos e pes mto intensos, e houve suspeita de doenca reumatica, um monte de coisa (e nada foi confirmado). Entao imagina minha angustia! Estaria me formando em algo q precisava basicamente da integridade das minhas maos, e la estava que nao segurava um copo… Enfim nada se cofirmou, mas me fez pensar mto nisso, nas limitacoes fisicas e exercicio da profissao na saude.
    Claro q no seu caso ha limitacoes claras, como cardiologia, pneumo, como vc bem falou. Mas ha VARIAS outras opcoes… Dermato, oftalmo, patologia, radiologia, radioterapia… enfim, coisas que nao envolvam grandes urgencias, intensivismos… E nao se intimide com contato com o publico, alem dos seus conhecimentos na area vao aprender a lidar com as diferencas, e vao te admirar ainda mais.
    Vai que eh tua!
    Sucesso!

  • Que história linda! Bullying é uma droga…crianças e adolescentes são muito cruéis e não respeitam as individualidades dos outros; Quanto à medicina, sua qualidade como profissional só tem relação direta com seu esforço e talento. O resto a tecnologia, sua dedicação e seu amor pela sua profissão dão um jeitinho. Parabéns pela história! E Paula, linda iniciativa…

Deixe seu comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.