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Crônicas da Surdez

Museu do Louvre em Paris: deficientes auditivos não pagam ingresso

Lembram que tempinho atrás publiquei um post contando que não paguei para entrar no Museu do Louvre? Pois é, inventei de atualizar uns plugins do blog e o post foi pro beleléu. Como sei que isso interessa a muita gente, encontrei duas fotos que tirei nesse dia. Quem deixou algum dos valiosos comentários naquele post, peço encarecidamente que deixe de novo neste – lembro que alguém comentou que estava em Paris e tinha feito uma infinidade de passeios e visitas a pontos turísticos sem precisar pagar ingresso.

A foto acima mostra o lugar através do qual pessoas com deficiência (e um acompanhante) entram no museu, livre de filas e de espera.

Eu estava na fila para comprar nossos ingressos quando li o cartaz desta foto. Quando chegou a minha vez, perguntei pro moço que me atendeu se havia algum desconto para quem tinha deficiência auditiva. Aí ele começou a sinalizar pra mim e ficou meio boquiaberto com o fato de que eu não usava língua de sinais e falava como ele.

Resumo da história: ele insistiu que eu e a minha avó fôssemos com ele até a entrada ‘especial’ porque a lei me garantia esse direito. Primeira vez na vida que não paguei um ingresso por ser DA. Sei que isso é um assunto que divide opiniões, mas o objetivo não é discutir o caso, apenas contar para aqueles que querem aproveitar esse direito e fazer uso dele. 😉

Sobre

Escrevo o Crônicas da Surdez desde 2010. Sou bacharel em Ciências Sociais pela UFSM, escritora e empresária. Moro no Rio de Janeiro e tenho 38 anos. Meu diagnóstico é de deficiência auditiva bilateral neurossensorial e progressiva. Tenho Implante Coclear nos dois ouvidos. Em 2013 lancei o livro Crônicas da Surdez (Ed. Plexus) e em 2015, Novas Crônicas da Surdez: epifanias do implante coclear (Ed. Plexus), que já foi traduzido para o inglês.

17 Comentários

  • Ana Paula Almeida do nascimento
    25/01/2020 at 10:07 pm

    Boa noite Paula eu me chamo Ana e sou deficiente física vou pra europa em Junho tenho que leva algum laudo ou as carteirinha que uso aqui no Brasil vale pra pega gratuidade na europa

    Responder
    • Pryscilla Cricio
      04/08/2020 at 4:47 pm

      Olá Ana,

      Tudo bem?

      Venha para o nosso grupo fechado no Facebook com mais de 15.300 pessoas com deficiência auditiva que usam aparelhos ou implantes. Para se tornar membro, é OBRIGATÓRIO responder às 3 perguntas de entrada.

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      Estamos te esperando!

      Abraços,

      Equipe Surdos Que Ouvem

      Responder
  • Mari
    17/10/2019 at 3:54 pm

    A deficiência visual do meu namorado não é tão evidente. Ela é gradativa. Você sabe o que ele precisa apresentar para ter direito?

    Obrigada desde já pela ajuda <3

    Responder
  • Mariana
    17/10/2019 at 3:51 pm

    Amei o seu relato! Me será muito útil! Vou viajar com meu namorado para Paris em Janeiro. Ele é deficiente visual. Gostaria de saber se existe algum tipo de gratuidade de transporte público em Paris para turistas com esse tipo de deficiência e se tb para seu acompanhante. Procurei no site deles, mas não achei nada sobre (na verdade até achei, mas não entendi muito bem se era restrito a moradores de Paris). Você saberia me ajudar com isso? Isso tudo foi uma grande surpresa (positiva), vai ajudar muito a gente!

    Responder
  • Pelo mundo: em Paris
    27/06/2017 at 5:34 am

    […] levou até uma entrada especial e explicou que PCD e um acompanhante têm entrada gratuita – aqui tem post de 2012 sobre isso. Fiquei com aquilo na cabeça e, como li em vários lugares sobre isso, cheguei ao Museu Rodin […]

    Responder
  • Ana Paula
    30/05/2016 at 12:48 am

    Olá Paula, primeiramente parabéns pelos textos, li vários e me identifiquei com muita coisa. Tenho uma pergunta, sabe me informar se na visita aos museus franceses é necessário levar laudo médico para comprovar a surdez?
    Obrigada,
    Ana Paula

    Responder
  • Tatiana de Souza Centurion
    22/05/2016 at 9:21 pm

    Eu uso aparelho auditivo nos dois ouvidos, com perda moderada em um e severa em outro ouvido. Porém falo perfeitamente, será que também tenho direito? Como falo perfeitamente será que tem que levar algum atestado médico ou só os aparelhos nos ouvidos é suficiente.
    Quero aproveitar e dizer que adorei sua publicação, pois realmente temos pouquíssimos benefícios pela deficiência e prejuízos que só quem tem a deficiência sabe como é .

    Responder
  • Vitória
    26/01/2013 at 10:25 pm

    Karen, como eu faço essa carteirinha que me identifica como deficiente auditivo? Que documento oficial pode declarar que dou DA? Por onde começo? Obrigada.

    Responder
  • Karen
    31/07/2012 at 10:49 pm

    No Brasil, os espaços públicos como museus, parques, os ingressos são gratuitos, basta apresentar um comprovante que é deficiente.
    Nos cinemas e teatros, também apresenta um documento que você é deficiente auditivo e daí, paga meia entrada.
    É só reinvindicar os nossos direitos.

    Responder
  • Rafael
    24/07/2012 at 12:46 pm

    Não brinca!
    Fiquei de cara agora. Estive por lá em maio deste ano, fui na porta do Louvre e dei meia-volta porque não queria ficar o dia todo (ou uma tarde toda) enfurnado dentro de um prédio. Mas já que era de graça, até injeção na testa rs…

    Ficarei mais atento a este tipo de coisa.

    Em tempo: fico admirado com o suporte para os deficientes, estimulando a interagir com a sociedade e não ficando de canto.

    Responder
  • Maria
    21/07/2012 at 1:26 am

    Como comentei no post anterior que foi apagado acidentalmente, eu entrei de graça nos museus de Lisboa! Eu não sabia dessa lei, descobri por acaso.

    Tinha resolvido ir ao Museu de Cerâmicas, e meus pais para interagir com os portugueses, foi contando para o moço do balcão que eu era surda. Aí este moço chegou até mim e disse: “tenho uma surpresa para você!!!” e estava com uma coisa escondida na mão dele. E me mostrou um papelzinho branco, com a mão ainda tampando alguma coisa. E meio que fez como se fosse um show de mágica, e mostrou que no papel estava escrito “zero euro”. Achei o máximo o jeito que o moço brincou comigo, aquilo fez o meu dia. Depois desse dia, fui no oceanário e falei que era surda pro caixa, e me deram um ingresso grátis (ainda bem!!! porque o ingresso era caaaro).

    Eu acho justo que os museus nos dêem os ingressos de graça porque dentro desses museus existe um serviço de guia por fone para ouvintes, o que a gente não pode usufruir, então vejo isso com uma forma de compensação.

    Quando estava em Londres, eu tentei ganhar algum tipo de desconto em ônibus de turismo, que também tem fone de guia. Mas a atendente exigiu uma carteira que comprovasse que eu era surda. Nunca vi este tipo de carteira, já pesquisei e não achei nada sobre o assunto na União Européia. Olha que eu sou italiana, já perguntei pro consulado italiano e ninguém sabia de nada! Nem achei também no site do órgão italiano que representa os surdos ( http://www.ens.it )

    Já entrei de graça nos museus de Paris, mas não como surda e sim como estudante de design!! Eles dão ingressos de graça para estudantes de qualquer profissão que venha da arte. Vi muitas pessoas jovens dentro do museu fazendo desenhos das estátuas e outras obras. Achei suuuper interessante este tipo de incentivo à cultura. Só precisei mostrar a carteirinha da faculdade onde estava escrito a minha profissão em curso da época.

    Sei que o Vaticano também dá ingresso de graça para os surdos e deficientes físicos. Mas não pegarei este ingresso porque não tenho coragem de enfrentar a fila quilométrica, prefiro comprar pela internet mais pelo conforto. De acordo com o site, tem que pegar uma fila especial, preencher uma papelada no caixa e esperar a autorização do pessoal. O Vaticano treinou um grupo de guias para surdos e cegos. Só que os guias falam em sinais italianos, senão eu iria querer contratar este serviço! Uma pena!

    Responder
  • solange
    20/07/2012 at 12:26 pm

    Muito bom saber disso, mais e aqui no Basil como fica?

    Responder
  • Silvia
    20/07/2012 at 10:32 am

    Que ironiaaaa
    “Com recursos do Ministério do Turismo…” e depois “o serviço é disponibilizado mediante pagamento…”
    Como é? Não somos nós que mantemos o Ministério do Turismo, via pagamento de impostos???

    Responder
    • Ines Martins
      22/07/2012 at 11:29 pm

      Pois é Silvia, uma vergonha! O mesmo se aplica se um turista estrangeiro decide visitar nossos museus e verifica que precisa pagar para ter acesso a um tradutor. Shaaaaaameeeee!!!

      Responder
  • Ines
    20/07/2012 at 10:04 am

    Gente, que diferença se compararmos o “serviço” prestado pelo Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro! http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-s100.htm

    “Serviço de áudio guia e multimídia com linguagem em libras – Com recursos do Ministério do Turismo, o Museu Histórico Nacional oferece serviço de áudio guia em três linguas (português, espanhol e inglês) e guia multimídia com linguagem em libras (Linguagem Brasileira de Sinais) para deficientes auditivos.
    São 40 equipamentos de audio e dois especiais, com tela de TV para os deficientes auditivos. A duração do áudio guia em português é de 1 hora e 23 minutos. A versão em espanhol tem a duração de 1 hora e 11 minutos e a em inglês 1 hora e 5 minutos.
    O serviço é disponibilizado ao visitante no valor de R$ 8,00 (oito reais).”

    Ou seja, você ainda precisa pagar R$ 8,00 por um serviço que deveria ser gratuito!!! E fora o ingresso né? #prontofalei

    Responder
  • Silvia
    20/07/2012 at 9:50 am

    Paula, a respeito do assunto dividir opiniões, eu penso o seguinte: por lei, olhando a questão da acessibilidade, no caso de visita de um portador de deficiência (seja ela qual for), ao museu, este deve fornecer opções – se o deficiente está sozinho, e é cadeirante, um funcionário do museu deve guiá-lo; se for usuário de linguagem de sinais, deve ter intérprete e por aí vai. Neste caso, acho o máximo que o museu ofereça entrada gratuita para o deficiente e seu acompanhante, pois pense bem: caso o deficiente estivesse sem acompanhante um funcionário do museu deveria acompanhar a visita. Eu fui com uma amiga ouvinte, a vários museus em Paris sem pagar nem pegar fila, neste caso ela é minha intérprete… ou seja, faz um trabalho que em sua ausência uma pessoa do museu teria de fazer. Nada mais justo do que ela também não pagar.

    Responder
  • Eduardo dos Santos
    19/07/2012 at 6:34 pm

    Que droga! Fui no Louvre ano passado e não sabia dessa. Uma pena, mesmo.

    Responder
    • Eduardo dos Santos
      19/07/2012 at 6:45 pm

      Eu sempre pedia verificava se davam desconto para estudantes, nunca pensei em pedir diretamente descontos para surdos.

      Bom, minha visão não é das melhores também, aí esse cartaz deve ter passado despercebido.

      Responder

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