Crônicas da Surdez

Viajar de aparelhos auditivos

Amo viajar e uso aparelhos auditivos. Acho que viajar é a coisa que mais me faz feliz na vida. Mas, sejamos francos: viajar sozinho e não ouvir são duas coisas que não combinam direito.

Quando não tem ninguém para dar uma mão ou uma cutucada caso eu não tenha ouvido algo, a coisa complica. Nunca esqueço uma vez, no aeroporto de Guarulhos, prestes a embarcar para Londres. Eu estava tranquila sentada esperando meu vôo, olho grudado na TV. De repente, do além, começaram a trocar meu vôo de portão. Fiquei feito louca! O vôo devia sair do portão 1, trocaram pro portão 10. Pega a bolsa, a malinha de mão, sai correndo e chega lá. Dez minutos depois, quando a respiração começava a voltar ao normal, trocam de novo, pro portão 3. Recolhe as coisas de novo e sai feito louca mais uma vez. Trocaram tipo umas cinco vezes! Quase engatei um choro de desespero. Não entendo nada do que eles falam pelos alto-falantes, tenho que ficar vidrada na TV o tempo todo cuidando as chegadas e partidas. Pra mim, é um stress constante!!! Mas sei que faz parte da aventura, então, aguento.

Outra vez, indo para Paris, inventei de informar a companhia aérea de que era deficiente auditiva. Nem sei porque fiz isso!! A única coisa diferente que fizeram foi me colocar naquela fileira ‘especial’, a primeira fileira. Dá pra esticar as pernas, mas viajei na ida e na volta prensada ao lado de duas mães com bebês histéricos no colo. Foi muito ruim!! Nunca mais! Realmente seria bom poder informar no check-in ‘sou deficiente auditiva, uso aparelhos, escuto mais ou menos com eles, por isso, se trocarem o vôo de portão enquanto eu estiver sentada na sala de embarque esperando, alguém poderia me avisar?”. Mas sabemos bem o caos e a desorganização que reinam em nossos aeroportos. Nem esquento a cabeça.

Em fevereiro, ao chegar em Buenos Aires, presenciei uma cena inusitada. Uma brasileira surda que se comunicava através de LIBRAS estava sofrendo para conseguir entender o que a funcionária da cia. aérea dizia a respeito do preenchimento daquele papel chatinho da imigração. A mulher falava, falava, falava…até que começou a gritar, gritar, gritar. Aí me meti e pedi para ajudar. Ela me entendeu perfeitamente através de leitura labial! Mas a funcionária era argentina e falava muito rápido, nem eu entendi uma palavra do que ela disse! Resumindo: se quer ajudar um deficiente auditivo, não complica a vida! DESCOMPLICA, por favor!

Acho que nesse tipo de situação temos que ser razoáveis. As pessoas não fazem idéia de que não ouvimos (olha a deficiência invisível aí!). Por isso, é preciso abrir a boca e pedir ajuda se for necessário. Se consigo me virar (mesmo correndo pra lá e pra cá feito doida) acompanhando os vôos pela TV, ok. Mas, se sentir muita dificuldade, peço ajuda sem constrangimento nenhum.

Com aquele despertador especial que já mostrei aqui no blog, posso me hospedar sozinha num hotel numa boa. Sem ele, não acordo e não adianta – só se pedir pra um funcionário entrar dentro do quarto e me dar um cutucão, mas é um mico né? Acho importante a gente ser o mais independente possível quando viaja só. Infelizmente, se preciso de qualquer coisa tenho que descer na recepção do hotel e pedir, porque não rola pedir pelo telefone.

Rola stress com taxista, sempre. Não acho bom dizer pra taxista ‘não leve a mal, não consigo conversar, sou surda’ por uma questão de segurança – sinto muito, tem gente que pode se aproveitar de uma situação assim, afinal, estamos em total desvantagem caso o taxista seja do tipo má pessoa. Já ouvi falar de histórias horríveis de passageiros que foram levados para o meio do mato e assaltados, então, não dou mole. Como contorno isso? Já anoto num papel o nome do local e o endereço antes de entrar no táxi. Quando entro, entrego o papel ao taxista e peço que me leve lá. Sem bater papo. Claro que eu gostaria de papear com o taxista, mas isso me dá o maior nervoso – falar com alguém de costas pra mim é tipo tortura chinesa. Evito. Engraçado que uma vez peguei um taxista gente finíssima, ele tentava conversar e eu só cortava. Aí, de repente, ele engatou um papo em inglês (isso foi na Argentina) achando que eu fosse gringa, e, quando vi, estávamos dando risada e conversando horrores in english. Fiquei me achando! 🙂

Algo no qual prefiro neeem pensar é na possibilidade de ter algum problema de saúde durante uma viagem dessas. Imagina ter que ligar pro 0800 do seguro-saúde ou algo do tipo? Meldels! Tremo só de imaginar a cena! E é algo que devia ser facilmente resolvido. Raciocinem comigo: você está num país estrangeiro, não fala ao telefone, não fala a língua local, as pessoas ao seu redor não falam a sua língua. Adicione um problema burocrático que ‘deve’ ser resolvido pelo telefone a isto e teremos uma receita sensacional de desastre.

Por último, não consigo ficar de aparelho auditivo dentro do avião. Na verdade tenho um ‘leve’ pânico de voar então não quero nem saber de ouvir o barulho das turbinas. Aí, quando rola aquela turbulência amiga que dura uns 20 minutos e o piloto começa a falar mil coisas pelo alto-falante…Jesus!! Já fico imaginando o pior dos piores e morro de vergonha de cutucar o passageiro ao lado para perguntar que diabos o piloto falou. Quando cutuco, a pessoa sempre me olha com aquela cara de ‘é a primeira vez que você anda de avião, é? e dois minutos depois a turbulência cessa. Mico nível 9.

A coisa toda pode parecer meio assustadora. Só que o ‘legal’ da surdez é enfrentar esses desafios.

Me contem vocês as suas aventuras e desventuras em viagens agora!!!!

14 amaram.

Sobre a Autora

Paula Pfeifer Moreira

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 36 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

39 Comentários

  • Olá,

    também sou surda e vou viajar para o exterior pela primeira vez em duas semanas. Vou encontrar meu namorado que está no Reino Unido, fazendo doutorado sanduíche.
    Descobri o seu blog procurando informações sobre aparelhos auditivos em viagem no exterior. Tenho uma dúvida sobre os aparelhos: é preciso algum atestado para entrar em outros países com eles?
    Adorei o seu post, me identifiquei com muitas das situações relatadas. Algumas acontecem até mesmo em viagens nacionais, mas imagino que deva ser bem mais desafiante no exterior… Estou um pouco mais confiante agora.

    Abraço.

  • Olá, tudo bem? gostaria de saber qual é o modelo do aparelho que é a prova d’agua e tambem, como que funciona para viajar de aviao com o aparelho auditivo.
    bjs

  • Maria Rita Pontes
    coloque no google “despertador vibratório” que vão aparecer sites que vendem.
    Eu comprei um na Koller (mandam pelo correio) mas como é importado nem sempre tem. Procure no google e ache as empresas que vendem.

  • E a primeira vez que acesso o seu blog, e achei interessante você dizer sobre o despertador especial. Como é e onde poderia encontrar, pois também não escuto nada sem o aparelho e acordar cedo, sempre é meu filho que chama…

  • Este filme mas dentro de nossa casa temos ,e tão triste qdo Fabio chega das aula inclusao tem professor que acho normal tem que aprender e não ficar nervoso e uma pena ele acho que vai conseguir implante de audição tem profesores bom demais sei e igual outro aluno mas o mundo de ouvir e outro tem quase a perca total minha irmã ontem ligou chorando fizeram so com ela que ele e despercebido claro não ouve a maioria não entente queri ter este cd deste filme para passar na escola dele . Sinto muito tenho uma grande paixão não so ele e muito mais neste mundo.Deus abençoe Catarina tia de Fabio.

  • Rodrigo eu ja testei o Phonak Naída , que é resistente a agua , muito bom execelente , mas a história não é bem assim entrar com ele na piscina , ou tomar banho não , ele aguenta mas não pode afogar ou pegar um diluvio. eu testei um por cerca de 2 semanas , era época de chuva aqui em Brasília , corri uma meia maratona com o aparelho testei o máximo para ver se realmente aguentava . Passou pelo teste normal, o valor é salgado , mas vale . abcs

  • Gente aqui em Salvador tem o aparelho novo que pode molhar na água, pode molhar durante o banho e na piscina, exceto o mar pq tem sal! (é o que estou usando!)
    Acredito que ja chegou em todo Brasil…

  • Olá Paula,

    Descobri seu blog através de uma revista “máxima” e vi seus comentarios!

    Fiquei muito curiosa sobre seu blog, adivinha? Também sou deficiencia auditiva, nasci assim e uso aparelho de 1 ano e pouco de idade, quase 2 anos. Fiz fono durante 6 anos.
    Bem, esses problemas do avião é um saco mesmo, não consigo entender pelo autofalante e ainda mais o piloto falando. Sabe o que eu faço? Cutuco MESMO (hahahaha) mas por educação, pq tem gente que ouve e faz pergunta, a mesma coisa que eu, então não vejo esse problema.
    Eu fico em frente na tv olhando, fico perto do portão onde vou embarcar, quando muda o portão e vejo os passageiros indo pro outro portão, eu pergunto o numero do voo e o destino se é o mesmo, ai vou junto.

    Nunca viajei sozinha meeesmo pra fora do país. Ja viajei e viajo sempre pra outros lugares e ainda mais pego estrada para ir no interior visitar minha familia. Ja acostumei e não tenho medo. O bom vc acostuma com o tempo.

    Hj faço faculdade cursando ciências biologicas, ja no 7º semestre.
    Sempre pego taxi sozinha, eu olho pra cara dele fazendo leitura labial! hahahahhah E tb não fico conversando pq sei que não vou entender…Enfim!

    Fico feliz por descobrir seu blog, a partir de hoje vou lendo seu blog! Parabéns!

    Sou de Salvador-BA.

    Lara

  • Moro em São Paulo e tb em Buenos Aires um pouco em cada lugar)
    Para os amigos que se queixam da umidade nos aparelhots tenho comprado as capinhas protetoras dos aparelhos auditivos via internet
    procurando no google “super seals” ou “just bekuz productos co” são excelentes e reduzem a oxidação dos aparelhos.

  • E quando teve a epidemia de gripe suina, todo mundo no Aeroporto de Ezeiza Buenos Aires usando máscara…fazer leitura labial de que maneira?
    Mas por sorte falo bem espanhol e consegui explicar que para falar comigo tinha que tirar a máscara e me entenderam e atenderam numa boa!

  • Paula,

    minha primeira viagem sozinho foi em um intercâmbio de dezembro de 2008 até fevereiro de 2009, nos EUA. Já de IC, eu conseguia me fazer entendido com facilidade no inglês, mas entender os outros eram outros quinhentos. Ainda mais nos EUA, que eles falam inglês super-rápido. Só fiz essa viagem porque me virava bem no inglês, sem isso eu não iria de jeito nenhum, admiro quem tem essa coragem!

    O trajeto da viagem foi tranquilo porque eu disse logo de cara no balcão do aeroporto que tinha problemas auditivos, fiquei sabendo dos portões e dos horários, tinha o ticket de voo pra conferir, além do painel eletrônico.

    Na hora de pegar táxi para ir até o hotel em NY, o taxista não deu voltas, mas pediu 5 dólares para pagar o pedágio do aeroporto até Manhattan. Depois pediu mais 5 dólares, eu passei e não tinha pedágio nenhum. Quando perguntei pra que era esses 5 dólares a mais, ele respondeu “tips”. Safado, deu uma mordida na minha carteira.

    Apesar de ter ficado meio que recluso durante minha estadia lá, só conversando praticamente com a minha família adotiva americana, a viagem revoluciou minha vida, deu-me mais confiança e independência. Pode ser um desafio, mas o benefício pós-viagem é enorme! Recomendo para quem puder!

  • kkkkkk, muito engraçadas suas histórias Paula, vc conta de um jeito de não há quem não dê risadas…. kkkkk
    E aproveitando o assunto de viagens, será que variaçoes de cilma, temperaturas mais quentes ou mais frias de cada lugar pode danificar nossos aparelhos durante uma viagem???? Estou as vésperas de viajar para um lugar muito quente e tive essa curiosidade>>> bjs mil……

    • Ola monica ,
      É uma boa dúvida , os nossos aparelhos são feitos com peças minusculas que requer alguns cuidados básicos , mas ja vi relatos de usuários de áreas do litoral que é um verdadeiro problema a maresia , costuma danificar os aparelhos com uma frequencia acima do normal , a maresia oxida o aparelho sempre estão fazendo manutenção preventiva para evitar que o mesmo se danifique .
      Já os locais onde a umidade é elevada tambem nos causa alguns t ranstornos, tipo manaus , ou locais onde tem incidência elevada de chuvas , nesse caso pelo menos tem os desumidificadores dos aparelhos , é tipo uns cristais que deixam os aparelhos bem secos. sem problemas , normalmente o usuario coloca o aparelho para dormir nesse produto e retirando no outro. seco normal . ja a maresia eu nao conheço algo que possa proteger os aparelhos.

        • Ola rodrigo

          Sim sim eu ja tive uma “camisinha” que protegia o aparelho da chuva e suor , quando praticamos algum esporte , para o pessoal do litoral entao utilizam a camisinha para proteger da maresia. a maresia que eu acho que é a da uma tremenda dor de cabeça , eu fui ao Rio de janeiro certa vez, fiquei duas semanas la , teve um dia que apagou e ja era , nao tinha reza que fizesse o meu aparelho funcionar . o” mecanico” do meu aparelho me disse que foi oxidação , valeu o link . 🙂

  • Oi, Paula! Hilário esse post! Fiquei te imaginando correndo toda descabelada de um portão para o outro! Não passei por situações assim, mas a verdade é que amo viajar e não me importo em ir sozinha. Entretando, os malditos alto falantes dos aeroportos e dos pilotos é tortura, sem dúvida nenhuma! pois você fica parecendo uma anta, a última a saber o que está acontecendo… Aliás acho tão chato nem ouvir o piloto desejar boa viagem, nem quando chegamos e eles comentam o tempo de duração da viagem, o tempo que está na cidade… E para o Rodrigo: não te desejo uma turbulência, mas se pegar uma, e estiver sozinho (de preferência) nos conte se não ficou se sentindo uma anta sem entender o que o piloto falou, pois é na passagem de cada uma delas, ele fala e você: ai meu Deus! que foi agora????
    Abraços a todos!

    • Dizem até que alguns pilotos contam piadinhas durante o vôo, dão informações sobre jogos de futebol (clássicos) ou dão uma informação boba qualquer, como: “Senhores passageiros, a turbina 2 está em chamas. Sobrevoaremos o oceano e liberaremos combustível. Em caso de emergência, coloquem trajes de banho e passem protetor solar! A Cia. Aérea LOST agradece a preferência.”

  • Paula que fique claro, estamos rindo da situação, não de vc.heheh
    Na hora da vontade de chorar,matar e o stress então?! .Mas depois que passa é para rir. Preciso também viajar só, me da medinhos não, medões.Mtas dúvidas.
    Hoje é não tenho vergonha de perguntar nada, mesmo.Antes ouvinte, era mto auto-suficiente, hoje pergunto, tudo, e deixo pensarem o que quiser, pq a vida é feita de momentos e passa rápido.
    Mtas viagens para nós!!!Bjim.
    P.S: Rodrigo, desejo mtas turbulências para ti, ok.hahahahah

    • Greize, se rolar uma chacoalhada no vôo de sexta (ida) ou no sábado (retorno), prometo lembrar de vocês todos aqui (leitores do Crônicas). Se bobear, mando um e-mail pra Paula e ela coloca aqui pra vocês!

  • Aproveitando . bom existe os virgens ainda de “andar de avião “, aos que ja viajaram de avião , sugiro que postem um guia do viajante surdo :), tenho uma curiosidade , nossos aparelhos podem entrar normal no avião ?

    • Claro que sim!!!
      🙂
      Os meus pelo menos nunca foram impedidos de embarcar comigo! rsrsrs
      Falando sério, em vôos internacionais, é bom declarar os aparelhos na RF do aeroporto antes de embarcar, pra garantir.
      Abração

  • Hahahaha adorei esse texto! Ano passado, viajei muito sozinha para o Rio e SP. Paula, eu sou tão tapada que nem fico de olhos vidrados no painel para ver se há qualquer mudança, mas aconteceu uma vez de eu quase perder o voo, achando tudo estranho porque em um portão só tava eu e um senhor, e graças a ele que ouviu o alto-falante avisando que o nosso voo tinha mudado de portao e me perguntou se o meu voo era esse também! E eu, lesa, nem me preocupei de verificar no painel dos voos. Que sorte, viu? Depois dessa, passei a prestar mais atenção e a me ligar, hehe. Essa história de taxista, sofro do mesmo mal também… Quando aviso que eu não escuto bem, parece que o taxista se chateia com isso… 🙁 Eu não sinto constrangimento nenhum em perguntar ao meu colega do lado o que o piloto falou, hahaha. A reação das pessoas é essa mesma, estranham e perguntam se é minha 1a. vez no avião…

    Bjs!

    • Depois dessa doidera que foi o troca-troca de portão do võo pra Londres, virei outra pessoa.
      Ligo todos os radares qdo to em aeroporto e não fico mosquiando mais. Senão…tem que pegar um jegue!
      Rsrsrs
      bjosss

  • HAHAHAHAHAHAHAHAHA!! (multipliquem essa risada por 10!)
    Foi o quanto eu ri com duas passagens de texto neste post:

    1. “Sem ele (o despertador mágico da Paula), não acordo e não adianta – só se pedir pra um funcionário entrar dentro do quarto e me dar um cutucão…”
    Piada pronta! Pedir pra funcionário entrar no quarto e dar cutucão, Paula?! HAHAHAHAHAHA!!! (continuo rindo enquanto termino de escrever esta linha…)

    2. Todo o parágrafo que fala sobre andar de avião e a “turbulência amiga”. Foi engraçada a forma como tu colocastes! Pôxa, Paula, enquanto tu não curte a trinca avião-turbina-turbulência, eu dou murro em ponta de faca porque nunca peguei uma miséria de turbulência.
    Embora não tenha o costume de voar com freqüência, sou viciado em passeios de avião. Inclusive ganhei de aniversário da minha gatinha, um passeio de POA até Ribeirão Preto, saindo nesta sexta-feira próxima e voltando no sábado. =))

    Quanto às minhas experiências em viagens, acabo de notar que NUNCA viajei sozinho antes. Sempre estive acompanhado de alguém (parentes, amigos ou namorada). Bah, que mancha no meu currículo… Preciso programar uma viagem “alone” urgente pra poder contar meus causos aqui.

    Beijos e abraços,
    Rodrigo

  • Paula, post providencial!!
    Tô pensando em viajar sozinha pela 1a vez pra fora do país nas férias de julho e tenho (ou tinha, rs) algumas encanações, principalmente com a parte de lidar com as pessoas de lá, tipo aeroporto/hotel… morro de medo de não entender, eles repetirem, eu não entender de novo e ficar aquele looping…
    Seu post me deu uma baita força, viajar sozinha é um pequeno sonho meu 🙂
    bjs!

    • Tu vai ver que viajar sozinho, no nosso caso, é uma das sensações mais prazerosas que existem!
      Dá um medinho, mas assim que tu vê que consegue, ele passa.
      O que não passa mais é o ‘bichinho’ da viagem!
      😉
      Beijos,

  • hahahaha.. Não consigo parar consigo rir da parte:”me meti e pedi para ajudar. Nem eu entendi uma palavra do que ela disse!”.
    Ai meu “sais”.hahahahaah
    Mais um ótimo Post, pq essa dúvida comigo era cruellll, viajar fora do País sem ouvir.Qto ao toque do taxista obrigada, pois eu já ia sentando na frente e avisando,mas percebi alguns dando voltas, tirando vantagem.Eu logo ia falando o moço pq vc deu volta.Aquele “zói” grande,vinha “ela fala”???.Dãaaa.
    Tenho parentes que trabalham em aeroportos, e vc tem sim que pedir ajuda mesmo, ao funcionario do balcão na sala de embarque pq aquelas mudanças, na tv ocorrem direto.Fora os “Bafões” que eu soube que fazem com nossas malas.Peçam proteção de plástico sempre.:)
    Adoro o som das turbinas do avião, com aparelho fica mais alto ainda né.rsrs.Sou doida?!!rsr.Se vc sentar perto da asa sente menos a turbulência.ok
    Micos tdos pagam.Mas vamos aprendendo.Pensa nos gringos aqui no Brasil, entendem nada, e viajam o Brasil tdo.O negócio e saber ler bem o inglês né.
    Qto a saúde é verdade, casar com um otorrino será que ajuda???hahaha

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