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Crônicas da Surdez / Deficiência Auditiva

A dificuldade de acompanhar as conversas…

A dificuldade de acompanhar as conversas é um clássico da deficiência auditiva! Na semana passada foi aniversário do meu irmão, e vários amigos nossos foram lá em casa dar um abraço. Tento, aqui no Crônicas, mostrar apenas casos e histórias que sirvam para nos dar força e ânimo e a nos encorajar a melhorar. Mas não sou hipócrita e nem tento vender a falsa imagem de ‘surda que tudo consegue com a maior facilidade do mundo’. Algumas coisas me deixam meio desnorteada e até um pouco cabisbaixa – por um curto período de tempo, mas deixam.

Estávamos todos na sala. No total, éramos dez pessoas. Todos falando ao mesmo tempo, com direito a música de fundo e três cachorros latindo – os três cachorros possivelmente estavam conversando entre eles, rsrsrsrs. É o tipo de situação capaz de enlouquecer uma pessoa com deficiência auditiva. Só lembro de ficar zonza e pensar : “presto atenção na música, na conversa, nos cachorros, no quê, socorrooo!!”.

Decidi começar prestando atenção na pessoa que estava ao meu lado. Só que, em menos de dois minutos, as outras pessoas entram na conversa, e quando vejo tenho que ficar olhando pra um, pra outro, pra mais outro e, quando me dou por conta, fico vesga e com dor de cabeça. E o pior nem é isso, mas sim que, enquanto converso com um ou dois, os outros estão todos em conversas paralelas mas ouvindo o que o resto conversa, ou seja, de repente todos estão dando gargalhadas e fico sem saber o motivo. 🙁

Sejamos sinceros: bate um desânimo.

Mesmo com os melhores aparelhos auditivos, mesmo sendo ninja em leitura labial…não consigo acompanhar conversas de um grupo grande. É humanamente impossível para mim, e é o tipo de situação que prefiro evitar. Sinto um prazer enorme em conversar calmamente com uma ou duas pessoas ao mesmo tempo, pois é um momento em que estou prestando atenção 100% nelas e elas em mim. Já em grupos grandes, acabo me tornando aquela que não escuta e, consequentemente, não capta nem 10% de tudo o que é dito.

Não é algo que eu goste de fazer, definitivamente. É lógico que isso não é motivo para se isolar do mundo e evitar a todo custo esse tipo de situação social – mas que é o tipo de coisa que NÃO me dá prazer, é. Se alguém estiver se perguntando como alguém poderia não gostar de estar num grupo de várias pessoas conversando, entenda que uma pessoa que não ouve ou ouve parcialmente fica como uma bolinha de ping-pong: não entende algo, pergunta pra um, que rebate pra outro, que rebate pra outro…e você fica ali à mercê da bondade e paciência alheias. Desagradável.

Alguns podem pensar “ah, mas tem que se esforçar“. Concordo!! Tanto que fiquei na sala onde todas as pessoas estavam do início ao fim da festa – e olha que já saí de fininho vááárias vezes na vida, rsrsrsrs. Tentei acompanhar as conversas, bati papo com quem estava mais perto, tentei entender a todas piadas, ri do que entendi, perguntei quando não entendi algo que me interessava… Enfim, fiz o que pude. Mas, no final, em vez de acabar com a sensação de dever cumprido, acabo sempre com uma sensação de desconforto, por ter me obrigado a fazer algo que não gosto de fazer.

Quem foi mesmo que disse que “a cegueira nos afasta das coisas, a surdez nos afasta das pessoas“? Helen Keller? Estava certa!!

Quem se anima a me contar nos comentários como lida com esse tipo de situação?

Sobre

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 38 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

117 Comentários

  • marcia
    02/08/2016 at 1:45 pm

    Agora, imagine uma pessoa surda que adora baladas. Não consigo entender bem. Acabo me isolando. Mas não quero essa vida pra mim. Quero vencer as barreiras e fazer amigos . esse textos que eu só descobri hoje me fez perceber que o problema não é exclusividade minha. E eu sempre morri de vergonha dessas situações.

    Responder
    • Rita Leite
      22/09/2016 at 12:02 pm

      Estou pasma com a coincidência. Acontece exatamente comigo e devo ter fama de ser anti-social. Evito ao máximo essas situações. Prefiro o sossego do lar e o acolhimento sincero dos parentes. Inclusão social só existe teoricamente. A sociedade talvez nunca se adapte às diferenças devido ao gritante individualismo reinante.

      Responder
    • Gilmara
      16/03/2019 at 8:45 am

      Tb sofro de surdez, uso aparelho auditivo nos dois ouvidos, Hoje eu vou 3 a 4 x por ano na Microfisioterapia desbloquear o que a minha surdez faz, vc é mãe , tb vai , vc vai ajudar muuuiiito a sua filha, se informa , vc vai entender

      Responder
  • Jamila
    20/04/2015 at 1:33 am

    Passei por essa situação ontem… Não sei ainda a causa da minha surdez (súbita e progressiva), e nem se ela é temporária ou permanente, estou assim há 2 meses e só piorando. Não ouço nada no o.e e quase nada no o.d, não uso aparelho… Ontem resolvi sair sozinha, fui a um jantar japonês na igreja, na vdd queria ver como seria… Em 10 minutos já estava louca pra voltar pra casa. Várias pessoas falando ao mesmo tempo, música, crianças… E eu repetindo mil vezes: o quê? não entendi, pode repetir?! Isso ainda é novo pra mim, ainda não sei como não me esconder do mundo…

    Responder
  • Bárbara
    20/03/2015 at 11:58 am

    Olá, Chamo-me Bárbara e sou de Portugal 🙂
    Cheguei muito tarde para este post mas não posso evitar comentar!!!
    Eu sou surda oralizada com IC mas a audição está longe de ser perfeita.
    Eu estava naquele momento, numa conversa de grupo à hora de almoço. Estavam 6 pessoas à mesa (a mesa era redonda o que é mais fácil que uma rectangular mas….!!) e passei uma hora completamente frustada a tentar acompanhar a conversa, a virar a cabeça para cada pessoa que falava mas o problema é que falavam todos ao mesmo tempo e pelo meio havia gargalhadas e nunca entendia o que se estava a passar. Ainda por cima são pessoas que conheço bem mas nunca se lembram em acalmar a conversa quando estou lá, até falam rápido se for preciso. (eu entendo que a paciência é mesmo enorme para me ajudarem, nunca é fácil). Bateu um desânimo enorme quando acabou o almoço. Fiquei a pensar “eeiissh…mal aproveitei o convívio” “assim não me conhecem como deve ser” e então comecei a viajar e entrei numa espiral a descer, sentindo triste e relembrando este tipo de situações.
    Neste estado emocional, apeteceu-me vir a esta blogue pesquisando um assunto relacionado com as conversas de grupo. Olha, as pessoas e a Paula fizeram-me sentir bem melhor ao ver que não era a única pessoa a sentir assim!!!

    Beijos e Abraços!

    Responder
  • Rodrigo santos
    20/10/2014 at 8:31 am

    Tenho esse mesmo problema e pesquisei muito e não vou parar, pois quero aprender a ouvir a aprender a falar.
    Achei um video em que a mulher fala sobre sociedade só que prestem bem atenção no que ela fala, ela fala da sociedade se referindo a outra coisa e prestem atenção nos gestos que ela faz.
    Olha eu recomendo que vejam esse video, http://www.youtube.com/watch?v=k7drtDdKxcE

    Responder
  • Santana de Castro Andrade Nishihara
    10/11/2012 at 9:57 am

    Eu tenho uma filha surda,e ela sobre com algumas situações no trabalho,porque ela não compreende o que está acontecendo em volta dela.Eles se aproveitam da situação por ela entender a maioria das coisas literalmente.Creio até que ela vai sair do emprego.

    Responder
  • losih
    01/11/2012 at 3:41 pm

    Meu problem desde que me conheço é o défice d’atenção, e tbm é uma tortura!! eu mtas vezes nem com uma pessoa só não consigo entender, pra ler esse post tive que recomeçar varias vzs, telefone não atendo de jeito nenhum, a maioria do tempo finjo que to entendendo e as pessoas nem dão por isso. É bom que pessoas como vc falem disso com toda essa simpatia e bom humor, pq há casos de pessoas que fazem besteira e acredito que pessoas como vc as ajudam a serem melhores. Parabéns. God Bless

    Responder
  • Priscila
    20/11/2011 at 1:12 am

    Um detalhe interessante é que as pessoas SABEM QUE SOU SURDA, e mesmo assim.. ficam falando sem parar… querem conversar de longe.. virados pra outro lado, e aí junta 3 conversando juntos.. e do nada me questionam algo a ponto de mesmo usando aparelho eu NEM PERCEBER. Aí eles viram pra mim e falam CADÊ O APARELHO PRISCILA??? TÁ SEM??? E já teve dias que estressei… falei numa boa… EU ESTOU COM O APARELHO, MAS VCS FALAM RÁPIDO DEMAIS ME DEIXANDO CONFUSA. É importante saber que não é pq usamos o AASI que temos uma audição PERFEITA 100% depende do caso (Não sou perito nisso… mas ouvi falarem disso uma vez). Então a gente tem que lembrar as pessoas que mesmo com o uso do AASI temos dificuldade em alguns detalhes sim.
    beijo Paulinha!
    PS: Vamos pedir pra esse pessoa CURTIR lá no FACEBOOK. Achei seu o link do CDS!

    Responder
  • Tiago Gaspar
    22/10/2011 at 12:40 pm

    Sou português e surdo mas falo sem dificuldades de dicção. Além disso também falo língua gestual. Faço parte de dois mundos. Contudo enfrento problemas na vida social e no que sou para os outros.

    Não gosto muito de falar em grupo, num grupo infestado de conversas paralelas. Sou mais em conversas de pessoa para pessoa, mas uma conversa qualquer não. Eu sou surdo mas faço coisas e tenho interesses que os outros não têm. Estudo Design de Comunicação na faculdade, um destino que a minha família não acreditava que acontecesse, gosto de ler, de cinema, não um cinema “hollywoodesco”, mas de um cinema mais centrado ao gosto do festival de Cannes ou o do Leão de Ouro, e de outras coisas, nomeadamente de filosofia e de história. Os meus amigos não têm os mesmos interesses que os meus, por muito que goste de estar com eles, para não dizer que só falam de “fofoqueiras”. Não gosto.

    Passo o tempo todo num grupo marcando apenas a minha presença. Sou uma pessoa calma e tranquila, mas há momentos em que, só por não ter iniciativa de falar, eles me tratam como um ser inferior, alguém incapacitado, como um “menino da mãe”, quando na verdade sou completamente o oposto, sou um rebelde, um rebelde de boas intenções. Eles, os meus amigos, praticamente ainda não viram o que realmente sou.

    Eu, um rapaz surdo na faculdade com interesses e gostos como poucos pouco ou nada faz a diferença na sua terra natal. Até parece que ser diferente não compensa.

    Esse é o meu desabafo, Paula.

    Abraço.

    Responder
    • Bárbara
      20/03/2015 at 11:42 am

      Olá, Tiago! Que bom encontrar um português por cá pois eu também sou de Portugal 🙂
      Já agora que tipo de surdez tens?
      Identifico-me contigo numa grande parte das coisas. Irrita-me imenso esta sociedade actual não estar totalmente informada como lidar com pessoas com deficiências auditivas. Eu sinto-me que muitas delas evitam os surdos porque têm medo de como comunicar. E como estavas a dizer, temos sempre amigos ou colegas que nos tratam como um ser menos capacitado para fazer as coisas o que é totalmente errado. Não sou totalmente surda, tenho IC mas sinto-me no papel da blogger assim como várias pessoas que aqui comentam as suas situações

      Fico à espera de feedback!! É raro eu poder partilhar estas experiências com surdos pois o meu mundo está á volta dos ouvintes

      Responder
  • Ewerton Luiz
    19/09/2011 at 7:01 pm

    Olá,

    Vou postar só para constar, nestes casos fico na minha, se der converso em local mais reservado ou então adiós.

    Não tenho saco para servir de enfeite, sempre aviso que se ficar constrangido vou embora, independente de entenderem a minha situação ou não.

    bye.

    Responder
  • Anna
    09/09/2011 at 4:26 pm

    Super interessante sua matéria, Paula!
    Sou ouvinte e convivo com um deficiente auditivo no trabalho, que aliás foi quem postou o link no fb e e amei ler.
    Sempre fico tentando imaginar como se sentem nesse tipo de situação.
    É muito bom ver as coisas de acordo com o ponto de vista de quem vive a situação.
    Espero que continue postando matérias desse tipo porque acredito que ajuda a conscientizar quem convive com deficientes auditivos a procurar se expressar de forma mais adequada e envolver vocês na conversa do grupo.

    Responder
  • 18/08/2011 at 9:18 pm

    estou aprendendo alemao e me vi nessa situacao! eh desconfortavel pra caramba!

    Responder
  • Juliana Santiago
    05/08/2011 at 11:15 am

    E a mineirinha sou eu… rssss
    Coloquei sobrenome para diferenciar…
    Bjos

    Responder
  • Greize
    04/08/2011 at 8:46 pm

    Sim Paula já falo (msn) com a outra mineira.A cidade dela é do lado de BH.”pertim”Rsrs.
    Bjus

    Responder
  • 03/08/2011 at 11:22 pm

    Eu que o diga, as vezes fico chocada, as vezes dependendo da situação me divirto.

    Mas no geral a situação é constrangedora.

    Responder
  • Eduardo
    03/08/2011 at 11:14 pm
  • Eduardo
    03/08/2011 at 11:08 pm

    Mas por falar da minha sugestão de intérprete que postei aqui anteriormente, será que realmente existe mesmo? Se existir, ficaria interessado. Sério mesmo… ou será que existe profissão que também poderia fazer esse papel? Isso pode ser importante, para caso você vá algum eventos sociais e profissionais, o intérprete poderia colaborar perfeitamente nessa situação, mas isso é para surdos oralizados que faz leitura labial. Aguardo comentários.

    Responder
  • Maquelin Moraes
    03/08/2011 at 5:37 pm

    Oieee, Paulinha, o teu blog é muito bacana.

    Agora fiquei aliviada que não sou a ÚNICA que sofre desse tipo de problema de conversa com as pessoas.
    Quando vou acompanhando alguém da minha família ou do amigo pra conversar, geralmente, as pessoas ignoram para falar comigo e acabam falando só com meu acompanhante, isso me chateia muito, parece que sou ignorante dos assuntos.
    É realmente, situação muito desagradável. Pra mim, não adianta ficar no meio de tanta gente rindo e falando paralelamente, é melhor escapar pra outro lugar para desabafar.
    Mas, infelizmente, preciso continuar a ter consciência das minhas limitações e paciência.
    Concordo plenamente com a Hellen Keller do penúltimo parágrafo.

    Beijos
    Valeuu…

    Responder
  • Roberta
    03/08/2011 at 5:22 pm

    Olá…vcs falaram de dor de cabeça…também tenho dores de cabeça constantes,bom saber que outros DA também….e tensão no pescoço,para poder acompanhar as conversas paralelas….dificil ne?
    Abraços

    Responder
  • Eduardo
    03/08/2011 at 1:32 am

    Sei como é isso, não é fácil…mas temos lutas diárias para compreender pela leitura labial…as vistas cansam, mas às vezes precisamos impor e pedir o favor de facilitar a integração e interação do grupo. Isso varia muito de pessoa para pessoa. É nessas horas que me dá vontade de contratar a “intérprete” ( não sei se é o que existe) para me dizer tudo o que está sendo dito ou mesmo “transcrever a conversa” literalmente e originalmente ao pé da letra.

    Responder
    • Carol Soria
      03/08/2011 at 2:44 pm

      Também tenho vontade de contratar alguém, haha! Minhas vistas já estão cansadas, que uso óculos. Pra evitar o cansaço né. Porque de tanto focar a visão, acaba cansando.. E pra evitar as dores de cabeças, é bom usar óculos.. Quem aí usa??

      Responder
      • Mariana
        03/08/2011 at 3:21 pm

        Eu, Carol. Mas meus óculos se quebraram (na verdade, foi a minha sobrinha que quebrou sem querer), minha vista piorou um tico, preciso atualizar hahah E comprar um novo!

        Responder
  • Fernando S. A.
    02/08/2011 at 11:03 pm

    Oi para todos.
    Bem não sou surdo, mas minha esposa sim, não escuta uma virgula e o seu caso não adianta o implante.
    Foi ficando surda ao longo dos anos, e eu comecei a falar sem som para ela ir aprendendo a fazer leitura labial, ( mas eu não consigo fazer).
    Eu reparei que muitas de vocês evitam falar, é um grande erro, todos os que tem deficiencia auditiva devem conversar o maximo possivel para manter a fala perfeita, evitando que ela se perca com o passar dos anos.
    Fiz para ela uma campainha especial para deficientes auditivos, se alguem quizer posso passar as fotos e o esquema eletronico.
    Gostária de saber se existe algum programa de computador que transforme a fala em escrita na tela,(para que ela possa ver por exemplo um video do you-tube).
    Vi aqui depoimentos em que depois de um tempo numa conversa sentiram dor de cabeça, creio que é normal pois uma leitura labial é muito mais complexa do que a maioria acha: o deficiente tem de entender silaba por silaba, formar uma palavra, outra palavra, mais outra, juntar tudo numa frase e verificar se faz sentido, (corrigindo eventuais erros de interpletação) isto em segundos, pois a outra pessoa já deve estar falando outra coisa, é um esforço mental muito grande.
    Um abraço a todos.

    Responder
    • Deni
      03/08/2011 at 1:16 pm

      Oi Fernando, desculpe discordar de você nessa sua observação:
      “Eu reparei que muitas de vocês evitam falar”, muito pelo contrário, podemos não ouvir 100%, mas somos tagarelas e muito!!!

      E a dor de cabeça que você menciona, é figurada, pois como um surdo vai ler 10 lábios em um grupo??? vira para lá e para cá, não tem como!!!

      Abs,

      Responder
    • Maria
      03/08/2011 at 1:59 pm

      Está enganado em muitos pontos, surdos oralizados falam e muuuito! No meu caso, falo demais e falo 4 idiomas (inglês, português, italiano e alemão). E converso com estrangeiros (no caso italiano e alemão) e consigo entendê-los e vice-versa.

      Sobre a leitura labial, quando estamos acostumados e fluentes, ela é tão fluída que a gente nota as palavras e frases na hora, não precisamos processar pedaço por pedaço. É mesma coisa que vocês escutarem uma frase inteira e captar na hora, acontece o mesmo com a gente. É o poder do nosso cérebro de captar tudo na hora!

      Sobre a nossa dor de cabeça na leitura labial, é porque somos obrigados a ter a cabeça em modo jogo “ping pong” ou “tênis”, quando uma pessoa começa a falar, temos de virar rápido pro outro lado, pra acompanhar a outra pessoa que começou a falar, e depois voltar novamente pra outra, como se estivessemos tentando acompanhar a bolinah que vai e vem. Viramos a cabeça pra lá e pra cá, e isso dá torcicolo!

      Responder
      • Carol Soria
        03/08/2011 at 2:42 pm

        Fato! Dá uma dor de cabeça danada mesmo. Haha. E dor no pescoço também, nem me fala. Acabo viajando, ás vezes pego no celular pra futricar ou mandar sms pra alguém. haha. A frase que a Paula falou, da Hellen Keller, é verdadeira: A cegueira nos afasta das coisas, e a surdez, nos afasta das pessoas… Mas em grande dimensão. Porque quando você está apenas com uma pessoa, a comunicação fica intensa, justamente porque o surdo tem a habilidade fantástica de puxar assunto não sei da onde. Haha. Isso acontece comigo direto.

        Responder
      • Luci
        28/06/2013 at 9:24 pm

        Há vários pontos de vista, mas a pessoa surda, concordo com Fernando de alguma forma pode acabar ficando mais tímida, se inibindo sim. Por outro lado, em outras situações ficarem mais tagarelas.
        Por favor Maria, me passe seu contato. Gostaria de saber mais sobre a leitura labial.
        Moro no Rio de janeiro, jacarepagua.

        Obrigada a todos. Penso que devemos exercitar o bom humor e viver a vida nisso que é sempre um desafio de forma comum. Quero dizer que o desafio acaba sendo uma rotina.

        Responder
    • Mariana
      03/08/2011 at 3:31 pm

      Não evitamos falar, Fernanda. Eu mesma sou muito tagarela, daquela que não sabe quando parar. Rs. Apenas que é exaustivo acompanhar uma conversa em grupo e de fato, dá uma dor de cabeça! E dor de pescoço também, como a Carol mencionou aí. Principalmente quando estou no carro, na poltrona de passageiro na frente, e viro pra conversar com as pessoas que estão atrás… Ai, como dói! Tá vendo os sacrifícios que fazemos? :~

      Responder
      • Mariana
        03/08/2011 at 3:31 pm

        Fernando, eu quis dizer! Me desculpe pelo erro!

        Responder
  • MONICA
    02/08/2011 at 8:29 pm

    OLÁ GENTE, PASSAMOS TODOS PELAS MESMAS SITUAÇÕES!!!
    FICO LOUCA DE VONTADE DE ME ENTROSAR EM CONVERSAS, RIR COM TODO MUNDO, MAIS ESSA FALTA DE AUDIÇÃO PERFEITA PARECE UM ESCUDO, UMA BARREIRA Q NOS IMPEDE DE MUITAS COISAS. CLARO QUE EM AMIGOS E FAMILIA, AQUELES QUE SABEM DO NOSSO PROBLEMA SEMPRE INCLUEM A GENTE NA CONVERSA, REPETEM MESMO A GENTE PEDIR, ENFIM,
    MAIS PARA AQUELES QUE NÃO NOS CONHECEM, FICA PARECENDO QUE SOMOS ANTIPÁTICOS, TÍMIDOS OU COISA DO TIPO.
    É ALGO QUE TAMBEM ME DEIXA FRUSTRADA…MAIS..VAMOS TENTANDO RELEVAR MAIS ESSA TAMBÉM, PQ NÃO??
    QUEM NUNCA PASSOU POR UMA SITUAÇAO DESAGRADAVEL, OUVIU UMA COISA Q NÃO TINHA NADA A VER, FICOU QUERENDO CAVAR UM BURACO NO CHÃO E ENTERRAR A CABEÇA? COISA CHATA NÉ? AS VEZES CHORO ESCONDIDINHO PARA DESABAFAR, AI FICA TD BEM DE NOVO!!!!!!!!!BJKAS PRA VCS!!!!!!!!!!!

    Responder
  • Rosa Santos
    02/08/2011 at 8:06 pm

    Querida, olá! Não sei se meu comentário vai corresponder ao que você espera ler. Sou ouvinte, estou estudando LIBRAS, bem no início, estudo LIBRAS porque quero me comunicar com pessoas surdas que também se comunicam através da LIBRAS. E eis que pago um mico daqueles, a conversa inicia bem, até que alguns sinais não são entendidos por mim, me esforço para compreender o contexto, mas me perco, e não peço para a pessoa repetir. Bem, a pessoa percebe e simplifica pra mim, acontece. Estive numa festa aqui na cidade com 97% de pessoas surdas, foi muito bom estar com todos, olhava pra um, pra outro, tentando entender a LIBRAS, outros faziam leitura labial, outros com aparelhos. Estávamos com alguns ouvintes, som alto, a turma dançando, mas quem disse que eu conseguia compreender as falas dos ouvintes também? Não dá, ou você se concentra em um ou dois, ou é impossível dar conta de todos os assuntos quando estamos com grupos grandes. Não acontece só com você, ruídos na comunicação sempre nos causam desconfortos, mas não devem nos afastar. Os embaraços, as descontinuidades no entendimento, fazem parte da comunicação de todos nós. Abraço, Rosa.

    Responder
  • Bel Maia
    02/08/2011 at 6:00 pm

    Eu me sinto exatamente assim como você, passo por isso sempre e as pessoas acham que porque uso aparelho auditivo estou ouvindo e entendendo tudo… e quando estamos com mais de três pessoas não é bem assim que funciona.
    Obrigada por compartilhar conosco sua história de vida! Parabéns pelo blog!

    Responder
  • Valéria Lima
    02/08/2011 at 5:45 pm

    Viu Paula como é bom ficar com meus filhos…..pelo menos eu falo olha pra mim quando vcs estiverem falando….. conversas paralelas me deixa enlouquecida, leio bem os lábios….hehe, mas só quando eu foco.
    Estou sobrevivendo ….amo meus filhos pela paciência e eles tbm me amam.

    Responder
  • daniele
    02/08/2011 at 4:06 pm

    Cara, eu me sinto assim todo dia, dentro de casa quando tem reunião familiar.
    eu nunca entendo o que as pessoas falam, é muita gente falando ao mesmo tempo e não sei em quem prestar atenção, tipo.. EU FICO LOUCA, VESGA E TONTA.
    E meio tenso não conseguir fazer o que outras pessoas fazem. ;/
    Mas sempre tento levar na brincadeira KKKKKKKK’

    Responder
  • Janaina
    02/08/2011 at 3:43 pm

    Oi Paulinha!
    Ultimamente tenho passado por essa situação tbm! Isso dá um desânimo mesmo Paulinha! Como faço faculdade sempre que temos um tempinho livre a turma reúne para ir à uma lanchonete e sempre evito ir junto, mas não tem como fugir meus amigos pegam no meu pé mesmo! rsrsrsr’ na maioria das vezes fico muito calada, uns fazem piadas tipo “como vc é tagarela hein?!” outros perguntam ” Por que vc é tão calada assim?” hahaha’
    Fico perdida com várias pessoas falando ..é muito desagradável mesmo.

    beeijo ;*

    Responder
  • Antonio Diogo de Salles
    02/08/2011 at 12:35 pm

    Oi Paula
    Passei situação semelhante no ultimo domingo em que tive de comparecer a duas festas.
    Todo mundo falando ao mesmo tempo e na segunda delas, para arrematar, a TV ligada (e com som).
    Na primeira (em um salão de festas de condomínio edifício) resolvi o problema convidando eventual interlocutor para conversar “lá fora” onde ao menos conseguia ouví-lo. Era como se fosse uma “briga” de antigamente. Vamos lá fora que a gente resolve.
    Na segunda, no interior do apartamento, simplesmente fiquei quieto e, ao sair, uma parente perguntou “por que estava tão quieto”. Fui obrigado a confessar que não entendia lhufas do que se estava falando e do motivo porque estavam rindo. Assim, além de surdo fiquei mudo.
    No início de minha surdez, queria intervir na conversa porque achava indelicado ficar quieto e dava uns foras tremendos; depois aprendi a calar-me. Isso gerou um outro tipo de situação: a de pensarem que eu estava enfezado, obrigando-me a esclarecimentos. Bom vá dormir com um “barulho” destes…..
    A propósito, para desanuviar, a piada que não entendi na hora, contada no silêncio de casa por minha esposa: Dois ladrões entram na igreja para surrupiar algum objeto valioso. O padre ouve barulho, adentra o recinto e pergunta: “Quem está aí? Quem esta aí? Os ladrões escondidos e quietos. Lá pelo quinto “quem está aí”, um deles responde: “É os anjo”. O padre retruca: Se é anjo então avoa! Responde o ladrão: “nóis é filhote!”.
    Beijos

    Responder
  • Bianca
    02/08/2011 at 12:08 pm

    Booom diiia,

    Esse post é muuuuito comum para a gente, não tenho dúvidas que qualquer deficiente auditiva já passou por isso. Admito, que eu também já passei por isso mesmo com I.C. mas concordo com a Maria, que mesmo fico na minha nas conversas paralelas me transformo uma grande observadora e fico ali refletindo… Uma vez, estava observando as minhas amigas e são 5 e só fiquei olhando para uma e pensei: “Nossa, sério que ela é assim” Porque quando a gente conversa não reparamos nada ao redor, só ficamos focadas com ouvidos bem abertos e quando a gente esta ali só observando assim já perceberemos o que elas realmente são!! Com o tempo, consigo traduzir o que a pessoa está sentindo ou sente através os seus jeitos e os gestos como se fosse leitura corporal!! Mas também não gosto ficar boiando então falo mesmo na cara “geeente estou entendendo nada ” e eles explicam. ” o que?” e eles explicam. “Hã? o que você disse?” e eles explicam. Só que graças com I.C. consigo captar e entender muitas vezes nas conversas grupais porque se não fosse por ele ficaria realmente perdida no mundo.

    Responder
    • Janise Bottin Suardi
      02/08/2011 at 8:52 pm

      Oi, Bianca, tudo bem? Gostaria que você me falasse sobre o IC. Aonde você fez, há quanto tempo, se foi fácil a adaptação, enfim, gostaria de informações a respeito. Tenho marcada uma 2ª consulta com a psicóloga e pelas informações que obtive são necessárias no mínimo 4, para depois ser marcada a cirurgia do IC. Tenho muita curiosidade em saber. Em uma das vezes que fui à fonoaudióloga, tinha um rapaz que já tinha feito o IC, mas como eu tinha pouca experiência na leitura labial, não conversei com ele.
      Obrigada, desde já. Um beijo.

      Responder
      • Bianca
        03/08/2011 at 12:22 am

        Ah, eu tenho o grande prazer conversar sobre isso com você. Me adicione no msn que é melhor ternurinha_12@hotmail.com

        Estarei te esperando! ^^

        Responder
        • Carol Soria
          03/08/2011 at 2:51 pm

          Estou no processo de avaliação pra o I.C. pela Dra. Valéria Goffi em São Paulo. Já foram duas consultas. E ainda faltam um monte de consultas. Ninguém entende o porquê de tanta consulta.. É necessário preencher alguns requisitos.. E cansa explicar… É necessário uma cautela maior nesse tipo de cirurgia. Porque não é só operar e pronto. É preciso um treinamento auditivo intenso pra aproveitar ao máximo as vantagens do I.C.

          Responder
          • Bianca
            04/08/2011 at 12:57 am

            Huuum, é tanta coisa mesmo, me adiciona que é melhor a gente conversar. =**

            cheiroo!

          • Janise Bottin Suardi
            04/08/2011 at 4:25 pm

            Olá, Carol!
            Eu já passei não me lembro quantas vezes pelas fonoaudiólogas. Não foram tantas, umas 4 ou 5 vezes. O problema maior é o retorno da consulta, que é muito demorado. Comecei a fazer a leitura oro facial, na USP, que foi recomendada pela fono. E a fono, do HC, na última consulta, avisou que seria apenas necessário passar pela Psicóloga e depois o próximo passo seria a marcação da cirurgia. A fono que me atende na USP me disse que serão 4 consultas no mínimo com a psicóloga. Então, ainda faltam 3. A próxima será na 4ª feira que vem, dia 10. Beijão procê.

        • Janise Bottin Suardi
          03/08/2011 at 10:48 pm

          Oi, Bianca, há muito tempo não uso o meu MSN. Não sei se está funcionando ainda. Agora, neste momento, são 21 horas e 46 minutos. Então, vou deixar para amanhã, à tarde, depois das 15 horas, sim? Pela manhã, irei à hidroginástica. Então, até amanhã (04/08).
          Bjs.

          Responder
        • Janise Bottin Suardi
          03/08/2011 at 10:54 pm

          Continuando: meu MSN é janisebsuardi@hotmail.com ; não gosto do hotmail, como e-mail, prefiro yahoo (jbsuardi@yahoo.com.br). Se você quiser me mandar e-mail, manda pro yahoo, tá? Deixei o hotmail, porque tinha muitos e-mails com ar de vírus. Aliás, antes fosse só ar, mas eram os próprios… Beijão.

          Responder
          • Bianca
            04/08/2011 at 12:58 am

            beleza, amanha vou tentar entar. Ja te adicionei o msn. ate mais!

            cheiroo!

        • Janise Bottin Suardi
          04/08/2011 at 5:26 pm

          Olá, Bianca! entrei no MSN, com a maior dificuldade, mas não te encontrei… que pena!
          que horário é o melhor pra vc? ou que dia é melhor?
          Para mim, normalmente à tarde (depois das 3), com exceção das 6as.feiras, porque vou à leitura oro facial.
          Beijão.

          Responder
          • Bianca
            04/08/2011 at 10:26 pm

            hehe… dificil né, estava na rua hoje e cheguei tarde, também não encontrei você. Que tal no sabado?

  • Deni
    02/08/2011 at 10:28 am

    Verdade Paula! Também não serei hipócrita e dizer que não ligo, claro que chateia você estar em uma festa, um jantar ou em um barzinho e você não saber para onde virar, enfim… nessas horas, das duas uma: ou me concentro naquele(a) “mala” que faz questão de falar o tempo todo, ou faço a minha cara de “filósofa” e passo a observar as pessoas e a volta… incrível como acabamos percebendo tantas nuances do grupo e das pessoas, e a verdade é que ninguém escuta ninguém, todos só querem falar de si 😛

    Por outro lado, com a maturidade… hehehe… vou me incomodando cada vez menos e não me importando em ficar no silêncio, pois gosto de conversar com uma ou duas pessoa por vez, e nessas ocasiões festivas sempre vem alguém falar contigo, um tímido, alguém deslocado… 😉

    Bjos,

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:46 am

      Hahahaha adorei, somos todos filósofos, gente!!!
      Incrível isso…acho que a gente observa tanto as pessoas que é capaz de desvendá-las muito mais rápido e muito mais fácil.
      Não acha?
      Me dá 30 min observando alguém que já consigo dizer se a pessoa presta ou não presta!
      rsrsrsrs
      bjo,

      Responder
      • Deni
        02/08/2011 at 11:13 am

        Yeesss!!!

        Se bobear em 5 minutinhos sacamos o indivíduo! hehehehe

        Penso que por termos de focar muito no rosto das pessoas, inconscientemente aprendemos as expressões que denotam sinceridade, falsidade etc…

        bj

        Responder
        • Julie
          02/08/2011 at 11:23 am

          Super verdade!

          Às vezes só de olhar para um desconhecido, por conta da nossa prática em ler as pessoas, a gente já pode ter uma idéia de como ele é, e tem casos que com alguns minutos de conversa já temos parte de um perfil.

          E realmente por conta disso filosofamos mais sobre a vida e as pessoas.

          beijos

          Responder
        • É a mais pura verdade, esse negócio de as pessoas com deficiência auditiva terem uma fantástica capacidade de observação visual e perceberem , só de olhar para uma pessoa, se ela tá alegre, triste, etc -sem que o interlocutor fale nada…! A convivência com uma pessoa conhecida demonstra isto claramente! 🙂

          Outra coisa interessante é o fato de os deficientes VISUAIS terem uma fantástica capacidade de percepção auditiva – e, só pela voz do interlocutor, conseguir detectar facilmente se este está alegre, triste, sendo falso, sincero, escondendo algo, etc. Isto porque, como os deficientes visuais não têm acesso às expressões faciais e linguagem corporal do interlocutor (por razões óbvias), eles acabam desenvolvendo essa habilidade “extra” com a percepção de sons que acabei de citar. Assim sendo, até mesmo por telefone, a pessoa deficiente visual bem treinada, só de ouvir a voz do outro, consegue perceber detalhes do estado emocional do interlocutor (que costumam ser difíceis de captar por uma pessoa de visão normal – que, por sua vez, precisa estar conversando pessoalmente com esse alguém para então poder perceber).

          Dessa forma, considere o seguinte diálogo por telefone, que, frequentemente ocorre no dia-a-dia:

          “-Você está triste hoje? O que aconteceu?”
          “-Nada não, só estou cansado(a)…”

          Nem sempre a resposta dada pelo interlocutor consegue “enrolar” a pessoa que perguntou, caso esta seja deficiente visual, hehehe!! 🙂 Não adianta tentar “enrolar” o cego não, hehehehehe!!!!!!!

          Abraços!

          Responder
      • Maria
        02/08/2011 at 2:40 pm

        Eu só preciso de 5 segundos pra saber que tipo de pessoa é huahua isso através da linguagem corporal dessa pessoa, como ela se porta, os movimentos, como age. E dificilmente me engano! São os olhos treinados com o dia a dia e muitos dias de ballet!

        Já comentei com a minha cunhada que é Maestra de Orquestra e pianista que para mim existe desafinação nos movimentos e postura. Os movimentos “desafinados” me dão arrepios, aflição por serem “feios” ou desajeitados.

        Responder
      • Carol Soria
        03/08/2011 at 2:38 pm

        Fato! Já percebi isso há muito tempo! A gente, por focar no visual, acaba captando mais informações das pessoas, por exemplo, das expressões corporais.. Sorrisos, olhares que ninguém percebe porque são mínimos. E também, a reflexão é uma parceira constante nossa. Nas aulas, quando não consigo entender o professor, acabo dando uma viagem básica haha. Filosofamos muito mais, porque as vezes, caímos no silêncio ou na solidão.. Costumo falar pra minha mãe, que a melhor pessoa pra conversar, é com a gente mesmo.

        Responder
  • rodolpho
    02/08/2011 at 4:33 am

    olá paula e a todos.
    eu nunca tive esse problema de conversa com mais de três pessoas, com conversas paralelas e tal. será que é só por que eu não enxergo? deve ser, sei lá. mas emfim…
    lendo aqui os comentários, reparei uma cosa, não sei se é exatamente isso, mas uma pessoa surda acaba sendo mais observadora que uma pessoa ouvinte, nâo? a mesma coisa que um cego, que repara mais nos sons que uma pessoa que enxerga.
    e pra terminar, uma curiosidade: quando vocês conversam com alguém, vocês conversam fazendo leitura labial, ou não? se alguém puder contar como é…
    bom, é isso aí, agora fui. aaaa

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:17 am

      Rodolpho, perdoa a minha ignorância, vc não enxerga? Conta como é que vc navega na internet!!
      A gente, que nao escuta, pra conversar faz uso da leitura labial + AASI ou IC. Em alguns casos, só leitura labial. A gente escuta com os olhos! rsrsrs
      De onde vc é?
      Abração,

      Responder
      • rodolpho
        02/08/2011 at 6:37 pm

        ooooopa, uma pergunta de cada vez, pera aí povo! kkkkk
        eu uso um programa, que a gente chama aqui de leitor de tela, que transforma tudo que aparece na tela em áudio.
        quem tiver uma audição assim… como posso dizer… boa, pode pesquisar no google por nvda, fazer o download do programa lá e instalar pra ter uma noção de como é.
        quem quiser trocar mais idéia, só adicionar nóis no msn, ou seguir no twitter, que nóis segue de vorrta por lá. kkk
        meu msn é: rodolphobaena@hotmail.com e meu twitter é @rodolphobaena92.
        quem não tiver twitter mas tiver facebook, adiciona que nóis aceita também. hehehe
        o mesmo endereço do msn.
        fui! mais alguma pergunta? kkkkk brincadeira.

        Responder
    • Maria
      02/08/2011 at 3:45 pm

      No meu caso, a conversa é feita por leitura labial e respondo com voz para as pessoas ouvintes.

      Qual teu tipo de cegueira? Tenho uma amiga que é ‘cega’, 20 graus de miopia (ela conseguia enxergar tudo com cores e imagens, mas tudo borrado, sem definição) e usava lupas para ler livros, fazer desenhos e tinha um programa especial para aumentar as imagens do computador (eu que arrumava/configurava para ela nas aulas). Eu tinha de copiar as matérias do quadro no caderno pra minha amiga. Nossa, eu ficava impressionada com a capacidade dela de esticar os ouvidos para captar as fofocas da sala inteira! E eu pedia para me contar tudo!

      Responder
    • Juliana Moreira
      02/08/2011 at 6:49 pm

      Rodolpho, respondendo à sua pergunta, a leitura labial é feita observando o movimento dos lábios e também de uma parte da língua. Para cada som que sai da boca, há um movimento apropriado. É como se este movimento fosse uma dança, e o som, a música 🙂

      Responder
      • Maria
        03/08/2011 at 3:17 am

        Para complementar, a leitura labial não é só boca e língua, mas também envolve os movimentos das bochechas e queixo. O conjunto dos movimentos do rosto que correspondem a um tipo de som! Igual a uma orquestra sinfônica! O rosto não precisa estar exatamente de frente, a leitura labial também pode ser feita com o rosto em perfil. Eu consigo conversar com as pessoas dirigindo o carro sem que estas olhem para mim, só para a estrada!

        Responder
    • Isto que o Rodolpho disse acima, sobre o fato de a pessoa com deficiência sensorial-visual ter os sentidos remanescentes mais apurados,é a mais pura verdade! Tanto é que a galera que não enxerga (ou enxerga pouco), costuma ter a audição e o processamento auditivo mais apurado (isto é, se não tiver surdocegueira, claro), bem como o tato , o paladar e o olfato mais sensíveis. E o alto desempenho dos sentidos remanescentes chega a surpreender as pessoas de visão normal! É por isso que, frequentemente, pessoas com deficiência visual chegam a ficar irritadas em um ambiente que, para elas, está muito barulhento – mas que para uma pessoa de visão normal esse mesmo ambiente não é considerado tão barulhento assim… :-O

      Responder
  • Cássia
    02/08/2011 at 2:21 am

    Paula,

    Ficar meio de fora é chato mas o pior é quando entendemos errado e fazemos um comentário tipo totalmente fora, ou então quando recebemos uma pergunta e não temos a menor idéia do que está sendo conversado.
    Vivo me policiando para não demonstrar que estou entendendo se na verdade não estiver mas quando vejo já caí na armadilha rsrsrsrs

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:18 am

      Vixeee….já perdi as contas de quantas vezes fiz um comentário estilo velha da praça da alegria!!
      Já fiz tanto isso que eu mesma dou risada, acho cômico!
      Tragicômico, ok, mas engraçado mesmo assim!
      beijos,

      Responder
      • Julie
        02/08/2011 at 11:16 am

        Nossa, e como, eu vivia fazendo isso,kkkkk, na hora vc fica mega sem-graça, dá uma vergonha! Depois vc dá risada, é engraçado, tragicômico mesmo Paula.
        Mas o pior era quando eu não entendia nada do que era dito e fazia a maior cara de “tô por dentro”, ou ria sem saber o motivo da graça, tem coisa pior do que isso? Hoje se não entendi, já deixo claro, pq fingir é dose, não dá para atuar sobre isso.
        Ou então vc fica quieta durante a conversa, dá uma viajada básica, principalmente se te ignoram na hora do papo, e vc passa por arrogante.

        Responder
  • Lak Lobato
    01/08/2011 at 11:16 pm

    Verdade, Paulinha. Isso nos é impossível. Mesmo sendo ninja em leitura labial. Mesmo usando o IC, porque chega uma hora que nem separar vozes ele consegue mais.
    Mas, sendo sincera, nem em chat do MSN com mais de 4 pessoas eu acompanho tudo. Meu cérebro parece ter aversão a papo de muita gente junta…
    A mim, não incomoda, porque não sou uma pessoa que gosta de conversar com um monte de gente por vez. Eu não me incomodo de ficar em silêncio no meio de um monte de gente. Acaba sendo um momento que eu uso pra observar as pessoas, pra pensar…
    Mas, pra quem gosta de papear, realmente é muito chato esse isolamento. Entendo perfeitamente a sua reclamação.
    Beijinhos

    Responder
    • Maria
      02/08/2011 at 12:21 am

      É em momentos assim que nos torna surdos filósofos! Paramos pra observar como as pessoas agem e se comportam neste mundo! Ao coletar as informações do ambiente adquirimos a capacidade de deduzir as coisas que se passam no momento!

      Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:19 am

      Lak, ontem pensei em vc! Recebi um email lindo que falava da Lakshimi, deusa da abundância!
      Vc obviamente deve conhecer né?
      😉
      Beijoss,

      Responder
      • Lak Lobato
        02/08/2011 at 4:35 pm

        Huahauhau já tive a honra de receber esse email sim.

        Responder
    • Bianca
      02/08/2011 at 11:57 am

      Laaak, vc tem msn? :d

      Responder
  • Janise Bottin Suardi
    01/08/2011 at 10:29 pm

    Olá, Paulinha! Desta vez, mexeu muito comigo…
    Há alguns anos, passo o final do ano em Ilhabela com meus irmãos.
    Em 2009, já surda, estávamos em poucas pessoas e não tive muitos problemas. Tive, claro, mas consegui superá-los, com ajuda de todos.
    Em 2010, estávamos em catorze pessoas e para mim foi muito ruim. Todas as pessoas, que estavam na casa, são pessoas de quem gosto, mas é muito difícil tomar café, almoçar, tomar lanche com estas pessoas que ficam brincando, e eu sem entender grande parte das brincadeiras. No Reveillon, então, foi terrível: mais de trinta pessoas na casa. Conclusão: chorei muito e fiquei desanimada.
    A frase que você usou para terminar é real: “… a surdez nos afasta das pessoas!” E, veja, Paulinha, eu, às vezes, tenho vontade de estar com pessoas, mas, sei que não é fácil para elas. Então, a gente acaba se distanciando, mas sofrendo por causa disso! Enfim…
    Gosto muito do seu blog.
    Um beijo carinhoso.

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:51 am

      14 pessoas é pra matar hein Janise!!!
      Mas sabe o que eu penso? Esse processo todo nos faz aprender a selecionar as pessoas + legais/divertidas/pacientes/humanas e tbem a selecionar os papos que queremos entender – eu não agueeeento papo furado!
      Tanto que lá em casa todo mundo se irrita comigo pq querem contar histórias e eu ja vou logo dizendo: RESUME! kkkkkk
      Beijos e força!

      Responder
  • Juliana Santiago
    01/08/2011 at 9:29 pm

    Oi Paula, sou de Nova Lima MG.
    Mais uma mineirinha fã do seu blog. Bjim

    Responder
  • Rafael
    01/08/2011 at 6:53 pm

    Paula, esse seu post tocou em uma de nossas maiores feridas. Ultimamente até barzinho tenho evitado, prefiro reunir os amigos em casa onde controlo melhor a situação. Agora com certeza sou considerado o cara mais chato do mundo pois quando estou numa turma grande e não consigo ouvir a conversa direito, tento desesperadamente monopolizar o assunto, assim eu só falo enquanto os outros ouvem e pensam cara mala sô!!! rsrsrssrs

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:53 am

      HAHAHAHAHAHAHA
      Barzinho eu só enfrento/aguento quando as companhias são do meu agrado.
      Com gente estranha, a única balada que me atrai é o El Dredon!
      Pq numa boa, escuro + música alta + mil pessoas falando ao mesmo tempo + povo tentando falar ao pé do seu ouvido = A TREVA!!!!
      kkkk
      bjão Rafa

      Responder
      • Carol Soria
        03/08/2011 at 2:30 pm

        É a treva mesmo! kkkkk Mas quando vc vai para a balada com suas amigas mais íntimas, é super de boa! Tenso é quando junta muita gente em um grupo só, dá um perdido e ai vc desiste e já quer ir embora haha. Cansei de ir nessas festas, é muito complicado pra conhecer as pessoas. Mas barzinho é uma boa, porque vc senta, e fica de frente para as pessoas, e tem iluminação hehe. Mas é melhor realmente ficar com poucas pessoas. Por isso nem tenho muitos amigos, justamente por essa fatalidade na hora de conversar com um grupo grande, mas é melhor poucos e bons amigos do que muitos e distantes amigos!

        Responder
  • Joelma
    01/08/2011 at 6:16 pm

    Oi Paula,

    Faz alguns meses que acompanho seus sites, nunca comentei. Nao tenho problemas auditivos, mesmo assim me interesso por pessoas, estou aprendo bastante lendo o Cronicas da Surdez . Acredita que mesmo nao tendo problemas auditivos, sempre que ha mais de 3 pessoas conversando, fico com uma sensacao parecida com a que descreveu? Impossivel para mim, prestar atencao em todas as pessoas conversando. Costumo prestar atencao em uma, no maximo duas, me desligando das demais. Em determinado momento deixo de prestar atencao em umas para prestar atencao em outras. As vezes pessoas ao meu lado estao as gasgalhadas e, eu boiando literalmente. Bem…so um comentario mesmo, isto acontece com os ouvintes tambem. Beijo querida! 🙂

    Responder
  • Greize
    01/08/2011 at 6:15 pm

    Gostei Paula, da sua sinceridade e de mostrar que vc é humana e não “super herói”, lógico que aqui tem depoimentos de superação.E tem que continuar.Mas também é bom falar das dificuldades.Já fui ouvinte, e sei como é bom estar num grupo.Hj sofro com isso e da desânimo tb.Olhos ficam vesgos, e pescoço com torcicolo.Tem gente que sabe e tem o jeito né, na conversa conta olhando para mim pq sabe que os outros vão ouvir, outros não fazem, outros esquecem.Ou aqui mesmo em casa, pq por mais que nossa família ajude , vamos confessar ninguém tem 100% de paciência tdos os dias nem nós,dai vem a frase feita :”Ah depois te falo”, qdo vc não entendeu direito.Isso é de doer.Da desânimo sim.Minha família tb é enorme, feira dupla de primos,rsrs, senti que afastei, mas agora saio com poucos amigos, para estar por dentro das conversas.Alguns acham que é por querer, ou isolamento, não entendem que com muita gente quem fica isolada sou eu.O pior da surdez é solidão, essa sim temos que lutar sempre.
    É a vida né..Mas vamos lá.
    Bjão.

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:50 am

      Greize,
      Nas horas vagas eu sou prima da She-Ra! hahaha
      Olha, é verdade, a solidão passa a ser a nossa grande companhia, mas, como ja falamos, temos que lutar contra isso!!!
      Viu que uma mineira deixou um comment?
      Eu disse pra ela que vcs têm que se conhecer!!
      Um beijo,

      Responder
  • Anna
    01/08/2011 at 5:31 pm

    Essa é, juntamente com a dificuldade de falar ao telefone, o que mais me chateia na surdez… contribui muito para a antissociabilidade, uma vez que passamos a evitar rodinhas e qd nos forçamos a participar, ficamos só ‘assistindo’, sem participar de fato. E quem nunca falou algo nada a ver por ter escutado errado? Eu já. Nesses casos, tenho sempre q contar com a solidariedade alheia, o que nem sempre é possível…
    E nas nights? Vem alguém querendo falar contigo, e vc só ouve o batidão! A pessoa pode berrar no meu ouvido que não discrimino… é chato e me deixa tensa!
    É, temos que conviver com isso, rs.
    bjs, Paula!

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      01/08/2011 at 5:34 pm

      Essa da balada é de doerrrr….já perdi a conta de quantos ‘amores da minha vida’ ficaram horas falando, falando, falando comigo no escurão barulhento das baladas da vida e eu neeem tchuns! hahahaha
      Faz parte….
      :/

      Responder
      • Lara
        01/08/2011 at 6:05 pm

        Sabe o q eu faço nas baladas? peço pra falar pra mim, pra eu fazer a leitura labial! HAHAHAHAH é engraçado!

        Responder
        • Maria
          02/08/2011 at 12:15 am

          Leitura labial no escuro? o.O

          Responder
          • Anna
            02/08/2011 at 4:45 pm

            Pois é, malabarismo! Eu peço para falarem virados pra mim, pra poder ‘ler’… logo, logo entendem nossa condição e a comunicação enfim se estabelece! =)
            Mas é tenso. rs

      • Carol Soria
        03/08/2011 at 2:15 pm

        Sei como é isso! Na night fico caçando um lugar com mais luz, se tiver né, pra mim ficar lá, ai viro a pessoa pra a luz e vou fazendo a leitura labial heh. Ás vezes uso a luz do celular haiuhauia, e outras escrevo no celular. Ou então foge pro banheiro com as amigas pra conversar haha. Cada coisa que já passei nas nights! kkk

        Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:48 am

      Anna, super concordo!
      Grupo grande + telefone: A TREVA!
      rsrsrrs
      Beijo,

      Responder
      • Rodrigo Nunes
        02/08/2011 at 7:32 pm

        Pô, gurias….

        Tem coisa melhor do que pedir pra pessoa falar de frente numa balada, e de pertinho?! ÓBEVEO que, se for “aquela” pessoa, melhor ainda!

        Velhos tempos de guri, onde isso era mera desculpa pra jogar charme e beijar a gatin… digo, a guria.

        Responder
        • Carol Soria
          03/08/2011 at 2:16 pm

          O ruim é quando a pessoa continua insistindo pra falar no seu ouvido! aff. hahaha

          Responder
  • Thays
    01/08/2011 at 4:48 pm

    Estou começando a estudar um curso básico de libras e estou adorando conhecer o mundo dos surdos.
    Vc já assistiu o filme Black, é sobre uma menina que nasceu cega e surda, super recomendo muito bonito o filme…

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:47 am

      Oi Thays,
      Aqui no CS vc vai encontrar surdos oralizados na grande maioria, mas sei que algumas pessoas aqui conhecem Libras.
      Seja bem-vinda.
      bjo,

      Responder
  • Luciane Brites
    01/08/2011 at 3:15 pm

    Paula,

    realmente é muito chato e a dor de cabeça nos convida a ir embora. E eu que tenho bebê… não sei se dou atenção ao que estão falando, ou até mesmo quando conversam diretamente comigo ou a minha filha. Não consigo fazer tudo ao mesmo tempo e fico louca pra ir embora. Realmente prefiro ambientes mais tranquilos. Bjs

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      02/08/2011 at 10:48 am

      Lu,
      No fim a gente acaba prestando atenção no que é mais importante!! rsrsrsrs
      Um beijo,

      Responder
  • Mariana
    01/08/2011 at 2:54 pm

    Realmente bate um desânimo, mas pior mesmo é que muita gente pensa que a gente não faz nenhum esforço, que somos preguiçosos, não querem nem imaginar o esforço hercúleo que fazemos (e que ainda assim não compensa tanto)! Ai, se existisse um óculos que transcrevesse as conversas do povo! 😛 Conversas em grupo exige tanto da nossa parte física quanto da nossa parte psicológica, é difícil demais e muito exaustivo!

    Beijos

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      01/08/2011 at 3:15 pm

      É mesmo.
      As pessoas olham como se estivéssemos desistindo mas, AH, se elas soubessem….
      E realmente, nao sei quem sofre mais nesses momentos, o físico ou o emocional!
      Bjos,

      Responder
  • Juliana Moreira
    01/08/2011 at 2:34 pm

    Oi Paulinha!!
    Quando estou em um grupo, muita gente conversando, tento prestar atenção o máximo possível… mas reparei que, em um grupo grande, muitas das vezes há sempre um que é o “papagaio” do grupo. É quem mais fala, quase que o tempo todo, não necessariamente seja um mala. Então eu presto mais atenção nele, assim não fico boiando na conversa rsrs. Ou então, há uma dupla dinâmica, em que um fala e o outro completa, seguindo de gargalhadas. Fico de olho neles. Não que o que os outros falem seja menos importante, às vezes dá pra prestar atenção nos outros tb. Ao menos isso não me deixa sem saber do que estão conversando.
    Mas convenhamos, em uma conversa entre mais de 4 mulheres não dá né?! É impossível escolher uma pra prestar atenção. Enquanto uma fala da cor das unhas, a outra emenda que o vestido está no mesmo tom, e a outra lembra de um lançamento milagroso que tira as rugas, e por aí vai o papo, dando voltas e voltas até voltarem a falar das unhas, aí que a primeira lembra o nome do esmalte. Dá até dor de cabeça, nessas horas entendo como muitos homens reclamam que mulher fala demais.
    O engraçado dessas situações é que eu quase não falo, presto atenção no papo e solto uma frase ou outra (fico feliz qdo isso acontece!). Então muita gente acha que sou quieta, tímida, mas é difícil “entrar na dança” rs
    Já ao conversar com duas pessoas, só então que elas percebem o quanto sou comunicativa (falo pra caramba, meu namorado costuma dizer que eu “engulo um papagaio” rs). É legal quando impressionamos os outros, não acha?
    Bjs!!!
    obs: como que eu faço para pôr foto aqui? às vezes comento, mas há tantas Julianas rs Não sei se você enxerga meu email, passei a colocar o sobrenome para “peneirar” rsrsrs

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      01/08/2011 at 3:18 pm

      Enxergo sim!
      😉
      Acho que pra foto, precisa de um cadastro no wordpress…

      Eu tbem sou mega tagarela, mas só com quem eu conheço. Com gente estranha sou mega quieta, passo por bicho do mato sem ser.
      Meus amigos, os que são super acostumados comigo, sempre dizem que, depois de um tempo de convivência avec moi, eles ficam com raiva das pessoas que falam com eles sem olhar pra eles, que se sentem desrespeitados! rsrsrsrs!!!
      Por isso que eu digo, prefiro conversar com 2 pessoas por vez pra dar 100% de atenção pra elas.
      🙂
      Beijos,

      Responder
  • Lara
    01/08/2011 at 2:24 pm

    Paula, lembre-se: vc não é a única! Todos nós sofremos por causa disso! hehehe
    Quando acontece esse tipo de coisa, eu falo: tô boiando nessas conversas! Ai meus amigos riem, mas eles sabem que eu não entendo conversa paralela e explicam pra mim no que se trata o assunto.

    Mas na maior parte, as vezes eu consigo entender a conversa paralela, pq fico interessada sobre o assunto e daí me esforço ao máximo para prestar atenção.

    Relaxe…beeijo

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      01/08/2011 at 3:18 pm

      Lara,
      No geral, eu levo na boa, já to acostumada né? Rsrsrsrs!
      Mas às vezes, bate O desânimo.
      :/

      Responder
      • Lara
        01/08/2011 at 6:01 pm

        Sei como é! Comigo tb bate, mas ja me acostumei…ai relevo!

        Responder
  • Maria
    01/08/2011 at 2:16 pm

    Me sinto exatamente assim como você escreveu! Acho que é uma situação horrorosa e bastante incômoda! Por isso que quando quero sair com alguém, tenho de falar para as pessoas que eu convidei que não quero que chamem mais gente, pois só consigo conversar com duas pessoas no máximo! Senão eu mesma ficarei deslocada no ambiente… Quando não tem jeito, em caso de aniversário de alguém com muita gente, eu procuro sentar perto de pessoas mais próximas de mim, assim fica mais fácil de conversar do que com uma pessoa que nunca viu na vida!

    Quando a minha mãe está comigo, numa mesa com algumas pessoas, ela fica brava quando as pessoas não me dão atenção ou “esquecem” de me incluir na roda da conversa. Com a mamãe na mesa, todo mundo tem que olhar pra mim de vez em quando para eu entender do que estão conversando e poder dar palpites.

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      01/08/2011 at 3:20 pm

      Maria,

      Eu e minha mãe temos um relação engraçada tbm. Quando estou cheia de gente ao meu redor e ela tá junto, qdo me desespero ou me perco no papo só olho pra ela e ela me salva na hora!! Adoro!! Só tenho que cuidar pq senao às vezes ela até responde por mim de tanto que me conhece! rsrsrsrs
      Beijo!!!!
      PS: que sucesso foi teu depoimento hein!

      Responder
      • Maria
        01/08/2011 at 3:39 pm

        Huahua mães são 10!!! Se deixar, ela conta tudo da minha vida pra outros comigo no lado sem saber!

        Nossa! Você não imagina o sucesso do meu depoimento na vida fora da internet também. Apareceu gente de ONG querendo cópia pra publicar em algum lugar e conversar comigo! Ai vou fazer propaganda do seu site!

        Responder
        • Rodrigo Nunes
          02/08/2011 at 7:26 pm

          Minha mãe e minha e namorada (vou parar de escrever “gatinha”, senão a Paula pensa que sou Tio da Sukita) são assim.

          Numa roda de conversa, uma olhadinha pra elas, com uma cara de Gato de Botas (Shrek), é a senha pra que elas me coloquem a par da conversa.

          É uma M… ter de ficar pedindo pra repetir…

          Responder
  • Kássia
    01/08/2011 at 1:53 pm

    Oi Paulinha, acompanho o sweetest regularmente, mas o cronicas só de vez quando.Hj la no fb me deparei com esse link que vc postou e vim dar uma olhada.Imagino que vc deve receber elogios e agradecimentos com frequencia pois sao blogs realmente incriveis e esse retorno é mais que merecido.
    Bom, resolvi postar hj pq achei esse texto comovente, nao sentido piegas da coisa,mas de como voce é generosa ao partilhar suas experiencias,e como faz isso de maneira delicada dessa forma podendo ajudar mtas outras pessoas em situaçoes similares ou não. Sou ouvinte,não tenho como ter minima ideia de como é ser surda, mas voce me ajuda a tentar ser uma pessoa melhor,e acreditar que tudo e possivel em nossas vidas pois mtas vezes o limite esta dentro de nós.
    Bjos
    Obrigada.

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      01/08/2011 at 3:21 pm

      Kássia querida, obrigada por tirar um tempinho pra conhecer o Crônicas!
      =)
      E obrigada também pelas palavras fofas!
      Um beijo,

      Responder
  • Julie
    01/08/2011 at 1:21 pm

    Paula,
    Essa é a pior parte de estar no meio de um monte de gente. Principalmente quando todo mundo fala ao mesmo tempo, ocorre conversa paralela, é um caos. ,Eu tbm fico super estressada, dá vontade de sair de fininho mesmo, às vezes faço isso (raramente), mas outras, como sou brasileira e não desisto nunca, rsrs, fico e tento acompanhar, saio muitas vezes com dor de cabeça, e sem entender boa parte da conversa, infelizmente. Pior de tudo deve ser a cara de perdido que a gente fica.
    Na minha família a coisa é muito mais dramática, quando junta com primos, tios etc, fala todo mundo ao mesmo tempo e alto, imagine a cena, parece uma feira, onde cada um quer falar mais e mais alto, eu perco parte das conversas sempre, pq não dá para acompanhar tudo, mas encho o saco do povo para me falarem o que eu perdi e acabo rindo junto com eles.
    Beijos.

    Responder
    • Crônicas da Surdez
      01/08/2011 at 3:22 pm

      Hahahaha ‘parece uma feira’….
      Guria, nada me dá mais chilique na vida do que conversas paralelas!
      Que nervoso!!!

      Responder
  • Roberta
    01/08/2011 at 1:18 pm

    Ei Paula…que bom vc falou sobre conversas em grupo…
    Hoje estou um pouco triste por causa disso…final de semana fui para casa do meu pai,e estive em situação assim.Realmente,ficou deprimida por causa disso,mas não tem como evitar,o jeito é esperar a tristeza passar e ler o seu blog e lembra que não sou a única…
    Grande beijo…

    Responder
  • Juliana
    01/08/2011 at 12:03 pm

    Paula!!
    Isso veio em um momento certo na vida. Eu estou lendo seu Blog todo dia, apesar de não deixar comentário
    Eu vivo a mesma situação que você quando estou com um grupo grande, nem consigo acompanhar a conversa. E meus amigos falam que fico igual boba por que eu não abro a boca. Como é difícil eles entenderem….
    Prefiro sair de mansinho, assim uma pessoa acaba indo me fazer companhia e acaba fluindo a conversa.
    Parabéns pelos Blogs.
    Uma ótima semana. BJ

    Responder

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