Não sei se já contei aqui, mas tenho um ‘causo’ engraçado envolvendo uma consulta no médico. Lá fui eu bem faceira para uma consulta, entrei, bati um papo, até que o doutor me disse pra passar para a outra sala para um exame. Entrei na dita sala, e ele resolveu falar da outra, na qual ainda estava mexendo em alguns papéis. O que ouvi foi o seguinte:
– Tira o sutiã e a calcinha!
E assim que ouvi isso fiquei paralisada pensando: “Meu Deus, ele é um tarado! Socorro!!!!!!”. Passei dois longos minutos decidindo se fugia ou se obedecia. Antes de sair correndo em disparada, achei que era melhor averiguar se, por acaso, eu não tinha ouvido errado o que foi dito. Larguei um: “Doutor, o que é que o senhor falou??”. E a resposta:
– Tira o sutiã e a blusinha!
Ufaaaaaaaaa. Obrigada, Senhor, ele é um médico, não um véio tarado… Fiquei dando gargalhadas enquanto esperava o coitado chegar pra fazer o dito exame. Quando ele entrou na sala acho que por um minuto pensou se não deveria me encaminhar para um psiquiatra, porque eu olhava pro rosto dele e me estourava rindo!!! E claro que não podia explicar o motivo sem parecer doida de pedra! Fiquei bem quieta.
Esses dias, me aconteceu outra dessas. Fui consultar com a minha dermatologista, para colocar Botox (a fonte da juventude, rsrsrs). Ela me deu uma injeção na testa (literalmente) e, como doeu um pouquinho, pegou na geladeira um pequeno massageador que estava geladinho e me deu. Ela disse alguma coisa, que eu não entendi mas não perguntei o que era. Enquanto isso, peguei o massageador e meio que…fiz uma massagem na testa. Quando ela virou pra mim deu um grito: “NÃOOO!!”. E eu apavorada: “Não o que?”. Resumindo, ela tinha me dito pra apenas encostar o massageador onde estava doendo, sem mexer, pois esse tipo de movimento espalha a toxina botulínica (a responsável por paralisar o músculo por uns meses). Quis dar uma de espertinha e ainda solto a pérola: “Ah, mas se espalhou, na pior das hipóteses paraliso a testa, melhor ainda, menos rugas!”. Que nada, a doutora quase me causa um enfarte: “Não senhora, em vez da testa paralisar, a pálpebra cai!”. Só conseguia me imaginar com um olho caído e outro arregalado depois que ela disse aquilo. E passei 36 horas em pânico de ter cometido a maior cagada de todos os tempos. Conseguem imaginar a cena??
O que aprendi com isso? Que quem tem deficiência auditiva precisa de atenção redobrada no consultório médico. Se o médico falou e você não entendeu, PERGUNTE DE NOVO. Nada de bancar o adivinho numa hora dessas. Não é vergonha nenhuma, muito pelo contrário, é quase caso de vida ou morte: imagina se ele te pergunta se você quer doar um rim, você não entende, concorda sem saber com o quê…aí, já eras!!! 🙂
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