Crônicas da Surdez Implante Coclear

Jornada do Implante Coclear parte IV

Aqui vos fala a nova babyborg do pedaço! Me operei dia 28/9 no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Enquanto escrevo esse post já tive alta – hoje cedo – e preciso ficar por aqui pelo menos até tirar os pontos, o que deve ocorrer entre sete e dez dias. Como estou me sentindo? Esquisita. Por enquanto ainda sem paladar no lado direito da língua e meu zumbido, que já era altinho, agora oscila no ouvido operado entre nada e serra elétrica. Rosto meio inchado do lado direito também, mas graças a Deus sem enjôo ou tontura.

Segue a prometida e clássica foto de turbante pós-cirurgia!

 

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Esses são os meus anjos da guarda: Dr.Luiz Lavinsky e Dra.Michelle Lavinsky Wolff. Tive a sorte de encontrar dois médicos sensacionais que, acima de tudo, são humanos e calorosos. Me passaram muita paz e muita confiança desde o início do processo. Fui sem medo com eles pro centro cirúrgico. O Dr.Lavinsky antes de operar tem um gás, um bom humor e uma vitalidade que só vendo. Parece um gurizão de tão faceiro que fica – até disse isso pra ele depois e ele dava risada.

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É tanta gente para agradecer que tenho medo de esquecer alguém. Vou tentar, caso esqueça de alguém, perdoem a recém-operada, please. Em primeiro lugar, a equipe médica maravilhosa e todo o pessoal do Clínicas, cujo atendimento foi perfeito da burocracia à enfermaria. Minha mãe, a companheira mais leal e dedicada que tenho nessa vida. Aos meus amigos queridos e leitores do Crônicas pelas correntes de orações e de energia boa que tanto me ajudaram e me deram sorte e luz. Ao pessoal da PolitecRDV Saúde, em especial a Andrea, pelo suporte logístico e ajuda hercúlea na hora de resolver os problemas burocráticos que surgiram. As minhas amigas fonoaudiólogas que tanto me aturaram tirando dúvidas. A Lak Lobato pela amizade e por tanto acalmar minha mãe antes de tudo. As secretárias da Clínica Lavinsky pelo carinho e por conseguirem sempre me encaixar na agenda dos médicos. A Regina Vaz Ribeiro, amiga do coração que veio de Santa Cruz do Sul trazendo os pãezinhos que mais amo lá do Antigo Bistrô só para me alegrar. A Ale Vernier que foi me visitar no hospital e a Elene Politu que passou uma noite inteira me cuidando como uma leoa para que a mãe pudesse descansar um pouco. Ao meu avô Chico que eu sei que me protege lá do Céu desde que se foi desse mundo e cuja presença foi sentida no quarto do hospital. A todos os que nos mandaram mensagens de apoio e de força, o meu eterno agradecimento.Nessas horas a gente se sente um pouco desamparado e sozinho, e quando alguém perde um minuto do seu tempo mandando um oi isso faz MUITA diferença. Aprendi que é preferível ‘pecar’ por ser ‘invasivo’ do que pecar por ser um fantasma.

Vou descansar um pouco que tô tonteando de olhar pra tela do notebook.

Um beijo enorme em cada um de vocês e obrigada, por tudo, sempre. <3